Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged sempre

Aprenda sete dicas para conservar livros

0

Mesmo com toda as possibilidades tecnológicas de leitura, o livro físico ainda é fonte de imenso prazer. A encadernadora Christiana Lee, do Ateliê Manufatura , ensina como mantê-lo sempre nos trinques.

Publicado no IBahia

1. Umberto Eco já sabia

Lave as mãos antes e depois de manusear livros antigos. Sempre que possível, use luvas descartáveis e não molhe as pontas dos dedos para virar uma folha. A saliva é ácida e danifica o papel. Além disso, o exemplar pode ter focos de fungos e bactérias. Quem já leu “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco, sabe do que se trata.

2. Para ler, não escrever

Não use livros como apoio. Esse hábito pode danificar as capas, e o peso força a lombada, desestruturando-a. Anotações também estragam as folhas. Se for necessário, use lápis de grafite macio. Lapiseiras e canetas deixam marcas, e, com o tempo, a tinta pode furar o papel.

3. Sem sujeira

Limpe a biblioteca com espanador ou flanela seca para não acumular poeira. Isso evita que as laterais dos volumes escureçam e a sujeira se instale por dentro. Uma vez por ano, passe uma trincha de cerdas macias dentro deles. Abrir os volumes com frequência também evita cheiro forte ou que as páginas grudem.

4. Nada no meio

Não guarde folhas, flores ou papéis velhos dentro do livro. Esses materiais podem manchar as páginas e facilitar o aparecimento de fungos. Não consuma alimentos enquanto estiver lendo, já que restos de comida atraem bichos.

5. Onde parei?

Não use clips para indicar em que ponto interrompeu a leitura. A ferrugem de objetos metálicos corrói a celulose. Também não dobre os cantinhos, pois, com o tempo, o papel fica quebradiço e acaba se rasgando. Use um marcador apropriado.

6. Maneire na luz

Não exponha exemplares ao sol ou à luz forte, pois as cores ficam desbotadas e o papel, amarelado e quebradiço. Já a umidade facilita a proliferação de fungos, então, se o livro molhar, deixe-o aberto em local arejado.

7. Guarde na vertical

Livros devem ficar retos, não muito apertados e com espaço entre o fundo da estante, para que “respirem”. Obras grandes podem até ficar deitadas, mas o ideal é que tenham o mesmo tamanho ou formem uma pirâmide pequena, pois o peso deixa marcas naquelas que estão embaixo.

Livros para ler antes do ano acabar

0

 

Ana Carolina Becker, no Tudo e Todas

Falta só mais um final de semana para o Enem passar e, mais alguns dias, até que os vestibulares para o próximo semestre acabem. Sem contar que as férias escolares, faculdades e empresas também já se aproximam. Pensando nisso, separamos algumas dicas de leituras para fazer antes que o ano termine.

1. Ansiedade: como enfrentar o mal do século

De Augusto Cury, a obra já está a tempo sendo umas das mais vendidas no Brasil e, caso você ainda não tenha lido, essa é uma boa oportunidade. Além disso, será possível conhecer uma das doenças que mais atingem as pessoas, a ansiedade. Ela tem, na maioria das vezes, os sintomas desconhecidos.

2. A Garota do Trem

Para quem curte mais a literatura, vale ler ‘A Garota do Trem’ que conta a história de Rachel que, todos os dias, durante a semana, pega o trem para Londres, findingo que está indo trabalhar. A verdade é que essa mulher divorciada e solitária não tem mais nada para fazer dos seus dias, então passa o tempo no trem indo e voltando. Mas, o que ela não esperava é que fosse ser a chave para desvendar o desaparecimento de Megan, uma jovem que morava em uma das casas à beira dos trilhos. Em meio a momentos de lucidez, Rachel presenciou os acontecimentos da janela do trem e, agora, a sua missão é tentar convencer a polícia do seu testemunho.

3. Por que fazemos o que fazemos?

Talvez o fim de 2018 seja o melhor momento para ler a obra de Mario Sergio Cortella que fala na obra sobre motivação profissional. Na obra, o filósofo mostra que é preciso viver com um propósito. Se você está sempre pensando no seu presente e no seu futuro profissional, esse livro é como um guia, com vários ensinamentos como “Paciência na turbulência, sabedoria na travessia”.

4. It – A coisa

Pra quem curte aventura, amizade e companheirismo talvez essa seja uma boa obra para fechar 2018 com ‘chave de ouro’. A publicação, que já virou filme, conta a história de oito amigos moradores de Derry, uma pequena cidade no estado de Maine, que enfrentam, ainda quando crianças, o pior de seus pesadelos: a Coisa. Se apropriando, na maioria das vezes, da forma de um palhaço, esse ser sobrenatural e maligno está sempre escolhendo a melhor maneira para atrair cada vez mais crianças e delas se alimentar. Agora, quase 30 anos depois, os oito amigos se vêm prestes a enfrentar novamente a Coisa, graças a um juramento que fizeram no passado, e precisam retornar a Derry.

