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Não dá para transferir um sistema educacional de um país para outro, diz educadora finlandesa

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Na Finlândia, a educação é gratuita em todos os níveis, da pré-escola ao ensino superior

Na Finlândia, a educação é gratuita em todos os níveis, da pré-escola ao ensino superior

Conselheira que trabalhou para o governo do país nórdico fala ao ‘Nexo’ sobre sua experiência na implementação de um currículo nacional básico

Beatriz Montesanti, no Nexo

Conhecida por seu sistema educacional flexível e de bons resultados, a Finlândia implementou em 2016 um novo currículo mínimo para o ensino secundário do país – uma atualização do sistema em vigor há dez anos.

A conselheira educacional Tiina Tähkä foi uma das responsáveis pelo projeto, quando integrava o Finnish National Board of Education, agência de desenvolvimento subordinada ao Ministério da Educação finlandês.

Ela esteve recentemente no Brasil para participar do Seminário Internacional Desafios Curriculares do ensino médio, promovido pelo Instituto Unibanco e pelo Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação).

Na Finlândia, a educação é gratuita em todos os níveis, da pré-escola ao ensino superior. E financiada em grande parte pelo Estado. Trata-se de um dos melhores sistemas educacionais do mundo.

A partir dos 15 anos, jovens podem escolher seguir pelo ensino secundário padrão ou vocacional – um equivalente ao ensino técnico nacional. Ambos apresentam disciplinas em comum e oferecem os subsídios necessários para o ingresso na universidade, explica Tähkä.

Apesar de existir um currículo mínimo nesta fase de ensino, ele apenas apresenta os objetivos centrais das disciplinas – escolas e professores têm autonomia pedagógica para montarem seus planos de aula, levando em consideração especificidades locais. O país é particularmente conhecido pela flexibilidade de seu ensino.

“O objetivo é fazer com que, quando o aluno tiver que escolher entre o ensino geral e o vocacional, ele tenha informação o suficiente para tomar esta decisão. Mas nada é um caminho sem volta e não há escolhas erradas”, diz Tähkä.
Contexto brasileiro

Durante a apresentação de Tiina Tähkä em São Paulo, na quarta-feira (9), um grupo de cerca de 40 secundaristas entrou no Instituto Tomie Ohtake, onde acontecia o evento, para protestar contra a “privatização da educação”.

O seminário sobre as possibilidades para um currículo brasileiro acontece num período de grande debate sobre educação no país. Atualmente, dezenas de escolas estão ocupadas por estudantes secundaristas contrários à reforma do ensino médio apresentada pelo governo federal em setembro deste ano e à PEC 241, que estabelece um teto para os gastos governamentais e poderá ter efeitos nas despesas com educação.

A reforma do ensino foi criticado por diversos setores da sociedade por ter sido feita como Medida Provisória – forma considerada autoritária e prematura, já que assim o documento não é submetido a amplo debate público.

Além disso, agentes da educação criticam diversos pontos do texto que estabelece “áreas do conhecimento”, retira a obrigatoriedade de disciplinas e de que professores tenham o diploma na área que irão lecionar, entre outras questões.

O Brasil também está em fase de construção da Base Nacional Comum Curricular, que estabelecerá os conteúdos e saberes necessários para cada ano da educação básica (que inclui o ensino fundamental e médio).

O Nexo conversou com Tiina Tähkä sobre sistemas curriculares e aplicação de modelos em países de realidades diferentes. Aqui estão os principais trechos da entrevista:
Como funciona, em linhas gerais, o currículo comum da Finlândia?

Tiina Tähkä No sistema finlandês, a educação é obrigatória dos 7 aos 15 anos. Depois disso, estudantes podem escolher se querem continuar o ensino secundário regular ou vocacional. Temos os dois caminhos, mas ambos permitem o acesso à universidade.

Temos um sistema bastante flexível no ensino secundário regular e no vocacional, portanto os alunos podem escolher entre uma série de possibilidades. Eles também planejam a própria grade horária, o que vão estudar e como.

