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Ler um livro pode ser tão bom quanto sexo

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Foto: flickr.com/jaytkendall/

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Carol Castro, no Ciência Maluca

Você está imerso no mundo do personagem de um livro, quando descobre que ele tem prosopagnosia. E só vai entender o que isso significa algumas frases depois: ele não consegue reconhecer o rosto de ninguém. Nem o dele mesmo. Ao aprender essa nova palavra seu cérebro despertou as mesmas áreas de prazer que ativa durante o sexo. É por isso que ler pode ser tão prazeroso quanto uma noitada de sexo.

Foi essa a descoberta de pesquisadores alemães e espanhóis. Eles pediram a 36 adultos para ler um texto cheio de palavras possivelmente desconhecidas, enquanto tinham seus cérebros escaneados. E perceberam que ao aprender palavras novas, o cérebro desses voluntários aumentava as atividades na região do corpo estriado, associada ao sistema de recompensa. É a mesma área ativada quando comemos, fazemos sexo ou usamos drogas.

Segundo a pesquisa, desenvolver a capacidade de linguagem aumentou as chances de sobrevivência do homem no mundo selvagem. Era mais fácil formar grupos e se unir contra as ameaças quando a comunicação fluía bem. E por isso o cérebro deu uma força ativando as áreas de prazer.

A leitura e a infidelidade

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Cláudia De Villar, no Homo Literatus

A leitura provoca muitos sentimentos, mas percebe-se, já há algum tempo, que esse hábito está levando alguns leitores à infidelidade. Você que pensou que essa infidelidade ocorre quando um deles não lê e é deixado de lado pelo parceiro leitor, engana-se. Ambos traem. Não é uma traição levada pelas narrativas de amor e sexo, mas uma traição literária.

O leitor apaixona-se por uma obra, a narrativa não lhe sai da cabeça. Os sonhos são repletos de lugares e cenários do livro e essa paixão cega os olhos, provoca suores, calafrios. Esse leitor, doente de amor por seu livro, passa somente a falar dele. Não tem mais assunto. O assunto é o livro. A todos que ele encontra é feita uma ‘propaganda’ da obra. As qualidades daquela trama são descritas minimamente. Passa a achar ilógico alguém não se apaixonar por sua obra. Sim, sua, pois nesse momento a obra não é mais do autor, mas sua. Apodera-se do enredo, dos diálogos, dos pensamentos da personagem. Decide vestir-se igualmente ao mocinho da trama. Revolta-se com a proximidade do fim dos capítulos. Porém, a criatura vai a uma livraria e… É amor à primeira vista. Apaixona-se, perdidamente, por outra obra!

Então, o leitor, antes apaixonado pelo livro 1, vai até a prateleira, toca no novo livro, acaricia-o, vagarosamente, sente o seu cheiro, abre o livro, com ar de cientista, toca, novamente, em suas folhas, como se estivesse tocando em uma joia rara, aproxima os olhos, como se fosse míope, e olha com olhos arregalados o prefácio, lê o que há nas orelhas… Ah, as orelhas, são locais fantásticos para o leitor faminto por papel novo e, dessa forma, se vê perdidamente apaixonado pela nova obra. É infiel.

Sim, o leitor, mas o leitor com o terrível fetiche por leitura não consegue controlar os seus instintos literários e é infiel. Trai o livro que ainda está lendo. Muitas vezes, leva a nova obra para casa e a lê escondido, para que não seja descoberto! Vê o livro antigo na cabeceira de sua cama. Deixa-o ali mesmo e passa a levar o novo livro para o serviço. Lê nas horas vagas, lê na hora do almoço, lê nos intervalos, lê no ônibus e, quando chega em casa, age como um leitor honesto. Faz tudo igual, como sempre fez nos tempos remotos, toma banho, janta, assiste à novela e vai deitar ao lado de seu velho livro, de seu amor antigo. Primeiramente, ele olha para a obra e dá um longo suspiro e toca-o, meio a contragosto, abre-o. Nem o olha mais com aquele mesmo olhar apaixonado. Nem aspira mais o seu perfume. Lembra-se do livro que está em seu trabalho. O perfume do novo livro está em sua memória olfativa. Balança a cabeça a fim de espantar aquele cheiro inebriante! Esforça para se concentrar no livro antigo. Não lembra em qual página parou. Procura o marcador de páginas. Encontra-o. Volta a ler e dorme no meio da leitura. Sonha com o livro do serviço e suas páginas tentadoras com os seus belos parágrafos e sua língua, ops, sua linguagem envolvente. É infiel.

Como esse triângulo amoroso termina? Diga você, leitor, o que faz um leitor voraz?

