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Candidato nota mil no Enem coleciona medalhas e é vidrado em games

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Vitor Rebelo conquistou 1.008,3 pontos em Matemática.
Nas horas de folga, piauiense assiste a séries como Sherlock e Elementary.

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Publicado em G1

Com medalha de prata no Torneio Internacional de Jovens Físicos (IYPT), em Taiwan, e destaques em olimpíadas de física e matemática, o piauiense Vitor Rebêlo, de 18 anos, um dos que conquistou nota máxima em matemática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) quer permanecer estudando em Teresina. Além de ser focado nos estudos, ele é vidrado em jogos eletrônicos, como Battlefield 3 e em seriados.

Vitor acertou 166 questões de um total de 180, além, claro da melhor nota obtida na história do Enem em Matemática: 1008,3. Na prova de Redação, ele fez 980 pontos. Outro destaque foi na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, com 813,4 pontos. Vitor pretende ingressar na Universidade Federal do Piauí (UFPI), para o curso de Medicina, através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), com uma média de 841,8 pontos.

“Eu acho que é um grande erro as pessoas acharem que você vai ser um bom profissional só se estudar em uma faculdade do Rio de Janeiro ou em São Paulo. Quem faz o curso é o aluno”, acredita Vitor Rebêlo.

Os pais do jovem irradiam felicidade. Luiz Gonzaga Rebelo Filho, pai do estudante, começou a fica apreensivo pelo resultado dois dias antes de ser divulgado oficialmente. Ele se orgulha de que mesmo passando em 12 vestibulares, Vitor escolheu estudar no Piauí.

“É motivo de muito orgulho para nós. Ele quer Medicina na UFPI, perto da família, e isso demonstra o quanto ele é espontâneo e tranquilo. Sempre deixei ele livre para escolher o local de estudar onde ele quisesse. Prova disso, é que já passou para vários cursos em muitos estados”, lembrou o pai.

A mãe também comemora o excelente desempenho de Vitor. Para ela, foi uma surpresa saber que o estudante de 18 anos hoje é destaque nacional. “Nunca precisei pagar professores particulares para o Vitor. Ele sempre foi bastante determinado, tem um excelente autocontrole e durante o ano de 2015 fez todo o plano de estudos, com o apoio da escola onde ele terminou o ensino médio”, diz a mãe Andréa Melo Rebêlo.

A coordenação do Instituto Dom Barreto, escola piauiense de referência nacional, também comenta a importância do destaque o ex-aluno. “Hoje, ele serve de exemplo para todos os jovens de todo o Brasil. A família, a escola e o aluno formam uma base essencial para conquistas como essa”, explica a coordenadora Bernadete Rangel.

Pais de Vitor ficaram felizes com resultado e agora aguardam inscrição no Sisu (Foto: Beto Marques)

Tempo os estudos e diversão
Todo o destaque de Vitor Rebelo, que tem repercutido muito além do Piauí, foi fruto de um plano de estudos focado, mas que sempre encontrou tempo para diversas atividades, não apenas direcionadas aos estudos.

Vitor é também um amante de séries e jogos. São neles que ele direciona boa parte do seu tempo de descanso. Battlefield 3, jogo eletrônico que se passa em um cenário de guerra é um destes. Atualmente, ele aproveitava o tempo livre assistindo a séries como Sherlock e Elementary.

Amigos festejam resultado ao lado de Vitor (Foto: Beto Marques)

“Eu sempre privilegiei o meu descanso. Geralmente, eram duas horas em média focadas nos estudos, intercaladas com uma hora de descanso. Para tudo se tem tempo”, explica o estudante.

Desde muito cedo os amigos acreditam que outro destaque de Vitor, além das conquistas em olimpíadas e torneios de física, estaria bem próximo. Amigos há mais de quatro anos, David Almeida é um dos parceiros também de olimpíadas.

“Sempre fomos parceiros em competições. Saímos da prova e ele ficava rindo de mim, pois algumas questões eu errava. Sinceramente, não fiquei surpreso com o destaque dele. O Vitor sempre foi muito inteligente e sempre via um jeito diferente de aprender”, diz David.