5 – A sutil arte de ligar o f*da-se

Que tal terminar o ano lendo esse livro? Depois de superar muitos desafios em 2018, pode ser um ótimo momento para entender as formas de lidar com a vida de maneira leve e eficiente. Além disso, mostra que nem sempre devemos nos preocupar excessivamente com um problema que não podemos resolver no momento, mas sim aprender a conviver com ele até que consigamos fazer algo a respeito. Um pensamento relativamente simples, mas que pode mudar a forma como enxergamos o mundo ao nosso redor.

7 lições que aprendemos com o Guia do Mochileiro das Galáxias

0

Rachel Guarino, na Cabana do Leitor

Não entre em pânico, mas o dia 25 foi o dia mais esperado no mundo nerd, o dia do Orgulho Nerd, ou o Dia da Toalha, para os mais íntimos. Mas você sabe como esse dia se originou e porque tem esse nome? Tem a ver com o livro Guia do Mochileiro das Galáxias, mais conhecido como a bíblia dos Nerds, do autor Douglas Adams.

A saga conta a história de Arthur Dent, um terráqueo que embarca em uma aventura com um E.T chamado Ford Prefect, logo após a Terra ser destruída e dar lugar a uma via interespacial. Ford estava em uma pesquisa de campo para a nova edição de O Guia do Mochileiro das Galáxias e, juntos, embarcam em uma nave alienígena dando início a uma alucinante jornada pelo tempo e espaço. Agora, como isso se tornou em um dia a ser comemorado?

Com seu humor altamente ácido e crítico, Adams ganhou o mundo. Virou um dos principais ícones pop do século 20, com os cinco livros da saga sendo traduzidos para mais de 30 línguas. Porém, no dia 11 de maio de 2011, Adams veio a falecer. Com isso, os fãs sentiram a necessidade de homenagear o autor que criou todo esse universo mágico aos olhos dos nerds. Dessa forma, dia 25 de maio ficou decidido como o Dia da Toalha, afinal, de acordo com o autor, todo viajante precisa de uma toalha.

E como todo dia é dia de aprender uma lição com o Guia do Mochileiro das Galáxias resolvemos trazer sete lições que todo mundo precisa saber ao começar sua jornada.

1 – Não entre em pânico

Talvez a lição mais importante de todas: Não Entre em Pânico. Afinal de contas, você está realizando uma jornada, ou seja, tudo pode ser possível. Se for uma viagem solitária então, o desespero pode bater sobre o que fazer. Nesses momentos que se deve lembrar de não entrar em pânico e manter a cabeça fria, só assim que vai conseguir passar por qualquer tipo de situação.

2 – Conheça sua toalha

Sua toalha, literalmente, é sua melhor amiga e sua fiel escudeira. Durante sua viagem, sempre tenha uma à mão, ela pode salvar vidas. De acordo com o Guia, uma toalha pode ser um agasalho, canga, cobertor, além de servir como arma ou sinal de socorro, entre outras inúmeras funções. Ou seja, se torna peça fundamental, afinal, em uma jornada, não se pode contar com muitos recursos, às vezes, só podemos contar com criatividade e uma toalha.

3 – Não planeje muito

Isso realmente pode te fazer perder as melhores coisas da vida. Permita-se o inesperado e seja aberto às opções que toda jornada tem a oferecer. Suas viagens ficarão muito mais divertidas e aventureiras. O Guia do Mochileiro das Galáxias nos mostra que quando se está aberto a tudo, ficamos muito mais felizes e satisfeitos com os resultados.

4 – Acredite em si mesmo

Esqueça a opinião negativa de todos que não acreditam em você e siga com seus instintos, acreditando neles, irá te levar a lugares inacreditáveis. Faça que nem Arthur Dent, um terráqueo visto como incapaz, mas que acredita em si mesmo o suficiente para continuar seguindo em frente, obtendo sucesso em tudo o que faz. Então a mensagem é, todos são capazes de tudo, basta querer.

5 – Não tenha medo em viajar

Independente de qualquer sentimento de medo, não deixe que isso te desanime a seguir em sua jornada. Faça como os personagens do Guia que nunca desistem, não importando os obstáculos que apareçam em seus caminhos. O medo pode te impedir de realizar coisas maravilhosas.

6 – Nunca volte para pegar a bolsa

Não importa o que aconteça, nunca, mas nunca mesmo, volte para pegar a bolsa. Metaforicamente falando, você pode perder as melhores coisas se tiver que voltar para pegar alguma coisa antes esquecida. Lembre-se de sempre seguir em frente, sem olhar para trás. A única coisa que um mochileiro precisa é de sua toalha, então esqueça o que ficou para trás e siga em frente, sem medo de ser feliz.

