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Os sete livros que farão você tomar gosto pela leitura em 2018

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Imagem: Getty Images.

Rodrigo Casarin, no Página Cinco

Já dei aqui algumas dicas para quem deseja começar a ler ou ler mais ao longo de 2018 e também dei minha opinião sobre se vale a pena ou não investir em um aparelho para livros digitais a fim de atingir tal graça. Espero que a esta altura do ano, já na terceira semana de janeiro, ainda exista a vontade de cumprir as resoluções regadas a sidra do réveillon, por isso indico agora sete livros que podem ser uma aprazível porta de entrada ao universo da literatura. São obras de linguagem simples, que apresentam histórias marcantes, algumas bem-humoradas, outras extremamente impactantes, que nos colocam para pensar.

Última Hora”, de José Almeida Júnior (Record): vencedor do último Prêmio Sesc na categoria romance, a obra é uma ficção histórica que acompanha um jornalista em conflito entre suas convicções comunistas e a necessidade de escrever para um jornal que apoia Getúlio Vargas. Feijão com arroz competente, o livro impressiona por mostrar como o Brasil da década de 1950, marcado pela polarização política, é extremamente parecido com o de hoje.

O Ano do Pensamento Mágico”, de Joan Didion (Nova Fronteira): “A vida se transforma num instante. Você se senta para jantar e a vida que você conhecia acaba de repente”. É assim que Joan, jornalista e excelente escritora, começa a narrativa na qual lembra da morte súbita de seu marido e de como essa perda a impactou ao longo do ano seguinte – para piorar, sua filha ainda estava seriamente adoecida. Relato pungente, faz o leitor pensar sobre os raros instantes em que vidas são completamente transformadas. Boa pedida para quem quer começar o ano refletindo.

 

Dândis de Selma”, de Nicolás Irurzun (Giostri): uma mistura entre a série mexicana “Club de Cuervos”, o humor e o estilo do escritor José Roberto Torero e músicas de “Engenheiros do Hawaii”. É bastante divertido esse romance de Irurzun, que conta a história de um pequeno time de futebol acostumado a ser goleado a cada rodada e a sempre terminar na lanterna do campeonato – ou, quando consegue realizar uma campanha épica, abraçar a penúltima colocação. As coisas, no entanto, começam a mudar quando uma moça chega para assumir a preparação física, mas acaba ficando com o cargo de treinadora da equipe. A dica é boa especialmente para quem curte futebol.

Trem Fantasma Para a Estrela do Oriente”, de Paul Theroux (Objetiva): um dos maiores nomes da literatura de viagem, o norte-americano Paul Theroux repete em “Trem Fantasma Para a Estrela do Oriente”, livro de 2008, boa parte da rota que traçou na década de 1970 para escrever “O Grande Bazar Ferroviário”, clássico do gênero. Viajando de Londres até Cingapura, passando pelo Japão e retornando para a Inglaterra pelo norte da Rússia utilizando principalmente trem, sua grande paixão, mostra como o mundo se transformou ao longo das décadas que separam as duas viagens. É um título para viajar no espaço e no tempo sem sair de casa.

Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex (Geração Editorial): livro-reportagem impactante, que nos coloca para pensar em quantos absurdos acontecem próximos de nós enquanto seguimos com nossas vidas, sem nos preocupar com muita coisa além do próprio umbigo. Na obra, Daniela escancara o horror que era o hospício da cidade de Barbacena, em Minas Gerais, onde ao longo de décadas pessoas foram violentadas, torturadas e mortas. Sofrendo de crueldades que fazem lembrar as práticas nazistas em seus campos de extermínio, mais de 60 mil brasileiros morreram no hospício. Essa vai para quem deseja descobrir o quanto um livro pode escancarar nossa própria realidade.

 

Demônios Domésticos”, de Tiago Germano (Le Chien): a curiosidade de saber como o Papa faz para se livrar de todas as suas roupas quando precisa ir ao banheiro, possíveis slogans adotados por funerárias, um garoto que deixou de colecionar selos e passou a reunir palavras… Esses são alguns dos assuntos aos quais o escritor Tiago Germano dedica o seu olhar de cronista, gênero que, pelo tamanho das histórias (quase sempre pequenas), pode agradar em cheio quem está começando a ler e ainda não consegue ficar imerso durante muito tempo em uma narrativa.

O Palácio da Memória”, de Nate DiMeo (Todavia): falei sobre este livro ontem no blog, aqui está o link. Coloco o título na lista apenas para reforçar que é outra excelente alternativa a quem procura por histórias surpreendentes e bem contadas, porém breves. Independente de ser um leitor iniciante ou já experiente, vale muito a pena conhecer o trabalho de DiMeo, que leva o justo subtítulo de “Pessoas Extraordinárias em Tempos Conturbados”.

Valter Hugo Mãe: O colecionador de palavras

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Publicado no Blog da Cosac Naify

Eu sempre fui convencido de que morreria cedo e tive várias datas-limite: os 18 anos, os 33 e os 40. Agora acho que vou ser eterno”, diz Valter Hugo Mãe, grande vencedor do Prêmio Portugal Telecom de Literatura com o livro a máquina de fazer espanhóis.

Essas e outras falas pertencem a uma entrevista – cedida à curadora do prêmio, Selma Caetano – que a Cosac Naify agora disponibiliza em vídeo.

Assim como a versão editada, que foi foi exibida na época da premiação, na qual Valter Hugo lê um trecho do livro, a entrevista faz com que o público se sinta ainda mais cativado pelo autor.

Nela, descobre-se que Valter Hugo colecionava palavras desde os quatro anos de idade, tem pavor de escrever o mesmo livro e começou a escrever inúmeras histórias que nunca publicou.

dica do Tom Fernandes

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