Peter Pan tem que morrer

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Karen, no Por essas páginas

Esse não foi o primeiro livro de John Verdon que li. Da mesma série do detetive David Gurney, também li Não Brinque com Fogo (leia a resenha), que foi um livro bom, mas que não me conquistou a fundo. Nunca mais pensei no autor ou na série até ver… esse título. Confesso, foi um livro que me atraiu, primeiro, pelo título, depois, pela capa. Fui ler a sinopse e pronto, estava feito, eu queria ler. Mais uma chance para John Verdon e David Gurney e devo dizer: não me decepcionei. Esse livro conseguiu fazer o que seu antecessor não fez: me conquistar por completo e, até mesmo, me tocar.

peterpan“Peter Pan tem que morrer traz de volta o detetive Dave Gurney, protagonista de Eu sei o que você está pensando, Feche bem os olhos e Não brinque com fogo. “Uma sofisticada trama de suspense que os aficionados por mistério adorarão tentar resolver. Com um enredo tenso, cheio de intrigas inimagináveis, Peter Pan tem que morrer desafia a inteligência do leitor até sua dramática e espantosa conclusão.” – Library Journal No mais tortuoso romance policial escrito por John Verdon, o especialista em mistérios David Gurney dedica sua mente brilhante à análise de um assassinato terrível que não pode ter sido cometido da forma como os investigadores responsáveis pelo caso afirmam que foi. Detetive aposentado do Departamento de Polícia de Nova York, ele precisa cumprir uma espinhosa tarefa: determinar a culpa ou a inocência de uma mulher condenada pela morte do próprio marido. Ao descascar as diversas camadas do caso, Dave logo se vê travando uma perigosa guerra de inteligência contra um investigador corrupto, um cordial e desconcertante chefe da máfia, uma jovem linda e sedutora e um assassino bizarro que tem a altura e os traços de uma criança – aparência que lhe rendeu o apelido de Peter Pan. A uma velocidade assombrosa, reviravoltas assustadoras começam a ocorrer e Dave é sugado com força cada vez maior para dentro de um dos casos mais sombrios de sua carreira.” Fonte

Peter Pan tem que morrer é a continuação do já citado Não Brinque com Fogo (na realidade é o 4º livro da série do Detetive Dave Gurney, mas eu li apenas o #3 e o #4), mas, como a maioria dos romances policiais, é um livro que pode ser lido independente da série. Há citações e ganchos que fazem mais sentido lendo os demais livros, mas a trama funciona sozinha, o que é ótimo para quem quer apenas ler um bom policial, sem compromisso com a série. No livro anterior tive problemas no início, com uma leitura um pouco arrastada, mas fico feliz em dizer que isso não ocorreu nesse novo livro: desde o começo a trama é interessante e logo somos apresentados ao caso, que impacta à primeira vista: o debochado e grosseiro (e hilário) Jack Hardwick, antigo parceiro de Gurney, saiu da polícia por conta de algumas armações contra ele e agora quer se vingar fazendo a apelação de um caso famoso, no qual a esposa de um ricaço figurão político foi condenada por seu assassinato (mas, antes, o cara passou por maus bocados, vivendo como vegetal após levar um tiro na cabeça). Mas, claro, para David Gurney não é uma questão de apenas reverter o processo, mas, sim, encontrar o verdadeiro assassino.

“Poucos comportamentos de outras pessoas são tão irritantes quanto aqueles que mostram nossas falhas de um modo pouco atraente.” Página 72

A narrativa de John Verdon continua consistente como antes; a trama é inteligente, ainda mais que o livro anterior, trazendo um hábil jogo perigoso entre caça e caçador, no qual você nunca sabe de que lado está. Gostei muito do fato de que, apesar de sabermos desde o começo quem realmente disparou o gatilho (só lendo a sinopse e olhando para capa se percebe isso), passamos o livro inteiro sedentos para descobrir quem realmente foi o mandante do atentado, e pode ser qualquer um, até mesmo a tal viúva que Hardwick tenta inocentar. É isso que deixa Gurney maluco, atrás de respostas em um dos casos mais difíceis e perigosos de sua carreira. E o desfecho é tão surpreendente que acredito que seja impossível adivinhar – e adorei ser surpreendida.

