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Posts tagged sem-teto

Jovem sem-teto pedala por 80 km em bicicleta infantil para ir à faculdade

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Fred Barley estuda biologia no Gordon State College (Foto: Reprodução/Facebook)

Fred Barley estuda biologia no Gordon State College (Foto: Reprodução/Facebook)

 

Fred Barley, aluno de biologia, não tinha onde dormir nas férias e acampou na frente da universidade. Moradores doaram 185 mil dólares a ele.

Publicado no G1

Fred Barley, de 19 anos, estuda biologia no Gordon State College, na Geórgia, Estados Unidos. Durante o ano letivo, ele mora nos dormitórios da universidade, mas, nas férias, fica desabrigado. Para garantir sua moradia na volta às aulas, o menino pegou a bicicleta de seu irmão mais novo e pedalou por 80 km até a universidade. Na mochila, carregava uma caixa de cereais e duas garrafas de água.

Na frente da instituição de ensino, Fred acampou em uma barraca para esperar que os dormitórios fossem reabertos. Policiais que passavam pela região estranharam a presença do menino e pediram para que colocasse as mãos ao alto. Depois de ouvirem a história do jovem, as autoridades se comoveram e pagaram a ele duas diárias em um hotel.

Moradores do entorno, ao saber do ocorrido, ajudaram Fred a conseguir um emprego: ele conquistou uma vaga para lavar louças em uma pizzaria do bairro. Em um site de arrecadação de dinheiro, 5.730 pessoas doaram 184.266 dólares (mais de 600 mil reais) em seis dias para ajudar o menino a comprar roupas e alimentos.

Prestes a cursar o segundo semestre do curso, Fred conta à imprensa dos Estados Unidos seu sonho: um dia se tornar médico e trabalhar como psiquiatra.

Doação superou a meta de 150 mil dólares. (Foto: Reprodução)

Doação superou a meta de 150 mil dólares. (Foto: Reprodução)

Empresário usa horário do almoço para ensinar moradora de rua a ler

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Kimberly Yam, no Brasil Post [ via Huffington Post US]

“Quero poder ajudar a todos as pessoas, seja doando comida ou roupas.”

Um morador da Flórida provou ter compaixão de sobra.

Greg Smith, de Orlando, recentemente postou no Facebook sobre um almoço que teve com Amy Joe, uma sem-teto de quem ele ficou amigo. Mas a rotina dos dois mudou quando ela contou algumas coisas da sua vida para ele.

“Amy Joe soltou uma bomba”, escreveu Smith, 25, em seu post. “Ela começou a dizer que usa todo o dinheiro que recebe para alugar livros que a ajudem a aprender a ler, em vez de comprar COMIDA.”

Desde então, ele vem a ajudando a ler e também abriu uma página no GoFundMe para criar a Amy Joe Foundation. Ele quer que o grupo ajude outras pessoas necessitadas.

“Quero poder ajudar a todos as pessoas, seja doando comida ou roupas”, disse Smith à ABC News. “Não quero me limitar a ajudar as pessoas a ler, porque há tantas outras pessoas que precisam de mais ajuda.”

Às terças, Smith lê com Amy Joe um livro emprestado da biblioteca. Ela usa os outros dias da semana para estudar por conta própria.

Smith mencionou em seu post que há algumas semanas vem almoçando com Amy Joe todas as terças-feiras. Nesse período, ele diz que a atitude da sem-teto o conquistou.

“Em meia ou uma hora, vejo como ela é uma pessoa positiva, mesmo que não tenha nada.”

Quando Amy Joe disse para Smith que queria aprender a ler, e como o analfabetismo dificultava a procura por um emprego, Smith ficou emocionado.

“Me destruiu!!! Ela prefere ler para talvez arrumar um emprego do que comer!!!”, explicou ele no post. “Fui abençoado com pais incríveis e com uma família que sempre teve recursos para me prover tudo o que eu quis fazer. Não foi assim com Amy Joe.”

Apesar de Smith ajudar Amy Joe com a leitura desde que a conheceu, ele afirma que há outras pessoas que também precisam de ajuda – e é por isso que ele começou a trabalhar em sua fundação. Segundo a ABC News, ele procurou um advogado para estruturar a entidade e decidiu que o slogan será: “Uma pessoa por vez”.

Caligrafia de sem-teto vira fonte de renda

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Uma ONG de Barcelona resolveu transformar a caligrafia usada em cartazes feitos por moradores de rua da cidade em fontes tipográficas.

O desenhista Miquel Fuster Juca é um dos que criararam fontes para o projeto

O desenhista Miquel Fuster Juca é um dos que criararam fontes para o projeto

Liana Aguiar, na BBC Brasil

Com a venda das fontes para marcas corporativas e usuários da internet, a ONG Arrels Fundació pretende apoiar projetos para os sem-teto.

