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Homem acha livros emprestados há 42 anos, calcula multa e manda cheque de R$ 5 mil para biblioteca

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Chris Boswell/Getty Images/iStockphoto

Chris Boswell/Getty Images/iStockphoto

 

Publicado no UOL

O norte-americano Jon Kramer ama livros. A paixão vem de família, já que ele, seus irmãos e seus pais sempre foram “ratos de biblioteca”. Durante a juventude, nos anos 60 e 70, ele sempre frequentava a biblioteca do condado de Montgomery, em Maryland (EUA), onde morava.

Em novembro do ano passado, fazendo uma pesquisa na biblioteca que os pais, já mortos, mantinha em uma casa na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, Kramer encontrou dois livros emprestados justamente da biblioteca do condado de Montgomery há 42 anos.

Naquela época, a multa para cada dia de atraso na devolução de um livro era de US$ 0,05. Kramer fez as contas e, baseado no fato de que os livros deveriam ter sido entregues 31.046 dias antes, chegou ao assombroso valor de US$ 1.552,30 (cerca de R$ 5.048).

O valor máximo cobrado pela biblioteca do condado de Montgomery é de US$ 15 (cerca de R$ 48). Mas Kramer não se importou e, por conta própria, mandou o cheque com o valor completo da multa e uma carta à bibliotaca.

Segundo o jornal Washington Post, Kramer quis fazer algo de bom na época do dia de Ação de Graças, um dos principais feriados americanos.

Os livros emprestados pela família Kramer são “The New Way of Wilderners”, de 1958, escrito por Calvin Rutstrum e que traz dicas de acampamentos, e “365 Meatless Main Dishes”, de 1974, com receitas de pratos vegetarianos.

Kramer se lembrou dos dois livros, que não são mais publicados há algum tempo. Foi a segunda publicação que mais chamou a atenção dele. O homem estava fazendo uma pesquisa para escrever um livro de receitas da família quando encontrou o tal livro.

Folheando, encontrou o selo da biblioteca e a informação de que o livro teria saído de lá em dezembro de 1974.

Na carta enviada à biblioteca, Kramer diz que vai permanecer com os livros pelos próximos “85 anos ou algo assim”, quando espera poder fazer mais um pagamento com a nova multa.

Os 10 melhores poemas brasileiros de todos os tempos

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publicado no Revista Bula

Pedimos aos leitores e colaboradores que apontassem os poemas mais significativos de autores brasileiros em todos os tempos, independentemente de gêneros ou correntes literárias a que pertenceram. Mais de 170 poemas foram indicados, mas, destes, apenas 24 tiveram mais de cinco citações. São eles: “A Máquina do Mundo”, “Procura da Poesia”, “Áporo” e “Flor e a Náusea”, de Carlos Drummond de Andrade; “O Cão Sem Plumas”, “Tecendo a Manhã” e “Uma Faca Só Lâmina”, de João Cabral de Melo Neto; “Invenção de Orfeu”, de Jorge de Lima; “O Inferno de Wall Street”, de Sousândrade; “Marília de Dirceu”, de Tomás Antônio Gonzaga; “Cobra Norato”, de Raul Bopp; “O Romanceiro da Inconfidência”, de Cecília Meireles; “Vozes d’África”, de Castro Alves; “Vou-me Embora pra Pasárgada” e “O Cacto”, de Manuel Bandeira; “Poema Sujo” e “Uma Fotografia Aérea”, de Ferreira Gullar; “Via Láctea” e “De Volta do Baile”, de Olavo Bilac; “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias; “As Cismas do Destino” e “Versos Íntimos”, de Augusto dos Anjos; “As Pombas”, de Raimundo Correia; “Soneto da Fidelidade”, de Vinícius de Moraes.

Ferreira-Gullar

Listas são sempre incompletas, idiossincráticas. Sabe-se que, como a percepção, a opinião — que é base da maioria das listas —, é algo individual. De qualquer forma, os dez poemas selecionados, se não são unanimidades entre os participantes da enquete (e possivelmente não serão entre os leitores), são referências incontestes de alguns dos momentos mais marcantes da história poesia brasileira. O resultado não pretende ser abrangente ou definitivo e corresponde apenas à opinião das pessoas consultadas. Por motivo de direitos autorais, alguns poemas tiveram apenas trechos publicados.

(mais…)

Somos nós que mudamos os livros que lemos, inserindo neles as nossas vivências

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Somos nós que mudamos os livros que lemos, inserindo neles as nossas vivências

publicado no Revista Bula

O editor desta famigerada revista (“famigerada” no sentido roseano, bem entendido) — Carlos Willian, um tipo estranho e cheio de sestros, conhecem? — intimou-me a voltar a escrever as minhas mal traçadas (e sim, confirmo: Carlos realmente existe; ele não é apenas, como dizem os incautos, um avatar do Ademir Luiz). Como estou adaptado às alturas aristocráticas das minhas certezas, de onde placidamente inspeciono o mundo, esquivei-me. Mas cheguei à meia-idade e não faço exercícios, de modo que minhas táticas de cerca-lourenço estão um tanto desatualizadas, e o cara é insistente e pegajoso — portanto, confesso envergonhado, capitulei (o que ocorreu num fortuito e dramático encontro: eu vinha distraído do nor-nordeste e ele, todo faceiro e upa-la-lá, do su-sudeste; vendo-o, desviei-me precavidamente rumo ao oés-noroeste, mas o meliante, estranhamente deixando de lado o ar pimpão e assumindo uma fácies de jogador de futebol americano, interceptou-me, numa jogada digna de campeão da temporada, com um tackle. Recordo-me vagamente de o ouvir dizer “Onde está, fica” e depois berrar “Tonight we dine in hell!”, mas a queda me deixou tonto e eu posso estar imaginado coisas).