O novo currículo comum começou a funcionar em 2016 e é basicamente uma atualização do anterior. Temos agora mais opções de estudos temáticos e oportunidades multidisciplinares. Também enfatizamos mais as competências básicas mais amplas, como ajudar os alunos a desenvolverem suas habilidades de comunicação, leitura, empreendedorismo e de compreensão da diversidade cultural, entre outras coisas.

Como foi o processo para a construção do currículo?

Tiina Tähkä Temos um longo histórico de cooperação na Finlândia. O processo começou de forma institucional com um grupo do Ministério da Educação debatendo novas possibilidades. Nesse grupo, havia os grandes agentes interessados na educação, como professores, sindicatos, estudantes e organizações sociais.

Após isso, o National Board of Education começou a planejar o texto do currículo comum e, também nesse processo, envolveu os agentes interessados. Havia um rascunho aberto na internet para todos comentarem e participarem. O National Board of Education decidiu o currículo e teve início o longo processo para que as escolas pudessem conceituá-lo dentro de seus próprios projetos.

Quais são os maiores desafios e fatores que devem ser levados em consideração quando se constrói um currículo nacional?

Tiina Tähkä As competências básicas, a cultura escolar e o pensamento pedagógico. Esses são tópicos muito importantes. Claro que há muita discussão sobre se o novo currículo está indo muito longe, ou não está indo longe o suficiente. Sempre há dois lados. Estávamos tentando chegar a um currículo que de fato ajudasse estudantes a aprender.

Uma grande preocupação de especialistas quando se fala de ensino vocacional é o de forçar jovens a fazerem decisões muito cedo ou não oferecer a eles todas as possibilidades de aprendizado necessárias. Como esses fatores são balanceados na educação da Finlândia?

Tiina Tähkä A decisão pelo ensino vocacional é feita aos 15 anos, mas não é o fim da linha. Se você escolhe esse caminho, ainda pode ir para a universidade. Além disso, o ensino vocacional tem estudos em comum com o geral. A parte importante é que universidades técnicas podem se beneficiar de alunos que vêm dessa área pois eles tem um bom entendimento prático.

Outra preocupação quanto a reforma brasileira é a de que as escolas não têm a estrutura necessária para orientar os estudantes na hora de fazer escolhas ante um currículo flexível. Como isso funciona na Finlândia?

Tiina Tähkä No nosso sistema, o aconselhamento é necessário, portanto há no ensino secundário orientadores que fazem sessões em grupo ou particulares com os estudantes. Há professores que fazem orientações dentro de suas disciplinas e há professores responsáveis por um grupo de estudantes, de forma que se o aluno tem algum tipo de problema ele pode contatar o professor. E se o jovem fizer uma decisão e se arrepender, ele pode revertê-la. O objetivo é fazer com que, quando o aluno tiver que escolher entre o ensino geral e o vocacional, ele tenha informação o suficiente para tomar esta decisão. Mas nada é um caminho sem volta e não há escolhas erradas.

Como vê a situação educacional brasileira?

Tiina Tähkä Eu venho do contexto finlandês e recebo muitas perguntas sobre o nosso sistema. Minha resposta é que não se pode transferir um sistema educacional para outro. Sempre há um contexto específico que deve ser levado em consideração para se desenvolver a educação.

Por que a Finlândia está mudando o ‘melhor sistema de educação do mundo’?

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Finlândia quer que alunos vejam que um mesmo problema pode gerar perguntas de física, história, matemática, biologia ou estatística

Finlândia quer que alunos vejam que um mesmo problema pode gerar perguntas de física, história, matemática, biologia ou estatística

 

A Finlândia, país conhecido pelo sistema educacional considerado um dos melhores do mundo, prepara uma mudança radical que visa melhorar a qualidade de suas escolas.

 

Publicado na BBC Brasil

A partir de 2016 todos os centros de ensino do país nórdico começarão a aplicar um novo método conhecido como “phenomenon learning”.

