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Livro reúne rascunhos e poesias inéditas de Itamar Assumpção

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Recolhido em 2012 por ter material sem autoria reconhecida, obra com 110 cadernos do artista finalmente chega às lojas

Mariana Filgueiras em O Globo

RIO- Quando Itamar Assumpção morreu, em 2003, sua mulher, Elizena, doou boa parte dos objetos pessoais do músico a amigos. Separou alguns para a família, como os óculos escuros extravagantes que ele gostava de usar nos shows e poucos instrumentos. O mais importante ela manteve guardado num armário de casa, para só mexer quando vencesse a saudade: sete caixas de papelão com 110 cadernos rascunhados de músicas, versos soltos, desenhos, listas de compras, bilhetes de desculpas, contos infantis, crônicas e poesias, muitas poesias. O material foi compilado e finalmente lançado no livro “Itamar Assumpção: Cadernos inéditos”, da Editora Terceiro Nome, em parceria com o Itaú Cultural. A edição deveria ter chegado às livrarias em 2012, mas acabou recolhida às pressas porque alguns poemas encontrados naqueles rascunhos não seriam de Itamar. Depois de identificados, foram mantidos na nova edição com as devidas autorias.

— Ele escrevia o dia todo. Não tenho recordação de um dia do meu pai sem que ele estivesse com um desses cadernos nas mãos. Tudo começava ali. É uma grande descoberta, mesmo para quem já conhecia a obra dele — conta a também cantora e compositora Anelis Assumpção, caçula de Itamar. —Se ele estivesse vivo hoje, ia causar na internet. Era a cara dele ficar soltando tiradas, poemas e observações bem-humoradas, como fazia nesses escritos.

Foi ela quem acabou fuçando as caixas com a irmã, Serena. Uma reforma no imóvel da família, em 2006, exigiu que o arquivo fosse movido do lugar. Anelis percebeu que, no meio dos cadernos espirais — sempre do mesmo modelo universitário, com fotos de paisagens, carros ou motocicletas na capa —, estava transcrito todo o processo criativo do pai, um dos principais expoentes da Vanguarda Paulista, no início dos anos 1980, ao lado de Arrigo Barnabé e do Grupo Rumo.

‘Além de músico, é poeta’

Com a ajuda da mãe, da irmã e do compositor Marcelo Del Rio, amigo de Itamar e vizinho da família, Anelis começou a digitalizar o material no ano seguinte para usá-lo no filme “Daquele instante em diante”, documentário que o diretor Rogério Velloso fazia na época sobre o artista e que foi lançado em 2011 (veja acima). Até ter a ideia de transformar todos os cadernos num livro.

A obra não deixa de ser, também, o primeiro livro de poesias de Itamar, como observa a parceira e poeta Alice Ruiz, na abertura da obra: “Itamar, além de músico inovador, com linhas melódicas e ritmos feitos para prazerosamente quebrar nosso jeito de olhar e ouvir, é poeta. Não deixou um livro de poesia escrita. Não importa. Deixou esses cadernos”.

— O que acho mais importante deste lançamento é a abertura do processo de um grande artista. Hoje, isso é histórico — diz Alice Ruiz, de passagem pelo Rio. — Ele sempre gostou de anotar tudo o que via, referências, frases que as pessoas falavam. Essas páginas são um caleidoscópio de ideias, e para mim, um perfil de uma parceria. Foi emocionante encontrar muitas coisas minhas ali, coisas do Paulo (Leminski).

Numa época em que os rascunhos são instintivamente limados pela tecla “backspace”, o material reunido evidencia muitas outras camadas do artista. Há um Itamar extremamente romântico (“Sozinho, sozinho, sozinho…/Tem dias que eu me sinto,/ me sinto, me sinto, me sinto”, são versos de “Sozinho”); um mais erotizado (“Um pensamento sem nexo me assaltou outro dia/ Se eu vivesse de sexo como faria poesia?”). Há, ainda, um Itamar cronista (“Os camelôs de São Paulo, espécie bem diferente,/ dão mil nós em pingo d’água e vendem como pingentes./ Eles matam cachorro a grito e vendem cachorro-quente”, estão no quase-soneto “Perambulantes”). E um humorista.

Como num divã

No texto “Mafalda e a barata”, ele descreve um episódio que provavelmente foi inspirado numa cena trivial: a faxineira tentando matar uma barata em casa. Noutra passagem, ele faz ironicamente uma espécie de “horário eleitoral” em meio aos próprios escritos. “Meu nome é Tadeu Faço e Aconteço do PNM, Partido No Meio, rachado de lado, quebrado já veio… um zero à esquerda porém muitos à direita”.

