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Menino de 14 anos que passou em federal de medicina dá palestras sobre Enem

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14anos

Paulo Rolemberg, no UOL

A vida do sergipano José Victor Menezes Teles mudou quando no início deste ano obteve nota no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) suficiente para ser calouro do curso de medicina da UFS (Universidade Federal de Sergipe) com apenas 14 anos. O adolescente do município de Itabaiana (SE), a 52 km da capital, agora com 15 anos, tem utilizado as horas de folga, antes do início das aulas na universidade, para ministrar palestras em Sergipe e alguns Estados brasileiros, com dicas para estudar e resolver as questões nas provas do Enem.

“Depois de toda a repercussão midiática, indiscutivelmente, houve várias mudanças em minha vida, passei a ministrar palestras. Nelas converso desde a questão da maturidade até resolução de questões do Enem”, revelou José Victor, ao lembrar que o tema das palestras é: “O meu desempenho para alcançar o sucesso”. O adolescente fez questão de ressaltar que esta exposição na mídia mudou a conduta pública dele, inclusive nas redes sociais, nas quais tem sido vigiado, constantemente, pelo uso formal da língua portuguesa. “Neste ambiente virtual que tendemos a nos portar informalmente, sou cobrado para o lado formal da língua, que, de qualquer maneira, não deixa de ser construtivo”, salientou.

O adolescente disse que tem cobrado pelas apresentações, mas não quis revelar o valor. No entanto fez questão de frisar que também tem feito palestras para alunos em escolas públicas de forma gratuita. “Na maioria das instituições, que foram particulares, fui orientado a estabelecer um preço em um tempo específico. Entretanto, nas instituições públicas, que fui convidado pelos meus pais e ex-professores, ministrei filantropicamente’, contou ele, que já esteve em municípios do interior do Espírito Santo e em Campo Grande (MS), com uma média de três palestras por cidade.

Segundo José Victor, esta nova atividade na vida dele deverá durar até o início das aulas no curso de medicina que ainda não tem data prevista para o início devido a greve dos professores na UFS. Porém não descartou continuar ministrando palestras. “Estão em segundo plano é só as realizo quando não estou em períodos escolares, atualmente a UFS está em greve, o que me disponibiliza tempo”, avisou.

Questionado sobre os estudantes que nas férias ficaram longe dos livros, José Victor, como tem feito nas palestras, deu dicas. “Quando se está de férias, realmente, há uma tendência natural de acomodar-se mais, pois não haveria aquela cobrança rotineira exercida pelo colégio. Entretanto, digo isso por experiência própria, que cada vez que for utilizar uma rede social, fazer uma pesquisa na internet, ou algo do tipo, resolva ao menos uma questão, de preferência que tenha gabarito para poder nivelar-se”, orientou.

Para José Victor, aplicativos e as redes sociais devem ser utilizadas como aliados nos estudos. “Torna-se interessante ter algum “app” no celular ou tablet, para poder estar resolvendo casualmente os exercícios, pois dessa forma não se tornaria cansativo e, simultaneamente, muito produtivo”, afirmou ele, ao descartar o rótulo de “gênio”. “Os resultados que atribuem a genialidade, na verdade, são frutos das pequenas ações que todos deveriam praticar, como por exemplo resolver questões nas férias”, frisou.

Livro

E a mente do garoto franzino do interior de Sergipe não para de ter ideias. Em breve poderemos ter o escritor José Victor. Está nos planos dele, escrever um livro sobre a sua trajetória de estudo até alcançar a vaga no curso de medicina. “Uma frase que o descreve é: a inovadora performance que pais compromissados e estudantes conscientes precisam conhecer”, finalizou.

Cotista carente recebe doações e poderá se matricular em Sergipe

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Jonathan Silva, 20, foi aprovado na federal de Sergipe pelo sistema de cotas (foto: Danilo Verpa/Folhapress)

Jonathan Silva, 20, foi aprovado na federal de Sergipe pelo sistema de cotas (foto: Danilo Verpa/Folhapress)

Fábio Takahashi, na Folha de S.Paulo

Com a ajuda de pessoas de diversos Estados, o cotista paulista Jonathan Derek Souza e Silva, 20, conseguiu dinheiro suficiente para viajar para se inscrever na Universidade Federal de Sergipe -e agora vislumbra auxiliar outros estudantes pobres.

A Folha mostrou nesta sexta-feira que Jonathan, morador de uma favela na zona sul de São Paulo, conseguiu ser aprovado no curso de artes visuais da universidade federal, beneficiando-se da lei de cotas.