Segundo este sistema as aulas tradicionais são substituídas por projetos temáticos nos quais os alunos se apropriam do processo de aprendizagem.

“Na educação tradicional os alunos vão à sala de aula e têm aulas de matemática, depois de literatura e depois de ciências. Agora, ao invés de adquirir conhecimentos isolados sobre matérias diferentes, o papel do estudante é ativo. Eles participam do processo de planejamento, são pesquisadores e também avaliam o processo”, disse à BBC Marjo Kyllonen, gerente de educação de Helsinque.

Kyllonen afirma que a forma tradicional de educação, dividida entre matérias diferentes, não está preparando as crianças para o futuro, “quando precisarão de uma capacidade de pensamento transdisciplinar, olhar os mesmos problemas a partir de perspectivas diferentes e usando ferramentas de diferentes”.

Experiência colaborativa

A capital finlandesa está na vanguarda do desenvolvimento desta nova metodologia na qual os alunos podem escolher um tema de seu interesse e planejar o desenvolvimento deste assunto com os professores.

Kyllonen relatou à BBC um exemplo: alunos da quarta série que decidiram com o professor fazer um trabalho sobre o fenômeno dos smartphones.

“Disseram que gostariam de saber sobre a história do desenvolvimento da telefonia”, disse.

“Um tema que servia para estudar matemática, estatísticas, para saber quais as razões que levam as pessoas a usarem os telefones, literatura, a indagar como as mensagens de texto mudaram a forma de escrever… (…). Era a ideia deles e, por isso, podiam se conectar imediatamente com o tema”, afirmou.

O “phenomenon learning” está sendo introduzido gradativamente nas escolas do país nos últimos dois anos. Todas as escolas são obrigadas a introduzir um período durante o ano escolar – geralmente de várias semanas – para desenvolver esta nova forma de aprendizagem por experiência.

No caso de Helsinque, as escolas foram estimuladas para estabelecer dois períodos como este por ano.
Mudança para os professores

As mudanças no sistema educacional da Finlândia também trazem mudanças importantes para os professores, que não terão mais o controle sobre seus cursos com o qual estavam acostumados.

Eles deverão aprender a trabalhar de forma colaborativa com seus alunos e outros docentes.

O trabalho deles não vai mais ter como base as aulas expositivas e será mais parecido com o trabalho de um mentor.

Até março de 2015, 70% dos professores de Helsinque já tinham sido treinados para aplicar este novo método.

“Não acho que os professores possam simplesmente se sentar e observar o que está acontecendo. Creio que seu papel é ainda mais importante do que no sistema tradicional, precisam ter muito cuidado na forma como aplicam este método”, disse Kyllonen.

O novo método já foi alvo de críticas.

A reportagem da BBC conversou com Leo, um estudante de uma escola de Helsinque, sobre a experiência do “phenomenon learning”.

“Tem suas vantagens e desvantagens. É diferente e os (mais…)

Professores no Brasil estão entre mais mal pagos em ranking internacional

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Para consultoria, salário de professor no Brasil deveria ser quase três vezes maior (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Para consultoria, salário de professor no Brasil deveria ser quase três vezes maior (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Publicado na BBC Brasil

O Brasil é o lanterninha em um ranking internacional que compara a eficiência dos sistemas educacionais de vários países, levando em conta parâmetros como os salários dos professores, as condições de trabalho na escola e o desempenho escolar dos alunos.

O ranking é de setembro do ano passado, mas volta à tona no momento em que o governo paranaense aprova uma redução nos benefícios previdenciários dos professores do Estado.

A votação da lei elevou as tensões e levou a um tumulto no qual pelo menos 170 pessoas ficaram feridas após a repressão policial de um protesto de professores em Curitiba. Os professores paranaenses estão em greve desde sábado (25 de abril).

