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Com segundo livro, Raphael Montes quer ser referência de escritor policial

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Autor Raphael Montes

31.jan.2014 – O escritor brasileiro de romance policial Raphael Montes em sua casa, no Rio

Rodrigo Casarin, no UOL

Raphael Montes vive um momento raro para um jovem escritor brasileiro. Aos 23 anos, ele teve seu segundo livro, “Dias Perfeitos”, publicado com uma tiragem inicial de 10.000 exemplares e, em três meses, viu uma nova impressão ser feita com mais 3.000 volumes. E os direitos de publicação do livro foram vendidos para nove países, entre Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França e Portugal.

Tanto “Dias Perfeitos” quanto “Suicidas”, seu primeiro romance –finalista do Prêmio Machado de Assis de 2012 e do Prêmio São Paulo de Literatura de 2013– tiveram seus direitos vendidos ao cinema. Scott Turow, renomado autor de romances policiais, diz que Raphael “certamente vai redefinir a literatura policial brasileira e surgir como uma figura da cena literária mundial”, declaração estampada na capa do recente trabalho do jovem.

“É engraçado como o reconhecimento de um estrangeiro por um jovem brasileiro cria reconhecimento aqui. Isso se aplica para muitas coisas, alguém de fora precisa falar que é legal. É o complexo de vira-lata em pessoa”, diz o carioca Raphael ao UOL.

Do fracassado roteiro ao sucesso do livro

O enredo de “Suicidas” nasceu quando um amigo pediu a ele um roteiro de filme para ser feito com baixo orçamento e em locações internas, com um elenco de jovens artistas que aceitassem trabalhar de graça e nada de efeitos especiais. Para Raphael, seria clichê demais colocar os personagens dentro de uma casa com um assassino, então criou uma história na qual as pessoas se matam e o mistério está no por que dos suicídios. Ele não gostou do resultado como roteiro, mas viu que o texto poderia virar uma obra literária.

“É um livro destemido, inocente mesmo, com todas as vantagens e desvantagens que isso traz. Quando terminei de escrevê-lo, sabia que tinha um bom livro de literatura policial”. Essa confiança fez com que o escritor, sem contatos no meio editorial, tentasse a sorte junto às grandes editoras. Não obteve resposta de nenhuma delas e mudou de estratégia: resolveu se arriscar nos prêmios literários. Chamou atenção já no primeiro que se inscreveu, da editora Benvirá, em 2010, que lhe rendeu um contrato para publicação.

Livro Dias Perfeitos, de Raphael Montes

Reprodução

Aos 20 anos, Raphael alcançava o que desejava desde a época da escola, quando percebeu que não tinha talento para o teatro e mudou seu foco para a literatura. Escreveu um conto, passou para um colega de sala e percebeu que a história começou a circular. “Vi que tinha feito algo que destoava, que era mais legal do que os outros faziam. Então passei a ser escritor. Tem até a ver com o ego. Eu, que nunca fiz sucesso com futebol, comecei a aparecer assim”.

Raphael fazia fan-fictions de Sherlock Holmes e lia muito Agatha Christie, o que foi delineando o gênero que seguiria no futuro. Da inglesa, aprendeu muito de processo criativo, como marcações de viradas, planejamento de surpresas, fichas de personagens e o “esquema racional da criação”. Porém, rejeita a comparação com a rainha do crime (“Ela é muito menos violenta do que eu”) e diz que tem mais a ver com Stephen King.

Sinceridade de um escritor policial

A comparação com Stephen King fica evidente em “Dias Perfeitos”, que apresenta claras semelhanças com “Misery”, obra de King que deu origem ao filme “Louca Obsessão” (1990), de Rob Reiner. O livro de Raphael conta a história de Téo, um estudante de medicina que, em uma festa, conhece e se apaixona por Clarice. O amor repentino se torna doentio e o garoto utiliza os conhecimentos que aprendeu na faculdade para ter a menina ao seu dispôr, ainda que contra a vontade dela. Passando por cenários do Rio de Janeiro, Teresópolis e Ilha Grande, a relação entre Téo e Clarice se constrói em experiências extremas e violentas.

