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Menina do Diário de Classe vai abrir ONG

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Após expor falhas de sua escola no Facebook, Isadora Faber quer ajudar outros estudantes

Tomás M. Petersen, no Estadão

Um ano após ganhar projeção nacional com a página no Facebook Diário de Classe, em que denuncia os problemas de sua escola, a estudante Isadora Faber, de 14 anos, trabalha com seus pais para fundar uma ONG batizada com o seu nome.

JB Neto/AE Isadora conseguiu 626 mil seguidores em sua página

JB Neto/AE
Isadora conseguiu 626 mil seguidores em sua página

“Pretendo ajudar mais escolas da forma que for possível, com a participação de todos que quiserem entrar nessa”, afirma a menina, que mora em Florianópolis. A mãe de Isadora, Mel Faber, explica que um dos objetivos da ONG será descobrir formas de financiar reformas das escolas brasileiras.

A página Diário de Classe foi criada em 11 de julho de 2012, inspirada em uma iniciativa semelhante de um garoto inglês. Nos primeiros posts, Isadora denunciou a situação da Escola Básica Municipal Maria Tomázia Coelho, onde estuda. A menina descreveu portas sem maçanetas, fios desencapados, carteiras quebradas e ventiladores que davam choque. Em pouco mais um mês, 15 mil internautas deram um “curtir” na página.

Na época, a estudante foi hostilizada por professores e funcionários. A mãe conta ter sido chamada pela direção da escola assim que o Diário de Classe foi criado. Afirma ter ouvido que era melhor tirar a ideia da cabeça da menina. Com apoio da família, Isadora não cedeu.

Hoje, a situação está mais tranquila. “As ameaças pararam. Sei que há professores que não gostam do Diário, às vezes fazem algumas indiretas, mas nada grave”, conta. “Os funcionários, em geral, agem como se eu não existisse.”

Melhorias. As denúncias de Isadora surtiram efeito. Dois meses depois de iniciar o Diário de Classe, a estudante postou que a escola estava sendo reformada. O banheiro para pessoas com deficiência física ganhou fechadura, a escola recebeu portas, pintura nova e até um bebedouro.

No mesmo mês, Isadora foi intimada a ir à delegacia, acompanhada pelo pai, após registro de boletim de ocorrência feito por sua professora de Português. A docente acusava a estudante de calúnia e difamação.

Na época, o delegado Marcos Alessandro Vieira Assad, da 8.ª DP de Florianópolis, disse que o que motivou o BO foi o fato de Isadora ter escrito no Facebook que era perseguida e humilhada pela professora. Dias depois, a Polícia Civil informou que o processo seria arquivado porque nenhuma das partes entrara com representação criminal.

Mas a polêmica envolvendo a menina não parou por aí. Em novembro de 2012, a avó de Isadora – então com 353 mil seguidores no Facebook – teria sido atingida por uma pedra, quando estava na casa da estudante. Ela chegou a publicar na internet uma foto da idosa com um ferimento da cabeça.

Com 626 mil seguidores no Facebook, Isadora diz que sua vitória vai muito além da reforma de sua escola. “A maior conquista é saber que vários diários surgiram pelo País e mais alunos se conscientizaram de que podem e devem exigir seus direitos. Isso me deixa muito feliz.”

Na Coreia do Sul, professor de inglês ganha R$ 9 milhões por ano

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Publicado por UOL

Com aulas à venda na internet, professor Kim Ki-Honn ganha mais de R$ 9 milhões por ano (SeongJoon Cho/The Wall Street Journal)

Com aulas à venda na internet, professor Kim Ki-Honn ganha mais de R$ 9 milhões por ano (SeongJoon Cho/The Wall Street Journal)

O professor Kim Ki-Hoon ganha mais de R$ 9 milhões (US$ 4 milhões) por ano na Coreia do Sul. Conhecido como ‘rock-star’, ele trabalha há mais de 20 anos com aulas particulares de reforço. As informações são do “Wall Street Journal”.

Ki-Hoon trabalha cerca de 60 horas por semana ensinando, mas apenas três dessas horas passa dando aulas. Suas aulas são gravadas em vídeo e tornaram-se commodities na internet, onde estão disponíveis para compra por R$ 9,10 (US$ 4) a hora.

A maior parte de seu tempo, Ki-Hoon gasta respondendo a mensagens de estudantes que precisam de ajuda em deveres de casa.

“Quanto mais trabalho, mais eu ganho”, disse o professor ao “Wall Street Journal”, “Gosto disso”.