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Mas algo que me agradou ainda mais nessa obra foi descobrir que David Gurney também é humano. Senti muita falta disso no livro anterior, e agora tivemos um pouco mais de envolvimento com a história dele, seus sentimentos, sua família, e até mesmo alguns momentos tocantes e um que trouxe lágrimas aos meus olhos. A explicação de porque Gurney se distanciou do filho Kyle (que continua um personagem muito interessante); porque o detetive, mesmo aposentado, continua se expondo ao perigo… tudo isso teve uma ótima explicação, o que humanizou o personagem e nos deixou ainda mais próximos dele. A torcida não foi apenas pela descoberta e captura do assassino, mas sim pelo próprio Gurney, por sua redenção. Madeleine, sua esposa, continua sendo ferramenta chave no livro e foi ainda mais importante nessa obra, uma personagem fascinante, o que me deixa bastante feliz, porque em alguns livros os (as) companheiros (as) dos policiais parecem meros espectadores e/ou vítimas, e isso não acontece com a esposa de Gurney, que realmente tem momentos brilhantes no livro.

“Você tem uma esposa. Que direito você tem de arriscar a vida do marido dela? Você tem um filho. Que direito você tem de arriscar a vida do pai dele?” Página 235

A edição da Arqueiro está ótima: uma capa instigante, papel e diagramação confortáveis (o papel dos livros da Arqueiro é um dos meus preferidos, na grossura certa para tornar a experiência de virar as páginas deliciosa). Encontrei alguns probleminhas de revisão incômodos, mas a trama estava tão boa que foram ignoradas no decorrer da leitura.

Tudo isso é coroado por um vilão fantástico e bizarro: Peter Pan, que chegou a me dar arrepios – especialmente por esse apelido notório, que tem um grande significado na história. O autor apenas de uma leve escorregada no final, com algumas sequências de ação um pouco confusas, mas o desfecho foi tão brilhante que mais uma vez ignorei o pequeno incômodo. Denso e inteligente, Peter Pan tem que morrer é uma leitura intensa, extremamente recomendada para fãs da boa literatura policial, com um desfecho impressionante e muita humanidade em seus personagens.

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Ficha Técnica
Título: Peter Pan tem que morrer
Autor: John Verdon
Editora: Arqueiro
Páginas: 400
Avaliação:

A Cuca Recomenda: A Torre Acima do Véu

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Karen, no Por Essas Páginas

Hoje a Cuca vem acompanhada de uma Cuquete nessa resenha. A Torre Acima do Véu, da Giz Editorial, foi lançado durante a Bienal do Livro de São Paulo desse ano e é claro que nós fomos lá no estande conferir, adquirir e tietar a queridíssima Roberta Spindler. A Cuca aqui já conhecia o trabalho dela desde Contos de Meigan e já tinha lido também o conto que originou o livro: A Torre Árabe. Portanto, sabendo do talento da Roberta, indiquei o livro para todas as meninas aqui no blog, mas só uma delas conseguiu ler em meio à super pilha, então essa resenha vem acompanhada da opinião da [email protected]. Ah, e as minhas opiniões estarão em verde. ‘Bora pra uma resenha dupla?

A_TORRE_ACIMA_DO_VEUQuando uma densa e venenosa névoa surge misteriosamente, pânico e morte tomam conta do planeta. Os poucos sobreviventes se refugiam no topo dos megaedifícios e arranha-céus das megalópoles. Acuados, vivem uma nova era de privações e sob o ataque constante de seres assustadores, chamados apenas de sombras. Suas vidas logo passaram a depender da proteção da Torre, aquela que controla os armamentos e a tecnologia que restaram. Cinquenta anos se passam, na megacidade Rio-Aires, Beca vive do resgate de recursos há muito abandonados nos andares inferiores, junto com seu pai e seu irmão. A profissão, perigosa por natureza, torna-se ainda mais letal quando ela participa de uma negociação traiçoeira e se vê cada vez mais envolvida em perigos e segredos que ameaçam muito mais do que sua vida ou a de sua família.” Fonte

