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10 dedicatórias mais fascinantes que encontrei no site “Eu te dedico”

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Marina Franconeti, no Literatortura

O site Eu te dedico (http://eutededico.com.br/) é um daqueles achados na internet que, instantaneamente, se torna um de seus favoritos. A idealizadora do site, Mariana Guglielmelli, teve a brilhante e também sensível ideia de criar um site no qual estão publicadas inúmeras dedicatórias escritas em livros. As pessoas podem enviar a foto do livro e a transcrição de suas dedicatórias, contando um pouco do porquê elas possuírem um significado singular.

São quase histórias paralelas aos livros, podemos descobrir o que motivou algumas pessoas a presentearem as outras com aquelas obras e as histórias que estão ocultas nas palavras de carinho. Por isso, entrei em contato com a Mariana para que ela respondesse apenas algumas perguntas a fim de saber mais sobre o projeto.

Como você teve a ideia de desenvolver o site? Foi observando o valor que tem uma dedicatória na sua vida?

Sempre gostei de dedicatórias, tanto de escrever quanto de ganhar. Tinha uma curiosidade sobre as dedicatórias que as outras pessoas ganhavam ou escreviam, mas só tinha acesso às minhas. Por isso, comecei a percorrer sebos e fotografar as que encontrava. Resolvi criar o blog para compartilhar esses “achados” e também para que as pessoas pudessem enviar suas contribuições.

Como é a experiência de receber essas novas histórias concentradas em poucas linhas, com tanta intensidade, de outras pessoas?

Tem sido uma experiência muito enriquecedora e gratificante. Dá pra perceber como, no fundo, somos todos parecidos – temos histórias de amizade, de ex-amores, de arrependimentos… Além disso, algumas dedicatórias despertaram minha vontade de ler certos títulos e, o que considero mais importante: pelas mensagens que recebo dos leitores, posso dizer que as dedicatórias publicadas, bem como as histórias que as acompanham, têm comovido e incentivado muitas pessoas a escrever dedicatórias e a dar livros como presente.

Qual é a sua descrição sobre a proximidade que a dedicatória fornece entre quem presenteia uma pessoa próxima e esse futuro leitor?

Acho que um livro com dedicatória é um dos presentes mais duradouros que se pode dar para alguém. Hoje em dia, trocamos muitas mensagens o tempo todo, mas elas se perdem. No caso da dedicatória, isso não acontece. Ela funciona como o registro de um momento, de uma intenção e sentimento e é raro que alguém se desfaça de um livro com uma marca tão importante.

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Como se percebe nas falas da Mariana, presentear alguém com um livro é conceder o prazer de viver outra história. Algo muda quando se conhece a fundo as páginas de um livro. A verdade é que o livro é quase uma epifania em palavras e páginas, em estado de ebulição. Se ela não ocorre agora, daqui a uns anos ela pode acertar em cheio o leitor. A questão é que uma epifania, por vezes, não modifica o estado de uma pessoa; é um momento passageiro de revelação. Os livros não. Milhares deles conseguem provocar alterações inimagináveis na vida cotidiana. As dedicatórias do site são repletas de significados.

Vemos pessoas indicando que se tome um copo de cólera às vezes – fato necessário para vivenciar a vida com intensidade -; outra destinando um livro sem qualquer propósito, simplesmente para mostrar o quanto a presença do outro é a delicadeza no mundo. Por isso, o site Eu te dedico é um presente. A possibilidade de multiplicar o acervo de histórias na nossa memória, conhecendo um pouquinho da vida de outras pessoas, provoca em você a vontade de também escrever na primeira página de um livro às pessoas que você admira.

Deste modo, resolvi criar uma lista das dez dedicatórias mais fascinantes do site. Não há nenhuma ordem qualificando-as e com certeza há muitas outras pelo site. Elas chamam a atenção por motivos distintos, tanto para você, leitor, quanto para mim. Foram escolhidas por manifestarem emoções e histórias diferentes: entre artista, escritor e seus fãs, entre namorados, pais e filhos, professor e aluno. Não pude evitar, enquanto escrevia essa matéria, o ímpeto de reler as dedicatórias nos meus livros e relembrar o significado das palavras que estão lá e as que deixei nos livros de meus amigos. Espero que você faça o mesmo!