Anualmente, cerca de 150 mil alunos assistem a suas aulas, é isso o que explica o volume de seus ganhos. A maioria é composta por estudantes do ensino médio que querem melhorar seu desempenho na prova nacional, uma espécie de Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Rock-star
Seu nome virou uma marca na Coreia do Sul, sua empresa tem 30 funcionários. O professor Ki-Honn tem cerca de 120 estudantes presenciais em cada uma de suas aulas, mais do que a maior parte dos professores de cursinhos. No país, os alunos escolhem os professores pela sua qualidade e fama.

Para ter bons professores, os cursinhos buscam profissionais na internet e estão sempre ligados a avaliação de pais sobre a qualidade de seus docentes. Os pais, no entanto, sentem-se pressionados a gastar grandes montantes de dinheiro para pagar aulas extras para seus filhos.

O rock-star Ki-Hoon disse ao “Wall Street Journal” acreditar que a forma de melhorar a qualidade da escola pública é aumentar significantemente o pagamento dos professores conforme seu desempenho. Assim a profissão atrairia os melhores alunos e os pais saberiam que os melhores professores estão na escola e não dentro de uma sala de aula privada como se fosse em um shopping.

Dica do Marcos Florentino

“A Guerra dos Tronos” ganha versão em HQ, tão explícita quanto os livros e a série de TV

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O romancista Daniel Abraham e o desenhista Tommy Patterson são responsáveis pela adaptação de "A Guerra dos Tronos" para HQ. Alex Ross, Mike S. Miller e Michael Komarck assinaram as capas das edições mensais, que abrem cada novo capítulo no volume brasileiro. Reprodução

O romancista Daniel Abraham e o desenhista Tommy Patterson são responsáveis pela adaptação de “A Guerra dos Tronos” para HQ. Alex Ross, Mike S. Miller e Michael Komarck assinaram as capas das edições mensais, que abrem cada novo capítulo no volume brasileiro. Reprodução

Publicado por UOL

Adaptação de “A Guerra dos Tronos” para HQ tem sangue e nudez

Leia a saga, acompanhe a série na TV e agora leia a adaptação para os quadrinhos de “A Guerra dos Tronos”, épico de capa e espada do escritor George R.R. Martin. Lançada em 2012 nos Estados Unidos pela Dynamite, a série em quadrinhos chega ao Brasil por meio da Casa da Palavra, através do selo Fantasy, no formato de TP (trade paperback).

O primeiro volume reune os seis primeiros números publicados de forma seriada pela editora norte-americana – com 240 páginas, tem preço sugerido de R$ 39,90. Nesta sexta (19), a Comic-Con, em San Diego, trará um painel com as novidades da quarta temporada da adaptação para as séries de TV.

O sexo e o erotismo, além da violência, também têm espaço na adaptação da saga para a HQ. Há paginas e páginas de mulheres e homens nus em comunhão carnal, nada muito explícito, mas com um ou outro "nu frontal". Como o encontro entre Khal Drogo e Daenerys, que se exibe com uma naturalidade quase ingênua.

O sexo e o erotismo, além da violência, também têm espaço na adaptação da saga para a HQ. Há paginas e páginas de mulheres e homens nus em comunhão carnal, nada muito explícito, mas com um ou outro “nu frontal”. Como o encontro entre Khal Drogo e Daenerys, que se exibe com uma naturalidade quase ingênua.

O romancista Daniel Abraham e o desenhista Tommy Patterson são responsáveis pela adaptação. Alex Ross, Mike S. Miller e Michael Komarck assinaram as capas das edições mensais, que abrem cada novo capítulo no volume brasileiro. Patterson foi escolhido por meio de uma seleção em âmbito mundial. Abraham, que foi aluno de Martin, escreve fantasia épica com o seu nome, fantasia urbana e contemporânea como M. L. N. Hannover e ficção científica (em colaboração com Ty Franck) como James S. A. Corey. O escritor fez todo o trabalho de quebrar o romance em páginas e painéis, decidindo o que cortar e o que manter, fazendo todo o roteiro, os diálogos e a descrição das imagens.

Assim como a série de TV guarda semelhanças e diferenças com a saga literária, os quadrinhos também apresentam pontos em comum e grandes divergências com os livros. As principais semelhanças estão no quadro geral, nos grandes arcos dramáticos, além do modo como os personagens são retratados – muitos deles foram envelhecidos na série e nos quadrinhos voltaram às suas faixas etárias originais. As diferenças estão no modo como os pequenos arcos dramáticos e subtramas se juntam, simplificando a condução da história.

