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Sinal vermelho para os vícios de linguagem

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Projeto em Maringá busca mostrar a grafia correta das palavras. Para isso, faixas com pequenas lições estão sendo levadas para semáforos e outros locais públicos

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Marcus Ayres, Gazeta Maringá

 

Apesar de incorretas, expressões como “de menor” e palavras como “mindingo” e “seje” são comumente faladas e escritas por muitas pessoas. Buscando evitar a propagação destes vícios de linguagem, um advogado de Maringá iniciou uma campanha para mostrar a grafia correta e esclarecer significados dos termos.

Algumas das lições repassadas pelo projeto
Não existe a palvra “menas”, somente menos

O plural é troféus e não “troféis”

O correto é faz 10 anos e não “fazem 10 anos”

O correto é casa geminada e não “germinada”

O plural é cidadãos e não cidadões

Não se fala “di menor”, mas sim, menor de idade

O certo é meio-dia e meia e não meio-dia e meio

É duzentos gramas e não duzentas gramas

Não é “perca” de tempo, mas perda de tempo

O certo é mortadela e não mortandela”

O correto é cadarço e não “cardaço”

Trata-se do projeto Sinal do Saber. Desde julho, faixas feitas com material reciclável são levadas para locais públicos, principalmente semáforos. Basta o sinal ficar vermelho para que painéis entrem em cena chamando a atenção dos motoristas e pedestres para erros comuns. As mensagens são curtas e diretas como: “O certo é meio-dia e meia e não meio-dia e meio” e “Não é perca de tempo mas perda de tempo”.

“Pensei numa maneira de melhorar o nível cultural de nossa cidade. Sabemos que o desenvolvimento cultural é essencial para uma comunidade ir bem”, explicou o idealizador do projeto, Lutero de Paiva Pereira. O projeto é custeado por empresas e profissionais liberais que se tornaram apoiadores culturais e tem seus nomes divulgados nos painéis.

Atualmente, oito faixas estão em circulação pela cidade, sendo colocadas principalmente em cruzamentos onde existe um fluxo maior de tráfego. A escolha dos pontos é feita a cada fim de semana, levando em consideração a realização de eventos que possam atrair um grande número de pessoas. As mensagens também são fixadas em praças e parques e divulgadas pela internet, na página que o projeto mantém no Facebook www.facebook.com.br/sinal.dosaber.

Ampliação

A receptividade da ação foi tão boa que o projeto já está sendo levado para dentro das empresas. É o caso da Catamarã Engenharia, que está orientando os funcionários a corrigirem certos vícios de linguagem. A proposta também deve ganhar outras cidades, como Cuiabá (MT). “Um empresário de uma rede hoteleira achou a ideia boa e pediu autorização para implementá-la em sua cidade”, revelou Pereira.

Já a Secretaria de Cultura de Maringá autorizou a divulgação das faixas durante o desfile da Independência no próximo dia 7. Com o sucesso do projeto, o idealizador já prepara uma ampliação. Além de evitar erros gramaticais, as faixas devem, em breve, veicular informações sobre o Município e o país, além de outros temas como história mundial.

“Queremos colaborar de alguma forma para termos uma sociedade cada vez mais aculturada, o que implica num trabalho de longo prazo e esforço de muitos. De qualquer forma, se o projeto durar apenas poucos meses, espero que nesse tempo ele tenha se prestado ao fim que motivou sua criação e tenha servido para muitas pessoas.”

Falta de conhecimento

Para a professora de Língua Portuguesa do Centro Universitário de Maringá (Unicesumar), Débora Azevedo Malentachi, o uso incorreto da língua acaba ocorrendo por causa da simplicidade das pessoas e da falta de conhecimento.

“Muitos desses vícios de linguagem são passados pela família e pelos amigos. A pessoa acaba usando determinadas palavras até para não ser excluída socialmente. Por isso, projetos como o do Sinal do Saber são importantes. Se a pessoa compreende o uso da língua, passa a falar corretamente.”

