Contando e Cantando (Volume 2)

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Veteranos usam urina em trote de Medicina da UFRJ, dizem alunos

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Calouros carregaram placas com identificações como ‘viadinho tatuado’, ‘chifruda’ e ‘filha do demo’
No ano passado, um estudante virou uma lixeira na cabeça de outro

Calouros em piscina utilizada no trote do curso já no semestre passado Reprodução da internet

Calouros em piscina utilizada no trote do curso já no semestre passado Reprodução da internet

Juliana Dal Piva, em O Globo

RIO – Urina, peixes mortos, melancia e terra. Essa é a mistura que veteranos de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro colocaram em uma piscina utilizada em um trote do curso ocorrido, há 15 dias, no campus da Ilha do Fundão. Os calouros foram obrigados a se banhar ali, como revelam as imagens publicadas pelo GLOBO nesta quinta-feira (18). As informações vieram de dois alunos que presenciaram o trote, mas não quiseram divulgar seus nomes por temerem reações do grupo de veteranos chamado “Esquadrão de bombas da UFRJ”.

— O esquadrão urinou na piscina e colocou peixes mortos, terra e melancia. Isso é comum nos trotes e já teve calouro que se machucou com espinha de peixe — contou um dos estudantes.

Outra situação verificada nas imagens do trote, na qual calouros apareciam enfiando a cabeça em uma melancia, também causou indignação em alguns alunos, pois a fruta estava encharcada de vodca, e os estudantes foram obrigados a mordê-la.

— Eles colocam vodca na melancia e dividem os alunos em equipes. Ganha quem terminar de comer a melancia primeiro — explicou o mesmo estudante.

Outro estudante, que ligou para a redação do GLOBO após ler a reportagem no site, revelou que os veteranos cobraram R$ 450 reais de cada um dos calouros para pagar a festa do trote e dos outros eventos do semestre.

— São anos de vestibular. Você quer fazer novos amigos, então você quer se integrar e aí se submete a uma situação que depois você pode até se arrepender — contou o aluno .

Apesar de o trote ser proibido no Estado do Rio, estudantes de universidades públicas e particulares não apenas ignoram a legislação, como contratam uma empresa para ajudar na organização pagando valores a partir de R$ 3 mil. Fotos postadas no Facebook da TGF Eventos mostram os calouros carregando placas com identificações depreciativas, como “viadinho tatuado”, “chifruda” e “filha do demo”.

A TGF Eventos informa que as brincadeiras ficam totalmente a cargo dos alunos, enquanto a agência é responsável pelo fornecimento de material como camisetas, canecas e o contato com possíveis patrocinadores. No trote do curso de Medicina, diversas imagens publicadas no Facebook carregam a marca da cervejaria Skol.

A assessoria da cervejaria comunicou que a empresa patrocina alguns eventos organizados pela TGF Eventos, mas não participa diretamente da organização, produção ou execução dessas ações. “A marca repudia veementemente qualquer situação vexatória ou discriminatória envolvendo qualquer pessoa”, informou a nota.
Após ser informada pelo GLOBO sobre os fatos, a direção da Faculdade de Medicina emitiu uma nota de repúdio e informou que abriu uma investigação para apurar o ocorrido.

De acordo com alunos do curso, os calouros são coagidos a participar do trote, que começa, em geral, numa terça-feira e dura até sexta. Durante esses quatro dias, os novos universitários são obrigados a carregar as placas no pescoço.

No ano passado, dois episódios também causaram revolta. Em um dos trotes, um aluno faltou a aula e, no dia seguinte, ao reaparecer na faculdade foi alvo do “Esquadrão de bombas”. De acordo com estudantes, o grupo o imobilizou em uma cadeira, usando fita adesiva, e depois virou uma lixeira sobre a cabeça dele. Outro motivo de indignação foi a simulação de sexo que as calouras foram obrigadas a fazer com uma barra de chocolate. Os alunos garantem que tudo ocorreu em frente à prefeitura universitária da UFRJ.

Calouros dizem que não foram obrigados a participar

No fim da tarde desta quinta-feira, cinco calouros disseram ter participado livremente do trote. Pablo Plubins, de 20 anos, afirmou que não houve violência e que ele não se sentiu constrangido.

— Tem umas coisas das plaquinhas que podem ser pesadas, mas vi pessoas tranquilas em relação a isso. Eu participei rindo das brincadeiras, ninguém me machucou — afirmou Plubins.

