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Mentor do 11 de Setembro leu Harry Potter em prisões

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Khalid Sheikh Mohammed, capturado em 2003 no Paquistão / Foto: Reuters

Khalid Sheikh Mohammed, capturado em 2003 no Paquistão / Foto: Reuters

Fernando Moreira, no Page Not Found

O mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 aos EUA e braço direito de Osama bin Laden passou boa parte do tempo nas cadeias onde esteve detido na Europa lendo as histórias de Harry Potter, de acordo com revelações publicadas pela agência Associated Press.

Agentes da CIA (agência de inteligência americana) também permitiu que Khalid Sheikh Mohammed também desenhasse um aspirador de pó, a fim de evitar que o terrorista ficasse louco. Isso teria acontecido nas prisões secretas em que Sheikh Mohammed foi mantido na Europa: Romênia, Polônia e Hungria.

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Após ser preso em 2003, no Paquistão, o terrorista passou por polêmicas e agressivas técnicas de interrogatório para contar tudo o que sabia sobre a rede al-Qaeda. Uma delas foi o waterboarding, no qual é simulado afogamento com ajuda de uma toalha encharcada.

Entretanto, os agentes americanos temiam que a tortura deixasse sequelas mentais permanentes em Sheikh Mohammed e a suspenderam. Para aliviar, permitiram atividades recreativas.

O terrorista está sendo mantido na prisão americana de Guantánamo, em Cuba.

Khalid Sheikh Mohammed, na prisão de Guantánamo / Foto: AP

Khalid Sheikh Mohammed, na prisão de Guantánamo / Foto: AP

Sheikh Mohammed foi descrito por seu advogado como “extremamente inteligente” e com capacidade para “patentear invenções”.

Ainda há muitos mistérios cercando a vida de Sheikh Mohammed. Não se sabe, por exemplo, se eles nasceu no Paquistão ou no Kuwait.

Na feira do livro de Frankfurt, o Brasil sem exotismos

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Maria Fernanda Rodrigues no Clic Folha

A feira não é ao ar livre, mas organizada dentro de enormes pavilhões, com várias entradas. / Divulgação

A feira não é ao ar livre, mas organizada dentro de enormes pavilhões, com várias entradas. / Divulgação

No pavilhão de 2.500 m² que o Brasil terá na Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mundo, de 9 a 13 de outubro, nada de passistas ou de fotos de onças pintadas e vitórias-régias.

“Pretendemos mostrar um Brasil onde a produção contemporânea é muito contemporânea, mas que não nega as raízes tradicionais, só foge do exótico”, disse Antonio Martinelli, que ao lado de Manuel da Costa Pinto, de Daniela Thomas e de Felipe Tassara, idealizou o espaço onde o País fará sua apresentação cultural.

Isso tudo porque o Brasil será o convidado de honra da feira alemã deste ano, convite aceito pelo governo brasileiro há dois anos e que custará R$ 18 milhões ao País. A Câmara Brasileira teve licença para captar cerca de R$ 13 milhões, mas não conseguiu patrocínio.

Jürgen Boos, presidente da Feira de Frankfurt; Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional; e Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro aproveitaram a movimentação em Paraty para anunciar o que pretendem fazer na Alemanha.

Ao lado deles, Costa Pinto e Martinelli. Embora o pavilhão esteja sendo preparado para funcionar como uma grande vitrine da produção artística brasileira – passam pela feira, todos os anos, cerca de 300 mil profissionais do mercado editorial -, a programação não será concentrada nele e vai se espalhar por outros espaços da feira, como um restaurante, o estande coletivo do Brasil e das editoras que vão viajar de forma independente e também por museus, centros culturais e bibliotecas de Frankfurt e de outras cidades.

O pavilhão foi idealizado como uma grande praça pública. De um lado, um auditório onde os 70 escritores escalados – entre os quais Luiz Ruffato e Ana Maria Machado, escolhidos para o discurso de abertura, e ainda Adélia Prado, Nuno Ramos, Daniel Galera e Ziraldo, entre outros – se revezam em conversas com o público.

No meio, uma mesa no formato da marquise do Ibirapuera. Sobre ela, edições estrangeiras de livros brasileiros. Ao redor, uma instalação de Heleno Bernardi – colchões no formato de corpos, onde o visitante pode relaxar.

Haverá também seis bicicletas. Ao pedalar, a projeção de filmes sobre formas de circulação do livro – de bibliotecas ambulantes a projetos mais quixotescos – é acionada.

Ali por perto, um redário e, ao lado das redes, totens com música popular brasileira.

Encerrando a exposição – ou iniciando, não há ordem -, um canto com uma instalação multimídia criada pelos videoartistas Gisela Mota e Leandro Lima Serão seis grandes telas que exibirão filmes com imagens que remontam ao universo do imaginário ficcional e poético brasileiro e que fazem referência aos temas: metrópole, subúrbio, campo, floresta, mar e sertão.

