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”’A Peste”’, de Albert Camus, vira best-seller em meio à pandemia de coronavírus

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Livros de ficção que se passam em situações de epidemias ou pandemias, como Ensaio Sobre a Cegueira 1995 , do português José Saramago, e de não-ficção que descrevem a disseminação de doenças no passado estão constantemente nas listas de mais vendido

Publicado no Folhago

Numa pequena cidade da costa argelina, na década de 1940, a vida dos habitantes segue sua rotina até que milhares de ratos começam a surgir do subterrâneo e morrer aos milhares. Logo as pessoas também começam a pegar a doença — e seu destino é, em muitos casos, o mesmo.

Essa narrativa, escrita em 1947 pelo franco-argelino Albert Camus, tem atraído muitos leitores em diversos países da Europa, em meio à pandemia de coronavírus.

Não só ela — livros de ficção que se passam em situações de epidemias ou pandemias, como “Ensaio Sobre a Cegueira” (1995), do português José Saramago, e de não-ficção que descrevem a disseminação de doenças no passado estão constantemente nas listas de mais vendidos.

No Brasil, isso ainda não está acontecendo. A editora Record, que publica a versão brasileira mais recente de “A Peste”, diz que ainda não viu aumento na procura. A Livraria da Vila, uma das principais de São Paulo, informou à BBC que, por enquanto, não notou aumento nas vendas ou na procura por títulos do gênero.

“Encaramos com naturalidade que os europeus estejam procurando se informar por meio de obras com a temática, uma vez que a Europa já passou por grandes epidemias ao longo dos séculos e é uma das regiões mais atingidas pelo coronavírus. No entanto, a situação no Brasil é distinta e não há como prever os próximos cenários”, disse a administração da livraria, por e-mail.

A livraria afirma que, por ser um fenômeno recente no Brasil, ainda não está preparando ações específicas, como pedidos às editoras de livros sobre o tema, mas pode recomendar alguns livros, como “História da Humanidade Contada Pelo Vírus”, de Stefan Cunha Ujvari; “Cidade Febril- Cortiços e epidemias na corte imperial”, de Sidney Chalahoub e “Peste e Cólera”, de Patrick Deville.

A BBC procurou outras grandes livrarias, como Cultura, Travessa e Martins Fontes, mas não teve resposta.

Se não no Brasil, esses livros estão vendendo mais? Do que tratam? O que têm a ver com a realidade do surto de coronavírus? Que lições nos oferecem sobre como lidar com o surto? Por que as pessoas buscam esses livros?

Na opinião do pesquisador de Camus Raphael Luiz de Araújo, doutor em letras pela Universidade de São Paulo e tradutor de Os primeiros Cadernos de Albert Camus, “diante da doença precisamos nos repensar — quem somos, o que estamos enfrentando. Por falarem da condição humana (esses livros ganham interesse)”.

Além disso, pensa ele, serve como um espelho e uma maneira de não nos sentirmos sozinhos em meio à incerteza da epidemia. “E é também uma forma de buscar esclarecimento, tem um potencial didático, que é pensar como foi para pessoas que viveram e pensaram nisso”, palpita Araújo.

“É uma busca por dar forma à experiência, o que o (crítico) Antonio Candido chamava de fabulação. A Peste e outros clássicos trazem explicações de princípios sem que a gente entre na religião, oferecem caminhos para a nossa busca ética”, resume ele.

A peste

O romance “A Peste” foi publicado em 1947, pouco após o fim da Segunda Guerra Mundial, e conta a história da chegada de uma epidemia à cidade argelina de Orã. O personagem principal é um médico, Rieux, que combate a doença até o momento em que ela se dissipa, depois de muitas mortes. O narrador descreve como a população reage, indo da apatia à ação, e como alguns se expõem a risco para enfrentar a disseminação da peste. Há aproveitadores, como um personagem que lucra com um mercado paralelo de produtos. Num primeiro momento, as autoridades hesitam em publicizar a doença, algo que Camus veria de forma crítica, diz Araújo — sua obra sempre volta ao tema da importância de nomear as coisas.