Mas ele não tinha recursos para viajar a Aracaju para fazer a matrícula, que deve ser presencial e cujo prazo termina na terça-feira.

Menos de 24 horas após a publicação da reportagem, Jonathan conseguiu recursos para bancar sua passagem área -um doador anônimo, sozinho, depositou R$ 2.000.

Um vaquinha on-line levantou outros R$ 600.

O aluno afirma que ao menos outras 30 pessoas entraram em contato com ele e estavam até a noite de hoje em processo para depositar mais dinheiro. Gente, segundo ele, de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e outras.

A Folha foi procurada inclusive por uma brasileira que mora em Berna, na Suíça, que procurava os contatos do cotista para ajudá-lo.

“Como o menino chega onde chegou e pode perder a vaga por R$ 500?”, disse ela (que não quis ser identificada), referindo-se ao valor necessário para a passagem de ida São Paulo-Aracaju.

“O pessoal está passando ordem de pagamento, mas, até o momento, não consegui parar para ver quanto veio”, afirmou Jonathan.

De Sergipe, Jonathan recebeu a garantia de uma família de que poderá morar com eles caso não consiga a bolsa moradia oferecida pela universidade -que costuma ter mais candidatos que vagas.

Como os recursos recebidos excederam o que ele precisava para este momento, o cotista e a Educafro (cursinho comunitário em que Jonathan estudou) dizem estar levantando informações sobre outros cotistas em situação semelhante, para que também sejam ajudados.

“Como te disse para a reportagem, o problema não atingia apenas a mim, mas a milhares”, afirmou.

O Ministério da Educação diz que tem aumentado, anualmente, os recursos para assistência estudantil.

Em 2014, a previsão é que sejam destinados R$ 775 milhões, 25% a mais que no ano anterior. Disse também que tem orientado as universidades a mostrarem aos alunos que moram longe da instituição que a matrícula pode ser feita por meio de procuração.

Para isso, porém, o aluno precisa conhecer alguém na sede da instituição.

Aprovado por cotas, morador de favela teme não conseguir se manter

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Fábio Takahashi, na Folha de S.Paulo

Morador de favela em SP, Jonathan Silva, 20, foi aprovado na federal de Sergipe por meio das cotas para alunos de escola pública e de baixa renda, previstas em lei federal. Ele, porém, não tem dinheiro para viajar e fazer a matrícula, que deve ser presencial (R$ 470 de avião ou R$ 340 de ônibus, em viagem de 35 horas). O aluno tem que se inscrever até terça. Mesmo que consiga, não sabe como se manterá em outro Estado.

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Depoimento:

Moro no Grajaú, no extremo sul de São Paulo, bem na beira da represa Billings. Para construir nossa casa, fomos atrás de entulho.

Minha mãe faz bicos de faxineira em casa de família. Eu e meu pai também fazemos bicos. Conseguimos pagar apenas coisas de necessidades mais básicas.

Aqui na minha comunidade há uma presença cultural forte, com o hip hop, o skate. O rapper Criolo saiu daqui. Desde moleque, me chamou a atenção também o grafite.

Essa presença cultural me incentivou a dar atenção aos estudos. Meu sonho era a universidade pública. E, por causa do grafite, me interessei pelo curso de artes visuais.

Só que a escola básica pública aqui é defasada. Alguns professores me incentivaram, mas a estrutura é péssima.

Já fiquei um semestre inteiro sem professor. Fui atrás da Educafro [ONG que oferece cursinhos a alunos de baixa renda], para compensar.

Lá, me deram a noção de que a família com boa condição paga escola boa para o filho estudar em universidade pública depois. O pobre, que paga impostos, faz uma escola básica ruim e depois tem de ir para faculdade privada.

Jonathan Silva, 20, foi aprovado na federal de Sergipe pelo sistema de cotas / Danilo Verpa/Folhapress

Jonathan Silva, 20, foi aprovado na federal de Sergipe pelo sistema de cotas / Danilo Verpa/Folhapress

Lutei muito e disputei uma vaga em artes visuais na Universidade Federal de Sergipe pelo programa de cotas para alunos de escola pública com renda de até 1,5 salário mínimo. Eram três vagas. Passei em segundo lugar.

Parece um sonho, nem consigo acreditar direito. Sou do Grajaú, cara. E aqui a molecada precisa de exemplos de glória. Precisam ver que se pode vencer sem pistola.