Débora lembra que mesmo as pessoas que conhecem mais a língua acabam usando palavras gramaticalmente inadequadas. “A língua portuguesa é muito rica. Para se comunicar com maior clareza, é importante conhecê-la”, explicou a professora, que é mestre em Letras.

dica do Jarbas Aragão

Virtudes: aprendizado para a vida

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Método que valoriza a prática de valores no dia a dia foi apresentado a brasileiros pela primeira vez. Exemplo deve partir dos adultos

Dara Feldman, presidente do Projeto das Virtudes, ressalta que o desenvolvimento de virtudes leva a um bom desempenho escolar

Dara Feldman, presidente do Projeto das Virtudes, ressalta que o desenvolvimento de virtudes leva a um bom desempenho escolar

Jônatas Dias LIma, na Gazeta do Povo

Trabalhar as virtudes com estudantes não contribui apenas com a formação de pessoas moralmente melhores; aumenta também as chances de sucesso na vida profissional e escolar. Essa é uma das defesas da educadora e escritora norte-americana Dara Feldman e um dos fundamentos que sustentam o Virtues Project (Projeto das Virtudes, em português), método reconhecido pelas Nações Unidas, endossado por dalai-lama e presente em 95 países. Dedicada à pesquisa das virtudes, Dara esteve no mês passado em Curitiba e apresentou o projeto que preside pela primeira vez aos brasileiros.

O Virtues Project tem chamado a atenção de profissionais da área de educação por englobar ações aplicáveis não apenas à escola, mas que também se adaptam à vida profissional, familiar ou comunitária. O método não prevê tarefas destinadas aos alunos, mas sim uma transformação no modo de agir de pais e professores. “O projeto trata de mudar o comportamento dos adultos para que possamos honrar a nobreza inerente nas crianças”, diz Dara.

Para ela, a linguagem é a ferramenta crucial no desenvolvimento do método, que usa cinco estratégias comportamentais (veja box ao lado) para despertar uma personalidade mais virtuosa. Uma delas é a de dar destaque, verbalmente, à presença das virtudes em situações cotidianas. “Em vez de dizer apenas: ‘bom trabalho’, o adulto pode dizer que viu a determinação da criança em executar uma tarefa ou ir além do ‘muito obrigado’ e dizer ‘muito obrigado por sua gentileza’”, diz. Ao fazer disso um hábito, pais e professores levam o aluno a perceber e valorizar a virtude demonstrada, desenvolvendo o desejo de potencializá-la.

Desempenho escolar

Um questionamento comumente feito a Dara sobre o método é a relevância do ensino de virtudes na obtenção de melhor desempenho educacional. A esse respeito, a educadora tem a resposta na ponta da língua: “Do que um aluno precisa para ir bem em um exame? Determinação, perseverança, compromisso, excelência etc. Tudo isso são virtudes e podem ser estimuladas”. “Uma escola que não se preocupa com valores acaba por criar profissionais incapazes de ver significado ou propósito na vida”, completa.

Para o doutor em Educação João Malheiro, o método não chega a ser uma novidade, já que nos últimos anos houve um visível aumento na oferta de materiais didáticos que estimulam discussões sobre ética. Mesmo assim, o educador vê com bons olhos, principalmente, o enfoque dado à mudança de comportamento dos adultos. “Vejo a necessidade de se formar melhor pais e professores, de maneira que não só entendam a importância desse aprendizado, mas que se decidam a falar a mesma linguagem ética, com o exemplo e com a palavra”, diz.

Adesão

Embora o Projeto das Virtudes conte com um conselho de pesquisadores, não é preciso passar por nenhum procedimento burocrático para tornar-se um aplicador do método. “As pessoas podem entrar no site, ler sobre a metodologia, baixar o material e aplicar na sala de aula ou em suas vidas”, explica Dara Feldman. Ela é voluntária na posição de liderança que ocupa no projeto e diz que só se empenha em divulgar o método por “realmente acreditar no bem que as virtudes podem fazer ao mundo”. Mais informações nos sites www.virtuesproject.org ou www.darafeldman.com.

Diretriz

Ensinar valores não é algo restrito a escolas confessionais

A possível subjetividade da formação moral é um ponto passível de discussão no ensino de virtudes na escola. Como instituições confessionais tendem a ser as mais lembradas na ênfase dada a um comportamento virtuoso, o termo quase sempre aparece na educação vinculado a princípios religiosos.

O Projeto das Virtudes, no entanto, não tem ligação com qualquer denominação religiosa. “Nos Estados Unidos, quando começamos, as pessoas pensavam que era alguma igreja ou até um partido político. Vemos as virtudes como qualidades de caráter universais”, explica a presidente do projeto, Dara Feldman.

