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Temática sexual invade livros de romance em tempos de crise

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Publicado originalmente no Terra.com

Para Mario Vargas Llosa, “fazer amor em nossos dias, no mundo ocidental, está mais relacionado à pornografia do que ao erotismo”, uma ideia que se reflete em livros de grande êxito no mercado atual, como a trilogia “Fifty Shades of Grey” (Cinquenta Tons de Cinza), de E.L James, e outros títulos que devem chegar ao mercado até o final do ano.

Uma tendência que algumas editoras passaram a chamar “pornô para mamães”, um novo pseudo gênero comercial voltado para mulheres – que são as que mais livros leem, segundo todas as pesquisas -, e que faz com que as editoras busquem títulos dentro dessa linha para fugir das adversidades da crise.

Assim, a HarperCollins, uma poderosa editoria anglo-americana, parece que já encontrou o sucessor da trilogia “Cinquenta Tons de Cinza”, que já vendeu mais de 15 milhões de exemplares. Trata-se de “Indiscretion”, de Charles Dubow, a nova aposta de tema sexual que, curiosamente, será lançada na Espanha (em outubro, pela Editora Planeta) primeiro que nos Estados Unidos, onde deverá chegar somente em 2013 No Brasil, ainda não há previsão para este lançamento.
“Indiscretion” deve subir um degrau em relação à temática sexual, já que conta com abundantes cenas explícitas e será dirigido às “mulheres que querem mais”, como informa seu anúncio publicitário.

Temas como infidelidade e descontentamento com a relação percorrem as páginas deste livro com grande tensão erótica e sexualidade, exaltando glamorosos cenários (Nova York, Paris e Roma), cenas sofisticadas e um ambiente cosmopolita, além do bem-sucedido (financeiramente) casal de protagonista – ingredientes que os editores julgam ideal para superar a crise econômica.

“Esta vez não há como resistir, não pode. Então, ela está sobre ele, a cavalo, e tira o vestido pela cabeça. Os pontos negros de seus peitos ressaltam sobre seu pálido corpo no resplendor azul do quarto. Seus braços lhe rodeiam, seu cheiro, a suavidade de sua pele “, diz o trecho do romance do norte-americano Charles Dubow.

Mas, antes da chegada deste suposto novo sucesso, o mundo editorial – que sentiu de maneira significativa os efeitos da crise, com uma grande queda de vendas -, está cheios de títulos com conteúdo amparado no tom erótico, sexual e mórbido, outra característica que também anda sendo muito usada nos romances atuais.

“Cada Gota de Tu Vida” (Alienta), por exemplo, é outro livro que veio a ser classificado como “pornô para mamães”. Trata-se do primeiro romance da poeta Yolanda Saénz de Tejada, que propõe, através de quatro mulheres protagonistas, um jogo erótico com o objetivo de encontrar o “eu” oculto de cada uma delas e experimentar seus próprios limites.

O livro da escritora catalã Roser Amills, “As 1.001 Fantasias Eróticas e Selvagens da História” (Parentésis), também apresenta um texto carregado de sensualidade. Isso porque, o livro tem objetivo de relatar as fantasias eróticas de célebres personagens, como Frida Kahlo, Marilyn Monroe, Einstein, Patti Smith, Salvador Dalí e Fidel Castro.

O italiano Fabio Volo, com seu livro “A Primeira Luz da Manhã”, também leva calor às prateleiras com esse êxito de vendas não só em seu país, onde ocupou o primeiro posto das listas dos mais vendidos, mas no mundo todo.

Neste, o autor se introduz na pele de uma mulher insatisfeita com seu casamento, mas incapaz de romper a relação ou tentar melhorar as coisas.

Com muitas descrições de cenas sexo em suas páginas, Volo se põe na pele desta mulher que, no final, descobre seu real desejo e se revela ao leitor, embora o autor tenha dito, em entrevista à Agência Efe, que não foi fácil de pontuar essa trama, já que falar de sexualidade é difícil para um narrador. EFE

Sex-shops em alta graças ao livro do verão

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Sex-shops em alta graças ao livro do verão

Fotografia © Darren Staples / Reuters

Publicado originalmente no Dn Artes

Chicotes, algemas, roupas atrevidas: o sucesso de “50 Sombras de Grey” está a fazer disparar as vendas das sex-shops britânicas.

Os acessórios usados pelo protagonista Christian Grey, com um sucesso nunca desmentido pela sua parceira Ana Steele, são os mais procurados nas sex-shops do Reino Unido. E não só…

Assim, a cadeia britânica Ann Summers anunciou um aumento de vendas de 200% nas bolas de geisha. Na Sh!, sex-shop do leste de Londres, os chicotes são os que têm mais saída e já esgotaram.

“Recebemos muitos telefonemas de homens. Perguntam, um pouco nervosos, se temos os objetos usados no livro”, brinca Joanna Wierzbicka, uma das vendedoras da loja.

Até as músicas mencionadas pela escritora E. L. James se tornaram sucessos de vendas. Depois de séculos relegada para o esquecimento, a música “Spem in alium”, de Thomas Tallis, o compositor renascentistas, chegou ao top de vendas dos clássicos, segundo a Official Charts Company. E uma orquestra exclusivamente feminina gravou todas as obras citadas no livro.