Sobre a urina na piscina, ele disse não se importar.

— Não sei o que tinha na piscina e não me interessa saber. Eu sei que podia ter qualquer coisa lá e entrei sabendo disso — afirmou o estudante. Ele disse ainda que foram recolhidos alimentos e brinquedos para uma doação ao hospital durante as atividades do trote.

Também por meio de nota, a TGF Eventos disse que se opõe a qualquer tipo de constrangimento aos alunos nos eventos em que atua. A agência informou ainda que a empresa e seus parceiros não tem qualquer responsabilidade e participação nas brincadeiras realizadas entre os alunos nos trotes.

“Realizamos festas e promovemos eventos de cunho social, buscando como resultado a aproximação entre os alunos e a prática de boas ações, em benefício da sociedade. Ao invés de trotes vexatórios, a empresa sempre sugere ações com práticas saudáveis e benéficas, como arrecadação de alimentos e participações em campanhas para doação a comunidades carentes”, afirmou a TGF.

O GLOBO segue tentando fazer contato com integrantes do Centro Acadêmico, organizadores do trote, mas nenhum dos três retornou os contatos da reportagem até o momento.

Livro ensina como largar a faculdade e aprender sozinho

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Tatiana Klix, no Último Segundo

Ir para a faculdade ainda é um plano quase unânime para jovens americanos, que se preocupam desde o início do ensino médio com suas notas – um dos critérios usados pelas instituições de ensino superior para selecionar estudantes – e em como vão pagar pelo curso mais tarde. Quase. Nos últimos anos, o aumento do desemprego e índices crescentes de graduados que passam dificuldades para honrar o crédito estudantil recebido antes da formatura fazem com que uma parcela deles questione a validade do curso superior. Para esses adolescentes, ou outros que ainda não pensaram nisso, um livro lançado este mês nos Estados Unidos – Hacking your Education (Hackear sua educação, em livre tradução) – incentiva a largar a faculdade e dá dicas de como aprender – e muito – fora das salas de aulas.

Dale Stephen largou a faculdade e fundou um movimento pelo auto-aprendizado nos EUA

Dale Stephen largou a faculdade e fundou um movimento pelo auto-aprendizado nos EUA

O autor da obra, Dale Stephen, de 21 anos, desistiu dos estudos formais quando estava no segundo semestre e recomenda a experiência. Ele é líder do movimento sem fins lucrativos Uncollege (sem faculdade), cujo site foi lançado em 2011 para difundir a ideia de que é possível ter sucesso sem colocar os pés em uma universidade.À época, descontente com o ambiente e o conhecimento que estava adquirindo no curso superior, decidiu que iria se desenvolver sozinho e transformar isso numa causa para revolucionar a educação. Para botar o projeto em prática, contou com a ajuda de US$ 100 mil (cerca de R$ 200 mil) do Thiel Fellowship , um programa que escolhe 20 jovens com menos de 20 anos por ano para abandonar a faculdade e se dedicar a algum projeto fora dela.

Dois anos depois, Stephen já concedeu inúmeras entrevistas, escreveu artigos, deu palestras, promoveu seminários e agora lançou seu livro pela editora Penguin. Em todos esses meios, o conceito essencial repetido por ele é o mesmo, de que o investimento realizado para cursar uma graduação nem sempre traz o melhor retorno e aprender sozinho fica cada vez mais fácil, através das informações disponíveis na internet.

“As pessoas aprendem de formas diferentes, em velocidade e tempo diferentes. E hackear a educação permite que você aprenda o que, quando, como e onde quiser”, explica Stephen em seu blog. Segundo ele, não é preciso ser um gênio para se sair bem fora da escola, mas ter criatividade e confiança.

Livro ensina como a aprender sozinho

Livro ensina como a aprender sozinho

No site Uncollege há uma sessão com recursos de educação online, como o Coursera (de uma universidade tradicional) e outros independentes, como o creativeLIVE (de aulas ao vivo gratuitas com experts em vários temas), dicas de como planejar a educação informal, leituras sobre o tema e entrevistas com profissionais bem sucedidos que desistiram da faculdade. O livro apresenta o mesmo tipo de conteúdo, aprofunda as razões pelas quais Stephen acredita tanto no que chama de auto-aprendizagem e ensina como encontrar mentores, construir redes de contatos, onde achar conteúdos e como reuni-los de forma a desenvolver a própria educação.

