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Site do escritor Graciliano Ramos é atacado por hackers

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Ação provocou sumiço do acervo reunido ao longo de 14 anos

Isabel Filgueiras, no Estadão

O site oficial do escritor Graciliano Ramos (www.gracilano.com.br), autor de Vidas Secas, sofreu um ataque hacker e saiu do ar há dois dias. Segundo a equipe do portal, a ação ocasionou perda do acervo reunido ao longo de 14 anos de trabalho.

“Nossa colaboradora Ieda Lebensztayn foi quem viu que a página estava com fundo preto e letras e imagens árabes. Se não foi o Estado Islâmico, foi algo parecido”, diz o administrador da página Albano Martins Ribeiro.

O autor. Material protegido

O autor. Material protegido

Graças a um backup feito em nuvem em maio, a maior parte do acervo foi recuperada. Os arquivos mais recentes, no entanto, foram perdidos. Outros quatro sites do mesmo servidor também foram invadidos e tiveram todo o conteúdo deletado. Segundo Albano, o portal deve voltar ao ar ainda esta semana.

“Sempre admiramos a militância de hackers que, por todo o mundo, trabalham por uma sociedade melhor e mais justa. Continuamos torcendo por eles, deixando claro que sabemos diferenciá-los dos vândalos que destruíram nosso acervo”, diz mensagem na página.

Menina de 7 anos lê 4 livros por semana e incentiva a leitura em site

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Mariana tem 7 anos e está na segunda série do ensino (Foto: Alan Schneider/G1)

Mariana tem 7 anos e está na segunda série do ensino (Foto: Alan Schneider/G1)

Mariana de Campos tem uma página própria com temas de educação.
Pais lembram que já contavam histórias ainda durante a gestação.

Alan Schneider, no G1

A paixão pelos livros da Mariana Arques de Campos, de 7 anos, começou mesmo antes dela nascer, com o incentivo dos pais ainda na gestação. “Ela já escutava histórias na barriga da mãe. Gostou tanto que depois que nasceu não parou mais. E lê bastante”, conta o pai Nelson Campos.

Mariana lê pelo menos quatro obras infantis por semana. Mas, a leitura é apenas uma das paixões da menina, que também toca teclado e violão e tem o próprio site na internet. Aluna da segunda série do ensino fundamental em uma escola municipal, a menina tomou gosto pela leitura e não pretende parar nunca mais.

Mariana lê junto com os pais, Liete e Nelson (Foto: Alan Schneider/G1)

Mariana lê junto com os pais, Liete e Nelson
(Foto: Alan Schneider/G1)

O pai, que é web designer, desenvolveu a página virtual para a filha interagir com os amigos e poder compartilhar essa paixão pelas obras literárias. No site, ela disponibiliza brincadeiras de colorir, músicas, jogos, vídeos, histórias, além de um canal direto para envio de desenhos. Tudo com conteúdo educativo. A menina usa o conhecimento das “velhas páginas” dos livros para promover a leitura e a educação com auxílio da tecnologia.

A mãe lembra que a filha aprendeu a identificar imagens em uma enciclopédia aos 3 anos de idade. Já a leitura veio aos 5 anos. De lá para cá, a menina virou frequentadora assídua da biblioteca. “A Mariana achou em casa e sempre manuseou o Atlas. Depois começou a ler livros de histórias. Só neste ano ela já tem muitos livros retirados da biblioteca para ler em casa. Ela fica brava quando a biblioteca está fechada”, conta Liete.

O gosto de Mariana pelas páginas literárias também é uma herança do pai. “Sou um autodidata. É importante para ir adiante na vida. Eu mesmo estou lendo um e tem mais dois já na sequência. Ela vai pedindo mais, como o teclado, o violão”, afirmou Nelson Campos.

Dia das crianças
No Dia das Crianças, comemorado neste domingo (12), ela quer se divertir. Além disso, Mariana usou o violão para mandar parabéns a todas as crianças (veja vídeo ao lado).