E a moda não escapa a esta moda, com dois costureiros a lançarem coleções inspiradas em “50 Sombras de Grey”, nos Estados Unidos e Reino Unido.

Fenômeno na web, fantoche Marcelinho lê trecho do best-seller erótico “Cinquenta Tons de Cinza”

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Capa de "50 Tons de Cinza", de E. L. James

Capa de “50 Tons de Cinza”, de E. L. James

Mariana Tramontina, na UOL

Sucesso absoluto nas prateleiras da “literatura adulta”, “Cinquenta Tons de Cinza” tem colecionado amores e ódios, tanto pelos detalhados relatos de sexo quanto por seus clichês. O primeiro volume da apimentada trilogia sobre a relação entre a recatada estudante Anastasia Steele e o jovem bilionário Christian Grey é um fenômeno de vendas: foram mais de 100 mil unidades em apenas uma semana.

Para entender o sucesso dos livros, o primeiro deles lançado neste mês no Brasil com tiragem de 200 mil exemplares, o UOL convidou outro atual fenômeno do “universo sensual” para ler –e interpretar– um trecho da obra: Marcelinho, o fantoche que lê contos eróticos na internet. Sucesso na web desde o final de fevereiro, quando veio ao mundo, os vídeos de Marcelinho já registram mais de 15 milhões de visualizações.

Dublado por Erik Gustavo, criador do fantoche e integrante da produtora Alta Cúpula, Marcelinho e sua voz infantil –afinal, ele tem só 12 anos no mundo dos bonecos–, debocham dos contos, desde os enredos até os erros de português ao longo dos textos. E toda narrativa vem direto da internet, nada é escrito por Erik. Nem por Marcelinho. Assim, nada mais justo do que deixar o fantoche penetrar no mundo de fantasias de “Cinquenta Tons de Cinza”.

MARCELINHO LENDO CONTOS ERÓTICOS EM: “CINQUENTA TONS DE CINZA”

Livro reúne imagens de chats eróticos

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Fotografia de João Castilho que está no livro 'Pulsão Escópica

Fotografia de João Castilho que está no livro ‘Pulsão Escópica’

Silas Martí, na Folha de S. Paulo

Homens e mulheres se exibem diante da câmera em conversas eróticas pela internet. Querem ver e ao mesmo tempo ser vistos por quem está do outro lado da conexão.

João Castilho, 34, fez dessas cenas de sexo virtual um livro em que registra seus encontros com mais de 170 pessoas, gente que tira a roupa, conversa e se masturba de acordo com a conversa.

“É uma investigação estética desse meio, dessas relações em que você fala, mas não tem o corpo da outra pessoa, o cheiro, o tato”, diz Castilho. “Quero restituir ao olho a função de gozo, a ideia de prazer através do olhar.”

Na psicanálise, o termo para esse tipo de prazer é pulsão escópica, conceito do começo do século 20 que o artista retoma na era digital.

Castilho, jovem fotógrafo mineiro que vem despontando no circuito, tem uma obra fotográfica que alterna noções de realidade e ficção. Em sua última mostra em São Paulo, ele usou cenas de telejornais em que reféns são mortos por bandidos ou resgatados no último segundo.

Da violência ele migra agora para o clímax no ato sexual. Nas imagens, garotos e garotas aparecem primeiro só de rosto, um retrato convencional, até o momento em que surgem nus ou saem de cena por completo, deixando um rastro de borrões de cor em baixíssima definição.

Talvez esteja aí a verdade na obra de Castilho. Imagens muito nítidas lembrariam fotogramas de filmes pornográficos convencionais, enquanto corpos pixelados, ambientes pouco identificáveis e mesmo detalhes do corpo que se perdem parecem dotados de uma realidade imediata, a visão do calor da hora.

“Esse é um trabalho de fotografia em que eu deixei a câmera de lado, são imagens de pouquíssima resolução”, diz Castilho. “Elas muito mais sugerem do que mostram, porque o que está em jogo é a fantasia, algo ativado com muito pouco. Um caco de imagem, uma disrupção ativa o desejo das formas mais malucas e profundas.”

No livro, Castilho separa esses encontros pela cor dominante no ambiente, criando blocos cromáticos de imagens, que vão do branco ao preto –as tonalidades do sexo mediado por máquinas.

Editora britânica vai lançar versões erotizadas de clássicos da literatura

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Publicado originalmente no G1

A editora britânica Clandestine Classics vai lançar versões erotizadas de romances clássicos da literatura, como “Orgulho e preconceito” e livros da série Sherlock Holmes.

As novas versões contarão com passagens eróticas no meio dos textos tradicionais. A editora afirma que a ideia tem como objetivo atrair “uma nova geração de leitores”, que ainda não conhece os trabalhos clássicos.

Claire Siemaszkiewicz, gerente da Clandestine Classics, diz que sempre foi atraída pela “tensão sexual nas entrelinhas” dos antigos romances. Os livros serão lançados em versão digital no dia 30 de julho.

Não é a primeira vez que clássicos da literatura são “alterados” para atrair um público mais jovem. Em anos recentes, zumbis, monstros e vampiros foram incluídos em histórias antigas, como é o caso de “Razão e sensibilidade e monstros marinhos” e “Orgulho e preconceito e zumbis”.

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