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Record assume vice-liderança

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Editora pulou do 6º lugar para a vice-liderança no ranking semanal e mensal das editoras

Cassia Carrenho, no PublishNews

Em uma semana, a Editora Record pulou do 6º lugar para a vice-liderança no ranking semanal e mensal das editoras, acabando com a quase eterna dobradinha entre Sextante e Intrínseca. No ranking semanal, a Sextante manteve o 1º lugar, com 13 livros, a Record 11 e a Intrínseca, 10. Dos 11 livros da Record, dois foram lançamentos: Easy (Verus), em ficção, e Receitas Dunkan (BestSeller), não ficção. Por sinal, o método Dunkan deve estar ajudando muita gente a emagrecer, menos a Record, já que os outros dois livros do mesmo autor, Pierre Dunkan, também engordaram a lista da semana.

No ranking mensal, a trinca carioca aparece novamente, nas mesmas posições, com apenas um livro de diferença entre cada: Sextante, 16, Record, 15 e Intrínseca, 14. O 4º lugar ficou com a Companhia das Letras, que emplacou 9 livros.

Inferno (Arqueiro) foi o livro mais vendido em julho, com um total de 49.043 exemplares, quase metade do mês anterior. Já Kairós (Principium) vendeu um pouco mais em julho e assumiu o 2º lugar, com 28.181. A culpa é das estrelas (Intrínseca) pulou para o 3º lugar, com surpreendentes 23.141 livros vendidos. Em não ficção, o 1º lugar ficou com Dirceu (Record), em infanto juvenil, com Diário de um banana – segurando vela (Vergara&Riba), e em negócios, com Sonho Grande (Primeira Pessoa).

A leitura salva!

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Fernanda Pompeu, no Mente Aberta

Dica única: leia tudo o que puder. O que cair na frente, ao lado, atrás. Ao ler, você melhora sua performance de comunicação. Pois, seja na prova do Enem, seja numa entrevista para estágio ou emprego, sua reserva de leitura será notada.

Interpretar para aonde a questão ou a conversa estão indo é o começo da resolução. Caso contrário, como diz o pessoal da antiga, a gente pode confundir alho com bugalho, tomada com nariz de porco. E, pronto, vamos desafinar.

Ler é também se familiarizar com os diferentes registros de escrita. Quero dizer, você pode complementar o que aprende ou aprendeu na sala de aula com a leitura na internet, com o que seus amigos postam no facebook.

Tornar a leitura um hábito nos salva não apenas da solidão, como também da saia justa de não ter o que dizer quando ouvimos uma pergunta. A salvação acontece porque a leitura aumenta nosso repertório de saberes e, por consequência, de poderes.

É evidente que você não é obrigado a saber tudo. Por sinal, sabemos até bem pouco. Mas o fato de sermos leitores nos ajuda a raciocinar mais rápido e a associar algo que não sabemos com algo que já sabíamos.

Por exemplo, se você compreende o conceito de Rede, pois já leu em vários lugares sobre ele, mesmo não sendo especialista no assunto, você terá duas ou três frases para dizer. Sentirá energia para seguir na conversação.

A leitura sistemática e orgânica aumenta nossa taxa de abstração. Usando a velha e excelente imagem: a abstração nos auxilia a ver a floresta além da árvore. O texto dentro do contexto. O que é fato e o que é interpretação.

Ler é capital sólido. Está certo que nunca o mundo esteve tão líquido. Mas, até por isso mesmo, a leitura nos dá horizonte para voarmos em ambientes turbulentos. Ambientes que exigem criatividade e inovação.

E para atiçar a criatividade e inovar, a gente precisa de muito combustível na cachola. E ninguém ainda inventou um posto de abastecimento de ideias tão prático e barato quanto a leitura.

Imagem: Régine Ferrandis, de Paris.

Promoção: “Manual para pais de garotas descoladas”

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Antes, ela saía correndo pela casa em direção aos seus braços, gritando “papai” ao menor sinal de sua chegada. Agora, ela mal lhe dá boa noite. De uns tempos para cá, uma placa nada simpática inibe a sua entrada no quarto dela: proibido para garotos (você é um deles!). Não é nada pessoal, meu caro. A sua garotinha só está na pré-adolescência.

Perceber que ela cresceu não é lá muito fácil para você. Mas essa também é uma fase difícil para ela, que está vivendo um turbilhão de mudanças, com as quais nem sempre sabe lidar. O fato é que ela precisa de você, de sua amizade e orientação para que se torne uma mulher segura e autoconfiante.

Nancy Rue também já escreveu um manual para as mães e traz neste livro dicas fundamentais para que você, pai, construa uma relação forte com sua filha. Aprenda a manter um canal de comunicação aberto com ela, a dar-lhe a atenção de que necessita, a não superprotegê-la e, acima de tudo, descubra como demonstrar o seu amor.

Vamos sortear 3 exemplares de “Manual para pais de garotas descoladas“, lançamento da Mundo Cristão.

Para concorrer, basta fazer login e preencher os requisitos do aplicativo abaixo.