— Achei que já conhecia tudo, porque ele tinha o hábito de mostrar os cadernos, não escondia nada. Mas me surpreendi, lendo atentamente agora, com o amor dele por São Paulo ou com a relação dele com as “musas” dos poemas e canções. Era um romântico. É bonito ver seu pai como homem neste sentido, mas não posso negar que tive um certo incômodo. Muitas vezes, enquanto digitalizava, eu parava, porque não conseguia ir até o final. Fazer este livro foi um divã — desabafa Anelis. — Mas, como também escrevo (mantém o blog estousujeita.word press.com), sei que muitas vezes a letra ou o poema não é exatamente o que você sente, mas uma idealização do sentimento.

No meio do processo, ela teve a ideia de montar um site para que fãs e amigos pudessem fazer releituras de trechos desses rascunhos, que foi mostrando aos poucos, no tumblr “Cadernos do Itamar”. Com isso, conseguiu recuperar alguns cadernos perdidos e identificar a autoria dos trechos que pareciam estranhos ao seu estilo.

— Meu pai dava muitos cadernos de presente, esquecia no carro dos amigos, alguns só tinham uma folha, porque ele já tinha arrancado todas as outras para distribuir — lembra Anelis. — Não eram datados, por isso tivemos alguma dificuldade em saber de quem seriam alguns escritos que estavam no caderno, mas não pareciam dele. Só sabemos pelo amarelado quais são os mais antigos. A letra dele sempre foi igual, coisa de virginiano, né? Linda, meio letra de professora, meio picho. Ele explorava a letra como um desenho. A gente pensou muito se deixava tudo ou só deixava o melhor. Há trechos bobos, ingênuos, outros já prontos, mas tudo só faz sentido junto, então decidimos publicar assim mesmo.

Poesia inédita:

“Se eu vivesse de sexo”
Um pensamento sem nexo me assaltou outro dia
Se eu vivesse de sexo como faria poesia?
No meio de dois amplexos só quando raiasse o dia
com versos tão desconexos como será rimaria?
O simples como complexo, gandaia e pedofilia…
Se eu vivesse de sexo, com qual mulher sonharia?
Com a muchacha do México ou com a gringa da Hungria?
Algumas do tipo atlético
Ou todas lá da Bahia?

Em livro, vítima perdoa Roman Polanski

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Violentada pelo cineasta quando tinha 13 anos, Samantha Geimer, aos 50, lançou memórias anteontem

Detalhes de um escândalo sexual Reprodução

Detalhes de um escândalo sexual Reprodução

Publicado em O Globo

RIO – Jack Nicholson recebia amigos para uma festa na tarde de 10 de março de 1977. O cineasta Roman Polanski, um dos convidados, cuidou de levar champanhe para a bela jovem Samantha Geimer, então com 13 anos. Ele a fotografou, deixou que descansasse e, em seguida, fez sexo com ela.

Trinta e seis anos depois daquela festa, Samantha, agora com 50 anos, detalha a fatídica tarde no livro “The girl: A life in the shadow of Roman Polanski” (em tradução livre, “A garota: uma vida à sombra de Roman Polanski”), lançado anteontem, nos Estados Unidos.

Relembrando a festa, Samantha escreve que estava impressionada pela fama e diz que não lutou contra o cineasta. “Por que lutar? Faria qualquer coisa para que aquilo acabasse”, escreve. Ela lembra ainda que Polanski a levou para casa e, no caminho, vendo que chorava, perguntou o que tinha. “Estou bem, não se preocupe”, ela respondeu. E o diretor (de filmes como “O bebê de Rosemary” e “Chinatown”) então pediu à garota que não contasse nada sobre o ocorrido à sua mãe. Já em casa, Samantha relata que escreveu no diário: “Eu estava sendo fotografada por Roman Polanski e me estupraram”.

No livro, ela diz que até hoje se pergunta se fez bem em não contar o fato à época. Mas sentencia: “O que aconteceu não foi pior do que o que iria acontecer depois”. Embora sua família tenha tentado protegê-la, Samantha se tornou vítima de um sistema jurídico cujo “maior objetivo” era a publicidade. Polanski ficou 42 dias preso e fugiu para a Europa antes de receber a sentença. No final do livro, a vítima, porém, parece redimi-lo, dizendo que o perdoou: “Não o perdoei por ele, fiz por mim”.

Concurso Cultural Literário (18)

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Acabe_estresse_gg

Quantas vezes a frase “Estou estressada” saiu da sua boca nos últimos dias?

Cuidar da casa, levar e buscar os filhos, checar a lição de casa deles, dar atenção ao marido, trabalhar fora, estudar, cozinhar e ainda ter tempo para as amigas e o restante da família. Ufa! Só de lembrar a quantidade de tarefas que você tem de dar conta todos os dias já cansa, não é?

