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Posts tagged Senhor dos Anéis

Conheça o charmoso vilarejo que inspirou Tolkien a criar Valfenda, a cidadela dos elfos

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Tolkien visitou o vilarejo de Lauterbrunnen aos 19 anos, em 1911 (Foto: Wikimedia Commons)

Tolkien visitou o vilarejo de Lauterbrunnen aos 19 anos, em 1911 (Foto: Wikimedia Commons)

Nos arredores dos Alpes suíços, Lauterbrunnen também fica dentro de um vale verdejante banhado por rios e cachoeiras

André Jorge de Oliveira, na Galileu

Quem se encanta pelo universo de “O Senhor dos Anéis”, seja na clássica trilogia escrita há mais de 60 anos por J. R. R. Tolkien ou então nos três filmes épicos dirigidos recentemente por Peter Jackson, provavelmente já se pegou pensando em Valfenda (Rivendell, em inglês). O imponente reduto élfico escondido em um vale remete a uma espécie de refúgio paradisíaco – é sem sombra de dúvidas um dos lugares mais belos de toda a fictícia Terra-Média. O mal é incapaz de penetrar ali. Lar de elfos poderosos como Elrond, a cidadela é descrita como sendo harmoniosamente integrada com a paisagem exuberante que a rodeia, tomada por florestas, penhascos e cachoeiras.

Adoraria passear por Valfenda? Então você vai gostar de saber que a cidade élfica provavelmente foi inspirada em um vilarejo real que tem menos de três mil habitantes, localizado no vale de Lauterbrunnen, na Suíça. Segundo o site especializado Tolkien Brasil, o professor teria visitado o charmoso lugar banhado pelo rio Lütschine durante uma viagem familiar em 1911, quando tinha apenas 19 anos. Tolkien e os outros 12 viajantes conheceram a região através de um roteiro rústico, no qual andavam dias a fio por pastos e caminhos montanhosos, evitando as grandes estradas. Ele contou em uma carta de 1967 ao filho Michael que em nenhum momento os homens fizeram reservas em hotéis, pois todas as noites dormiam sobre o feno de celeiros ou estábulos. Se alimentavam de maneira frugal e sempre ao ar livre.

O resultado das andanças pelas bucólicas paisagens próximas aos Alpes suíços foram lembranças duradouras na mente do escritor. Na mesma carta, Tolkien revelou a influência de Lauterbrunnen em sua criação literária. “A viagem do hobbit (de Bilbo) de Valfenda ao outro lado das Montanhas Nevoentas, incluindo a descida pela encosta nevada e de pedras escorregadias até o bosque de pinheiros, é baseada em minhas aventuras em 1911”, escreveu.

Confira abaixo uma ilustração de Valfenda feita pelo próprio professor:

ilustração de Valfenda (Rivendell, em inglês) feita por Tolkien (Foto: Wikimedia Commons)

ilustração de Valfenda (Rivendell, em inglês) feita por Tolkien (Foto: Wikimedia Commons)

Agora, repare na semelhança com o vilarejo suíço:

O vale e o vilarejo visto de cima (Foto: Reprodução)

O vale e o vilarejo visto de cima (Foto: Reprodução)

Relevo da região é acidentado como o de Valfenda (Foto: Wikimedia Commons)

Relevo da região é acidentado como o de Valfenda (Foto: Wikimedia Commons)

Durante visita a Lauterbrunnen, Tolkien teve contato íntimo com a natureza local vagando por pastos e caminhos montanhosos (Foto: Wikimedia Commons)

Durante visita a Lauterbrunnen, Tolkien teve contato íntimo com a natureza local vagando por pastos e caminhos montanhosos (Foto: Wikimedia Commons)

(mais…)

Um leitor nunca dorme sozinho

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Publicado por Joaquim Livraria & Sebo

Ano passado escrevemos um post bacana sobre campanhas criativas de incentivo à leitura pelo mundo afora. Tornar a leitura algo interessante e atividade atrativa em meio à tanta velocidade de dados, imagens e sons não é uma tarefa tão simples como parece, mas tem muita gente que leva isso a sério e transforma a criatividade da publicidade – normalmente voltada à produtos de maior consumo – em grande aliada à campanhas inspiradoras.