O fascínio está em concluir que as belas histórias podem estar entre as relações cotidianas. E isso se define muito bem em uma das dedicatórias, escrita no livro A viagem do elefante, de Saramago, presente no site: “O que importa, na viagem, são os passageiros que encontramos no caminho”.

1.Dedicatória no livro Amor em Minúscula – Francesc Milralles.

“De: Marcos Para: Stéfany

Estranho como o amor aparece em nossas vidas
com atos inofensivos, como ir a uma sorveteria
em uma tarde de quinta-feira que acaba se tornando
o início do nosso amor!
Realmente inexplicável esse tal de amor…
Feliz dia dos namorados minha doce e
amada Stéfany, que esse seja apenas o primeiro
de muitos anos juntos!
Vamos crescer juntos e espalhar nosso amor pelo mundo!
O difícil fazemos agora, o impossível levará algum tempo!”.

Definitivamente, esta dedicatória faz muitos roteiros hollywoodianos parecerem fracos. A dedicatória foi de Marcos para a namorada Stéfany Aguiar, como presente de dia dos namorados. E a escolha não foi por acaso. O enredo do livro traz pequenos acontecimentos que mudam a vida das pessoas, tal como a ida a uma sorveteria para que Marcos e Stéfany se conhecessem, mudando totalmente a vida de ambos.

2. Meu doce Rio – Lygia Clark

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“Otavio (Lins?)
meu primo na
afetividade.
Clark”

Encontrar-se com um artista que você admira pode resultar em um livro autografado e nunca esquecido. A dedicatória foi enviada ao site por Clara Browne, a qual diz que o livro, de tão velhinho, já possui uma capa branca, anteriormente vermelha. O pai dela, Otavio Lins, estava numa exposição da artista Lygia Clark, quando a encontrou simplesmente a poucos passos de distância de uma de suas obras. Ele não sabia o que fazer, mas logo a artista o viu e disse “Pode vir. Pode me dar um abraço, pode me dar um beijo. Vem! Vem!”. Ela estava com esse livro e o autografou, dizendo que tinha um primo também chamado Otavio.

3. Toda poesia – Paulo Leminski

“Eu quero fotografar leminski
mesmo as vezes triste
em minhas sorteadas partes inteiras,
este poeta em frases
me tocaste distraída
fiz de mim esmera parte
de sua nunca poesia.
Lua ausente amanhecida
este pão na chapa quente
você endurecida capa
de um livro que
não me pertence.
Mari 14/3/13”

Esta dedicatória é curiosa. Marina, autora dela, escreveu na forma de um poema inspirado em Leminski. E foi um presente que ela resolveu dar a si mesma. A questão é que não deixa de ser uma homenagem endereçada a Leminski também, pela inspiração que ele incita em seus leitores, a transformarem o cotidiano em poesia.

4. A menina que roubava livros, Marcus Zusak

“Carol,
só existe um caminho
ao conhecimento. Só há uma
vereda à herança eterna que o
mundo nos permite: Os livros.
Espero que esse seja um
dos passos (livros) que formará o
perfil de uma grande pessoa.
Aproveite o máximo.
Com carinho e admiração
do seu professor,
Emanuel Freitas
04/set/2009”

Esta foi uma dedicatória que a Caroline Marques recebeu de seu professor de História, no aniversário dela de 15 anos. Tanto a obra quanto a dedicatória se mostram importantes para Caroline, pois foi o primeiro livro que ela ganhou de presente. Até então, a jovem tinha apenas os exemplares comprados por ela ou obras emprestadas. A dedicatória traz à tona o carinho e respeito entre professor e aluno, pois presentear alguém com um livro não deixa de ser a transmissão de um conhecimento ou a promessa de ampliar o olhar para novas histórias. Comove, nessa história, o fato de a figura do professor não deixar somente o conhecimento transmitido ao aluno, mas também o livro como um estímulo para que se encontrem os passos do conhecimento por conta própria.