Em São Paulo, professores da rede estadual estão em greve desde 13 de março, reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

O estudo internacional foi elaborado pela consultoria Gems Education Solutions usando dados dos mais de 30 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e alguns emergentes, como o Brasil.

Nele, o país aparece como um dos últimos em termos de salário pago aos professores, por exemplo.

O valor que os educadores brasileiros recebem (US$ 14,8 mil por ano, calculado por uma média de 15 anos e usando o critério de paridade de poder de compra) fica imediatamente abaixo do valor pago na Turquia e no Chile, e acima apenas de Hungria e Indonésia.

Os salários mais altos são na Suíça (US$ 68,8 mil) e na Holanda (US$ 57,8 mil).

Os professores brasileiros também são responsáveis por mais estudantes na sala de aula: 32 alunos, em média, para cada orientador, comparado com 27 no segundo lugar, o Chile, e menos de 8 em Portugal.

Combinando fatores como estes com o desempenho dos alunos – entre os piores entre os países pesquisados – a consultoria coloca o sistema educacional brasileiro como o mais ineficiente da lista.

“Nossas conclusões sugerem que o Brasil deveria cuidar do salário dos professores para alcançar o objetivo da eficiência educacional”, diz o relatório.

Para a consultoria, a meta seria um salário quase três vezes maior que o atual.

Deficiências no gasto

Os dados mais recentes da OCDE mostram as debilidades no gasto educacional brasileiro.

Segundo a organização, o gasto do governo brasileiro com educação cresceu rapidamente desde o ano 2000, atingindo 19% do seu orçamento em 2011 – a média da OCDE foi de 13%.

O gasto público com educação chegou a 6,1% do PIB brasileiro, acima da média da OCDE de 5,6%, e à frente da proporção de outros latino-americanos como Chile (4,5%) e México (5,2%).

Porém, o gasto do Brasil com a educação pública foi o segundo menor de todos os países da OCDE e parceiros – US 3.066, contra uma média de US$ 9.487. O país ficou em 34º no ranking de 35 países da organização.

Reflexões para o ano novo: a difícil tarefa de se criar gênios

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a difícil tarefa de se criar gênios

Steve Jobs

 

Tom Jones, no Administradores

Quem leu a biografia de alguns dos grandes “gênios criativos” de nosso tempo (Steve Jobs*, Bill Gates** ) talvez em algum momento tenha se questionado como pai (ou mãe) a difícil tarefa que os pais desses “gênios” tiveram que enfrentar ,pois conviviam com crianças, adolescentes e adultos que não se encaixavam no chamado mundo convencional.

Nossa sociedade, nossas escolas de educação formal e todo o ambiente em que vivemos são nocivos a criatividade e ao espírito questionador.

Estar a frente de seu tempo, inventar produtos ou serviços que ainda ninguém se deu conta de que precisa, compor musicas, escrever livros… tudo isso esta associado a criatividade e ao espírito inovador ,que muitos julgam ser para poucos escolhidos e por isso os entraves são complexos e começam ainda muito cedo, quando ainda somos crianças e temos uma mente ágil e estamos prontos para ir em busca de conhecimento, testar novas vivências e experimentar coisas novas.

Porém é quase que um dever “cívico” que a família tente “domesticar” essa criança muito ágil e questionadora, grande parte das famílias preferem a criança comportada, menos viva, porque a criança criativa dá muito “trabalho”, e daí inicia-se um processo de inibição do espírito exploratório/criador do ser humano. E que não para por ai, algum tempo depois, no inicio de sua educação dita “formal” a criança ainda esta a mercê desse processo de inibição continuo.

Quantas são as escolas publicas que você conhece que incitam a criatividade? No geral elas incentivam a reprodução. Nossas escolas não incentivam a reflexão, o espírito exploratório. Ao contrário aprendemos que para cada desafio só há uma resposta certa.
Exemplos mais drásticos desse processo de inibição tem sido noticiados por médicos, a respeito do uso inclusive de medicamentos como a Ritalina***…

“A pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp,fez uma declaração bombástica: “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro”, disse ela em entrevista ao Portal Unicamp. “Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de mil anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível”.