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E nessa onda de inspirar leitores, a cadeia de livrarias israelita – considerada a maior e mais antiga do país – Steimatzky resolveu apostar numa criativa campanha de incentivo à leitura. Com o lema “The Right Book Will Always Keep You Company.” [O livro certo sempre lhe manterá em companhia] a campanha traz desde personagens clássicos como Dom Quixote e Sancho Pança, passando por Sherlock Holmes e indo até Gandalf, do Senhor dos Anéis que adormeceram ao lado de leitores com os respectivos livros em mãos.

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Que leitor nunca dormiu com livros ao lado ou acabou sonhando com as histórias e personagens de livros? Um livro nunca nos torna impunes ao seu enredo e personagens e mais ainda, muito bacana ver campanhas de leitura que ultrapassam ele como um produto, tornando o livro antes de tudo, parte cotidiana de nossas vidas.

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dica do Matheus Wondracek

Complexo de culpa: porque largar um livro no meio é tão difícil

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Natasha Romanzoti, no HypeScience

Você pode não estar gostando ou entendendo nada, mas vai dizer se não é extremamente agonizante abandonar um livro meio lido?

Esse exemplo, aliás, não é único. Muitos dos meus colegas dizem que assistem uma novela ou série até o fim, mesmo que esteja chata ou que não estejam mais gostando, porque “não podem largar meio” ou até mesmo porque querem saber o fim.

Ninguém quer desistir. A desistência vem com um sentimento inevitável de culpa. Mas tomar uma decisão consciente de largar um livro (ou outra atividade não terminada) pode ser na verdade bastante libertador.

Na era do e-reader, desistir de um livro nunca foi tão fácil: não é nem preciso se levantar da cadeira para pegar outro na prateleira. Mas a escolha de terminar um relacionamento com um livro prematuramente permanece estranhamente perturbadora.

“Isso vai contra a forma como fomos arquitetados”, explica Matthew Wilhelm, psicólogo clínico da Califórnia, EUA. “Há uma tendência para que percebamos objetos como ‘acabados’ ou ‘inteiros’, embora que eles possam não ser. Essa motivação é muito poderosa e ajuda a explicar a ansiedade em torno de atividades inacabadas”.

A ideia de parar no meio do caminho é estressante, mas, ainda assim, nós fazemos isso. E até mesmo nos gabamos. GoodReads, uma comunidade online de leitores, permitiu que seus 18 milhões de membros classificassem os livros iniciados mais inacabados de todos os tempos. 7.300 membros votaram, com o topo da lista ficando com “Ardil 22″, clássico do americano Joseph Heller, e livros como a série “Senhor dos Anéis” em segundo lugar.

Leitores que usam plataformas digitais abandonam livros com frequência. Sara Nelson, diretora editorial de livros e Kindle na Amazon.com, disse que acredita que os e-leitores têm a capacidade de começar e parar de ler livros dependendo de seu humor. “Então, enquanto você pode parar no meio do caminho, você também pode facilmente voltar para o livro mais tarde”, diz.

Embora as razões óbvias para abandonar livros sejam distração e tédio, o comportamento também pode ser uma reação contra o tipo de escrita, no qual a técnica supera o simples fato de contar histórias. Ou seja, livros muito densos, complicados ou difíceis de ler são mais abandonados.

Certos tipos de pessoas são mais propensas a continuar lendo algo que não estão gostando ou entendendo. Dr. Wilhelm teoriza que as pessoas competitivas, com personalidade tipo A, são mais propensas a abandonar um livro, porque elas tendem a ser motivadas por recompensas e riscos e, “se não houver consequências ou reconhecimento público, por que terminar?”.

Por outro lado, ele acredita que pessoas de personalidade mais descontraída, do tipo B, podem nem começar um livro que elas sabem que não vão terminar. O motivador mais importante para terminar um livro, segundo o Dr. Wilhelm, é pressão social – razão pela qual os clubes de livros são tão bons em conseguir que os leitores cheguem ao epílogo.