“A literatura policial tem três elementos: crime, criminoso e investigação. A investigação parece estar morrendo e no Brasil, com descrédito absoluto na polícia e na justiça, é quase vital que ela não seja importante. Então, a questão do livro vira outra. O elemento crime me interessa muito: o que leva alguém a cometê-lo? Quais as consequências que isso traz? O que leva um sujeito ordinário a se envolver em uma situação de crime? Quais as consequências emocionais e dramáticas de um episódio de violência?”, questiona-se.

Nas aparições públicas que se intensificaram após o lançamento de “Dias Perfeitos”, Raphael é apresentado como um “escritor policial”. “Digo que sou policial porque sou sincero, acredito que é o que faço, tenho um carinho pelo gênero. Queria ser o escritor policial brasileiro, que associassem meu nome ao suspense, ao mistério”.

De seus colegas de gênero, considera que Tony Belloto “ocupa um espaço que, por enquanto, é só dele, com um romance de linguagem absolutamente simples, com uma pegada de entretenimento, reviravoltas, num viés que vai pelo noir americano”. Já Luiz Alfredo Garcia-Roza, Raphael acha que “é mais clássico, com o romance-enigma tradicional”. E Patrícia Mello, para ele, “é o futuro da literatura policial, com livros onde o que interessa é a psicologia por trás de tudo, como o crime afeta as pessoas”.

Atrás de novidades

Raphael sabe que a única maneira de se manter em destaque é apresentando novos trabalhos, que, de preferência, sejam sempre melhores que seus antecessores. “Sei que agora fui a novidade, mas no próximo não sou mais, sou só a continuação da novidade. Mas isso não me preocupa”. O sucesso de “Dias Perfeitos” lhe rendeu dinheiro suficiente para dar um tempo nos estudos –ele é formado em direito e estudava para prestar concursos públicos– e se dedicar à literatura. “Se o padrão se mantiver, consigo viver de escrever, o que sempre foi minha vontade”.

Raphael Montes

Bel Pedrosa/Companhia das Letras

O escritor participará de uma antologia de contos organizada por Tonny Belloto que se chamará “Rio Noir”, na qual cada convidado escreveu um conto policial ambientado em um bairro carioca. Raphael ficou com Copacabana e sofreu muito para dar conta da encomenda. “Só aceitei que estava bom quando umas dez pessoas leram e elogiaram”. É que o gênero não é a sua praia. Considera que “suas ideias são mais complexas do que o que cabe num conto. Penso mais em causas e consequências do que em situações”.

Ele também trabalha em dois novos romances, um que marcará a estreia de seu primeiro personagem fixo, um padre católico que será uma espécie de detetive ou delegado e que Raphael deseja emplacar também em uma série televisiva. O outro trabalho, que pretende publicar no final de 2015, traz a história de quatro amigos que saem do interior do Nordeste e vão para o Rio de Janeiro fazer faculdade. Em meio a dificuldades rotineiras, como levantar o dinheiro para o aluguel, iniciam sem querer um negócio ilegal que os deixam muito ricos. “A história do livro está na ascensão e queda, uma espécie de ‘Breaking Bad’ no Brasil com personagens jovens”.

Além disso, engatinha com as adaptações de suas obras para o cinema, que ainda não têm previsão para serem lançadas. Nas telonas, espera que seus trabalhos se tornem bons filmes, não boas adaptações de livros. E abre mão de indicar qualquer ator para interpretar seus personagens. “Me coloco no meu lugar, sou só o cara que criou a história, a escolha do elenco cabe ao diretor”.

Referência para jovens escritores, Raphael transmite suas experiências em vídeos na internet, mas planeja, para o final do ano, ministrar oficinas literárias no Rio de Janeiro e em São Paulo, nas quais focará a produção de romances, mas inevitavelmente falará também de mercado literário. “Acho legal ter virado referência para novos autores. Isso aconteceu sem eu conhecer ninguém de lugar nenhum, é um caminho possível de se trilhar naturalmente”.