Curso

Além do livro, para quem quer seguir esse caminho, o defensor do ensino informal, também oferece um curso. O programa especial chamado Gap Year conduz 10 pessoas ao longo de um ano no processo de auto-aprendizado. No treinamento, os aprendizes recebem aulas para desenvolver um plano de aprendizado individual durante três meses em São Francisco, viajam para o exterior por mais três meses e entram em contato com pessoas e empresas inovadoras, desenvolvem um projeto pessoal nos três meses seguintes e terminam o programa trabalhando no que ele chama de “mundo real”, durante mais três meses. Tudo isso, por US$ 12 mil (R$ 24 mil). Mas Stephen garante que dá para chegar ao mesmo objetivo por bem menos, apenas transformando a vida em educação e vice-versa.

dica do Chicco Sal

Cresce número de estrangeiros em programa de intercâmbio da USP

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J. R. Penteado/UOL

O francês Olivier Dhavid, há um ano e meio na USP, faz estágio e pensa ficar para o mestrado / J. R. Penteado/UOL

J. R. Penteado, no UOL

Fruto do aumento da importância do Brasil no cenário internacional ou da crise nos países desenvolvidos, o fato é que o número de alunos estrangeiros estudando na mais renomada universidade do país, a USP (Universidade de São Paulo), tem crescido de forma constante nos últimos quatro anos.

Em 2009, eram 690 os estudantes que faziam intercâmbio na universidade. Em 2012, esse número saltou para 1088. Neste ano, o ritmo se acelerou e agora são 1427, um aumento de 31% em relação ao ano passado. O balanço, no entanto, é provisório, pois as matrículas ainda estão em andamento e a universidade costuma receber mais estudantes no segundo semestre.

No mesmo período, a quantidade de estudantes brasileiros da USP enviados ao exterior teve um crescimento parecido: eram 926 em 2009 e 1200 no ano passado.

De acordo com a VRERI (Vice-Reitoria Executiva de Relações Internacionais) da USP, o crescimento levou a reitoria a orientar que todas as unidades da universidade criassem escritórios próprios de relações internacionais para mediar os intercâmbios com instituições estrangeiras.

Segundo a USP, além do aumento do interesse pelo país, outro fator que contribuiu para o maior fluxo de intercambistas foi o fato de universidades mais tradicionais, como as dos Estados Unidos e do Reino Unido, terem ficado mais caras. Também pesou o aumento no número de convênios fechados entre as unidades da USP com universidades estrangeiras e a boa colocação da universidade nos rankings que medem a qualidade de instituições universitárias no mundo. No ano passado, a USP ficou em primeiro lugar em uma lista das melhores universidades da América Latina.

Gringos
O estudante Jarryns Cabezas, 22, veio de Lima, no Peru, onde fazia curso de Produção, Qualidade e Marketing na PUC (Pontifícia Universidade Católica) local. Chegou a São Paulo no dia 15 de fevereiro e diz pretender ficar entre 6 a 7 meses, assistindo aulas na Escola Politécnica. “A USP é uma universidade importante, com um reconhecimento mundial. É a primeira no ranking do continente. Amigos que estudaram aqui antes me recomendaram”, disse, justificando a sua escolha pela USP. Sobre a estadia no Brasil, ele contou ter boas expectativas. “Espero aprender muito, f­azer amigos, e viver as diferenças culturais.”

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A posição da USP como a melhor universidade da América Latina atraiu a chilena Gabriela Morales, 23, que veio com o namorado, Augustín Benavides

Luis Duarte, 23, veio de Portugal, onde estudava Engenharia Informática na Universidade da Madeira. “Queria fazer intercâmbio em um lugar mais longe possível das minhas origens. Resolvi então vir para o Brasil, e para a USP, que é bastante reconhecida mundialmente.” Duarte também falou que planeja um tempo de estadia entre 6 a 7 meses. “Quero fazer quatro matérias e depois tirar um tempo para conhecer o país.”