Mariana também toca teclado na sala de casa (Foto: Alan Schneider/G1)

Mariana também toca teclado na sala de casa
(Foto: Alan Schneider/G1)

“Quero que o Dia das Crianças seja legal. Tem que ter diversão, jogos, músicas, vídeos. Além disso, também pode falar comigo. Você colocar o seu email com nome, idade e escreve o que quer falar comigo. Também dá para mandar desenhos para eu publicar no meu site”, disse Mariana.

Mas, quem pensa que ela quer mais livros de presente no Dia das Crianças se engana. “Não quero livro. Eu tenho um monte guardado. Quero um patins e quero começar a academia de natação.”

No dia a dia, a pequena leitora faz de tudo um pouco. “Primeiro faço a tarefa da escola em casa, depois brinco no computador, brinco no quarto, assisto televisão. Tenho uma rotina normal.”

A mãe da menina também conta que Mariana é boa no xadrez, mas graças à leitura. “Ela aprendeu a jogar xadrez lendo o manual com o meu marido. Se não tivesse a leitura, a interpretação, ela também não conseguiria jogar xadrez”.

Cartão preenchido de retirada de livro da biblioteca (Foto: Alan Schneider/G1)

Cartão preenchido de retirada de livro da biblioteca
(Foto: Alan Schneider/G1)

Bem atenta
Com uma facilidade de comunicação impressionante para a idade, Mariana já enviou um email para uma editora alertando sobre um erro de digitação em um livro. “Estava lendo e no quarto parágrafo apareceu ‘mavioso’ em vez de maravilhoso. Mandei um email para lá avisando”, conta.

Sobre um futuro como escritora, a menina ainda tem dúvidas, o que é natural da idade. No entanto, um pensamento dela é ajudar por um mundo melhor. “Penso em ser artista, mas também quero inventar robôs para deixar a cidade mais limpa.”

A capacidade de aprendizado de Mariana é evidente. Mas, além da vontade de aprender, a supervisão dos pais é fundamental para obter um resultado positivo sem perder o jeito de criança. “É um investimento nela. Esse fascínio dela pela leitura, começar a ler e a escrever cedo também. Mas, claro, sem perder o que é mais importante: viver a infância sem deixar de ser criança”, enfatizou o pai.

Menina disponibiliza conteúdo educativo com ajuda dos pais (Foto: Alan Schneider/G1)

Menina disponibiliza conteúdo educativo com ajuda dos pais (Foto: Alan Schneider/G1)

Site utilizado pelos filhos de Bill Gates ensina matemática a jovens infratores

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Plataforma norte-americana é ferramenta na Fundação Casa em Limeira.
Ação melhorou rendimento dos internos, que ganham pontos e medalhas.

Site americano teve 50 milhões de usuários no mundo em 2013 (Foto: Eliel Nascimento/Fundação Casa)

Site americano teve 50 milhões de usuários no mundo em 2013 (Foto: Eliel Nascimento/Fundação Casa)

Alessandro Meirelles, no G1

Dezesseis internos da Fundação Casa de Limeira (SP) usam, desde 7 de agosto, um site educativo como suporte pedagógico nas aulas de matemática. Com a orientação dos professores, os alunos da unidade Casa Morro Azul aprendem a disciplina por meio do Khan Academy, plataforma gratuita criada nos Estados Unidos. A ferramenta oferece desafios semelhantes a jogos virtuais, onde os usuários ganham pontos e medalhas a cada etapa vencida.

O Khan Academy ganhou notoriedade mundial depois de uma declaração do milionário americano Bill Gates de que seus filhos o utilizavam para estudar. Em janeiro, o site ganhou tradução em português. Na unidade de Limeira, já ajudou um interno na preparação para uma olimpíada de matemática.

“Consegui aprender conteúdos novos e reforçar o que já sabia. Tinha dificuldade com álgebra e a ferramenta me ajudou a compreender melhor com o tutorial. A ferramenta é importante, mas o professor também é necessário, porque nos incentiva. Depois que eu for ‘desinternado’, pretendo continuar usando, porque tem sido uma boa base de aprendizado. Pretendo cursar faculdade de enfermagem ou gastronomia e a matemática acaba sendo muito importante. Se eu errar o cálculo, posso até tirar uma vida”, disse um interno de 17 anos, que cursa a 2ª série do ensino médio e avançou até a segunda fase da competição.