 

Após disputa, Sherlock Holmes permanece em domínio público

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Publicado por Folha de S.Paulo

A história de “Sherlock Holmes” permanecerá em domínio público, apesar das tentativas de manter os diretos autorais sobra a obra, levadas à justiça pelos administradores do espólio do escritor Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930).

A corte americana decidiu nesta segunda (4) em favor de um editor que brigava na justiça pelo livre uso da história do famoso detetive britânico, criado por Doyle no final do século 19.

A disputa entre o editor de livros Leslie Klinger e os atuais administradores da herança de Doyle teve início no ano passado. Na ocasião, os herdeiros exigiram que Klinger pagasse uma licença para publicar uma nova antologia do detetive, o que levou o editor a abrir um processo na justiça contra os gestores.

Os atores Benedict Cumberbatch (à esq., como Sherlock Holmes) e Martin Freeman (como John Watson), na série de TV 'Sherlock', da BBC/ Robert Viglasky/BBC

Os atores Benedict Cumberbatch (à esq., como Sherlock Holmes) e Martin Freeman (como John Watson), na série de TV ‘Sherlock’, da BBC/ Robert Viglasky/BBC

Na época, a corte decretou que todas as histórias de Holmes publicadas antes de 1923, ou há mais de 90 anos, pertencem agora ao domínio público. Ou seja, não é necessário uma licença para utilizá-las.

Insatisfeitos, os administradores recorreram a decisão, alegando que a personalidade ficcional do personagem não pode ser dividida em aspectos protegidos ou não por copyrights.

Com esta divisão, aspectos mencionados pela primeira vez em livros publicados após 1923 não podem ser utilizados em reinterpretações da obra, sem que se pague uma licença por elas. Cerca de dez histórias sobre o detetive foram publicadas depois de 1923.

Mesmo assim, a corte decidiu novamente a favor do editor, alegando que vai contra as leis dos Estados Unidos conceder 135 anos de proteção dos direitos autorais, tal como é exigido pelos herdeiro. Em sua decisão, o juiz do caso considerou a demanda uma “forma de extorsão”, e a atuação de Klinger, um “serviço público”.

Grandes empresas que realizaram adaptações da história do detetive, como a Warner Bros e a HBO, pagaram a licença requerida pelos donos do espólio.

No Brasil e no Reino Unido, o prazo para uma obra entrar em domínio público é de 70 anos após a morte de seu autor, o que significa que todos os livros de Conan Doyle podem ser reeditados e adaptados livremente nos dois países.

 

14 frases famosas que nunca foram ditas pelos seus supostos autores

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Conheça algumas frases que tem suas autoriais erradamente atribuídas, ou que foram ditas com outras palavras.

Publicado no Purebreak

A internet já mostrou que tem muita utilidade de diversas formas diferentes, mas tudo depende da forma que ela é usada. Assim como você pode navegar na internet e aprender muitas curiosidades interessantes, sem os devidos cuidados você provavelmente vai acabar sendo mais uma vítima das “ciladas” que infestam a rede, e são fruto ora de usuários sacanas que não perdem a oportunidade de dar aquela trollada nos outros e, em outros casos, de mal entendidos criados com o tempo, no melhor esquema “quem conta um conto, aumenta um ponto”.

Um dos perigos para quem navega na internet são as falsas notícias, que são replicadas a tal ponto que uma hora começam a soar como verdades. Outra armadilha bem comum são as belas frases de efeito que nem sempre (quase nunca) são creditadas aos autores corretos. Veja alguns exemplos!

“Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”

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A frase original da Rainha Má, traduzida para o português, seria algo próximo de “Espelho mágico na parede, quem é a mais bela de todas?”

“Os fins justificam os meios.”

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Essa famosa máxima nunca foi dita por Maquiavel. O que aconteceu foi uma distorção das ideias do filósofo, graças a uma tentativa frustrada de alguém para resumir seus pensamentos.

“Elementar, meu caro Watson.”

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Essas palavras nunca foram ditas, nessa ordem, pelo detetive britânico. Sherlok Holmes chegou a usar o termo “Elementar” isoladamente, e a expressão “Superficial, meu caro Watson”. A junção ocorreu no filme The Return of Sherlock Holmes, de 1929.