Nos anos 1940, diz Araújo, Camus vinha pesquisando sobre como se deram algumas epidemias na Argélia e na Europa. Ele próprio sofrera com doenças, a tuberculose, e privações, por ser de uma família argelina pobre.

Logo após sua publicação, o livro foi lido como uma analogia sobre a ocupação alemã em Paris durante a Segunda Guerra, em parte por causa da epígrafe do livro, uma frase do escritor Daniel Defoe: “É tão válido representar um modo de aprisionamento por outro quanto representar qualquer coisa que de fato existe por alguma coisa que não existe”. Araújo lembra que, numa carta a Roland Barthes de 1955, Camus afirma que a obra descreve “a luta da resistência europeia contra o nazismo”.

Araújo aponta alguns paralelos com o momento atual: “a questão do conhecimento. Vivemos um momento em que há desinformação, fatos vêm sendo contestados. Em “A Peste” há um cuidado de mostrar as coisas como são de fato. O livro fala que existe (na história) um problema de abstração. A desinformação, a abstração, geram histeria, comportamentos levianos ou xenofóbicos, como temos visto”, interpreta ele.

Outra coincidência é a questão de burocratização das informações sobre as mortes, que pode gerar certa desumanização dos casos, opina ele. Na ficção, o número de mortes é anunciado diariamente numa rádio. Por outro lado, o narrador descreve algumas das mortes, o que faz o leitor senti-las de uma forma mais direta.

Para Araújo, uma lição a ser tirada do romance é a do reconhecimento da coletividade. A cidade passa a se reconhecer como um grupo em sua luta contra a doença. “Neste momento em que temos divisões muito marcadas no Brasil, é um convite a pensar sobre nós como coletivo. O que atravessarmos vamos atravessar juntos. Não é ‘cada um que se salve’. Como diz o Camus, a peste vira assunto de todos. Os problemas que nos atingem são de todos, não é só de quem apoia um ou outro governo. Ninguém está acima de ninguém”, diz o acadêmico.

Livros que estão vendendo bem

Na França, as vendas de “A Peste” chegaram a mais que dobrar nas primeiras oito semanas de 2020, comparado ao mesmo período de 2019, segundo a publicação de estatísticas de mercado editorial Edistat. O país registrava 30 mortes pelo vírus até terça-feira.

Na Itália, o segundo país mais impactado pelo vírus depois da China, o aumento de vendas colocou o romance na lista dos dez mais vendidos, segundo a revista literária francesa Actuallité.

Todo o país está sob medidas de emergência, determinadas pelo governo, para conter a contaminação da população pelo vírus.

A Amazon italiana tem entre seus 100 livros mais vendidos diversos exemplos de narrativas de ficção e não-ficção sobre epidemias, como “Virus, La Grande Sfida” (Vírus, o grande desafio, em tradução livre), do virologista Roberto Burioni. O livro, segundo a sinopse, “descreve a natureza e o funcionamento dos vírus, sua transmissão de animais para seres humanos, a evolução de nosso conhecimento científico sobre ele, os efeitos devastadores das epidemias na história da humanidade e as batalhas travadas no último século contra elas”.

“Ensaio sobre a Cegueira”, do romancista português José Saramago, também anda nos altos postos da lista. O livro conta a história de uma “treva branca” que vai deixando cegos, um a um, os habitantes de uma cidade.

No Reino Unido, leitores também vêm procurando “A Peste”, que deve ser reimpresso pela editora Penguin, já que já quase não há mais exemplares em estoque na Amazon.

O livro “The Great Influenza: The Story of the Deadliest Pandemic in History” (A grande gripe: a história da pandemia mais mortal da história, em tradução livre) estava entre os 100 mais lidos na versão britânica do site.

