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Bill Gates recomenda estes 5 livros para começar bem o ano

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BILL GATES: pelo quarto ano consecutivo, fundador da Microsoft lidera lista da revista Forbes / https://exame.abril.com.br/noticias-sobre/trabalho-em-equipe/ (./Getty Images)

O bilionário e filantropo fez uma seleção de livros que acredita que todos irão gostar e que são ótimos para a virada do ano

Luisa Granato, na revista Exame

São Paulo – Para quem vive na correria do dia a dia e não sobra muito tempo para leituras mais profundas, todos os anos o fundador da Microsoft Bill Gates faz uma seleção de livros que leu naquele ano e que recomenda.

Segundo Gates, em 2019 ele inconscientemente priorizou livros de ficção, explorando outros mundos.

O bilionário e filantropo fez uma seleção de cinco livros que acredita que todos irão gostar e que são ótimos para a virada do ano.

1. An American Marriage, de Tayari Jones | Um casamento americano (editora Arqueiro)

Gates conta que o romance sobre um casal negro do sul americano cujo casamento é ameaçado por injustiças foi recomendação de sua filha. A leitura é boa para se envolver na história de amor e criar empatia pelos diferentes personagens.

2. These Truths, de Jill Lepore

A historiadora Jill Lepore conta a história dos Estados Unidos em 800 páginas. Segundo Gates, a obra tem o diferencial de utilizar pontos de vista diversos na narrativa.

3. Growth, de Vaclav Smil

Gates confessa que Vaclav Smil é um de seus autores favoritos e que esperava seu novo livro como muitos esperam pelo novo filme de Star Wars. O professor investiga o crescimento na natureza e na sociedade, desde microorganismos até impérios e civilizações.

4. Prepared, de Diane Tavenner

Sendo educação uma das paixões do bilionário, não poderia faltar uma recomendação no tema. O livro fala sobre preparar os filhos para a vida após o ensino médio, a autora faz um guia de como ajudar os jovens a seguir seu caminho na vida e para a faculdade.

5. Why We Sleep, de Matthew Walker | Por que nós dormimos: A nova ciência do sono e do sonho (editora Intrínseca)

Segundo Gates, esse é apenas um dos livros sobre comportamento humano que ele leu no ano, mas ele acredita que “Why We Sleep” é o mais interessante e profundo. Gates recomenda o livro para quem deseja ser mais saudável em 2020 e melhorar seus hábitos de sono.

Saga Harry Potter será lançada em audiolivros em 2020 no Brasil

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Processo de seleção do elenco de voz ainda está em andamento

Nicolas Garófalo, no Omelete

Com mais de 500 milhões de unidades vendidas no mundo, a saga Harry Potter ganhará uma versão brasileira de audiolivros produzida pela Storytel, empresa sueca que já possui os direitos para transformar obra de JK Rowling em história falada em outros países.

De acordo com o jornalista Bruno Molinero, da Folha de S. Paulo, a empresa está em busca de um elenco de voz para narrar o livro e dublar as falas de Harry e seus amigos.

Ainda segundo o colunista, a intensão da Storytel é lançar o primeiro livro, A Pedra Filosofal, em 2020, com as continuações sendo lançadas uma a cada mês.

O primeiro livro da saga Harry Potter foi publicado originalmente em 1997, com a saga sendo concluída dez anos depois com o sétimo volume, As Relíquias da Morte. Nos cinemas, os livros foram adaptados pela Warner Bros., que produziu oito filmes baseados nos livros e outros dois derivados com a franquia Animais Fantásticos. O terceiro filme do spin-off está em fase de pré-produção e terá cenas gravadas no Brasil.

Autor de ‘Podres de ricos’ vendeu história por apenas US$ 1 para Hollywood

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Kevin Kwan virou best-seller e inspirou filme que estreia nesta quinta no Brasil após fazer sucesso nos EUA

Andrew R. Chow, em O Globo [via The New York Times]

NOVA YORK — Com seus banquetes generosos, fugas de helicóptero e ricas descrições da exuberante costa de Cingapura, o romance “Asiáticos podres de ricos”, de Kevin Kwan, praticamente implora para ser transformado em um filme. Mas quando Kwan escreveu o livro, publicado em 2013, não imaginava que isso pudesse acontecer. “Eu contei uma história que considerava muito cinematográfica. Ousava sonhar que isso aconteceria? De jeito nenhum”, disse o escritor em entrevista por telefone ao “New York Times”. “Eu não achava nem que seria publicado.”