Você não está sozinha nessa corrida! O dr. Kevin Leman percebeu que, de fato, é crescente o número de mulheres que têm sido dominadas pelo estresse. E, com bom humor e dicas práticas, ele vai ajudá-la a lidar com as áreas mais críticas de estresse em sua vida: filhos, trabalho, marido, tarefas de casa, dinheiro e agenda lotada.

Descubra como desenvolver um estilo de vida mais sereno e equilibrado, mantendo o estresse bem longe de você e de quem a rodeia. Sem estresse!

Kevin Leman é psicólogo, com pós-graduação e doutorado em psicologia clínica pela Universidade do Arizona. Com frequência, é entrevistado em canais de TV e emissoras de rádio nos Estados Unidos para falar de assuntos relacionados à educação de filhos e ao casamento. Escreveu mais de trinta livros, dentre os quais O sexo começa na cozinha, Transforme seu filho até sexta e Transforme seu marido até sexta, publicados no Brasil pela Mundo Cristão.

Vamos sortear 3 exemplares de “Acabe com o estresse antes que ele acabe com você“.

Para concorrer, deixe na área de comentários uma dica para ajudar as mulheres a manter o estresse longe da vida cotidiana.

O resultado será divulgado dia 10/10 às 17h30 neste post e no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Participe! 🙂

 

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Parabéns: Monica S. Mendes, Maria Tereza Franco e Hector Beo. =)

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Carpinejar espera alguém

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PublishNews Talk Show recebe Fabrício Carpinejar

Publicado por PublishNews TV

O escritor gaúcho Fabrício Carpinejar lançou recentemente seu novo livro Espero Alguém (Bertrand Brasil), e recebeu a PublishNews TV para uma conversa na Livraria da Vila, em São Paulo. Nesse Talk Show, o primeiro aberto ao público, o irreverente escritor fala sobre amor, medo, sexo, poesia, humor, literatura etc. Além de todas as combinações possíveis: humor no sexo, medo no amor, sexo na literatura, poesia no amor, entre outras.

Confira o PublishNews Talk Show:

Um em cada 11 estudantes falta à escola por medo de violência

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Entre 109 mil alunos do 9ª ano do ensino fundamental ouvidos pelo IBGE, 8,8% deixaram de ir a pelo menos uma aula nos 30 dias anteriores à pesquisa

Cinthia Rodrigues, no Último Segundo

A violência no trajeto ou dentro da escola afasta estudantes das redes pública e particular. A informação está entre os dados da segunda edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense) realizada em 2012 por IBGE, e ministérios da Saúde e da Educação e divulgada nesta quarta-feira. Em consulta a 109 mil alunos de 3 mil escolas, 8,8% disseram que deixaram de ir à aula ao menos uma vez nos últimos 30 dias por não se sentirem seguros.

Guilherme Lara Campos/Fotoarena

Guilherme Lara Campos/Fotoarena

Escolas públicas no Brasil já são fechadas com grades e cadeados

O porcentual é ainda maior quando observados apenas os alunos de escolas públicas (9,5%) e cai entre os de escolas privadas (5,0%). A proporção de alunos que deixaram de ir à escola por terem medo de violência dentro do ambiente foi de 8,0%. A região Sudeste é onde há mais insegurança, com 9,9% dos estudantes tendo faltado por insegurança e 8,8% por medo de algo que possa ocorrer dentro das escolas.

A pesquisa também perguntou aos estudantes se eles haviam se envolvido em brigas com armas brancas nos últimos 30 dias e 7,3% disseram que sim. Entre os meninos, o porcentual é de 10,1%. Neste tópico, a região Centro-Oeste foi a que teve maior porcentual de envolvidos em geral, com 8,4%.

Armas de fogo
Também é alto o número de estudantes que já estiveram envolvidos em brigas com arma de fogo. Segundo a pesquisa, 6,4% dos escolares, sendo também mais frequente em alunos do sexo masculino (8,8%), do que no sexo feminino (4,3%) já tiveram algum envolvimento em conflitos em que alguém estava armado.

Observaram-se diferenças entre as esferas administrativas das escolas, sendo 6,7% para estudantes de escola pública e 4,9% de escolas privadas. A região Centro-Oeste também registrou a maior proporção de estudantes que participou de brigas em que havia arma de fogo, 8,0%.

Também foi questionado quanto se sentiram vítimas de bullying pelos colegas. Do total, 7,2% afirmaram que sempre ou quase sempre se sentiram humilhados por provocações. Neste caso, a proporção foi maior entre as escolas privadas, 7,9%, do que entre as públicas, 7,1%.

O número dos que praticam bullying é o triplo. Questionados se nos últimos dias haviam feito ações como esculachar, zoar, mangar, intimidar ou caçoar dos colegas, 20,8% disseram que sim.

dica do Rogério Da Hora Moreira

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