A narrativa de não ficção fala sobre “o vírus da gripe mais letal da história”, segundo a sinopse. “No auge da Primeira Guerra Mundial, irrompeu em um acampamento do exército no Kansas, expandiu para o leste com tropas americanas e depois explodiu, matando até 100 milhões de pessoas em todo o mundo. Matou mais pessoas em 24 meses do que a AIDS matou em 24 anos, mais em um ano do que a Peste Negra matou em um século.”

“Como o autor sabia?”

“Não costumo ler esse tipo de livro, mas tive que lê-lo porque estamos 2020 e no meio do avanço do coronavírus. Como o autor sabia?”, se pergunta um leitor no site britânico da Amazon sobre o romance The Eyes of Darkness (Os olhos da escuridão, em tradução livre), de 1981, escrito pelo americano Dean Koontz.

Assim como ele, muitos se perguntaram, em redes sociais, se o autor havia “previsto” a expansão da doença. Koontz de fato descreve no livro um vírus fictício que se chama “Wuhan-400” e cujo nome refere-se à cidade chinesa onde começou o surto de coronavírus. No entanto, o vírus, no romance fictício, é uma arma biológica da China, desenvolvida em laboratório, e não um micróbio que se espalha espontaneamente pelo mundo. Além disso, o vírus do livro é mais letal e se espalha mais rapidamente.

Em sua primeira versão, publicada em 1981, o vírus fictício não vinha da China, mas sim da Rússia, e se chamava Gorki-400, segundo a agência de notícias Reuters. A segunda versão saiu em 1989.

Não apenas livros

O filme “Contágio” esteve entre os mais vistos nas plataformas iTunes e Google Play, algo que pode ser considerado um marco para um filme que não é estreia.

No enredo, Beth Emhoff (Gwyneth Paltrow) retorna ao Estado de Minnesota (Estados Unidos) após uma viagem de negócios em Hong Kong e começa a se sentir mal. Emhoff atribui seus sintomas ao fuso horário.

No entanto, dois dias depois ela morre, sem que os médicos encontrem a causa. Logo depois, outras pessoas começam a manifestar os mesmos sintomas e, logo, é desencadeada uma pandemia que as autoridades de saúde tentam conter.

Em menos de um mês, o número de mortos na história chega a 2,5 milhões nos EUA e 26 milhões em todo o mundo.

No momento de seu lançamento, alguns especialistas elogiaram a maneira como o filme refletia a situação de uma pandemia.

Mas o que a realidade do coronavírus chinês realmente tem em comum com a ficção do filme de Soderbergh?

Um tema comum é que ambos os vírus se originam na China e os morcegos parecem desempenhar um papel preponderante.

Especialistas da Organização Mundial da Saúde apontam que é muito provável que o novo coronavírus venha de morcegos. Eles estimam que ele teve que pular primeiro para um grupo de animais não identificado antes de poder infectar humanos.

O filme mostra imagens de cidades em quarentena, aeroportos fechados, profissionais de saúde com trajes especiais, pessoas com máscaras, cidades vazias, lojas fechadas… Essas cenas vêm se tornando mais comuns, com China e Itália sob medidas de emergência para conter a disseminação do vírus.

No filme, entretanto, a doença tem contágio mais rápido e é mais letal.

Na história, pesquisadores conseguem produzir e distribuir uma quantidade limitada de vacinas em apenas 90 dias.

A realidade do coronavírus é diferente, ainda que, diferentemente dos surtos de vírus anteriores em que as vacinas para proteger a população levavam anos para serem desenvolvidas, a busca por um medicamento para controlar a disseminação da pneumonia de Wuhan tenha começado poucas horas após a identificação do vírus.

Fundação de Jorge Paulo Lemann indica 10 livros para alavancar a carreira

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Paula Zogbi, no InfoMoney

SÃO PAULO – A Fundação Estudar, do empresário e filantropo Jorge Paulo Lemann, enviou ao InfoMoney uma lista com livros essenciais para aqueles que desejam alavancar a carreira. A curadoria foi produzida por especialistas da Fundação, cujo objetivo é melhorar o país traçando trajetórias de impacto para os jovens brasileiros.