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Diretora é acusada de chamar professores de gorilas nos EUA

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Funcionários negros dizem que atitude racista da dirigente prejudicou trabalho na escola de ensino médio em Nova York

Minerva Zanca, diretora de escola no Queens, em Nova York Reprodução da web

Minerva Zanca, diretora de escola no Queens, em Nova York Reprodução da web

Publicado em O Globo

RIO – A diretora de uma escola de ensino médio em Nova York está sendo acusada de racista pela comunidade do colégio. Dois professores negros demitidos afirmam terem sido vítimas de assédio moral. Eles dizem que seus trabalhos em sala de aula foram prejudicados pela discriminação racial. O assistente da diretoria, Anthony Riccardo, confirma as denúncias ao alegar que Minerva chamou professores de gorilas, fazendo ainda comentários sobre seus “lábios grossos” e “narizes grandes”. As informações são do “Huffington Post”.

Pais de alunos da Pan American International High School, que fica na região do Queens, protestaram esta semana em frente ao Departamento de Educação de Nova York, exigindo uma investigação a respeito. Além disso, um abaixo asinado no site “Change.org”, com mais de mil assinaturas, exige a demissão de Minerva do cargo de dietora. O Departamento de Educação informou que o assunto está sendo investigado. De acordo com o órgão, não há registros de reclamações anteriores sobre a diretora.

Segundo informações, a escola atende a alunos imigrantes que estão no país há menos de quatro anos. “Nós éramos os únicos professores afro-americanos, e nós três saímos. Isso significa que não há mais professores afro-americanos na escola, enquanto metade da população de estudantes se parecem conosco”, diz a professora Lisa-Erika James, que pediu demissão, ao canal de TV Americano “CBS”. “Nós queremos que ela seja responsabilizada por suas ações”, queixa-se John Flanagan, que foi demitido.

Conheça 7 excelentes livros do charmoso gênero mafioso

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Luiz Guilherme, no Literatortura

A máfia nos livros ganhou e ainda adquire muitas faces, personalidades e vestimentas, seja a de Don Vito Corleone (Marlon Brando) ou Michael Corleone (Al Pacino) que comandaram a inesquecível e igualmente tradicionalista família Corleone e até a de Francis Costello (Jack Nicholson) em Os Infiltrados (The Departed).

Sendo a grande maioria de origem italiana, o modo como as máfias se organizam (dando ênfase a todas as formalidades exigidas) e efetuam seus atos ilícitos na ficção nos leva a analisar o mundo de outra forma. As sábias frases proferidas por Don Vito Corleone ecoam na mente de quem as lê, levando o leitor a viajar por um mundo instável e por vezes lúgubre, no qual seus inimigos estão realmente próximos de você e tudo parece estar dominado por disputas pelo poder, negócios ilegais, mortes quase sem explicações e corrupção até atingir um clímax dramático após o suspense.

As organizações criminais servem de base para estudos e grandes reportagens por parte de intelectuais, além de influenciar diversos escritores de obras fictícias. A “admiração” acompanhada de um certo repúdio por este tema me faz lembrar o termo que o criminólogo gaúcho Salo de Carvalho utiliza ao se referir sobre o estudo do crime quando cita “o fascínio pela violência”.

A palavra “máfia” que já era bastante difundida nos Estados Unidos, finalmente começou a se popularizar no Brasil por meio de livros de administração, auto-ajuda, culinária e muitos outros além do literário. Apesar de apareceram nos noticiários os horrores efetuados por organizações criminosas italianas, a máfia da ficção e da não-ficção (majoritariamente livros-reportagem) ainda assim se tornaram tão clássicas que é inadimissível deixar de admitir que os “homens de honra” serviram de inspiração na literatura. Cada escritor do gênero possuía a sua própria receita, havendo casos até de ameaças dirigidas a eles caso ousassem revelar os bastidores da máfia.

Poderoso Chefão/ Omertà/ O Siciliano e outros – Mario Puzo

Um dos pais do gênero mafioso, Mario Puzo escreveu diversos livros sobre a máfia italiana. Sua obra mais famosa que inspirou a trilogia de mesmo nome e rendeu-lhe o Oscar de Melhor Roteirista além da fama internacional foi O Poderoso Chefão (The Godfather), que descreve a saga da família Corleone nos Estados Unidos na década de 40, posterior ao ápice do poder criminal que ocorreu nos períodos da Lei Seca. O livro revelou inúmeros detalhes sobre a hierarquia e a atuação da máfia por debaixo dos panos, salientando diversas vezes a importância de se negociar com as autoridades e paralelamente saber competir e administrar o negócio. O que poucos sabem é que Mario Puzo teve a inspiração em produzir The Godfather “do nada” enquanto ele escrevia reportagens policiais, conforme comentou em entrevistas.