Então imagine-se no lugar do pai ( ou da mãe ) de um Steve Jobs, ou Bill Gates, vendo seu filho largar a faculdade para dedicar-se a um projeto que você claramente não vê futuro. Pois tudo na nossa sociedade segue regras rígidas para o “sucesso”, todo Pai e Mãe quer ver seu filho formado, quer um médico na família, quer um advogado ou engenheiro brilhante não é mesmo?

E não há crime nenhum nisso, pois não temos como saber quais são as exceções as regras. Afinal de contas quantos Bill Gates podem existir ? A espaço no mundo para todos eles ? Mas é justamente ai que mora o perigo, a inovação e a criatividade são inerentes ao ser humano, não são uma questão de dom, de inspiração. Todos os seres humanos são criativos!

Mas ai surge uma outra pergunta pertinente, se é assim por que então não vemos mais gênios criativos soltos por ai ?

A resposta esta em nossa sociedade, a criatividade dita cotidiana, não é visível ou passa pelo crivo de outras pessoas. Pois o ato de criar esta contido tanto em um sonho que demora anos para ser concretizado, como também no simples ato de mudar o ingrediente em uma receita ou a mudança do trajeto de volta para casa. Porém quando a criação, envolve outras esferas, principalmente a profissional, e dessa forma ela tem de passar por julgamentos, analises e criticas, pois envolve custos e mais pessoas para ser implementada, então todos os alertas de perigo vão soar e fazer com que as idéias sumam e os bloqueios apareçam

E esses bloqueios vem da sociedade que trabalha para que o individuo, tenha sempre uma única resposta certa ( pois afinal de contas todos aprendemos isso na escola) e se não for assim, vai tratar de reprimi-lo e desencorajá-lo da manifestação do comportamento diferente, divergente. Pois a resposta diferente quebra paradigmas, gera duvidas, insegurança. Abre a possibilidade do que pode ou não dar certo. E então isso gera medo e as pessoas preferem reproduzir algo que já existe a produzir coisas novas.
Você teria a coragem de chegar para seu chefe e dizer a ele : “ vamos tirar todos os botões dos smartphones, vamos fazer um smartphone que não tenha botões … eles só atrapalham a usabilidade das pessoas” ?

Antes de Steve Jobs ter a coragem de fazer isso, todos acreditavam que quanto mais botões um telefone tivesse, mais “smart” ele seria . Sair do esquema exige muita coragem, criatividade é um ato de coragem, é preciso ser corajoso para ser criativo. O covarde não cria, porque não se arrisca, não tem coragem de encarar as criticas e a desaprovação da sociedade.

É preciso coragem também como pais para apoiar, orientar e compreender o espírito exploratório de nossas crianças. Lidar com “robôs” que seguem ordens, sem questionar é muito bom agora, mas pode ser fatal para o futuro de nossa sociedade.

Cabe lembrar aqui, que criticas são sempre bem vindas e não podem ser banidas. Mas elas tem lugar e hora para acontecer, na fase de escolha das melhores idéias a capacidade de critica e autocritica é fundamental. Mas durante a criação de idéias ela não é bem vinda, pois ela tem o mesmo efeito que a sociedade tem sobre nós; é um bloqueador de boas idéias.

Na contra mão disso tudo, esta a certeza de que a criatividade e a inovação são fundamentais para o mundo hoje e sempre. Empresas, cidades e países precisam de inovação e criatividade, precisam de pessoas que saibam buscar soluções adequadas ,pois a atitude criativa é o combustível que movimenta toda e qualquer tipo de solução nos tempos de crise. Inclusive didaticamente falando o processo criativo começa com o diagnostico das necessidades, de onde a seguir vem a geração de idéias (sem criticas), que leva a analise das melhores alternativas e só por fim a implementação da melhor.