A ideia é, a um só tempo, dar novo sentido às inscrições características feitas por moradores de rua, resgatar pessoas em situação de risco e sensibilizar a sociedade sobre um problema que afeta cada vez mais gente na Espanha.

Caligrafia de moradores de rua é digitalizada e posta à venda

Caligrafia de moradores de rua é digitalizada e posta à venda

Com a colaboração da agência de publicidade The Cyranos McCann, designers digitalizaram a caligrafia dos sem-teto. As fontes são vendidas no site Homelessfonts.org.

Olga García, responsável pelo projeto, explica que a campanha foi lançada no dia 8 de junho e já teve bons resultados nas redes sociais e nas vendas para internautas de vários países, inclusive do Brasil.

Francisco Cáceres viveu mais de 50 anos no Brasil, mas virou sem-teto na Espanha

Francisco Cáceres viveu mais de 50 anos no Brasil, mas virou sem-teto na Espanha

Em apenas três semanas, o vídeo no Youtube que apresenta a iniciativa teve 100 mil visualizações.

As primeiras fontes já começam a ser usadas em rótulos de alguns produtos, como vinho e azeite.

Cada tipografia vale 19 euros (R$ 57) para uso particular ou 290 euros (R$ 870) para uso corporativo.

A Fundação Arrels, que há 27 anos ajuda os sem-teto de Barcelona, estima que existam 3 mil pessoas sem teto na cidade.

Sensibilização

Olga García reforça que, mais do que um incentivo financeiro ao trabalho da fundação, o objetivo da campanha é dar visibilidade ao problema. Para ela, a grande mensagem que a iniciativa transmite é que “essas pessoas não são um pedaço de papelão que caminham pela rua”.

"Não se trata apenas de comprar a fonte, mas de conhecer a história por trás daquela letra", diz responsável por projeto

“Não se trata apenas de comprar a fonte, mas de conhecer a história por trás daquela letra”, diz responsável por projeto

“Não se trata apenas de comprar a fonte, mas de conhecer a história por trás daquela letra”, explica.
“Queremos despertar um novo olhar para as pessoas sem lar. A letra que antes servia para pedir ajuda agora serve para ajudar a outras pessoas”, afirma.

Ela conta que uma equipe de voluntários está desenvolvendo um aplicativo para que as fontes possam futuramente ser usadas no Facebook e no Twitter.

Olga afirma que a força das redes sociais na divulgação da iniciativa tem sido fundamental. “As redes sociais são a chave do êxito desse projeto. Estamos muito satisfeitos com a difusão internacional que (o projeto) está tendo.”

Experiência

O desenhista aposentado Miquel Fuster Jaca, 70 anos, morou durante 15 anos nas ruas de Barcelona e participa do projeto.

Sua letra é uma das dez fontes já disponibilizadas no site. “Quero colaborar para dar visibilidade a esse problema e acabar com o estigma dos moradores de rua”, conta ‘a BBC Brasil.

Loraine, nascida em Londres, conta que foi morar nas ruas em Barcelona em 2009, após ter o passaporte roubado

Loraine, nascida em Londres, conta que foi morar nas ruas em Barcelona em 2009, após ter o passaporte roubado

Ele lembra que viu a vida desmoronar junto com o apartamento em que morava, que se incendiou.

Nas primeiras noites após perder a casa, dormiu em uma praça no bairro onde morava. Era um consolo ver caras conhecidas. Com o tempo, afirma que sentiu que sua presença já não era mais bem-vinda e passou a perambular pela cidade.

Agora, as fontes criadas por ela ilustram os rótulos de garrafas de vinho, graças ao projeto

Agora, as fontes criadas por ela ilustram os rótulos de garrafas de vinho, graças ao projeto

Miquel conta que, no tempo em que viveu na rua, tornou-se alcoólatra e foi vítima de agressões. Sobrevivia dos desenhos que fazia e vendia para turistas e transeuntes.

“Na rua, o primeiro sentimento é de incredulidade. Depois vem a raiva contra si e contra todos, pois vivemos em um mundo hostil. Logo vem o sentimento de luto pela vida que já não podemos recuperar”, descreve Miquel.

Hoje ele vive em um apartamento protegido pela fundação e colabora com projetos da entidade. Ministra palestras sobre sua experiência como sem-teto, que pode servir de exemplo para muitas pessoas.

Como quando fazia cartazes, mais uma vez Miquel pegou a caneta para escrever. Dessa vez, o que está pedindo é que os moradores de rua deixem de ser invisíveis.

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