Estava super empolgada quando comecei minha leitura de A Torre Acima do Véu, durante a Maratona Brasuca. O livro é uma distopia que fala sobre o que aconteceu com a humanidade após uma névoa misteriosa invadir o mundo e dizimar grande parte da população, transformando uma outra parte em seres sinistros chamados de sombras, que costumam raptar as pessoas, criando um clima tenso e de pavor no restante da civilização. Os sobreviventes abrigaram-se no topo de megaedifícios, acima do véu. Além disso, alguns humanos adquiram habilidades especiais devido à exposição à névoa, e Beca, a protagonista, é um desses humanos especiais; ela é uma saltadora, ou seja, tem uma facilidade acima da média para realizar grandes saltos, o que é bem útil no seu trabalho: resgate de recursos nos andares inferiores, saltando de prédios em prédios.

Gostei muito de toda essa ideia do véu e dos megaedifícios, um tipo de distopia bastante original, que ainda não tinha se visto por aí nesse mar de livros do gênero. (Quando vi a capa fiquei encanada de que fosse algo do tipo “Divergente”. Pra quem leu ou assistiu o filme vai entender o que estou dizendo. Mas não, foi bem diferente mesmo!) Já tinha gostado muito da ideia quando li o conto que originou o livro, e os primeiros capítulos são quase uma transcrição fiel desse texto. Para mim, que já tinha lido o conto antes, isso foi um pouco frustrante e diminuiu o ritmo da leitura, simplesmente pelo fato de que eu já tinha lido tudo aquilo antes, mas sei muito bem que é uma parte importante da história e que deve ser contada para os leitores que não tiveram esse contato prévio com o texto. (Realmente, como não li o conto eu precisava de todas as informações.)

A narração em terceira pessoa é intercalada com transmissões da Torre, que demonstram como o lugar tem uma influência nem sempre benigna na megacidade de Rio-Aires, por seu poder e por controlar a maioria dos suprimentos. O livro segue num clima tenso, de suspense e ação, enquanto Beca e sua família ficam na mira da Torre por causa de uma negociação que deu errado. Há ainda a desconfiança a respeito de Rato, um informante que guarda muitos outros segredos; esse foi um personagem cheio de potencial, o que mais me interessou, mas em algum ponto ele acabou se perdendo um pouco no livro. Já com Beca, a protagonista, não consegui criar nenhuma ligação, talvez pelo fato de que ela seja bastante arrogante, pretensiosa e seja descrita em grande parte do tempo como uma personagem praticamente sem falhas, quase perfeita, e que faz tudo do jeito certo. Isso me desagradou e atrapalhou bastante a minha leitura; apesar da ação e da trama transcorrer de maneira instigante, os personagens não me cativaram, o que fez com que eu não criasse conexões reais com eles durante o livro e não me importasse tanto quando deveria com seus destinos.

Não tive estes problemas de identificação não. Até porque não achei que Beca fosse perfeitinha demais, pelo menos não por trás da fachada dela. Fiquei com a impressão que a ideia era mesmo passar a fachada de durona e arrogante como defesa, mas que no fundo ela é apenas uma garota que teve que, literalmente, lutar por sua vida desde muito pequena e isso fez com que erguesse barreiras. Mas o personagem Rato poderia mesmo ser mais explorado. Senti falta de mais informações e mais foco nele.

Há algumas incoerências durante o texto e coisas mal explicadas que me pareceram pressa na hora de escrever o livro e, principalmente, uma falha da edição da Giz. Foram fatos, às vezes simples, que poderiam ter sido apanhados em uma edição um pouco mais crítica, mas que perturbam durante a leitura mais atenta. Por outro lado, não encontrei erros de revisão e a ambientação foi ótima, o leitor realmente se insere naquele cenário, uma humanidade destruída por uma catástrofe, a reunião de culturas brasileiras e argentinas, devido à ligação clara entre Rio de Janeiro e Buenos Aires na megacidade Rio-Aires. Também gostei bastante da capa, que deu o tom certo ao livro e tem tudo a ver com a história.