A chilena Gabriela Morales, 23, veio da Universidade de Valparaíso, no Chile, onde fazia Engenharia de Produção. Ela não chegou sozinha – está acompanhada de seu namorado, Agustín Benavides, que também faz intercâmbio. Gabriela é outra que menciona o bom posicionamento da USP no ranking de universidades. “A USP é a primeira da América Latina e isso contou muito. Também tenho amigos que estiveram aqui no ano passado e que me recomendaram. Disseram que as aulas e os professores eram muito bons.” As recomendações, porém, não se restringiram somente à natureza acadêmica da instituição. “Contaram para nós que aqui tem festas toda quinta, sexta e sábado. Estamos esperando para ver.”

O francês Olivier Dhavid veio da cidade de Lille, na França, mas há mais tempo – está na USP há um ano e meio. Lá, estudava engenharia na universidade Centrale Nantes. “Vim porque é a melhor universidade da América Latina e também para poder aprender outra língua”, revela. O fato de o Brasil viver um crescimento econômico também foi um atrativo. “Aqui faço estágio em uma pequena empresa que faz túneis, e projetos na área de engenharia civil não faltam. Isso se deve ao bom desenvolvimento do país”. Apesar de criticar um pouco a “desorganização” local, Olivier diz que gosta da sociabilidade dos brasileiros, e pensa até em estender sua estadia, que inicialmente seria até julho deste ano. “Gosto muito da universidade, os professores são muito bons. Tenho até pensado em fazer mestrado e doutorado por aqui”, conta.

Boas vindas
Para recepcionar e auxiliar os intercambistas de outros países que chegam à Poli, alguns estudantes criaram o Escritório Politécnico Internacional, conhecido como “iPoli”. “Nosso papel é o de receber os alunos estrangeiros, auxiliar com documentos, dar informações e até ajudar a inseri-los socialmente. Fazemos coisas como buscar no aeroporto e organizar passeios pelo centro da cidade”, conta Giulia Avallone, 18, uma das integrantes do iPoli. A entidade também assiste os estudantes brasileiros que queiram estudar no exterior. “Agora mesmo estamos organizando uma semana de palestras, onde vamos explicar aos alunos que queiram estudar fora quais os procedimentos que eles devem tomar”, revela.

Veja como evitar gafes no cotidiano de outros países aqui.

Livros de Armstrong mantêm interesse no Brasil, mas editora admite “saldão” de estoque

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Lance Armstrong falou abertamente de práticas de doping em entrevista a Oprah Winfrey / AFP PHOTO/HARPO STUDIOS/GEORGE BURNS

Lance Armstrong falou abertamente de práticas de doping em entrevista a Oprah Winfrey / AFP PHOTO/HARPO STUDIOS/GEORGE BURNS

Bruno Freitas, no UOL

A entrevista na TV norte-americana na última semana representou o desfecho da novela que ligava Lance Armstrong ao doping, em uma história da qual todos pareciam saber o final, deflagrada meses antes por sanções esportivas de entidades de ciclismo. Mas, mesmo com a confissão pública de que trapaceou, usando substâncias proibidas para melhorar sua performance, o antigo campeão continua sendo uma marca poderosa e que atrai atenção.

No Brasil, Armstrong tem dois livros publicados pela Editora Gaia, do grupo Global Editora, ambos bem-sucedidos comercialmente. Em contato com o UOL Esporte, a empresa informa que os títulos seguem vendendo em bons níveis de mercado, mesmo com a evolução do escândalo a partir do segundo semestre de 2012.

Apesar disso, a companhia admite que provavelmente deverá queimar o estoque com um “saldão” especial, em razão do impacto negativo do caso, negociando os exemplares a preços bem abaixo do mercado.

“Os livros não pararam de vender, mas com certeza em longo prazo vamos ter que liquidar os estoques”, diz Richard Alves, diretor comercial da Global Editora.

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Ao lado, reprodução das capas de dois livros ligados ao ciclista Lance Armstrong lançados no país. Um deles apresenta um programa de treinamento endossado pelo atleta

 

O principal êxito da editora em um título ligado ao ciclista é “Lance Armstrong – Programa de treinamento”, que atingiu a 5ª edição brasileira. Segundo a empresa, a expectativa é que essa obra tenha uma sobrevida um pouco maior, pois se atém à preparação esportiva, sem conexões biográficas com o personagem.

Por sua vez, “A luta de Lance Armstrong” tem três edições pela Editora Gaia, relatando essencialmente a batalha do atleta para vencer um câncer de testículo. Anterior ao escândalo, a obra assinada pelo jornalista norte-americano Daniel Coyle trata o ciclista como um herói do esporte.