7 – Esvazie a mente sempre que possível

De vez em quando, é importante esvaziar a mente, se não, entramos em parafuso. O Guia diz “ignore todas as considerações a respeito de seu próprio peso e simplesmente deixe-se flutuar mais alto”. Durante uma jornada, não tem problema em ter momentos sozinho, focado no nada, apenas observando o horizonte. Liberte-se de tudo que te distraia e apenas esvazie sua mente. Você se sentirá capaz de tomar qualquer tipo de decisão e pensar na sua vida de forma mais eficiente.

Auto da Compadecida ganha edição especial com desenhos exclusivos

0

Publicação será lançada este mês pela Nova Fronteira

Fabio de Souza Gomes, no Omelete

A Editora Nova Fronteira lança este mês a edição definitiva do Auto da Compadecida, clássico de Ariano Suassuna. Confira a capa:

Além de trazer ilustrações inéditas feitas pelo filho do escritor, Manuel Suassuna, a edição conta com pequenos ajustes deixados pelo próprio Ariano em suas anotações, a fim de deixar a obra do jeito como ele sempre imaginou.

A obra consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição de cordel. Peça teatral em forma de auto em 3 atos, a obra foi escrita em 1955 e é um retrato do Nordeste brasileiro, mesclando elementos como a literatura de cordel, a comédia, traços de barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas.

Com humor e de maneira leve, a peça fala sobre o drama vivido pelo povo nordestino sempre com medo da fome, em luta constante contra a miséria e acuado pela seca. É nesse contexto que acontecem as aventuras de Chicó e João Grilo, os dois personagens centrais. Enquanto Chicó é covarde e mentiroso, João Grilo se aproveita da estupidez dos mais abastados e das pessoas do clero para levar a melhor.

Assim como Auto da Compadecida, todos os livros de Suassuna – exceto os que estão em coleções exclusivas que já possuem um projeto gráfico próprio – serão lançados com a mesma identidade visual, que remete ao cordel até no tom branco das páginas do miolo. Isso é parte de um projeto maior de Ariano Suassuna, que antes de morrer manifestou a vontade de evidenciar uma unidade subjacente a toda sua obra.

Série ‘Carcereiros’, que adapta livro de Drauzio Varela, busca entender o bem e o mal

0

Rodrigo Lombardi interpreta o agente penitenciário Adriano na série ‘Carceireiros’ Foto: Ramón Vasconcelos/Globo

Luiz Carlos Merten, no Estadão

Tiradentes, no interior de Minas Gerais, abriga em janeiro a Mostra Aurora, principal vitrine da produção autoral e independente de cinema do País. Em 2018, ampliando um pouco o leque, Tiradentes abriu espaço para discutir a relação da teledramaturgia com a literatura.

E o foco foi a série Carcereiros, de José Eduardo Belmonte, adaptada – por dois craques, Fernando Bonassi e Marçal Aquino – do livro de Drauzio Varela. Série estreou na quinta, 26, na TV Globo – e segue sempre às quintas, na mesma emissora.

De cara, Aquino e Bonassi disseram aquilo que qualquer pessoa que acompanhe minimamente o noticiário está cansada de saber – o sistema carcerário brasileiro é cruel, desumano. E o diretor Belmonte – seu filme que mais se aproxima do universo da série é Alemão.

Rodrigo Lombardi faz o protagonista. É um agente penitenciário, personagem que o sistema tenta manter no anonimato, mas que volta e meia vai parar nos jornais e na TV – como refém, quando as penitenciárias explodem, e isso ocorre com frequência.

Em casa, Othon Bastos adverte o filho/Lombardi.

Por que ele insiste em trazer para o ambiente familiar a pressão do trabalho? Quem responde é a chamada da série – o carcereiro pode sair da penitenciária, mas a penitenciária não sai de dentro dele. Como diretor, Belmonte gosta de retratar pessoas diante de problemas grandes demais – que as ultrapassam.

Os carcereiros vivem nesse limite. São servidores de um Estado que não lhes fornece ferramentas para enfrentar situações graves diante de gangues criminosas. E vivem expostos à violência.

Além do texto e da interpretação sólidos, Carcereiros beneficia-se daquilo que Daniel Filho gosta de chamar de “plus a mais”. A série funciona em dois registros, incorporando imagens de um documentário por Fernando Grostein, Pedro Bial e Claudia Calabi sobre a violência, incluindo motins, em presídios.

Carcereiros (reais) dão seus depoimentos, costurando a trama. Desde quinta, 26, a Globo soma à ficção de Onde Nascem os Fortes o docudrama de Carcereiros. Se você não reza na cartilha do bandido bom é bandido morto, a série vai ajudar a iluminar a realidade (e entender o Brasil).

Nada da simplificação de mocinhos versus bandidos. Carcereiros busca o humano para entender o bem e o mal de cada figura em cena.

Go to Top