Autor de ‘Game of Thrones’ rejeita pedido de sexo nos livros

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Fãs sentem falta de cenas mais quentes na série de ‘A Guerra dos Tronos’. George R. R. Martin diz que seu universo criativo ‘não é uma democracia’

O autor de 'Game of Thrones', George R. R. Martin (Reprodução/VEJA)

O autor de ‘Game of Thrones’, George R. R. Martin (Reprodução/VEJA)

Quem conhece Game of Thrones apenas pela TV não imagina que os livros que inspiraram a série, reunidos sob o título de As Crônicas de Gelo e Fogo, são quase pudicos perto dos episódios produzidos e exibidos pela HBO. E assim podem permanecer. Assediado por fãs que querem entender por que seus livros têm menos sexo que a série televisiva que eles inspiraram, e se poderão ter mais, o autor de A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin, foi categórico. “Meus livros não são uma democracia”, disse, em conversa com fãs no festival literário de Edimburgo, na Escócia, na noite desta segunda-feira.

De acordo com o autor, a temperatura erótica dos livros só vai subir se a trama assim demandar. Mas é difícil que aconteça porque no papel a história é narrada através do ponto de vista de alguns personagens, o que a torna mais limitada que os personagens da TV. Como nenhum dos personagens cujo ponto de vista é usado na narrativa é gay, por exemplo, não há cenas explícitas de sexo entre homens nos livros. “Este é o jeito como eu gosto de escrever porque é o jeito como experenciamos a vida. Você me vê a partir do seu ponto de vista, e desse ponto de vista você não enxerga o que outros veem”, disse Martin, que contou receber cartas e cartas de fãs — especialmente de mulheres — pedindo cenas de sexo entre homens.

“Mas não posso inserir cenas de sexo simplesmente porque me pendem. Não é uma democracia. Se fosse uma democracia, então Joffrey (o menino rei sádico) teria morrido muito antes do que ele fez”, continuou o escritor, segundo matéria do jornal britânico The Guardian, que cobriu o festival de Edimburgo.

Formada em letras, garota de programa narra em livro experiência com alta sociedade

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Gabriela Yamada, na Folha de S.Paulo

Homens com Rolex no pulso acompanhados de mulheres “vestindo” só joias e salto alto –e nada mais. Esse era o traje de uma festa privê regada a sexo que reuniu casais da alta sociedade de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo)

Aconteceu no ano passado numa fazenda luxuosa da região, segundo Lola Benvenutti, 22, codinome da garota de programa Gabriela Natalia Silva.

Os detalhes da noite estão em seu livro “O Prazer é Todo Nosso” (editora MosArte), que será lançado em agosto.

Há menos de dois anos, a acompanhante ficou conhecida por relatar seus encontros com clientes em um blog que leva seu nome. Ao mesmo tempo, frequentava o último ano da faculdade de letras na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

O caso lembra o da ex-garota de programa Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, que também relatava seus programas num blog e cuja história rendeu livro e filme.

“Era tudo muito sofisticado. Eu já havia participado de swings, mas eram mais modestos. Em Ribeirão, foi ostentação total”, afirma.

Eram 15 casais de médicos e suas mulheres numa fazenda com diversos quartos –segundo ela, o cenário remetia ao filme “De Olhos Bem Fechados” (1999), de Stanley Kubrick (1928-1999).

Os nomes de todos os “personagens” são mantidos em sigilo no livro, que levou um ano para ficar pronto.

Nele, muito além de relatos dos programas e dicas para apimentar uma relação, a autora defende a bandeira da liberdade sexual. “Faço o que faço porque gosto, porque sou mulher, porque sou humana e tenho o direito de traçar o meu próprio caminho.”

Por isso, o tom do livro é leve e as passagens, divertidas, diz ela. “O livro é neste sentido: de se libertar para gozar a vida, o parceiro, sozinho.”

Foi pelo caminho do prazer que Lola disse ter descoberto o amor por si mesma: tida como a “patinho feio” do colégio, resolveu gostar de si.

A primeira vez em que fez sexo por dinheiro, diz, foi aos 17, mas não continuou –temia a repercussão em sua cidade, Pirassununga (211 km de São Paulo).

“Eu sempre tive curiosidade em saber como funciona [a prostituição]”, afirma ela, que se considera precoce no tema. “Quando era criança, colocava o Ken e a Barbie sem roupas, um em cima do outro, e simulava o ato sexual.”

NA PELE

Lola diz que pretende lançar outros livros. Tem passagens literárias tatuadas pelo corpo. Nas costas, um verso de Manuel Bandeira :”…dizer insistentemente que fazia sol lá fora”. No pulso esquerdo, uma frase João Guimarães Rosa: “Digo: o real não está na saída nem na chegada. Ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”.

Ela tem projetos para workshops e palestras. Não pensa em namorar. Sua descrença na monogamia, diz, é um dos motivos para ter escolhido o atual ofício.

Ao posar para a Folha, tentou manter uma imagem de glamour, distante do estereótipo de uma garota de programa. “A minha proposta não é aparecer com a bunda de fora na TV, ter 15 minutos de fama e falar que saí com jogador de futebol”, diz ela.

Sem revelar valores, afirma que é possível ganhar dinheiro com a profissão “se souber ser administrada”.

Diz ser realista e saber que a carreira é curta, principalmente porque “a beleza acaba e gasta-se muito para estar sempre bonita”.