Outro elemento que os autores não mexeram foi o sexo e o erotismo. Há paginas e páginas de mulheres e homens nus em comunhão carnal, nada muito explícito, mas com um ou outro “nu frontal”. Como o encontro entre Khal Drogo e Daenerys, que se exibe com uma naturalidade quase ingênua.

Martin, que supervisionou a adaptação para os quadrinhos, aprovou com folga o trabalho de Abraham e Patterson. Com a palavra, o autor da saga épica: “Quero deixar uma coisa bem clara: este não é um produto promocional baseado na série televisiva. O que você vai ler é uma adaptação original de meus romances. As equipes responsáveis por estas versões alternativas da minha fábula – Daniel Abraham e Tommy Patterson para os quadrinhos, David Benioff e D.B. Weiss (auxiliados e instigados por Bryan Cogman, Jane Espenson e este que vos fala) para a série de TV – trabalharam a partir do mesmo material original e depararam-se com alguns dos mesmos desafios, mas cada uma delas também teve de lidar com problemas exclusivos de sua mídia. Em alguns casos, podem ter chegado a soluções similares; em outros, tiveram abordagens muito diferentes. Mas se você é um fã da série de TV e está se perguntando por que os enredos são um pouco diferentes e os personagens não se parecem com os atores que viu na tela… Bem, agora você sabe”.

Textos desconhecidos de Proust reunidos em livro

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Entre os 19 e os 20 anos, Marcel Proust (1871-1922) publicou, na revista Le Mensuel, uma série de onze textos agora reencontrados e reunidos no livro Le Mensuel Retrouvé, que acabou de ser lançado em França pela editora Busclat.

Publicado no Público


Os textos são de natureza muito diversa e incluem duas narrativas, crónicas mundanas, comentários a exposições e espectáculos de variedades, recensões literárias, e mesmo artigos sobre moda.

O futuro autor de Em Busca do Tempo Perdido, que terminara há pouco os seus estudos liceais e frequentava então os cursos universitários do historiador Albert Sorel e do filósofo Henri Bergson, publicou os artigos para Le Mensuel entre Novembro de 1890 e Setembro do ano seguinte, tendo-os assinado com diversos pseudónimos. Só num caso usou o seu nome, Marcel Proust, e noutro as suas iniciais. Os restantes textos são subscritos por “de Brabant “, “Fusain”, “Y”, “Bob”, ou por pseudónimos mais elaborados, como “Étoile Filante” (estrela cadente) ou “Pierre de Touche” – num jogo de palavras com o nome próprio Pedro e o substantivo homógrafo pedra, o jovem crítico Marcel Proust auto-intitula-se “pedra de toque”, um utensílio usado para avaliar a pureza dos metais.

Na primeira das duas narrativas que escreveu para Le Mensuel, e que estavam completamente esquecidas há mais de um século, Proust evoca as paisagens marítimas e os parques da Normandia, que depois revisitará muitas vezes nas páginas de Em Busca do Tempo Perdido. A segunda ficção, initulada Souvenir (recordação), centra-se numa rapariga chamada Odette, que o narrador da história amara e de quem se lembra com nostalgia, anos mais tarde.

O prefácio de Le Mensuel Retrouvé é redigido pelo escritor e cineasta Jérôme Prieur, autor da obra Proust Fantôme, que fornece abundante informação de contexto para a leitura destas primeiras incursões literárias do jovem Proust.

Escritor Philip Roth anuncia o fim da sua carreira literária

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Publicado na Reuters Brasil

 

O inspirador romancista norte-americano Philip Roth, um dos mais reverenciados autores mundiais, está se aposentando da carreira literária, disse sua editora, a Houghton Mifflin, na sexta-feira.

O autor de “Pastoral Americana” já havia manifestado essa intenção numa entrevista concedida no mês passado à revista francesa Les Inrocks.

“Para lhe dizer a verdade, para mim já chega”, disse Roth à revista. “‘Nemesis'(novela lançada em 2010) será meu último livro.”

“Ele me disse que é verdade”, disse Lori Glazer, vice-presidente e diretora-executiva da Houghton Mifflin, na sexta-feira à Reuters.

Roth, de 79 anos, escreveu mais de 25 romances em uma carreira que durou mais de meio século. Nunca ganhou o prêmio Nobel, mas várias vezes seu nome foi citado como candidato.

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