Universal

A visão positiva do ensino de virtudes inclusive em escolas não confessionais é compartilhada pela pedagoga Ana Cristina dos Santos, orientadora disciplinar do Colégio Decisivo. Para ela, a importância da formação moral não pode ser limitada às instituições que aderem a uma doutrina religiosa específica. “Valores regem o bom funcionamento da vida em sociedade”, afirma.

Conforme o doutor em educação João Malheiro, as entidades confessionais fazem uso do ensino das virtudes porque elas dão fundamento para uma vida religiosa, mas as virtudes em si pertencem ao campo da ética e não da religião.

Na linha

Confira quais são as cinco estratégias do Projeto das Virtudes para trabalhar com os valores na escola e em casa:

• Falar a linguagem das virtudes. Evidenciá-las verbalmente quando se nota a presença de uma virtude em alguma situação.

• Usar a virtude como um guia. Ao dar instruções, cite a virtude a ser usada no cumprimento de uma tarefa.

• Estabelecer limites, tendo uma virtude como referência. Ao corrigir a criança, identifique qual a virtude está em falta e a convide a voltar a agir conforme essa virtude.

• Ser coerente em todos os ambientes. Uma verdadeira transformação da linguagem só ocorre quando ela não se limita a um espaço, mas sim quando se torna uma prática habitual em todos os locais de convívio.

• Mostrar-se presente. Ouça com atenção e ajude àqueles que o procurarem, buscando clareza a respeito das próprias virtudes.

dica do Chicco Sal

Ele fez um livro infantil ilustrado para pedir seu amor em casamento

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Vicente Carvalho, no Hypeness

Em uma época de mídias digitais, um esperançoso e criativo namorado, Paul Phillips, optou por pedir a mão da namorada, Erika Ramos, em casamento através de um livro infantil. Em uma incrível demonstração de criatividade, ele planejou tudo com semanas de antecedência.

Ele vasculhou a internet para encontrar um ilustrador para ajudá-lo a criar um livro infantil relatando o seu relacionamento amoroso. Depois de tê-lo ilustrado e impresso, ele contratou um fotógrafo que secretamente colocou o livro na seção infantil de uma biblioteca local, e esperou por trás de algumas prateleiras para documentar a proposta.

Paul planejou uma noite romântica com a namorada, com vinho e jantar, mas precisava passar pela biblioteca primeiro para devolver alguns livros (ele havia retirado alguns na semana anterior para que fossem obrigados a devolver antes do jantar), e aproveitou para pegar outros para os sobrinhos de Erika.  O namorado pegou um livro, disse a ela que parecia uma boa, e pediu para ela ler para ele.

Quando ela chegou na página da história sobre o gorila propondo a girafa em uma biblioteca, ele ficou de joelhos e fez a proposta, igual ao livro. Ela disse sim. Vejam a história do livro:

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Era uma vez um gorila
Que se apaixonou por uma girafa.
Ela o surpreendeu pelo quanto
Podia fazê-lo rir.

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Os dois, vejam só,
Eram de mundos diferentes
Em seu primeiro encontro, de tão nervoso,
Ele achou que fosse vomitar.

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Apesar de suas diferenças,
Foi amor à primeira vista.
Seus sentimentos cresceram rapidamente,
Seu coração levantou vôo.

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O gorila, em sua vida,
Antes rude e dispersa
Agora refinada e focada
Sobre as coisas que importam.

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Simplesmente não haviam palavras 
Para o quanto de sorte ele teve.
Sem ela ao seu lado
A vida certamente seria vazia.

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É difícil de acreditar
Apenas como eles eram felizes.
Ele não podia imaginar
Um dia sequer sem ela.

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Então ele ficou de joelhos
E fez o pedido:
“Minha querida girafa,
Quer se casar comigo?”

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Ele sentiu seu coração batendo
Forte dentro de seu peito.
Ele não podia fazer nada além de esperar
E esperar que ela dissesse SIM.

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Quando ela finalmente respondeu
Ele não conseguia parar de sorrir
Porque ele sabia, em seu coração,
Que isso foi só o começo!

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Concurso Cultural Literário (8)

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A correria do dia a dia e uma agenda cheia de atividades têm interferido em um dos momentos mais importantes que se pode ter em família: a hora das refeições. A questão não é a alimentação em si, mas o compartilhar entre as pessoas, o investimento nos relacionamentos que a mesa nos proporciona.

Devi Titus desvenda a importância da mesa nas Escrituras e compartilha com você a bênção de se investir nestes momentos em família, com amigos e pessoas queridas, na construção de relacionamentos mais fortes e sadios.