Mesmo assim, jura que não se arrepende de ter escolhido a atual profissão.

“Nunca fui tão feliz como agora, porque sou quem realmente sou. Não tem alegria maior do que não ter de se enganar”, afirma.

9 livros eróticos que fazem Cinquenta tons parecer literatura infantil

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Nathália Bottino, no Brasil Post

A febre da trilogia Cinquenta tons de cinza esquentou os ânimos da mulherada. A história de amor entre Anastasia Steele e Christian Grey deixou as leitoras animadinhas para experimentar coisas novas, assim como os enredos picantes de Sylvia Day, autora que já vendeu mais de 12 milhões de exemplares pelo mundo. Mas não é só de best-sellers que a literatura erótica é feita. Existem muitos livros interessantes (e mais excitantes!) por aí e que, apesar de menos conhecidos, são capazes de despertar a imaginação dos homens e levar as mulheres à loucura. Conheça alguns dos romances:
1 – Elogio da madrasta
Mario Vargas Llosa

No romance, o peruano cria um contraponto perfeito entre o amor e a inocência, inspirado, segundo alguns acreditam, na sua própria vida. Ele revela a sensualidade de dona Lucrécia, casada com dom Rigoberto e madrasta de Fonchito, com quem acaba se envolvendo.

“Enquanto avançava para ele, também risonha, dona Lucrecia surpreendeu – adivinhou? – nos olhos do enteado um olhar que passava da alegria ao desconcerto e se fixava, atônito, em seu busto.”

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2 – Mulheres
Charles Bukowski

O terceiro romance de Bukovski narra as aventuras sexuais do alter ego do autor, Henry Chinaski. Aos 55, o protagonista está de volta às pistas com os tipos mais loucos de mulheres depois de quatro anos longe do sexo.

“Ela gemia, com a cabeça apoiada no travesseiro. “Ãããiiii…” Maneirei e fiquei só bimbando de leve.”

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3 – A casa dos budas ditosos
João Ubaldo Ribeiro

A obra, que representa o pecado da luxúria, é narrada por uma velhinha que beira os 70 e que conta, sem pudores, suas memórias libertinas. A história ganhou adaptação para o teatro, em 2004, em forma de monólogo com Fernanda Torres.

“Faço tudo que me dá na cabeça, não quero saber de limitações. Eu não pequei contra a luxúria. Quem peca é aquele que não faz o que foi criado para fazer.”

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4 – O amante
Marguerite Duras

Considerado o livro mais autobiográfico da escritora, dramaturga e cineasta, o romance narra um episódio da adolescência de Duras: sua iniciação sexual, aos 15 anos e meio, com um chinês rico de Saigon.

“Ele lhe arranca o vestido, joga-o longe, arranca a calcinha branca de algodão e a leva nua para a cama. Então, vira-se para o outro lado e chora.”

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5 – Pequenos pássaros
Anais Nin

As 13 histórias presentes no livro trazem pessoas – sobretudo mulheres – que dão vazão à paixão sob todas as formas e encaram seus mais variados anseios sexuais.

“Depois, me tocava devagar, como se não quisesse me despertar, até que eu ficava molhada. Aí, seus dedos passavam a se mover mais depressa. Ficávamos com as bocas coladas, as línguas se acariciando.”

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6 – Pornopopeia
Reinaldo Moraes

Zeca é um cineasta marginal e obcecado por drogas, bebidas e mulheres. Sem dinheiro, ele se mete em um rolo atrás do outro.

“A certa altura, dando uns tiros de olho ao redor, flagrei-me num dos espelhos mágicos com a cara lambuzada de rouge-xoxotte.”

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7 – A filosofia na alcova
Marquês de Sade

O romance se passa em um quarto e trata da educação sexual de uma jovem apresentando, além do erotismo, posições ideológicas que discutem os ideais republicanos e as submissões de uma maneira geral.

“Aos vinte e seis anos, já deveria ser uma beata e não passo da mais devassa de todas as mulheres. (…) Acreditava que, me limitando às mulheres, conseguiria tranquilidade; que meus desejos, uma vez concentrados em meu sexo, não transbordariam sobre o seu.”

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8 – O Sofá
Crébillon Fils

Condenado por decreto divino a reencarnar sucessivas vezes como um sofá, o narrador tem de sustentar e dar apoio, literalmente, a diversos tipos de aventuras amorosas e sexuais.

“Enrubecendo pelo que sentia, queimava de vontade de sentir mais; sem imaginar novos prazeres, desejando-os…”

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9 – O amante de Lady Chatterley
D. H. Lawrence

Repleto de palavrões e sexo explícito, o livro conta a história de um homem da classe trabalhadora e uma mulher da burguesia que se apaixonam intensamente.

“(…) Até que, de súbito, numa delicada convulsão, o mais vivo do seu espasmo foi alcançado; ela o sentiu alcançado – e tudo se consumou: seu ‘eu’ esvaiu-se; Constance não era mais Constance, e sim apenas mulher.”

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