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Posts tagged Senhora

Escola nos EUA entrega diploma do ensino médio a ex-aluna de 99 anos

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Mulher largou os estudos no último ano em 1932 para cuidar da avó.
‘Me sinto mais inteligente agora’, disse a homenageada.

Audrey Crabtree sorri ao receber um broche da escola na cerimônia de sua 'formatura' (Foto: Waterloo Courier, Tiffany Rushing/AP)

Audrey Crabtree sorri ao receber um broche da escola na cerimônia de sua ‘formatura’ (Foto: Waterloo Courier, Tiffany Rushing/AP)

Publicado por G1

Uma mulher de 99 anos do estado de Iowa, nos Estados Unidos, ganhou nesta terça-feira (24) um diploma honorário de conclusão do ensino médio depois de ter abandonado a escola há mais de 80 anos. Audrey Crabtree, da cidade de Cedar Falls, foi homenageada pela Waterloo East High School, escola que deixou em 1932 às vésperas de terminar o último ano.

“Me sinto muito mais inteligente agora”, brincou a senhora. Ela abandonou os estudos aos 18 anos depois que sofreu um acidente quando nadava, o que a deixou fora da escola por algumas semanas. Em seguida, teve de cuidar da avó que estava muito doente e não voltou mais a estudar. “Eu tinha que ter voltado para terminar meus créditos no ano seguinte”, explicou.

Audrey se casou duas vezes, montou uma empresa de flores, teve dois filhos, cinco netos e quatro bisnetos. Apesar de tudo o que Audrey construiu, a família dela percebeu que a senhora tinha uma insatisfação por não ter terminado a escola.

“Ela sempre dizia que a única coisa que lhe faltava na vida era que ela nunca tinha conseguido seu diploma”, disse Shelley Hoffman, neta de Audrey.

Os parentes entraram em contato com a escola que em uma reunião do comitê de educação entregou o diploma para Audrey. Ela recebeu uma cópia do seu último boletim e recordações de seu tempo na escola, incluindo uma jaqueta e broches. Ela também recebeu mais de 100 cartas de congratulações escritas pelos atuais alunos do ensino médio.

Patricia Broadfoot: “Escolas não devem avaliar o aprendizado com base em notas”

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Pesquisadora da Universidade de Bristol, na Inglaterra, sugere que escolas façam avaliações mais abrangentes e que os alunos, conhecendo melhor suas dificuldades, assumam o controle do próprio aprendizado

Pesquisadora britânica diz que os testes tradicionais não são suficientes para avaliar os aprendizados dos alunos (Foto: Shutterstock)

Pesquisadora britânica diz que os testes tradicionais não são suficientes para avaliar os aprendizados dos alunos (Foto: Shutterstock)

Amanda Polato, na Época

O momento de receber o boletim com notas mensais ou bimestrais costuma ser tenso para muitas crianças e também para os pais. Mas, para a pesquisadora britânica Patricia Broadfoot, diretora da Faculdade de Educação da Universidade de Bristol, tanta valorização dos números está equivocada. As escolas deveriam olhar para a avaliação de forma muito mais abrangente, diz ela, e ajudar os alunos a entender melhor seus pontos fortes e fracos. “Há estudos que comprovam que, quando a escola dá notas, os alunos tendem a não ouvir os comentários dos professores e, portanto, não sabem como melhorar.”

A proposta da especialista em avaliação, que está em São Paulo nesta semana para uma conferência na 20ª Feira Educar, é usar ferramentas digitais para fazer avaliações formativas, mais preocupadas com o aprendizado em si do que com a somatória de pontos e notas. Segundo ela, jogos e desafios on-line podem ajudar a detectar mais nuances sobre o que os alunos sabem do que os testes tradicionais.

Patricia também critica os testes nacionais padronizados. “Deve haver prestação de contas para a sociedade, mas o melhor seria incentivar as escolas a se autoavaliar rigorosa e continuamente.” Confira a seguir a entrevista da pesquisadora a ÉPOCA:

ÉPOCA – A senhora fala em suas pesquisas sobre a “sociedade da avaliação” e diz que nós acreditamos no poder dos números. Esse tipo de avaliação é eficiente nas escolas?

Patricia Broadfoot – A sociedade da avaliação não é uma coisa positiva. E penso que é especialmente ruim nas escolas, porque treinamos os estudantes a ver o sucesso do seu aprendizado em termos de notas, em vez de ver do aprendizado em si. Nós nos convencemos de que a melhor forma de julgar a qualidade do aprendizado, das escolas e dos sistemas de ensino é por meio de uma série de números. No entanto, deveríamos julgar a qualidade da educação de um modo muito mais abrangente.

ÉPOCA – De modo geral, as escolas estão preparadas para fazer uma avaliação mais focada no aprendizado, a chamada avaliação formativa?