O livro não só foi publicado como chegou às listas de mais vendidos, também deu origem a um filme (leia aqui a crítica do Bonequinho) que ficou por semanas na liderança das bilheterias americanas — impulsionado por críticas calorosas e agressivas campanhas de aluguel de salas de cinema .

O filme, que estreia nesta quinta (25) no Brasil, carregou o peso de ser o primeiro de Hollywood com um elenco totalmente asiático em uma história contemporânea desde “O clube da felicidade e da sorte”, de 1993. Graças ao sucesso, Kwan acredita que ele já aumentou o apetite por diferentes tipos de histórias em Hollywood.

Eu estava na Filadélfia e havia dois caras brancos na faixa dos 50 anos numa sessão. Um deles admitiu: “Eu não chorava em um filme havia muito tempo, mas nesse chorei”. E o amigo completou, “Sim, eu chorei também.” Aquele não era o alvo demográfico. Mas é engraçado vê-los admitindo isso e ficando tão surpresos com a própria reação. É ótimo ouvir isso, porque é no que acreditamos desde o início: essa história transcende a etnia.

A história explora o mundo dos ricos em Cingapura, onde você cresceu. Qual foi a demonstração mais obscena de riqueza que você viu quando criança?

Essa entrou em “Podres de ricos”: havia uma família que recentemente sofrera uma tragédia pessoal. Um conselheiro cristão chegou e começou a destruir tudo o que era chinês ou tinha algum dragão ou ídolo. Eu tinha 10 anos e lembro de acompanhar naquela enorme mansão enquanto vasos eram jogados no chão. As empregadas choravam vendo fortunas que não conseguiriam juntar em toda a sua vida sendo destruídas bem na frente delas. E depois elas precisavam literalmente varrer tudo. Eu não poderia inventar uma história dessas.

O livro é uma sátira dessa cultura do excesso, mas Hollywood adora glorificar a riqueza. Você temia que a crítica ficasse perdida na adaptação para o cinema?

Tive muitas conversas com Jon (Chu, diretor do filme) sobre isso. Eu conhecia e entendia a visão dele: apesar de haver cenas decadentes, era preciso ver além disso. O centro da história é uma família: um casal, uma mãe e um filho. Aí está a verdadeira riqueza louca da história.

Enquanto outros autores vendem os diretos de seus livros por milhares de dólares, você ofereceu sua obra para as produtoras Color Force e Ivanhoe por US$ 1. O que você fez com esse dólar?

Acho que nem recebi esse dólar, na verdade. Basicamente, eu estava tentando ser o mais amigável possível ao negócio. Não queria que as coisas corressem o risco de não darem certo por dinheiro. Eu preferia que o orçamento fosse gasto na contratação de um grande roteirista para realmente adaptar meu livro, em vez de me pagar alguma taxa de opção estúpida. E isso me deu a possibilidade de participação em todo o processo. Então cada dólar valeu a pena — esse dólar valeu a pena (risos) .

A escolha de Henry Golding, parte caucasiano, para interpretar Nick, o protagonista masculino, causou alguma controvérsia. Esse debate surgiu durante o processo de seleção?

Definitivamente surgiu e foi um tema sobre o qual discutimos por muito tempo. Estávamos hiper-conscientes do que aconteceria e como as pessoas responderiam. Mas no final realmente sentimos que ele era o Nick perfeito. Tivemos que deixar de lado nossas próprias questões a respeito.

Eu entendo o debate e fico feliz que tenha surgido. Mas sendo de Cingapura, que é uma sociedade multicultural, tendo tantos primos mestiços e vendo a luta deles como asiáticos que não são totalmente aceitos em nenhum dos lados, eu realmente tenho muita empatia por isso. Como eles não são asiáticos? Como Henry Golding, que passou a maior parte de sua vida morando na Ásia, pode não ser considerado asiático? Há cinquenta anos ele não poderia entrar em muitos clubes privados simplesmente pela sua aparência.

Nos últimos meses, você viu uma mudança nas oportunidades em potencial para histórias asiáticas em Hollywood?