5. A Terra dos Meninos Pelados – Graciliano Ramos

“Amora,
Esta pequena lembrança é para
te dizer que estar contigo é
ter encontrado a minha serra
de Taquaritu.
Quero que seja sempre minha
Princesa Caralâmpia, que irei (des)vestir
com túnicas cor de nuvens do céu,
enfeitar com broches de vaga-lume e
pulseiras de cobra coral só para o nosso prazer.
do sempre seu Felipe
(ou Pirundo, ou talvez Tatipirun,
ou qualquer coisa que quisermos
nesse jogo de verdade e faz-de-conta que é o amor)”

A particularidade que torna essa dedicatória muito bela é o uso da linguagem de Graciliano Ramos e as referências literárias da obra com a qual o namorado presenteia Alessandra Lemos, no dia dos namorados. Ambos são estudantes de literatura e esta foi a forma que ele encontrou de trazer o olhar sublime e especial da literatura para a vida de ambos.

6. Robin Hood – A lenda da liberdade – Pedro Bandeira

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“Querido amigo Wendell,
eu pretendia entregar-lhe esta
surpresa pessoalmente mas,
como as circunstâncias impediram
nosso encontro, aqui vai a surpresa
carregada com o mesmo carinho.
Do seu amigo Pedro
2012”

e

“Dedico este livro ao meu jovem amigo
Wendell Reis Silva, de Betim, Minas Gerais.”

A história desta dedicatória é fascinante. Wendell Silva, desde criança, é fã do escritor Pedro Bandeira. Por isso, na adolescência, ele entrou em contato com o autor. Pedro, muito gentil, respondeu. E desta forma a relação entre ambos foi se constituindo. Wendell mandava sugestões para as novas aventuras dos Karas, enquanto o escritor respondia dizendo que eram boas. A amizade entre os dois cresceu, Wendell recebeu livros autografados do autor, deu livros a Bandeira. É comovente se identificar com a história entre eles, quem não gostaria de ter estabelecido o mesmo contato com Pedro Bandeira e poder conversar sobre as aventuras dos Karas? Bom, chegou o dia em que eles finalmente se conheceriam na Bienal do livro em BH. Porém, houve uma chuva forte, que cancelou justamente o dia em que ele poderia encontra-lo. Mas, felizmente, Pedro Bandeira já preparava uma surpresa a Wendell: ele mandou ao jovem, pelo correio, um livro especialmente dedicado a ele. Felizmente, mais tarde, Wendell conheceu Pedro num evento do SESC Palladium. Um exemplar que é impossível de esquecer.

7. Ask the Dust, John Fante

“A ti não necessitaria escrever;
seriam seus a dedicatória,
o prólogo
as linhas, os pontos finais, vírgulas,
acentos e
o resto.
O todo.
Pois sem ti não haveria o verbo,
Amor.
Paulo Gustavo
03/08/13”

A explicação é simples para a dedicatória ter sido especial a Regina Trindade. Ela recebeu de seu “pequeno Fante”, referência ao autor do livro. A beleza se encontra na forma poética com que ele expressa a necessidade da existência dela para que conhecesse o significado do verbo Amar e existisse cada item da dedicatória.

8. Guia dos mochileiros das galáxias – Douglas Adams

“Oi, amor!
Bom, eu sei que não fui democrática na escolha
do livro, não faço ideia se gosta desse estilo,
mas isso daqui é uma das minhas paixões
da vida, e como você é outra, quero te apresentar a essa.
Eu pedi pra não abrir enquanto estivesse
aí porque espero que até lá tenha conseguido
falar (sonoramente) que te amo.
Porque, olha, eu te amo.
Eu te amo daqui até o Restaurante no Fim do Universo.
E você é pra mim, hoje, minha Vida, Universo e Tudo Mais.
E você sabe o quanto me tornou (praticamente) inofensiva.
T.
Até mais, e obrigada pelos peixes!”

Esta dedicatória foi escrita pela Thalita Pires ao namorado, livro que ela comprou para presenteá-lo durante a viagem que os dois fariam. As referências ao enredo do livro tornam-na encantadora, como uma demonstração física de que o amor dos dois alcança o infinito dos enredos literários e até de possíveis universos.