A empresa diz que o sucesso das obras ligadas a Armstrong motivou o conteúdo editorial a procurar estender o catálogo do gênero – a Gaia chegou a publicar livros do tema assinados por autores nacionais.

Em entrevista à apresentadora Oprah Winfrey exibida na última semana nos Estados Unidos, Armstrong admitiu que suas sete vitórias na Volta da França (de 1999 a 2005) foram conquistadas sob efeito de substâncias proibidas. O atleta também confessou ter sido submetido a transfusões de sangue para melhorar seu desempenho esportivo, prática também considerada ilegal pelos organismos internacionais de doping.

Em decorrência da confissão, o ciclista deve ser obrigado a devolver a medalha de bronze conquistada na Olimpíada de Sydney em 2000 [prova contra o relógio], além de enfrentar complicações judiciais em seu país.

Armstrong está sendo processado pelo ex-companheiro de equipe Floyd Landis baseado na Lei sobre Falsas Declarações (False Claims Act), conhecida como “Lei Lincoln”, que autoriza um cidadão a processar uma pessoa física ou jurídica acusada de ter enganado o Governo Federal [segundo o Wall Street Journal, o governo teria liberado mais de US$ 30 milhões para patrocinar a US Postal].

VENDAS DESPENCAM NO VAREJO

Procurada pela reportagem do UOL Esporte, a Livraria Cultura, uma das grandes redes do setor no país, informou que a venda de títulos ligados a Armstrong despencou 90% entre jan.2012 e jan.2013

SOBRE O ESCÂNDALO

Em outubro do ano passado, a Agência Antidoping dos Estados Unidos (Usada) havia tornado público um relatório no qual acusava a US Postal, antiga equipe de Armstrong, de ter organizado o “mais sofisticado, profissional e bem-sucedido programa de doping que o esporte jamais viu”.

Na sequência, a União de Ciclismo Internacional baniu Armstrong do esporte pelo resto da vida e confirmou a cassação dos sete títulos do norte-americano na Volta da França, principal prova de ciclismo de estrada do planeta.

Em desdobramentos imediatos, Armstrong perdeu patrocínio milionário da Nike e ainda contratos polpudos com a cervejaria Anheuser-Busch e com a fabricante de bicicletas Trek.

Dilma sanciona projeto de lei que cria o Vale-Cultura

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A ministra da cultura, Marta Suplicy e a presidente Dilma Rousseff (Agência Brasil)
A ministra da cultura, Marta Suplicy e a presidente Dilma Rousseff (Agência Brasil)

As empresas que aderirem ao programa terão isenção de impostos de R$ 45 por vale doado e o trabalhador contribuirá com R$ 5

Karla Santana Mamona, no InfoMoney

A presidenta Dilma Rousseff sancionou, há pouco, o projeto de lei que cria o Vale-Cultura, no valor de R$ 50 por mês, para trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos. O projeto depende ainda de regulamentação e deve entrar em vigor no segundo semestre de 2013.

O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Marta Suplicy. A ministra lembrou que a iniciativa do governo Lula de criar o Bolsa Família teve como objetivo acabar com a fome e a miséria e disse que Dilma, agora, com o Vale-Cultura, ”dá o alimento para a alma”. Segundo a ministra, “existe uma enorme sede de conhecimento”.

As empresas que aderirem ao programa terão isenção de impostos de R$ 45 por vale doado e o trabalhador contribuirá com R$ 5. “Temos cerca de 17 milhões de trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos, mas trabalhamos com muito menos [adesões]. Devagarzinho, paulatinamente, como foi com a Lei Rouanet e o tíquete alimentação.”

Segundo a ministra, a estimativa é que o governo deixe de arrecadar R$ 500 milhões [renúncia fiscal] se o Vale-Cultura entrar em vigor em agosto. “Depois, haverá um aumento [no número de adesões]. Vai depender da adesão das empresas e do interesse do trabalhador”, explicou.

O Vale-Cultura é cumulativo e poderá ser usado para comprar livros, ingressos de teatro, de cinema, de espetáculos de dança, disse a ministra. “O trabalhador pode escolher onde quer consumir.”

Marta esclareceu que o Vale-Cultura não é obrigatório nem para as empresas, nem para os trabalhadores, mas acredita que haverá uma grande adesão. As empresas poderão usar até 1% do rendimento bruto para concessão do benefício.

dica da Luciana Leitão

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