Mas agora apareceu um monte de problemas. Tenho até terça-feira para viajar até Sergipe para a matrícula. Não tenho dinheiro para isso.

E, se eu conseguir ir, também não sei como vou ficar lá. O resultado da seleção para bolsas de moradia sai só em março. Não consigo voltar para São Paulo depois da matrícula e voltar para lá novamente para as aulas. E nem é garantido que conseguirei a bolsa, porque tem muito mais gente do que vaga.

Entre a matrícula e as aulas, o frei David [Santos, coordenador da Educafro] está vendo se alguma família católica pode me acolher. Mas não faço ideia de como conseguirei ir fazer a matrícula.

Quando me inscrevi no Sisu [sistema de seleção das universidades federais], não sabia que ia ser essa confusão. Pensei que seriam dadas condições para os pobres.

As cotas são uma grande conquista para nós. Mas a minha impressão é que o governo dá o doce, mas depois quer tirar. Alunos carentes deveriam ter garantia de bolsas, senão não adianta.

Neste momento, estou à deriva, é desesperador. Lutei até aqui, estudei, consegui passar. Parece que estou tão perto de algo que quero muito, mas, na verdade, isso pode escapar. E não falo só por mim. Falo por milhares.

As dez carreiras de nível superior com maior expansão de vagas no Brasil

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Ipea aponta criação de mais de 300.000 postos de trabalho entre 2009 e 2012

Entre 2009 e 2012, país criou 304.317 postos de trabalho para profissionais de nível superior (Thinkstock)

Entre 2009 e 2012, país criou 304.317 postos de trabalho para profissionais de nível superior (Thinkstock)

Publicado por Veja

Entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, foram criados 304.317 postos de trabalho de jornada integral para profissionais de nível superior no Brasil. O dado consta do estudo Radar – Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A carreira de analista de TI (tecnologia da informação) foi a que registrou maior expansão no período, com a criação de 49.535 vagas.

Segundo o estudo, cinco áreas responderam por mais de 40% dos postos de trabalho de nível superior criados no país. Na prática, a cada cem novos empregos, 40 eram destinados aos seguintes profissionais: analistas de TI, enfermeiros, profissionais de relações públicas e publicitários, secretários executivos e farmacêuticos.

Em números absolutos, os estados que mais criaram vagas para esses cinco profissionais foram São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O Rio de Janeiro integra o grupo em quatro dos cinco casos: ficou abaixo dos demais apenas na criação de oportunidades para secretários executivos.

O Ipea analisou ainda a criação de vagas frente à população dos estados. O levantamento mostra que profissionais de TI são requisitados principalmente nos estados da região Sul e em São Paulo. Já os enfermeiros têm mais oportunidades no Acre, Bahia, Espírito Santo, Sergipe e Tocantins.

Os dados foram extraídos do dados Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Os valores foram atualizados para preços de dezembro de 2012, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Dessa forma, excluiu-se o efeito da inflação no período.

As dez carreiras de nível superior com maior expansão de vagas no Brasil (2009-12)
Fonte: Radar – Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, do Ipea

1º lugar – Análise de TI

Entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, foram criados 49.535 postos de trabalho para analistas de tecnologia da informação (TI). Ou seja, a cada cem novas vagas de nível superior, 16 surgiram nessa área.

Entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, foram criados 49.535 postos de trabalho para analistas de tecnologia da informação (TI). Ou seja, a cada cem novas vagas de nível superior, 16 surgiram nessa área.

2º lugar – Enfermagem

A segunda carreira de nível superior cujo número de vagas registrou maior crescimento foi a de enfermagem: nove em cada cem novos postos de jornada integral apareceram nesse setor, totalizando 27.282 novos empregos.

A segunda carreira de nível superior cujo número de vagas registrou maior crescimento foi a de enfermagem: nove em cada cem novos postos de jornada integral apareceram nesse setor, totalizando 27.282 novos empregos.

3º lugar – Relações públicas, publicidade, mercado e negócios

Na terceira colocação, aparecem relações públicas, publicidade, mercado e negócios: juntas, elas somaram 20.853 novos postos de trabalho.

Na terceira colocação, aparecem relações públicas, publicidade, mercado e negócios: juntas, elas somaram 20.853 novos postos de trabalho.

4º lugar – Secretariado executivo

Foram criadas 14.017 vagas na área. Proporcionalmente ao número de habitantes, os estados que mais empregaram foram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Roraima.

Foram criadas 14.017 vagas na área. Proporcionalmente ao número de habitantes, os estados que mais empregaram foram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Roraima.

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