9. O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry

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“A Taci Do Dr. Roberto.
“A infância é a melhor fase da
nossa vida’ Em 23/dez/73
Roberto da Rocha e Silva”

A dedicatória é simples, mas a história que a envolve é belíssima. Mariana Rocha conta que o livro foi dado pelo pai a mãe dela quando eles estavam prestes a se casar. Ambos se separaram há 10 anos. A questão é que a mãe optou por se desfazer dos pertences que o lembrava. Quando Mariana casou, ela levou consigo as poucas lembranças que sobraram deles juntos. E uma das mais importantes é esse exemplar do Pequeno Príncipe. Mas foi necessário guardá-lo com muito cuidado, pois uma das irmãs queria levá-lo para casa e a mãe ouviu parte da conversa. Para que o livro não fosse destruído, Mariana correu para escondê-lo e registrar a dedicatória numa foto.

10. Livro feito por Paola Sardenberg

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“Dedicatória:
Eu dedico esse livro a minha
avó porque está sempre ao meu
lado te amo vovó”

Esta aqui é tão adorável que derreteria o coração até do Grinch, a ponto deste dizer que ama o Natal. Falo da dedicatória escrita por Paola Sardenberg, no período de sua alfabetização. O amor pela avó fez com que Paola escrevesse um livrinho com uma dedicatória a ela. Para uma criança que está aprendendo a escrever, cada letra tem um forte significado. Deveríamos mantê-lo até hoje. A palavra carrega o que, por vezes, só existe no silêncio. Por isso, essa dedicatória, escrita com tanta doçura, merece muito estar aqui. A Paola, já adulta, reencontrou essa dedicatória após duas semanas sem sua avó. Portanto, é uma lembrança forte marcada no papel, para se guardar com carinho.

EUA deixam de fora caso homossexual de autobiografia de Morrissey

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Publicado no UOL

Capa da autobiografia de Morrissey, "Autobiography", lançada pela editora Penguin Classics

Capa da autobiografia de Morrissey, “Autobiography”, lançada pela editora Penguin Classics

A versão americana de “Autobiography”, a autobriografia do líder dos Smiths, o britânico Morrissey, deixa de fora o caso homossexual que ele teve com o fotógrafo Jake Owen Walter, de acordo com a publicação WENN.

O livro, que estreia nos Estados Unidos nesta semana depois de grande sucesso no Reino Unido, corta uma foto de Walters enquanto criança, além de apagar o nome dele em uma história sobre uma noitada de Morrissey com a volalista do Pretenders, Chrissie Hynde.

Segundo o site especializado em música Spin, na verdade, Morrissey não se refere a Walters como amante, apesar de o afeto ser descrito de forma bastante clara na autobiografia.

Além disso, a não menção do caso homossexual, que durou dois anos e que fez que Morrissey se intitulasse como uma pessoa “atraída por seres humanos”, é um detalhe dos muitos que foram deixados de fora quando a editora GP Putnam Sons decidiu lançar o livro do outro lado do atlântico.

De acordo com as publicações americanas que relataram o assunto, como a própria Spin e o site da revista “Billboard”, o cantor ainda não se pronunciou sobre este fato.

A Globo Livros informou que a edição brasileira será publicada na íntegra, sem nenhum tipo de interferência. \o/

Obras inéditas de J. D. Salinger vazam na internet e contrariam vontade do autor

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Publicado por Folha de S.Paulo

Três contos nunca publicados do escritor americano J. D. Salinger (1919-2010) vazaram na internet, após aparecerem em um leilão do site de compras eBay.

As histórias estão coletadas em um livro intitulado “Three Stories”, comprado no site por cerca de R$ 250 e cuja origem é desconhecida. Um link para um arquivo PDF do livro foi então postado no Reddit, um site de compartilhamento de conteúdo.

Um dos contos, “Ocean Full of Bowling Balls”, é considerado um prelúdio do livro mais famoso de Salinger, “O Apanhador no Campo de Centeio”. A biblioteca da Universidade de Princeton era a única a possuir uma cópia da obra, disponível para leitura sob supervisão.

Livros e foto do escritor norte-americano J. D. Salinger, autor de "O Apanhador no Campo de Centeio" / Amy Sancetta/Associated Press

Livros e foto do escritor norte-americano J. D. Salinger, autor de “O Apanhador no Campo de Centeio” / Amy Sancetta/Associated Press

A divulgação da obra contraria a vontade do autor, morto em 2010, para quem o conto não deveria ser publicado antes de 2060, 50 anos após sua morte.