Bom, não posso falar com tanta propriedade quanto minha amiga escritora sobre pressa na hora de escrever ou falha de edição, mas também senti que algumas coisas foram mal explicadas ou mal amarradas. Isso me causou uma certa frustração. Sou curiosa demais e fico questionando as coisas! Mas a ambientação realmente me levou pra dentro deste mundo distópico da autora. Posso dizer que quando leio “viajo”, e neste caso até pude imaginar cheiros e texturas. As descrições são boas assim!

O livro termina com um certo gosto amargo e com várias assuntos pendentes, pedindo e, mais ainda, indicando que um segundo volume deve chegar por aí, ou até mais. Fiquei um pouco decepcionada, pois esperava um romance único, já que não houve nenhuma indicação, nem no livro, nem no marketing, nem ao menos no Skoob, de que essa seja uma série. Isso sempre me deixa frustrada porque gosto de saber quando estou iniciando uma. Digo o mesmo! Quero saber quando avaliar o final de um livro ou esperar pelo próximo. Quanto ao final meio amargo, eu gosto. A única coisa é que neste caso você fica mesmo na dúvida se vem uma continuação. Mesmo assim, se você curte distopias e uma trama recheada de ação, vale a pena arriscar-se sob o véu e tirar suas próprias conclusões.

Mesmo com os detalhes mal amarrados e a dúvida em relação ao final (se será ou não uma série), foi um livro que me prendeu bastante e que curti muito a leitura. Achei as partes de ação bastante dinâmicas me fazendo querer continuar e continuar até acabar! Acho mesmo que vale a pena conhecer o que há acima… e abaixo do véu também!

Ficha Técnica

Título: A Torre Acima do Véu
Autor: Roberta Spindler
Editora: Giz Editorial
Páginas: 272
Avaliação da Cuca: star3
Avaliação da Cuquete [email protected]: star4

‘Game of thrones’: Fotos revelam diferenças entre livros e série

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George R.R. Martin odeia seus leitores

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Eduardo Rodrigues em O Globo

Quando ele lançou seu primeiro livro de grande repercussão (“Guerra dos Tronos”, o primeiro volume da “Saga de gelo e fogo”, lá em 1996), surpreendeu a todos matando alguns dos personagens mais queridos do público e até mesmo o principal protagonista.

No terceiro livro, destruiu nossos corações com o “Casamento Vermelho”, mas os leitores passaram por aquele teste de fogo e seguiram querendo mais. Aí ele mudou a estratégia: para nos matar de curiosidade e ansiedade, aumentou para cinco ou seis anos o intervalo entre as obras.

Em 2011 o número de fãs cresceu exponencialmente com o lançamento da aclamada série da HBO e agora o que os fãs antigos mais temiam está acontecendo: a delonga fez com que a história contada na série comece a ultrapassar os livros. Essa preocupação ganhou força no início do ano, quando foi ao ar a quarta temporada e a aventura de Bran Stark ao norte do Norte foi muito além do que poderíamos imaginar.

* * * E A PARTIR DAQUI TEM SPOILERS * * *

A série atualmente está sendo filmada na Espanha, onde são gravadas as cenas de Dorne, terra natal do finado Oberyn Martell. A imagem mais marcante a surgir até agora mostra Daenerys Targaryen assistindo a um combate, sentada ao lado de Hizdahr zo Loraq e… Tyrion Lannister! Loraq é um nobre local com quem ela se casa para tentar controlar a cidade.

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A foto é um spoiler não só para espectadores da série, mas também os leitores. No quinto livro, Daenerys luta para controlar a cidade de Meereen, enfrentando a aristocracia local. Tyrion, por outro lado, está perdido em meio a sua fuga de King’s Lading, após matar o pai. Todos esperam que o encontro vá acontecer — mas ele ainda não aconteceu, pelo menos não nos livros.