Na próxima década as empresas e a pessoas devem adotar os pilares gêmeos da criatividade e da inavação. Pois a inovação é necessária para rejuvenecer países estagnados com empresas desesperadas por soluções . Onde constataremos que essa nova geração freqüentemente chamada de insolente e impaciente, serão os responsáveis por essas soluções.

Daí podemos ver que a criatividade é algo que sempre tem que trazer resultados, pois ela precisa ser o instrumento de um progresso . Então seja qual for a idéia criativa ela deve sempre ter origem na descoberta de uma necessidade. Complementar a isso tudo existe o ponto fundamental que é a visão clara de qual é o problema. Muito mais do que buscar soluções é fundamental diagnosticar as causas, pois as idéias não serão eficientes se não sabemos quais são as causas dos problemas.

Então por fim, nossos olhos voltam-se para as Universidades, e a necessidade de resgatar a sua missão acadêmica que deveria ser a de preparar as pessoas para realizar com competência um papel profissional dentro da comunidade/estado, e através disso influencia-la para o desenvolvimento responsável.

Porem o que vemos é a alienação de muitos centros acadêmicos as necessidades do mercado de trabalho e da própria sociedade. Instituições alienadas das demandas educacionais de sua comunidade são irresponsáveis pois criam lacunas que podem fazer ruir toda a cadeia de valor que depende delas como entidades geradoras de uma força profissional preparada para o futuro; quando na verdade não estão fazendo isso.

Para alcançar este propósito a Universidade deve rever seu sistema de ensino, precisa “estudar” as empresas que foram criadas por esses “gênios criativos”. O sistema educacional precisa de uma injeção de inovação. Devem transformar o ensino em aprendizagem, onde o foco não seja o mero repasse de conhecimentos, mas sim o desenvolvimento integral dos alunos.

A começar pela quebra do paradigma de que nossa sociedade não admite erros, como na letra do Legião Urbana : “Este é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante ,e a primeira vez é sempre a ultima chance…” “
No entanto, mesmo as pessoas mais trabalhadoras e inteligentes ainda cometem vários erros. Na verdade as únicas pessoas que não cometem erros são aquelas que não se ariscam. Já parou para pensar que o 14 biss é uma sucessão de 13 “supostos erros” que culminaram no sucesso do décimo quarto protótipo?.

Muitos fundadores de sucesso são capazes de aprender rapidamente com seus erros. E é ai que reside a chave do sucesso, não deixar que essas falhas o derrotem .E preciso que nossos filhos, nossos alunos aprendam que sua missão dentro da sociedade e a mesma que cada um de nós, ou seja, fazer desse mundo um lugar melhor do que o que encontramos. E para isso é preciso ousadia , coragem e muita rebeldia.
Nas palavras de Miguel Castaño

“Vamos saudar os Loucos, os Rebeldes , os Sonhadores …
Porque nos levam adiante … São eles que Mudam as coisas porque acreditam que podem Melhorar o Mundo “

Citações :
*O casal Jobs adota um menino recém nascido, a quem batizam de Steve Paul Jobs. No verão de 1972, aos 17 anos, Steve sai de casa, contra a vontade dos pais, para morar em uma cabana com sua primeira namorada. Nesse mesmo período começa a beber, fumar, freqüentar espaços budistas de meditação e a tomar ácido. No final do mesmo ano ingressa na universidade Reed College em Portland, Oregon que cursaria formalmente apenas por seis meses. “Desistir foi a melhor coisa que fiz. Pude me dedicar às coisas que eu realmente queria fazer.” disse anos mais tarde. Jobs passa 18 meses freqüentando o campus da Reed College21 , onde ganhou permissão para acompanhar as aulas como observador. Entre os cursos assistidos por Jobs estava um curso de caligrafia que anos mais tarde influenciaria na tipografia do Macintosh21 .