Sem dúvida. Há um tremendo interesse agora em projetos que estou desenvolvendo. Eu também percebo isso com o elenco. Todos eles têm novas oportunidades surgindo. Eles estão recebendo ofertas de papéis e possibilidades diferentes. Estamos vendo todos esses atores encontrarem demanda de uma maneira totalmente nova e em projetos que não são apenas baseados na Ásia. O clima já está mudando.

Agora que você superou o estereótipo, que tipos de histórias tem interesse em contar?

Asiáticos loucos e pobres. Ou apenas asiáticos malucos de classe média. Eu escrevi três livros sobre o 1% (Além de “Asiáticos podres de ricos”, ele publicou também “China rich girlfriend” e “Rich people problems”). Agora, trata-se de explorar esse amplo espectro e mostrar outras facetas dos asiáticos em todo o mundo. Eu quero mostrar como eles podem ser tão legais quanto os asiáticos ricos e loucos, se não mais.

Também estou desenvolvendo uma série de TV com a Amazon. Ela vai se passar em Hong Kong, e acompanhará a família mais poderosa e implacável de lá. Vai ser muito diferente em tom e temas.

(Pergunta com spoiler) A cena pós-créditos do filme estabelece um novo interesse amoroso potencial para a rejeitada Astrid (Gemma Chan). A cena é o prenúncio de uma sequência?

Eu espero que sim. Junto com alguns atores eu me infiltrei numa exibição na Union Square e ficamos até os créditos finais. No minuto em que a cena passou, as pessoas gritavam. Foi hilário assistir.Estamos definitivamente tentando arrumar as coisas para uma sequência. Mas tudo depende do bom desempenho do filme. Não depende de nós.

Clubes de livros provam que a leitura continua movendo paixões no Brasil

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No Centro de Referência da Juventude, o #ClubedolivroBH chega a reunir até 300 pessoas todo o trimestre, oferecendo três horas de palestras, brincadeiras e sorteio de livros

Paulo Henrique Silva, no Hoje em Dia

Nas redes sociais, já são mais de 40 mil seguidores falando de um mesmo tema: literatura. Durante os encontros presenciais, que acontecem trimestralmente no Centro de Referência da Juventude, na região central de Belo Horizonte, o gosto por histórias de diversos gêneros leva à lotação máxima.

Criado há cinco anos pela blogueira Letícia Pimenta, o #ClubedolivroBH é a prova de que a crise econômica e a digitalização das obras podem ter afetado livrarias e editoras – algumas delas se viram forçadas a negociar com fornecedores para não fecharem as portas –, mas não quer dizer que o gosto pelos livros tenha acabado.

Como a foto acima pode comprovar, não se trata de um clube exclusivo de mulheres, algo que já existe desde 1868. Naquele ano, jornalistas mulheres não puderam participar, por machismo, de um encontro literário e fundaram o Sorosis – tipo de associação presente no recém-lançado filme “Do Jeito que Elas Querem”, com Diane Keaton e Jane Fonda.

O clube mineiro tem “gente de todo tipo, de todos gêneros, raças, idades e bairros”, como Letícia faz questão de frisar. Tem sido assim desde que a blogueira resolveu compartilhar o amor pelos livros. “Eu queria ajudar outras pessoas a descobrirem como o livro é bom e que, ao começarem a ler, enxergariam um novo mundo”.

Ela lembra que o início não foi fácil. Como numa obra de entendimento mais complexo, precisou de persistência. “Por meio do blog, percebi que havia muita gente como eu, amante dos livros, e vi a necessidade de conhecê-los. Procurei uma livraria e marquei o encontro. Foram quatro pessoas apenas”, lembra.

Sem nova chance na livraria, ela passou o encontro para o Parque Municipal, onde o público foi crescendo gradativamente, a partir de “gincanas literárias” e da ideia de transformar o livro num meio de se falar do cotidiano. “Deu certo! Com um ano e meio, virou um boom”, recorda Letícia.

No escuro

Os participantes nunca sabem o título do livro. Nas redes sociais, a organizadora dá pistas, especialmente em relação ao gênero. “É no escuro mesmo, o que acaba sendo um atrativo. No dia, falo sobre o livro e, mesmo que a pessoa não o tenha lido, acaba participando da discussão”.

As editoras já perceberam o potencial do grupo para estimular as vendas e 35 delas enviam publicações para a avaliação da blogueira. “Escolho seis por evento, após pesquisa em torno do gênero no catálogo das editoras”, registra Letícia, que também sorteia 50 exemplares por encontro.