Os dois outros contos, “Paula” e “Birthday Boy” podiam ser encontrados na Universidade do Texas.

Segundo o documentário “Salinger”, lançado em setembro nos Estados Unidos, cerca de cinco obras do escritor seriam lançadas entre 2015 e 2020, a pedido dele.

Um estudioso de Salinger, Kenneth Slawenski, confirmou a autenticidade das obras vazadas.

Compra de livros cresce, mas pequenas livrarias, não

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O consumo de livros pelos brasileiros cresceu 7,2% em 2011 em comparação a 2010 (Foto: Dreamstime/Terra)

Publicado por Terra

Pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgada na Câmara Brasileira do Livro (CBL) aponta que no ano de 2011 foram vendidos 470 milhões de livros no País. Isso representou um crescimento de 7,2% no total de exemplares comercializados em relação ao ano anterior. As editoras atingiram a casa dos R$ 4,837 bilhões em faturamento – um crescimento de 7,36% sobre 2010.

Segundo dados da Associação Nacional das Livrarias (ANL), o Brasil tem cerca de 88,2 milhões de pessoas que leram um livro nos últimos três meses. Os dados mostram que o mercado como um todo está realmente aquecido, mas as livrarias não acompanham o mesmo ritmo. Elas fecharam o ano de 2011 com um aumento de faturamento de 5,26%, o que não chegou a recuperar a inflação do período, que foi de 6,5%. E o crescimento veio principalmente das grandes empresas do setor. As redes com mais de cinco lojas representavam 29,41% do mercado em 2010 e subiram para 34,88% em 2011. “E estão em plena expansão”, conta o presidente da ANL, Ednilson Xavier.

Vera Lúcia Souza, proprietária da Livraria BKS, com duas lojas no centro de São Paulo, acredita que o comercio de livros por grandes redes tem características que dificultam a vida das pequenas empresas. “Eles têm outros produtos, além dos títulos. Podem abaixar os preços e até vender ao valor de custo, embutindo isso em outras coisas, como televisores. E quem vende só livro não pode fazer o mesmo”, afirma.

A livreira, que está há 15 anos no mercado, conta que há sete anos resolveu segmentar o negócio na venda de livros de arquitetura, para competir com as grandes. Há um ano e meio, inaugurou uma loja na Vila Buarque, no centro de São Paulo. Com tudo isso, aumentou seu faturamento em 6% em 2011 em comparação ao ano anterior. “Sendo uma livraria especializada, conseguimos oferecer títulos e exclusividades que as grandes, por serem mais genéricas, não conseguem. É assim que sobrevivemos no mercado”, diz.

Vagner Chimenes, gerente da Capítulo 4, localizada no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, afirma que as grandes são uma ameaça principalmente pela presença nos shopping centers. Para ele, a solução é apostar nas plataformas de comunicação e nas mídias sociais, visando conhecer melhor o público e criar interesse. Eventos, como palestras com autores ou encontros com contadores de histórias infantis, podem fazer das pequenas lojas um espaço mais visitado.

Venda online
Para Alexandre Martins Fontes, diretor e proprietário da Livraria Martins Fontes, que conta com três livrarias em São Paulo, a venda online é uma opção para reforçar a presença física. “Geralmente, o cliente entra no site olha o que lhe agrada, mas vem buscar na loja. Não vejo isso como um grande problema”, conta.

Segundo Alexandre, o que deve preocupar o mercado livreiro não são as novas formas de venda, mas a falta de leitores. “É excelente que o brasileiro esteja lendo mais. Quanto mais gente vendendo e divulgando, melhor. Afinal, o temor deve estar na falta de consumo do nosso produto”, pontua.

E-books
Vera afirma que os e-books ainda têm uma presença muito pequena no País e, por isso, até o momento não os vê como um concorrente forte. “Acredito que eles podem atrair os jovens para a leitura, mas não são uma ameaça aos livros”, diz.

A chegada da Amazon.com ao Brasil, no entanto, deve trazer mais movimentação a esse mercado. A empresa americana deve iniciar as atividades no País ainda neste ano. Vagner acredita que o impacto dos e-books na venda dos livros tradicionais é uma realidade distante. “Em outros países, eles já estão há algum tempo no mercado e não diminuíram as vendas”, avalia.

dica do Jarbas Aragão

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