De acordo com a bibliotecária Mary Wilkes Towner, os leitores devem ter permissão para parar quando quiserem, a fim de desassociar a leitura de uma obrigação, como costumava ser na infância, em que ler era uma tarefa. “Eu descobri que as pessoas nos seus 30 anos se sentem culpadas ao largar um livro da mesma maneira que se sentiam quanto tinham que comer tudo no seu prato quando eram crianças”, conta.

Continuar a ler é uma tarefa de persistência, sem dúvida. Mas é preciso saber como se motivar. A psicóloga Meena Dasari, que atende crianças em seu consultório particular, diz que a capacidade de manter uma tarefa depende de quais sentimentos atribuímos a ela. “Se você disser: ‘Eu não sou inteligente o suficiente’, então é provável que você desista. Mas se você disser: ‘Este é apenas um livro difícil’, você é mais propenso a completá-lo”, argumenta.

A chave para terminar um livro pode ser escolher o enredo certo e a melhor hora para ler. Isso aumenta drasticamente o número de livros que as pessoas completam na vida.

Se você decide ler algo em uma época que está cheia de preocupações com o trabalho, pode estagnar ou não gostar. Já de férias, tudo pode ter um significado diferente. Por outro lado, uma jovem pode adorar a paixão de Anna Karenina, mas uma mãe mais tarde na vida pode ver a protagonista como egoísta e irresponsável.

Mas, seja o que e quando você decidir ler, o importante é se lembrar de uma coisa: você parar no meio. É só querer.[WSJ]

Me ajuda aqui?

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aff, calaboc

aff, calaboc

Hellen Bortoleto, no Manual Prático de Bons Modos em Livrarias

êta sábado maravilhoso. livraria com movimento igual ao da 25 de março, musiquinha rolando pra descontrair o ambiente, crianças serelepes correndo de um lado para o outro, e para deixar o dia com um gostinho de quero mais, um casal aborda a livreira:

freguesa: moça, cê poderia me indicar algum livro parecido com ‘o senhor dos anéis’?

(talvez algum do tolkien psicografado?)

livreira: olha, como você deve saber, ‘o senhor dos anéis’ tem um estilo muito especifico. você conhece os livros do r.r.martin?

(antes que a livreira pegasse o livro, a freguesa demonstra que não está muito confortável)

freguesa: ah não moça, não gosto desse tipo de literatura (alôalô coerência? sdds coerência? por onde anda menina coerência?) prefiro algo mais parecido, sei lá, com o tolkien mesmo ou algo tipo o dan brown. você tem ou não?

(careta pode. grosseria não pode)

livreira: não temos. dan brown e tolkien são autores muito prestigiados, não há obras como as deles, sabe.

freguesa: então quero um policial. eu já li de tudo, moça, me mostre algo diferente.

(depois de vasculhar todo seu acervo mental de livros, quase se dando por vencida por questões óbvias, e um pouco desanimada, a livreira pergunta)

livreira: você já leu ‘os homens que não amavam as mulheres’?

freguesa: não, não, haha. eu te peço um livro policial e você me indica um livro de relacionamento?

(é, gata. miau)

manual prático de bons modos em livrarias: dois séculos trabalhando em livraria e eu ainda não consigo entender a freguesia que pede indicação de leitura, mas nunca aceita nenhuma sugestão. alguém me ajuda nessa empreitada, por favor?

Infográfico – O Senhor dos anéis x As crônicas de gelo e fogo

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Sherlock, no Sobre Livros

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Infográfico: George R.R. Martin x J.R.R. Tolkien – Quem vence essa batalha?

E aí leitores, qual sua saga preferida?

Veja a ficha completa da série “O Senhor dos Anéis” no site:
http://www.sobrelivros.com.br/info-o-senhor-dos-aneis-j-r-r-tolkien/

Veja a ficha completa da série “As Crônicas de Gelo e Fogo” no site:
http://www.sobrelivros.com.br/info-as-cronicas-de-gelo-e-fogo-george-r-r-martin/

dica do Thiago Mendanha

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