A estudante de Biomedicina Stephanne Manini Pereira, de 20 anos, frequenta o #ClubedolivroBH há três anos. “Simplesmente me apaixonei pelo evento. É uma experiência única. Amo ler e, com o clube, fiz várias amizades que vou levar para o resto da vida”, assinala.

Fracasso das livrarias ajudou a criar ‘novo varejo’

Um dos muitos clubes de assinatura de livros que foram criados no Brasil, nos últimos anos, a TAG tem hoje cerca de 35 mil assinantes ativos, que recebem mensalmente um kit de obras escolhidas por curadores. “Não sei se o público está consumindo menos livros. Não me parece”, observa o sócio-fundador Arthur Dambros.

Empresa gaúcha, criada há quatro anos, conta hoje com cerca de 35 mil assinantes ativos, boa parte deles jovens – TAG/Divulgação

E não adianta culpar a tecnologia pela baixa venda em livrarias. Segundo o executivo, “ler em papel” ainda está longe de ser um hábito de gente mais velha. Na TAG, a média de idade dos assinantes é de 34 anos. “Os clubes por assinatura são o ‘novo varejo’. O varejo está indo relativamente mal porque os leitores estão buscando novas formas de consumir”.

Na Leiturinha, os kits variam entre R$ 39,90 e R$ 74,90, dependendo do número de livros e da forma de adesão. Na TAG, existem duas opções: a “Curadoria”, em que um escritor de renome faz a seleção, ao preço de R$ 59,90, e “Inéditos”, em que livros prontos de editoras são lançados com exclusividade, no valor de R$ 39,90

Repaginado

A poetisa Ana Elisa Ribeiro salienta que não se trata de uma novidade, já que clubes de assinatura existem desde a década de 1920, com a mesma premissa: envio de uma determinada quantidade de títulos para quem paga mensalidade. “A ideia é velha, mas agora retomaram num formato digital”.

Para Dambros, o modelo é bem-sucedido por uma série de fatores que inclui o simples desejo de sair da “zona de conforto literária”. Ele observa que, geralmente, as pessoas vão às mesmas seções de uma livraria e, nas lojas digitais, o algoritmo sugere o mesmo tipo de livro comprado anteriormente. “Vamos contra a miopia literária, contra os vícios”, diz.

Outro fator importante é que o livro sai por um preço mais em conta. “Além de receber em casa, junto a outros benefícios, o leitor ganha uma edição exclusiva, só dele. Para a editora, também é vantajoso, porque ela levaria três, quatro anos para vender a mesma quantidade de livros”, detalha Dambros.

Ana Elisa já teve um livro lançado no modelo, o “Pulga Atrás da Orelha”, em parceria com o Clube Leiturinha, de Poços de Caldas, o mais importante no segmento infantojuvenil, com 120 mil assinantes.

“Para o autor e para a editora, é ótimo. Além da vantagem financeira, especialmente num momento de dificuldade do varejo, o livro vai direto para a mão do leitor”, compara.

Ela lamenta, no entanto, que a escolha seja feita por outra pessoa. “É preciso confiar que farão uma boa escolha”, assinala a escritora, que fez um estudo sobre os clubes de assinatura em 2016, realizando trabalho de campo na Leiturinha.

Feedback

Coordenadora de curadoria e conteúdo da Leiturinha, Cynthia Spaggiari é formada em Filosofia e Psicanálise e comanda equipe de dois psicólogos, dois comunicólogos e um pedagogo.

“Fazemos nossa seleção de acordo com o desenvolvimento infantil, buscando promover o hábito da leitura a partir da interação familiar. Acredito que esta seja uma das razões do sucesso”, explica.

A curadoria leva em conta o feedback dos pais. “Como os livros chegam como surpresa, temos a preocupação de não ofender nenhuma família, evitando questões políticas ou de gênero. Nossa função é promover a interação familiar e se não o pai se nega a fazer a intermediação, fica complicado”, explica.

7 livros leves e divertidos para devorar na beira da praia

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Veja nossa seleção de leituras para você curtir enquanto coloca o bronzeado em dia

Geiza Martins, na Revista Glamour

Como escreveu Fernando Pessoa, “ler é sonhar pela mão de outrem”. E nada como aproveitar a tranquilidade das férias de verão para embarcar em um sonho literário e divertido, né? Para provar que a nossa literatura não tem somente histórias massudas, buscamos 7 livros escritos por autoras brasileiras contemporâneas para renovar a sua cabeceira e a sua bolsa de praia!