De acordo com a coordenadora pedagógica do centro socioeducativo, Paula Fernanda de Almeida Nunes, o rendimento dentro da sala de aula aumentou 70% com a utilização do site, que já foi usado por mais de 50 milhões de pessoas no mundo.

Rendimento escolar
“De forma livre e interativa, nossos jovens descobrem que o mundo da matemática pode ser simples e gostoso de aprender. O professor de matemática nos trouxe os resultados de sua última avaliação, onde comprovou que o uso da plataforma motiva e ensina nossos alunos”, destacou.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Fundação Casa e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos americana criada em 2006. Além de gratuito, o site oferece um estudo personalizado para pessoas de qualquer idade. O aprendizado é feito de forma lúdica, com videoaulas e exercícios.

Estudo personalizado
“O cadastro é rápido e pode ser feito com os dados do Facebook. A partir de então, a plataforma vai verificando o grau de conhecimento de cada um. Há conteúdos para crianças acima de seis anos até universitários. O conceito de games é usado para cativar a atenção, com pontuação e medalhas. Ao avançar de nível, a pessoa também troca de avatar (símbolo de conhecimento)”, disse a coordenadora de projetos da Fundação Lemann, Daniela Caldeirinha.

Daniela destaca ainda outros benefícios para os menores que cumprem medida socioeducativa. “O conteúdo respeita o ritmo de cada aluno. Para eles, tem sido positivo por oferecer um feedback (resposta) na hora. Isso vem melhorando inclusive a autoestima e o convívio social”, ressaltou.

Aprovação
“A ferramenta é muito boa, porque há vídeos e desafios que ajudam bastante na compreensão. Eu sempre gostei de matemática, mas tinha dificuldade de entender algumas coisas. Por exemplo, a porcentagem, pois nunca entendia como chegava nela e aprendi bem mais usando o computador. Já consegui alcançar 33 mil pontos e algumas medalhas”, comentou um interno de 17 anos, cursa o 9º ano do ensino fundamental no centro socioeducativo.

Estado
A parceria está sendo realizada de forma experimental em outras unidades da Fundação Casa em Franco da Rocha (SP), Iaras (SP) e Taubaté (SP).

Internos usam o site de matemática sob orientação de professores (Foto: Eliel Nascimento/ Fundação Casa)

Internos usam o site de matemática sob orientação de professores (Foto: Eliel Nascimento/ Fundação Casa)

Premiado escritor britânico vai escrever seu próximo livro no Twitter

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Autor de “Cloud Atlas”, David Mitchell vai publicar o conto “The Right Sort” na rede social

Publicado por Último Segundo

O escritor britânico David Mitchell, autor de “Cloud Atlas”, vai publicar sua próxima obra no site de microblogs Twitter. Trata-se do conto “The Right Sort”, escrito em segmentos com 140 caracteres cada um.

Os segmentos serão publicados em grupos com 20 tweets de cada vez, ao longo dos próximos sete dias. Ao todo, serão 280 Tweets.

Stuart Wilson/Getty Images O autor David Mitchell, em foto de 2013

Stuart Wilson/Getty Images
O autor David Mitchell, em foto de 2013

Mitchell é autor de cinco livros, já ganhou vários prêmios importantes e é tido como um dos mais talentosos escritores britânicos de sua geração. Ele nasceu em 1969.

Apenas um de seus livros – “Menino de Lugar Nenhum”, cujo título original é “Black Swan Green” – foi traduzido no Brasil, publicado pela Companhia das Letras.

Já “Cloud Atlas”, transposto para as telas de cinema pelos diretores Andy Wachowski e Lana Wachowski (que também dirigiram a trilogia The Matrix), foi visto no Brasil com o título “A Viagem”.