As surpresas não terminam aí. No duelo que Dany e Tyrion assistem, um dos combatentes é Jorah Mormont, o conselheiro que perdeu as graças da Mãe dos Dragões. Ele sim encontra com Tyrion no quinto livro, mas agora precisamos saber como essa história será resumida na série (o que é uma boa notícia, pois a parte do Anão no quinto livro é uma das mais chatas da saga).

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Outro encontro inesperado que deve acontecer já na quinta temporada será entre Jaime Lannister e as Serpentes de Areia, como são conhecidas as filhas de Oberyn Martell. O ator Nikolaj Coster-Waldau foi visto entrando no Palácio de Alcázar, em Sevilha, que está sendo usado para gravar cenas do palácio de Dorne.

A questão é que nos livros Jaime não vai a Dorne em nenhum momento. Então o que vai acontecer por lá é uma completa surpresa. Ele tem motivos para a viagem, pois sua filha Myrcella foi enviada para lá por Tyrion, há duas temporadas (lembram?). Mas a interação com a família Martell certamente não será amigável. As primeiras imagens das Serpentes de Areia também apareceram nesta semana pela primeira vez.

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Modelo matemático prevê quem pode viver ou morrer em Game of Thrones

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Maria Luciana Rincon, no Mega Curioso

Se você é fã de Game of Thrones, já deve ter aprendido que é melhor não se apegar muito a nenhum dos personagens, não é mesmo? Afinal, você provavelmente assistiu atônito à morte de mais de um protagonista pelo qual você nutria algum tipo de carinho! Pois — caso você não tenha lido os livros que inspiraram a série — talvez exista uma maneira de prever quem será o próximo a desaparecer da trama.

De acordo com o site Wired, Richard Vale — professor de estatística da Universidade de Canterbury, localizada na Nova Zelândia — decidiu aplicar seus conhecimentos para criar um modelo matemático capaz de prever quem vai viver ou morrer em Game of Thrones. E o abstract do estudo inclusive contém um alerta de spolier!

Chutes informados

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Vale se apoiou na estatística bayesiana para prever quais personagens receberão mais atenção nos próximos dois livros que serão lançados por R.R. Martin. Assim, considerando que a trama é contada em capítulos, e que cada capítulo é descrito sob o ponto de vista de personagens específicos, o matemático se baseou no número de capítulos dedicado a cada protagonista nos cinco livros que já foram lançados para antecipar o andamento da obra.

O modelo não permite que Vale preveja trechos específicos ou mudanças repentinas na trama, mas possibilita que façamos alguns “chutes” informados. Portanto, segundo o modelo, a morte de um personagem significa que não existirão novos capítulos contados sob seu ponto de vista no futuro. Dessa forma, podemos deduzir quais são os protagonistas que — potencialmente — encontrarão suas mortes.

Alertas de spoiler!

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O modelo de Vale prevê, por exemplo, que existe uma chance de 38% de que Jon Snow não tenha um capítulo no sexto livro, com essa probabilidade aumentando para 67% com respeito ao sétimo. E você já deve ter deduzido o que isso significa, não é mesmo? Mas não fique triste, pois o próprio matemático prefere olhar para os resultados com certo pessimismo, e admite que o modelo só revela possibilidades e pode não ser tão preciso assim.

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Conforme explicou, isso se deve ao fato de não existem muitos dados disponíveis para que o matemático possa “brincar” com o modelo, apesar de os cinco primeiros livros somarem mais de 5 mil páginas. Além disso, não há nenhuma razão para acreditar que existe um padrão que permita prever quantos capítulos serão contados por cada personagem antes de sua morte — sem falar que o modelo não leva em consideração o conteúdo dos primeiros cinco livros.

Para piorar, existem rumores de que R.R. Martin deseja mudar essa história de escrever os capítulos como se eles fossem contados sob o ponto de vista de personagens, o que invalidará o modelo! Por sorte, ele não foi criado para ser levado muito a sério, e surgiu como uma forma divertida de Vale explicar a seus alunos técnicas de análise exploratória, assim como para demonstrar como os matemáticos estimam previsões quando não há muitos dados disponíveis. Supernerd, você não acha?

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