O resultado será divulgado no dia 25/6 e os nomes dos ganhadores serão conhecidos aqui no post e no perfil @livrosepessoas.

a Rafflecopter giveaway

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Atenção:

Os requisitos são:

– Tweet about the giveaway: é só clicar no botão “twitter” que será dado RT automaticamente no seu perfil. Se você clicar diariamente nesse botão, mais pontos você faz e aumenta as chances de ganhar o livro.
– Easy entry for all EMundoCristao fan on facebook: É só clicar no botão para curtir a fan page da Mundo Cristão
– Easy entry for all Livros e Pessoas fan on facebook: É só clicar no botão para curtir a fan page do Livros e Pessoas
– Follow @mundocristao on twitter: É só clicar no botão para seguir o perfil da Mundo Cristão
– Follow @livrosepessoas on twitter: É só clicar no botão para seguir o perfil do Livros e Pessoas

Lúcia Santina Dresch: “Passei no vestibular com 71 anos”

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Moradora do Paraná conta por que decidiu voltar para a sala de aula na terceira idade

LÚCIA SANTINA DRESCH Ela tem 81 anos e mora em Quatro Pontes, no Paraná. Fez supletivo aos 69 anos, entrou na faculdade aos 71 e se formou em pedagogia aos 74 (Foto: Guilherme Pupo/ÉPOCA)

LÚCIA SANTINA DRESCH
Ela tem 81 anos e mora em Quatro Pontes, no Paraná. Fez supletivo aos 69 anos, entrou na faculdade aos 71 e se formou em pedagogia aos 74 (Foto: Guilherme Pupo/ÉPOCA)

Thais Lazzeri, na Época

“Minhas mãos estavam trêmulas. Olhava para aquele lugar e não conseguia encontrar um canto para acalmar minha ansiedade. Estava sozinha. A mulher que me recebeu na secretaria da faculdade não imaginava que estava ali para falar de mim, do meu maior sonho. Aos 71 anos, fiz minha inscrição para o vestibular de pedagogia. E passei.

Nasci em 1931, em Arroio do Meio, interior do Rio Grande do Sul. Sou a filha do meio de cinco mulheres de uma família simples. Logo cedo pedia para estudar, como alguns vizinhos faziam. Não existia ensino público. Era preciso pagar. Minha mãe não via valor nos estudos, só na enxada. Meu pai queria realizar nossos sonhos. Com o apoio dele, aos 8 anos entrei na escola.

Para não me atrasar, acordava quando nem havia sinal de sol. Trocava de roupa na penumbra. O trajeto para a escola resumia-se a uma trilha, no meio do mato. Quando chovia, ia a pé com outras crianças. Quando não, a cavalo. Não perdia uma aula. Queria conhecer o mundo além da trilha da minha casa até a escola. Na volta para casa, almoçava e ia ajudar meu pai na lavoura. Só conseguia voltar aos livros à noite. Meu pai acendia o forno a lenha para eu ler.

Na minha formatura da 4ª série, fui a primeira aluna da sala. Ganhei de presente um livro de histórias e uma caixa de bombons. Nunca tinha comido chocolate, nem provado o sabor de uma conquista. Uma das professoras notou meu interesse e se ofereceu para ajudar a arcar com meus estudos. Eu teria de morar na casa dela, porque a escola era longe do nosso sítio. Fiquei fora de casa por uma semana. Não aguentei de saudades.

Logo depois, mudamos de cidade, e não existia um centro de ensino próximo. Naturalmente, a vida me levou de volta para a roça. Casei aos 16 anos. Tive oito filhos. À procura de terras férteis, fomos para Quatro Pontes, no Paraná, onde moro até hoje. Criei minha família com o trabalho na lavoura. Quis que todos os meus filhos estudassem. Nunca abandonei a vontade de voltar a frequentar uma sala de aula.

Aos 69 anos, soube de uma campanha da prefeitura para que os moradores voltassem a estudar. Meus filhos eram independentes, e eu viúva. Não tinha compromisso com mais ninguém. Decidi encarar o desafio. Peguei carona com um vizinho e, sem dar satisfação a nenhum filho, fiz a inscrição no supletivo para completar o ensino fundamental e o médio. Foram dois anos.

Ali, descobri que me faltava uma faculdade. Alguns filhos, percebendo minha motivação, propuseram pagar para mim. Prestei vestibular para pedagogia aos 71 anos. Passei na primeira chamada. Fui muito ajudada durante todo o curso pelos meus colegas de sala, que tinham idade para ser meus netos. Até lugar no ônibus da volta eles reservavam para mim. Nos três anos do estudo, faltei dois dias porque o ônibus passou mais cedo. Na formatura, meus filhos aplaudiram de pé minha conquista. Lancei um livro com minhas memórias para agradecer a todos que me apoiaram. Com esse curso, vou ajudar meus 17 netos e 12 bisnetos a encontrar prazer nos livros. Ajudo os que estão por perto em casa a estudar. Uso Skype e Facebook para manter contato com os que moram longe.”

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