Espero que as mulheres do Brasil – solteiras, casadas, de todas as idades – aproveitem o tesouro contido nestas páginas. Com certeza, essas preciosidades ajudarão todas nós a sermos as mulheres sábias que edificam o “lar”, seja ele a família, a escola, os amigos, o local de trabalho. Experimente sentar-se à mesa, diante dos inimigos, com os amigos e com seu bem mais precioso: a família.

Ana Paula Valadão Bessa

Ao redor da mesa é uma obra com uma mensagem singela, profunda e reveladora, que provoca mudanças de atitude e comportamento. Quem ler e se deixar tocar por ela experimentará o que nunca experimentou da parte de Deus em sua família. Minha dica é: leia e coloque em prática todas as lições que Devi Titus compartilha sobre a experiência ao redor da mesa. Eu posso garantir que este não é apenas mais um livro que chegou às suas mãos, mas, sim, um manual para a saúde do relacionamento familiar.

Pr. Josué Gonçalves

Pequenas chaves abrem grandes tesouros. Você deseja restaurar a dignidade e a santidade do seu lar? Existe um lugar em sua casa onde a presença e o amor de Deus se tornam um memorial indelével. Com sabedoria e habilidade, Devi Titus traz uma revelação fantástica que abre uma nova dimensão e nos leva ao lugar onde o coração humano é lapidado. Eu tenho a honra de recomendar que você aplique os princípios eternos contidos neste maravilhoso e revolucionário livro.

Alda Célia Cavagnaro

Mais um concurso literário para você exercitar a criatividade. Para participar, responda em no máximo duas linhas: qual é o sabor de uma boa conversa à mesa?

Para completar o “cardápio”, vamos sortear 3 exemplares de “A experiência da mesa” entre os participantes.

O resultado será divulgado no dia 4/9 às 17h30 neste post e no perfil @livrosepessoas do Twitter.

Participe e bom apetite! 🙂

 

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Parabéns aos ganhadores: Hercules Aquino, Ivone Soares de Abreu e Alice Meire. =)

Atenção! Enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas. 

O ‘pollo’ pulou no poleiro: tudo em casa

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Sérgio Rodrigues, na Veja

“A palavra puleiro – apoio de galinhas no galinheiro ou de aves em suas gaiolas – tem algo a ver com ‘pular’ ou é derivada do espanhol ‘pollo’ (galinha)?” (Kirsten Woltmann)

A consulta de Kirsten é tão boa que acerta até quando erra a ortografia: a palavra é “poleiro”, mas existe mesmo certo grau de parentesco entre ela e o verbo pular. Assim como entre ela e o pollo (“frango”) da língua espanhola e outras palavras que à primeira vista nada deveriam ter a ver com isso – como pimpolho e repolho.

Repolho? Sim, quem diria: frango com repolho pode ser ou não ser um bom prato, mas é certo que guarda uma medida de redundância etimológica.

O que todos esses vocábulos têm em comum é um ancestral latino de grande fecundidade: o substantivo pullus, “cria, rebento”, palavra que a princípio era usada para designar tanto “criança queridinha, galantinha, bochechuda, gordinha” quanto “burrico, jumentinho” e “pintainho, patinho, filhinho de águia”, nas palavras do dicionário Saraiva. Filhotes de espécies variadas, como se vê.

De todas as acepções clássicas, é legítimo supor que a de filhote de ave – em especial de galinha – fosse a que se conservava mais viva no latim vulgar, pois foi ela que passou às línguas neolatinas: além do já citado pollo espanhol, existe o poule francês (“galinha”) e o “pôlo” português, regionalismo açoriano que o Houaiss registra com o sentido de “falcão ou gavião com menos de um ano”.

Mas o velho pullus não se contentou com esses descendentes diretos. Também cresceu para os lados e, ainda no latim, deu origem ao verbo pullare, “brotar, germinar”, matriz do nosso pular, “saltar”. O que a princípio parece estranho, mas só até pensarmos na explicação oferecida pelo filólogo brasileiro Antenor Nascentes: ora, a planta que germina salta para fora da terra, não?

Estendida ao reino vegetal a ideia original de pullus, “rebento”, por tal caminho se fizeram em espanhol dois termos que o português importou: repollo e pimpollo, este destinado a retornar ao reino animal na acepção figurada de “criança pequena”.

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