**Gates nasceu em uma família de classe média de Seattle. Seu pai, William H. Gates, era advogado de grandes empresas, e sua mãe, Mary Maxwell Gates, foi professora da Universidade de Washington e diretora de bancos. Bill Gates e as suas duas irmãs, Kristanne e Libby, frequentaram as melhores escolas particulares de sua cidade natal, e Bill também participou do Movimento Escoteiro ainda quando jovem. Bill Gates,6 foi admitido na prestigiosa Universidade Harvard, (conseguindo 1590 SATs dos 1600 possíveis7 ) mas abandonou os cursos de Matemática e Direito no terceiro ano 8 , para dedicar-se à Microsoft.

Brasileiros reúnem doações para construir escola de bambu na Libéria; projeto custa R$ 200 mil

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O projeto “Escola de Bambu”, estimado em R$ 200 mil, pretende construir uma escola que tenha energia elétrica, saneamento básico e o material pedagógico necessário nas salas de aula para o ensino de 300 crianças liberianas. Para isso, um grupo de brasileiros busca doações

Mariana Monzani, no UOL

O objetivo é ousado: construir uma escola de bambu com doações públicas para atender 300 crianças na Libéria, país devastado pela guerra civil. A meta foi estabelecida por um grupo de mais de 30 brasileiros que se interessaram pelo projeto tocado pelo liberiano Sabato Neufville, que mantém uma escola gratuita no país.

No sistema educacional liberiano, mesmo as escolas públicas são pagas. Um semestre de ensino custa de U$ 50 a U$ 200, o que torna inviável a educação de crianças pobres.

Como prestador de serviços da missão da ONU (Organização das Nações Unidas) na Libéria, Neufville, 34, recebe por mês US$ 800. Parte do seu salário é destinada a 16 professores que dão aulas em uma escola com ensino gratuito na comunidade de Fendell.

A história foi descoberta pelo jornalista Vinícius Zanotti, 27, durante uma viagem pelo oeste da África. De volta ao Brasil, Vinícius reuniu um grupo de brasileiros para tocar o projeto, “os bambuzeiros”.

São arquitetos, designers, médicos, farmacêuticos, publicitários e advogados. Todos em busca de recursos para construir uma escola que tenha energia elétrica, saneamento básico e o material pedagógico necessário nas salas de aula para o ensino de 300 crianças liberianas.

Para isso, precisam de R$ 200 mil. Até o momento conseguiram R$ 45 mil através de doações para o site, que também traz a prestação de contas do projeto “Escola de Bambu”.

Libéria

“Muito mais que a construção da escola é a possibilidade de compartilhar a tecnologia. Na Libéria não existe rede de distribuição de energia e apenas 17% da população tem banheiros. Por isso, avaliamos que esta transferência será uma semente para um futuro mais próspero ao país”, diz Zanotti.

A “terra da liberdade”, como é conhecido o país, ocupa a 6ª pior posição do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mundial. Ali poucas pessoas têm acesso à energia elétrica, provida por geradores abastecidos por gasolina.

Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), no período de 2005 a 2010, das crianças liberianas com idade escolar primária, apenas 32% dos meninos e 28% das meninas frequentavam a escola. Na educação secundária, o índice é ainda pior: apenas 14% das crianças nesta idade escolar tinham acesso à educação.

Escola de Bambu

O projeto da escola, feito por André Dal’bó, arquiteto, prevê o uso de técnicas construtivas já utilizadas no cotidiano dos liberianos de Fendell, a partir do uso do bambu e da terra, materiais de fácil acesso na região, baixo custo e renováveis.

“O uso do bambu como elemento estrutural se justifica pelo seu grande potencial construtivo, baixo impacto na natureza e disponibilidade de manejo local livre de custos”, afirma Dal’bó.

O projeto está na fase de captação de recursos e após alcançar o financiamento necessário, a escola será construída. “Vamos em janeiro com o que temos arrecadado. Se não for possível construir o mesmo prédio, poderemos mudar o desenho. Além de reduzir a segurança e conforto de nossa equipe. Tudo será resolvido por lá, quando chegarmos”, explica o jornalista.

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