Jeanne Damas (Foto: Instagram/Reprodução)

O mais bacana é que, por viverem na mesma época e no mesmo país que nós, elas abordam temas que estamos acostumados a vivenciar. Ou seja, a sensação de empatia é garantida. Vem ver (e devorar) em clima de #MulherBacanaLê!

“Depois a Louca Sou Eu”, de Tati Bernardi (Editora Companhia Das Letras)

Rir de si mesma é o melhor remédio para enfrentar essa coisa nada fácil chamada vida. Neste livro, Tati Bernardi escreve crônicas confessionais sobre ansiedade, crise de pânico, remédios tarja-preta e tudo o mais. Seria triste, se não fosse o seu estilo escrachado e ágil, que já é velho conhecido nosso. Tanto é que os textos têm uma pitada de humor que leva muita gente às gargalhadas e gera muita empatia, claro.

“Surtando”, de Gika Mendonça (Amazon Kindle)

Gika Mendonça vem ganhando leitores adeptos de e-books por suas crônicas – na mesma plataforma, ela já escreveu “O Guarda-Chuva Vermelho”. Aqui, a escritora fala, de forma leve, sobre os devaneios de ser uma mulher trintona, solteira e sem filhos. As 17 crônicas se passam no Rio de Janeiro e falam sofrência, relacionamentos e recomeços. Algumas leitoras podem achar o assunto muito clichê, outras podem se identificar com os pensamentos de Gika.

“Morri por educação”, de Nathalie Lourenço ( Editora Oito e Meio)

Se você curte tragicomédia (mistura de acontecimentos trágicos e risíveis), aqui está um livro de contos que foge do clichê. As mãos ágeis da escritora estreante Natalhie Lourenço nos levam por histórias com temas pesados, mas cheias de situações que, de tão inusitadas, despertam riso e choro. Assim como a autora, os personagens pensam de forma inesperada. São 17 histórias curtas contadas em uma linguagem gostosa e atualíssima.

“Breve passeio pela História do Homem”, de Ivana Arruda Leite (Editora Reformatório)

Recém-saído da gráfica, o romance da experiente e celebrada Ivana Arruda Leite chega para ampliar nossas personagens brasileiras fortes e, por que não dizer, atrevidas? A protagonista é Lena, uma viúva de 75 anos que ocupa a vida fazendo cursos e se diz “uma macaca velha de bom humor”. De forma irreverente, Ivana escreve sobre velhice, evolução e estupidez humana. Eis uma viagem para rir, mas também matutar da galhofa que envolve nós, a humanidade.

“Trinta e Oito e Meio”, de Maria Ribeiro (Editora Língua Geral)

A atriz Maria Ribeiro tem o costume de escrever cartas para amigos e desconhecidos, mas nunca as envia. Agora, elas estão reunidas em um livro de crônicas, cheio de reflexões, desabafos e também senso de humor e desconstração. Vale para quem é fã de Maria Ribeiro, ou para quem quer conhecê-la melhor, pois a atriz se coloca de corpo e alma nesses textos. Detalhe: o livro ainda traz ilustrações da ex-estilista Rita Wainer.

“Frango Ensopado da Minha Mãe”, de Nina Horta (Companhia das Letras)

Ainda não conhece as crônicas de Nina Horta? Saiba que elas são apaixonantes. Nina é considerada a grande cronista da gastronomia brasileira. Isso porque quando ela escreve sobre cozinha, na verdade ela fala de uma vida sem esnobismos. Seus textos reúnem quitutes e memórias. Não à toa, o livro foi vencedor do Prêmio Jabuti de Gastronomia de 2016. Recomendadíssimo!

“Calcinha no Varal”, de Sabina Anzuategui (Companhia das Letras)

Esse é um romance profundo que os leitores tendem a devorar. Lançado em 2005 e escrito por Sabina Anzuategui, o livro fala de juventude e amadurecimento, mas principalmente sobre a busca da identidade. Narrado em primeira pessoa (é bastante coloquial), tem como protagonista a universitária Juliana, que vive o primeiro ano na faculdade e passa por situações típicas dessa época, como o primeiro namorado, drogas, gravidez… O romance foi comparado com o clássico “Feliz Ano Velho”, de Marcelo Rubens Paiva.

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