“Deus está morto”

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A frase até existe nos livros de Nietzsche, mas deve ser considerado o contexto. O real sentido é que a figura do “Deus clássico” perdeu valor entre os homens, e não uma simples negação da existência de Deus.

“Diga-me com quem tu andas que eu direi quem tu és.”

A frase é profunda e inspiradora, mas não existe tal passagem na Bíblia ou em qualquer documento histórico ligado a Jesus.

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.”

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Além de errada, essa frase nunca foi dita por Darwin. A confusão provavelmente começou com uma interpretação livre de um professor de Administração e Marketing sobre as ideias de Darwin.

“Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades.”

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O Tio Ben disse essa frase em 2002, no filme “Homem-Aranha”, mas ela foi dita originalmente pelo narrador do quadrinho “Amazing Fantasy #15”, de 1962.

“Quem não entende um olhar jamais entenderá uma longa explicação”

Na verdade, essa frase é um provérbio árabe, que já foi traduzida para o inglês e acabou sendo atribuída ao poeta brasileiro Mário Quintana.

“Mim Tarzan, você Jane”

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Na cena original, Tarzan aponta para si e diz: “Tarzan”. Imitando o gesto, Jane aponta para si e diz: “Jane”. Mas a frase de apresentação em si nunca existiu.

“Se não têm pão, que comam brioches”

Um mal entendido e, talvez, uma injustiça com Maria Antonieta. Graças a um comentário pouco claro na autobiografia de Rousseau, que cita uma “grande princesa”, mas não diz seu nome.

“Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos, pelo mesmo motivo”

O autor é desconhecido. O que se sabe é que nem Eça de Queiroz, nem Benjamin Franklin disseram essa frase.

“Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”

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Na verdade, essa frase foi dita pela biógrafa de Voltaire (e não pelo próprio) ao tentar resumir as ideias do pensador sobre a liberdade de expressão em uma sentença.

“A genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração”

Geralmente atribuída a Einstein, mas na verdade dita pelo igualmente genial Thomas Edson.

“Mulheres bem comportadas raramente entram para a história.”

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Essa frase até combina com a atriz norte-americana Marilyn Monroe, mas foi dita pela professora Laurel Thatcher Ulrich, da Universidade de Harvard.

 

Após decisão judicial, Sherlock Holmes passa a ser de domínio público nos EUA

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Publicado no Opera Mundi

Book Illustration Depicting Sherlock Holmes and Dr. Watson in a Train CabinO personagem Sherlock Holmes e todo o universo fictício que ronda o número 221 B da Baker Street passaram a ser de domínio público nos Estados Unidos após decisão de um juiz federal no estado de Illinois (região centro-norte do país). Isso significa que quem quiser criar e publicar histórias nos EUA com o mítico detetive londrino, incluindo seu fiel escudeiro Watson e o vilão James Moriarty, não está obrigado a pagar os direitos autorais à família do criador, o escritor britânico Arthur Conan Doyle.

O juiz Rubén de Castillo determinou nesta semana que as obras de Conan Doyle publicadas antes de 1.º de janeiro de 1923 não estão protegidas pelo lei de direito autoral norte-americana. Apenas dez histórias posteriores à essa data estão protegidas. Segundo o entendimento de Castillo, todo o resto está livre.

[Watson e Holmes em ilustração de Sidney Paget em 1892 no conto “Estrela de Prata”]

Na ação, os herdeiros do escritor britânico sustentaram, sem sucesso, que o copywright se estende tanto às histórias quanto aos personagens. Todas as histórias de Holmes já estão em domínio público no Reino Unido.

O tema foi levado à justiça por Leslie Klinger, um editor que deseja publicar uma coleção de histórias originais de diversos autores inspiradas no detetive. No entanto, os herdeiros do escritor britânico ameaçaram proibir a publicação caso Klinger não pagasse os devidos royalties.

“Sherlock Holmes pertence ao mundo”, anunciou Klinger nesta sexta-feira (28/12) no site eletrônico Free Sherlock. “As pessoas querem celebrar Holmes e Watson. Agora podemos fazer isso sem medo”.