O sacripanta teve o seu momento e o aproveitou com certa dose de abuso de poder, mas nós, os Franco de Assis, somos justos e sabemos reconhecer as vitórias dos nossos inimigos. Lancei ao chão minhas armas, tal como um Vercingetórix literário. Rendido, precisava então de um tema. Precisado de um tema, passei os olhos na internet. Passados os olhos na internet, espantei-me e boquiabri-me: parece que agora é moda escrever sobre livros que “mudam vidas”. O espanto foi do tipo bom, pois isso é justo, muito justo, justíssimo, já que, também apurei, ficaram para trás as últimas manias literárias, como autoajuda na companhia de filósofos (“Cozinhando com Heidegger” ou “Lições de Platão Para Ser um Grande Vendedor”, esse tipo de coisa).

Pois fico com o tema, fazendo, porém, a ressalva de que esta ladainha de livro mudar vidas é história para Sartre dormir. Sim, os livros me deram rumos e gostos literários, mas meus defeitos e idiossincrasias estão ainda aqui, bem cultivados e inflacionados, obrigado, obrigado. Nenhuma mudança sísmica como aconteceu na vida dos autores desses textos; no máximo, orçamento deficitário para manter o vício das leituras desorganizadas e doenças respiratórias causadas pelo acúmulo de poeira nas pilhas de livros ainda por ler. Creio, inclusive, que somos nós que mudamos os livros que lemos, inserindo neles as nossas vivências (Otto Lara Resende dizia que todo leitor sempre lê a si mesmo, ou algo assim). Não houve, então, terremotos, mas posso afirmar que obsessões nasceram com alguns livros (“Non men che saver, dubbiar m’aggrada”, dantescamente eu diria). Mas vá lá: se o freguês quer, assim é (se lhe parece) — escreverei sobre os livros que “mudaram” a minha vida. (mais…)

Artista brasileiro de 16 anos cria incríveis ilustrações 3D em folhas de caderno

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publicado no Hypeness

João Carvalho é um artista brasileiro, capaz de criar desenhos que divertem e surpreendem pelos efeitos e distorções visuais, e pela sensação de tridimensionalidade que nos passam. O suporte onde a mágica de seus desenhos acontece é sempre a folha de caderno. Um detalhe: João tem somente 16 anos.

Sempre utilizando efeitos de tridimensionalidade, seus desenhos retratam objetos, cenários cósmicos, personagens de desenhos animados e até navios “saindo” do papel, driblando as pautas azuis das folhas do caderno, e ganhando corpo e movimento. Alguns dos desenhos publicados aqui são ainda mais antigos, de quando João tinha 15 anos!

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Ensino particular perde 1 milhão de alunos por conta da retração econômica

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publicado na Jovem Pan

O reflexo da crise que atinge a indústria e o comércio também é percebido na educação. As escolas particulares do País calculam ter perdido um milhão de alunos, desde o ano passado, por conta da retração econômica. De acordo com a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), a rede privada perdeu 12% dos mais de 9 milhões de alunos que tinha em 2014, segundo o censo escolar.

Já um levantamento da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo apontou que, apenas no ano passado, as redes estadual e municipais receberam 200 mil alunos que migraram das escolas particulares.

Para Roberto Geraldo Dornas, presidente da Confenen, apesar de já terem sentido os efeitos da crise no ano passado, as famílias teriam feito outros cortes no orçamento doméstico antes de decidirem pela troca de escola. “Quem coloca o filho na particular vê esse gasto como prioridade, um investimento. Por isso, tirar o filho da escola é a última alternativa”.

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Foi o que aconteceu com a professora Pérola do Amaral, de 41 anos, que estava com dificuldade para pagar a mensalidade das duas filhas, de 7 e 11 anos de idade, desde o segundo semestre do ano passado. Em janeiro, o marido perdeu o emprego e a família soube de imediato o que era preciso fazer: transferir as meninas para a rede pública de ensino.

“A gente gastava mais de R$ 1 mil por mês de mensalidade e ainda tinha despesa com material, uniforme, transporte e alimentação. No ano passado fizemos de tudo para mantê-las na escola, mas não deu para segurar”, disse a mãe. O marido conseguiu um novo emprego, mas com salário menor, por isso, voltar as meninas para rede privada ainda não é uma opção.

De acordo com Dornas, no ano passado, a Confenen chegou a estimar que a rede privada poderia perder até 20% dos alunos, mas, segundo ele, as empresas fizeram um esforço adicional para negociar alternativas com as famílias. “As escolas sabiam que seria um ano difícil. A inflação está muito alta, houve aumento de luz, água, internet e seria impossível não repassar para as mensalidades.”

Mas nem sempre é assim. Desempregado desde agosto, o metalúrgico Sidnei Aparecido da Silva, de 36 anos, tentou negociar um desconto com a escola em que a filha de 8 anos estudava. “Já não tinha mais onde cortar no orçamento de casa. Troquei o carro por um mais barato, cortei passeios, não temos luxo. Sempre paguei a mensalidade em dia, mas a escola não quis nem negociar e não tivemos mais condições de pagar.”

A decoradora Ana Paula Barone, de 35 anos, também tentou desconto na mensalidade antes de recorrer à escola pública para os filhos mais novos, de 7 e 8 anos. Sem sucesso, eles foram estudar na escola estadual Blanca Zwicker Simões, na zona leste. “É uma escola modelo, mas, como só vai até o 5º ano, matriculamos apenas os menores. O mais velho continua na particular”.

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