Patricia – Nenhum de nós na área da educação, em qualquer parte do mundo, realmente entende a importância da avaliação formativa. É uma questão que começou a ser estudada há apenas 20 anos. Quando as pessoas se derem conta do quão poderosos são os feedbacks e a avaliação formativa para ajudar os alunos a aprender, o interesse aumentará. Ainda achamos muito difícil mudar, principalmente porque a prioridade da rotina escolar ainda é passar conteúdos aos estudantes. Dessa forma, não há tempo para feedbacks individuais e frequentes. Pesquisas indicam que os alunos não estão satisfeitos com o tempo e a qualidade da avaliação que recebem. Claro que é difícil para os professores se considerarmos o tamanho das salas de aula.

ÉPOCA – Como os processos de avaliação podem melhorar?

Patricia – Deveríamos ter menos avaliações somativas [método convencional, baseado em somatória de notas], e dar feedback como forma de apoiar o aprendizado, provavelmente no formato de texto em vez de números. Há estudos que comprovam que, quando a escola dá notas, os alunos tendem a não ouvir os comentários dos professores e, portanto, não sabem como melhorar. Existem ferramentas digitais que ajudam a identificar aspectos dos aprendizados dos estudantes que não são detectados pelas formas tradicionais de avaliação. Com elas, é possível fazer estudos de caso, propor desafios da vida real, criar testes semelhantes a jogos, em que o estudante pode ir para diferentes níveis de dificuldade. Basta imaginar um jogo de computador, e pensar como eles são complexos e engajam os jovens. É possível usar isso na avaliação escolar.

ÉPOCA – Qual é o impacto de bons feedbacks para a vida de um estudante? Ela ajuda a desenvolver quais habilidades?

Patricia – Normalmente, chamamos de “learning power” a habilidade de aprender. Nenhum de nós possui um “padrão” de aprendizado fixo. Temos, por exemplo, mais habilidade para aprender algo de que realmente gostamos. O conceito de “learning power” envolve nossas qualificações, habilidades intelectuais, disposição e motivação. Se você entende seus pontos fortes e fracos, e você aprende a gerenciar seu próprio aprendizado, sua habilidade de aprender vai crescer consideravelmente. Professores devem ajudar seus alunos a aprender melhor, para que eles não sejam passivos e apenas recebam o que lhes é ensinado, mas assumam o controle sobre o próprio aprendizado.

ÉPOCA – Há países que já fizeram mudanças significativas nas políticas de avaliação?

Patricia – Sim, alguns países estão implementando a avaliação voltada para o aprendizado, como o meu país, a Inglaterra, Hong Kong e outros asiáticos. Mas as pesquisas mostram que nem sempre as políticas são colocadas em prática, porque pressões culturais e tradições tornam isso mais difícil. Será um longo processo.

ÉPOCA – Qual é o papel dos pais nessa mudança?

Patricia – Os pais tendem a preferir as avaliações por notas, porque se acostumaram com isso. Mas eles precisam entender as novas propostas. Se a escola está tentando implementá-las, não terá sucesso sem a ajuda dos pais.

ÉPOCA – Qual é a sua opinião sobre testes padronizados e em larga escala feitos pelo governo para verificar o desempenho de estudantes e das escolas?

Patricia – Depende da intenção do uso dos dados. Na Inglaterra, há um extensivo uso de testes criados fora das escolas para julgar a qualidade dos professores e das escolas. Isso é feito para os pais. Há evidências de que isso é muito ruim para as escolas, porque os professores têm que focar suas aulas nos testes, além de gerar muito estresse para todos. Sozinhos, os testes não aumentam a qualidade. Alguns países fazem diagnósticos sobre a situação das escolas, o que é mais útil. Um grande desafio é preparar os professores para usar os resultados dos testes e das avaliações e, assim, melhorar suas práticas. Outro problema dos testes padronizados é que, quando os resultados são divulgados nos jornais, não há informações sobre os contextos das escolas. Deve haver prestação de contas para a sociedade, mas o melhor seria incentivar as escolas a se autoavaliar rigorosa e continuamente.

ÉPOCA – Os testes internacionais, como o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos, organizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), são úteis?

Patricia – Meus colegas estatísticos dizem que é o Pisa é um instrumento muito sofisticado de avaliação, mas governos tendem a interpretar os resultados de forma não tão sofisticada. Potencialmente, os testes internacionais são úteis, porque mostram áreas de um país que precisam ser melhoradas, mas governos fazem diagnósticos errados. É perigoso quando se compreendem mal as razões por trás dos resultados.