Recurso Promocional

Falando à BBC, Mitchell disse que aprecia o potencial artístico das mídias sociais, mas confessou que não é um tuiteiro e que teve de abrir uma conta no Twitter especificamente para esse projeto.

“Não sou um adepto da mídia social”, disse. “Gosto da minha privacidade, não quero tornar públicas as ante-salas da minha mente. Não quero contribuir para esse oceano de trivialidades e irrelevâncias, já é vasto e profundo o bastante”.

Mas Mitchell tem um novo romance para promover: “The Bone Clocks” está chegando em setembro. Então, foi persuadido por seu editor a abrir uma conta – @david_mitchell – para auxiliar na divulgação do livro e de eventos programados em torno do lançamento. A editora envia os tweets em nome do escritor.

Divulgação Cena de "A Viagem", baseado em livro de David Mitchell

Divulgação
Cena de “A Viagem”, baseado em livro de David Mitchell

Ele admitiu que a publicação do conto no Twitter não deixa de ser um truque esperto de marketing para ajudar a promover seu novo livro. Mas enfatizou que publicar uma história no Twitter foi a forma que encontrou de usar a tecnologia e ao mesmo tempo “preservar alguma integridade”.

Situado em 1978, o conto “The Right Sort” é narrado por um adolescente que descobre o remédio Valium. Enquanto o personagem narrador “viaja” na droga, conta a história em uma sequência de “pulsos”, ou sentenças curtas. “Ele está pensando em tweets por causa do Valium”, explicou o escritor.

Mitchell – que em 2003 foi incluído pela influente revista literária Granta num ranking com os melhores jovens romancistas britânicos – disse que não tem a menor intenção de virar tuiteiro, mas não exclui a possibilidade de escrever mais uma história para essa plataforma caso “The Right Sort” seja um sucesso.

“Foi realmente difícil, não foi fácil. Mas gosto dessas camisas de força”, contou. “Talvez você realmente precise do limite imposto por esses ridículos 140 caracteres para inventar algo novo”.

Mitchell é um dos mais importantes escritores da atualidade a publicar uma história no Twitter. Em 2012, a escritora americana Jennifer Egan, ganhadora de um prêmio Pulitzer, publicou o conto Black Box no site de microblogs.

6 sites para baixar livros gratuitamente e de forma legal

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(Foto: wikimedia commons)

(Foto: wikimedia commons)

Luciana Galastri, na revista Galileu

Quer ler mais sem “sentir dor no bolso”? Separamos sites incríveis que disponibilizam obras para download gratuito. Baixe e-books de forma legal, economize e viaje para lugares incríveis na frente do computador (ou do tablet, ou do reader):

1. Open Library – o site (que quer catalogar todos os livros do mundo) possui mais de um milhão de obras para download gratuito, em diversas línguas. Entre os livros em português, encontramos contos e romances de Monteiro Lobato, José de Alencar e Machado de Assis, por exemplo. Se você sabe ler em inglês, as opções são inúmeras.

2. Portal Domínio Público – lista obras em diversas línguas (incluindo 2 mil livros em português) que já estão em domínio público. É possível ler “A Divina Comédia”, de Dante, por exemplo.

3. Projeto Gutemberg – mais de 100 mil livros em diversas línguas. Podem ser baixados em vários formatos.

4. eBooks Brasil – o site tem uma cara antiga e navegação pouco intuitiva, mas seu acervo funciona perfeitamente. Basta navegar pelo formato desejado de eBook pelos links logo abaixo da logomarca e buscar o que você deseja ler.

5. Obras raras da USP – o site reúne imagens de edições incríveis. O acervo ainda é pequeno (não mais que 30 livros) – mas só a chance de explorar essa edição impressionante de Dom Quixote vale a visita.

6. Wikisource – a “biblioteca” da Wikipedia reúne livros que estão sob domínio público ou sob a licença “Creative Commons”.  Na versão lusófona, temos mais de 27 mil textos disponíveis, divididos em categorias como períodos literários, países de origem e anos em que foram escritos.

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