A Firma – John Grisham

Um dos livros que melhor retratam a frase: “a máfia não esquece”. O advogado e escritor norte-americano, John Grisham, é um nome que aos poucos ganha espaço nas prateleiras das livrarias brasileiras. Sendo pioneiro em escrever obras cujo foco são os tribunais, causas jurídicas e o Direito em si, em A Firma (The Firm) que já inspirou uma longa metragem estrelando Tom Cruise e mais recentemente um seriado, Mitch McDeere é um advogado prodígio que se formou em Harvard e acaba de ser convidado por um grande escritório de direito tributário. Mesmo com a tranquilidade repousando o seu dia-a-dia, Mitch ao ser interceptado pelo FBI, que o alerta sobre o escritório e após realizar investigações próprias, descobre que os seus colegas advogados contribuem para lavar o dinheiro de uma organização criminosa e por consequência o grande escritório de advocacia serve de fachada para atos ilícitos e transações fraudulentas com âmbito mundial. Impedido de sair, tendo em vista que todos os advogados que pediram demissão foram mortos por motivos desconhecidos, também corre o risco de ser preso por cooperar com a máfia.

Gomorra – Roberto Saviano

O escritor italiano Roberto Saviano tornou-se bastante conhecido ao receber elogios de famosos (inclusive ganhadores de prêmios Nobel) por ter tido coragem em denunciar a atuação da máfia italiana Camorra, descrevendo minuciosamente suas atividades no país. O livro alcançou grandes números de vendas no Brasil e no mundo, contudo Roberto acabou pagando um preço bastante caro ao publicar a sua obra, já que hoje ele vive com guarda-costas e em lugares não revelados por ter sido ameaçado de morte.

Roberto Saviano ist in Lebensgefahr

Honra teu Pai – Gay Talese

Outro livro estilo reportagem que foca a história da família Bonanno, liderada por Joseph “Joe Bananas” Bonanno, uma das maiores dos Estados Unidos. Abordando as relações familiares de Joseph além do vínculo com o crime, Gay Talese disponibilizou ao público um pequeno dossiê de Bonanno.

Minha Vida Secreta na Máfia – Joseph D. Stone

Livro que inspirou o filme Donnie Brasco (com Al Pacino e Johnny Deep), o policial Joe Pistone se infiltra na máfia italiana presente nos Estados Unidos com a identidade de Donnie Brasco. Gradativamente Joe ganha a confiança da máfia e embora esteja arriscando a sua vida, denuncia diversos líderes para colocá-los posteriormente na prisão.

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Educação Siberiana – Nicolai Lilin

Pessoalmente fiquei curioso com a publicação de Educação Siberiana. Há uma carência muito grande quanto aos relatos da máfia russa e os que existem não são muito divulgados devido à grande influência que tal organização criminal ainda exerce nos países da antiga União Soviética. Nicolai narra um incrível relato sobre os urcas siberianos que se ascenderam na queda da União Soviética quando conseguiram adquirir quotas de empresas estatais e privadas. Lilin se aprofunda no enredo e conta como eram os ensinamentos que teve de aprender nas ruas siberianas habitadas por uma grande quantidade de criminosos na maioria deportados.

O lado oriental da máfia

Tóquio Proibida: Uma viagem perigosa pelo submundo japonês

O jornalista Jake Adelstein foge totalmente daquele paradigma clássico em descrever a máfia ítalo-americana. Em Tóquio Proibida (Tokyo Vice), Adelstein segue uma vida bastante similar com a de Saviano na vida real, sendo ameaçado diversas vezes pela máfia japonesa após a publicação de seu livro. A obra nos traz ricos detalhes dos negócios obscuros de uma organização criminosa que apesar de ter ramificações no mundo todo, não é bastante vista pelos holofotes da mídia.

Tóquio Proibida, como o próprio título já ilustra, não é apenas um mero dossiê da Yakuza, mas sim um relato de fatos incomuns aos quais até os próprios japoneses veem com certa incredulidade.

Existem diversas outras obras que oferecem um retrato genuíno e extremamente rico em detalhes, incluindo as próprias ficções. Livros que abordam a máfia acabam sendo um símbolo do lado sombrio de nossa sociedade, mostrando cicatrizes da civilização e servindo até como uma metáfora para nós mesmos que lembramos de frases de lendários chefes quando estamos prestes a adotar uma postura rígida e meticulosa diante de um fato.

Por fim gostaria de esclarecer que o presente texto não tem como meta fazer apologias à máfia e tampouco divulgar suas ações. O que foi abordado aqui é o gênero e não estritamente o objeto.

“Na sua idade diziam que nós podíamos ser policiais ou criminosos. Hoje eu lhe digo o seguinte: com uma arma apontada para você, que diferença faz?” (Frase do filme Os Infiltrados – The Departed)

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