Na cama com Kennedy

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Aos 69 anos, Mimi Alford, que na juventude foi estagiária na Casa Branca, conta nos moldes de literatura erótica a sua relação com o ex-presidente dos EUA

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Antonio Carlos Prado e Ivan Claudio, na Isto É

SEM ROMANTISMO
Kennedy e sua amante Mimi: quando ela foi embora, uma semana antes
do assassinato do presidente, ele a presenteou com broches e colares

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Mimi Alford é uma senhora americana de 69 anos e sete netos. Acaba de lançar o seu primeiro livro no qual se lê em um de seus trechos: “Notei que ele se aproximava cada vez mais. Podia sentir a sua respiração no meu pescoço (…)
Ele estava bem na minha frente (…) colocou suas mãos nos meus ombros e me guiou em direção à beira da cama. Lentamente, desabotoou a parte de cima de meu vestido (…) ele pressentiu que era a minha primeira vez (…).” A escrita segue por esse caminho, e dá para o leitor imaginar por onde vai e para onde vai. Há, no entanto, uma dobra no lençol da história que põe a nu o motivo do sucesso que o livro vem fazendo junto ao público e à crítica de todos os EUA. Mimi não é uma autora que descobriu, somente agora, septuagenária, o seu talento para a ficção erótica, nem se trata de uma velhinha assanhada. Ela é o arquivo, em primeira pessoa, daquilo que até recentemente era o mais enterrado segredo de alcova do ex-presidente americano John Kennedy, assassinado em 1963 aos 46 anos. Durante 18 meses ela foi amante do presidente, e na maioria das vezes ele se relacionou sexualmente com ela, durante o dia, sob os lençóis que na noite anterior dividira com a então primeira-dama Jackie Kennedy. Detalhe da obra: “o presidente nunca beijou na boca”.

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NA CASA BRANCA
Kennedy despacha com sua equipe de imprensa, da qual Mimi (à dir.) fazia parte:
estresse curado com natação e amantes na piscina da sede do governo

O livro se chama “Era uma Vez um Segredo – Meu Caso com o Presidente John F. Kennedy” (no Brasil, editora Objetiva).
Mimi conta que tinha 19 anos e era virgem quando se relacionou pela primeira vez com o chefe de Estado que publicamente apontava mísseis para a Baía dos Porcos e secretamente disparava seus hormônios pela Casa Branca – e dizia a seus assessores “ela dorme feito um bebê”, enquanto traçava planos bélicos ou de paz. Nessa época Mimi acabara de ser contratada como estagiária do Departamento de Assessoria de Imprensa da sede do governo, era inexperiente profissional e sexualmente e, no quesito beleza, não chegava aos pés de outra famosa amante do presidente, a atriz Marilyn Monroe. Mas a Casa Branca tem lá os seus mistérios, vai saber, tem sua química própria, e o certo é que Kennedy olhou para ela e daí por diante, quase todos os dias, caiu na piscina da ala residencial para relaxar. Era ele cair, e a assessora “foca” caía também. O primeiro mergulho começou assim: o “assessor especial para assuntos de alcova”, que, segundo a autora, se chamava Dave Powers, disse-lhe uma tarde ao pé do ouvido: “O presidente vai à piscina. Aceita lhe fazer companhia?” Sim, Mimi aceitou, era o seu quarto dia de trabalho. Nos vestiários, um detalhe chamou-lhe a atenção: a coleção de maiôs dos mais diversos tamanhos, o que a fez concluir que, não só na política mas também nas dimensões das mulheres, o presidente era sim democrata.

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ESTADO E ALCOVA
Mimi revela no livro que o presidente apontava mísseis para a Baía dos Porcos
e disparava hormônios na Casa Branca ao mesmo tempo

A água da piscina era mantida a 32 graus (prescrição médica para as dores nas costas de Kennedy), e quando eles emergiram desse mergulho de estreia ele a convidou para uma “visita guiada” pelo segundo andar da Casa Branca.
Dois daiquiris, e então veio o mergulho sem água, no quarto de Jacqueline “decorado em azul-claro”.

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LIVRO BOMBA
Mimi conta em seu livro todo o envolvimento que teve com Kennedy:
“Foi tudo sexual”

Kennedy gostava da água, e Mimi lembra que foi numa sessão de hidromassagem que veio à tona a porção voyeur do presidente com quem se relacionou até uma semana antes de ele ser assassinado: Kennedy ordenou-lhe que fizesse sexo oral em Powers (o alcoviteiro da piscina, lembra?) porque “ele estava um pouco tenso”. Detalhe: o presidente fez questão de ficar olhando a felação. Mimi decidiu contar agora toda a sua história porque fora citada em uma biografia de Kennedy publicada há dez anos. Não conta quanto recebeu para pôr na tela do computador e imprimir as suas memórias, mas dá para se ter uma ideia, já que um produtor de filmes lhe ofereceu US$ 1 milhão pelos direitos. “Não me arrependo de nada que fiz”, escreve Mimi. “Nosso relacionamento foi sexual.” Quando a coisa esfriou, ela decidiu se casar com um amigo do interior americano e disse adeus ao presidente, que a presenteou com dois broches de ouro e diamante, colares e um bilhete no qual dizia: “Calorosa consideração e profunda gratidão.” Tudo protocolar. Como já foi dito, o presidente não beijava na boca.

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