O personagem

A primeira história do detetive mais popular da literatura ocidental, “Um Estudo em Vermelho” foi lançada em 6 de janeiro de 1887. O personagem foi inspirado em um dos antigos professores de Conan Doyle em Edimburgo, na Escócia. Rapidamente, o estilo peculiar e os “casos impossíveis” resolvidos pelo detetive britânico deixariam leitores de todo o mundo apaixonados.

Em 1901, seria publicada a mais célebre de suas aventuras, O Cão dos Baskervilles. Desde o primeiro livro, Holmes tornou-se um sucesso editorial que, com o passar das décadas, também migrou com a mesma popularidade para o cinema e as séries de TV.

Wikimedia Commons
Holmes é um investigador do final do século XIX que ficou famoso por utilizar, na resolução dos casos, o método científico e a lógica dedutiva. Não se vê Holmes estudando, mas domina misteriosamente uma vasta quantidade de assuntos do conhecimento humano, como geografia, história, química, geologia e línguas.

Descreve-se como um “detetive consultor”. Segundo Doyle, Holmes é capaz de resolver os problemas sem sair do seu apartamento, mas em diversas de suas mais interessantes histórias é requerida sua presença in situ. A sua especialidade é resolver enigmas singulares, que deixam a polícia desnorteada, usando a extrema faculdade de observação e dedução.

É capaz de identificar a marca de um tabaco somente pelo seu cheiro e pela cor de suas cinzas. Outra de suas marcas registradas, a frase: “Elementar, meu caro Watson”, foi criada no teatro, com muitas outras particularidades, como o cachimbo recurvado.

[O ator britânico Basil Rathbone, considerado um dos melhores intérpretes de Holmes]

O seu grande inimigo, também dotado de extraordinárias faculdades intelectuais, é o professor e matemático James Moriarty. Em 4 de maio de 1911, após uma luta feroz, Holmes e Moriarty desaparecem nas cataratas de Reichenbach, perto de Meiringen, na Suiça (“The Adventure of the Final Problem”).

Os protestos dos leitores foram tantos e de tal forma violentos, que Doyle foi obrigado a ressuscitar seu herói. Holmes acabaria reaparecendo no conto The Adventure of the Empty House, com a engenhosa explicação que somente Moriarty havia caído e, como Holmes tinha outros perigosos inimigos, havia simulado sua morte para poder investigá-los melhor.

Apesar do grande sucesso de sua obra, Conan Doyle não gostava de escrever histórias para Sherlock Holmes pois considerava o romance policial como literatura de segunda classe e, na verdade, esse tipo de história só passou a ser respeitado após o sucesso de seu personagem.

 

Um leitor nunca dorme sozinho

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Publicado por Joaquim Livraria & Sebo

Ano passado escrevemos um post bacana sobre campanhas criativas de incentivo à leitura pelo mundo afora. Tornar a leitura algo interessante e atividade atrativa em meio à tanta velocidade de dados, imagens e sons não é uma tarefa tão simples como parece, mas tem muita gente que leva isso a sério e transforma a criatividade da publicidade – normalmente voltada à produtos de maior consumo – em grande aliada à campanhas inspiradoras.

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E nessa onda de inspirar leitores, a cadeia de livrarias israelita – considerada a maior e mais antiga do país – Steimatzky resolveu apostar numa criativa campanha de incentivo à leitura. Com o lema “The Right Book Will Always Keep You Company.” [O livro certo sempre lhe manterá em companhia] a campanha traz desde personagens clássicos como Dom Quixote e Sancho Pança, passando por Sherlock Holmes e indo até Gandalf, do Senhor dos Anéis que adormeceram ao lado de leitores com os respectivos livros em mãos.

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Que leitor nunca dormiu com livros ao lado ou acabou sonhando com as histórias e personagens de livros? Um livro nunca nos torna impunes ao seu enredo e personagens e mais ainda, muito bacana ver campanhas de leitura que ultrapassam ele como um produto, tornando o livro antes de tudo, parte cotidiana de nossas vidas.

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dica do Matheus Wondracek

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