Confira os títulos e uma breve descrição de cada um:

1.     Garra (Grid), de Angela Duckworth

Neste livro obrigatório para todos que desejam alcançar o sucesso, a psicóloga Angela Duckworth demonstra para pais, estudantes, educadores, atletas e empreendedores que o segredo para realizações incríveis não é o talento, mas uma mistura de paixão e perseverança que ela chama de “garra” – a capacidade de perseverar e produzir resultados além do puro talento, da sorte ou das eventuais derrotas. Ao usar como exemplo a própria história como filha de um cientista que, com frequência, notava sua falta de “genialidade”, Duckworth, agora professora e pesquisadora renomada, descreve as primeiras revelações que a levaram à hipótese de que não é a “genialidade” que realmente conduz ao sucesso, mas uma combinação especial de paixão e perseverança. Em “Garra”, ela cita o caso dos cadetes que se esforçam em seus primeiros dias na Academia Militar de West Point e de professores que trabalham nas escolas mais difíceis de lecionar dos Estados Unidos. Destaca conceitos e insights fascinantes buscados tanto na história quanto nos mais modernos experimentos sobre alta performance e, finalmente, compartilha com o leitor o que aprendeu ao entrevistar dezenas de pessoas bem-sucedidas nos mais diversos campos de atuação: do CEO do J. P. Morgan a um cartunista da The New Yorker e um treinador da National Football League, entre outros. Pessoal e inspirador, capaz de transformar vidas, “Garra” é um livro sobre o que se passa na cabeça das pessoas durante as derrotas e como isso – não o talento ou a sorte – pode fazer toda a diferença.

2.     Empresas feitas para vencer (Good to great), de Jim Collins

Considerado, pela Time Magazine, um dos livros de negócios mais importantes de todos os tempos, esta obra seminal de Jim Collins responde a seguinte pergunta: Como empresas boas, medianas e até ruins podem atingir uma qualidade duradoura? Empresas feitas para vencer mostra como as grandes empresas triunfam no decorrer do tempo e como o desempenho sustentável a longo prazo pode ser inserido no DNA de uma organização desde sua concepção. Collins apresenta exemplos que desafiam a lógica e transformam a mediocridade em uma superioridade duradoura. O autor apresenta também quais são as características universais que levam uma empresa a se tornar excelente e outras não. Os resultados do estudo irão surpreender muitos leitores e lançar novas abordagens sobre quase todas as áreas da gestão.

3.     Vencedoras por opção (Great by choice), de Jim Collins e Morten T. Hansen.

Este livro busca enumerar princípios para construir uma empresa de sucesso em tempos tidos como imprevisíveis e tumultuados. Os autores procuraram estudar companhias que alcançaram sucesso em cenários caracterizados por mudanças bruscas em que os gestores não podiam prever nem controlar. Depois, pretenderam comparar o desempenho dessas empresas com o de outras que não tiveram sucesso neste mesmo mercado. A obra visa apresentar estes resultados, tais como o estilo dos líderes das empresas de sucesso, inovação, o problema em seguir com velocidade decisões e ações.

4.     O lado difícil das situações difíceis (The hard thing about hard things), de Ben Horowitz

Em O lado difícil das situações difíceis, Ben Horowitz, um dos empreendedores mais respeitados e experientes do Vale do Silício, conta a história de como ele mesmo fundou, dirigiu, vendeu, comprou, geriu e investiu em empresas de tecnologia, oferecendo conselhos essenciais e normas de sabedoria prática para ajudar os empreendedores a resolver os problemas mais difíceis – aqueles de que as faculdades de administração não tratam. Seu blogue alcançou um público dedicado de milhões de leitores, que passaram a confiar no autor para ajudá-los a gerir suas próprias empresas. Horowitz, grande fã de rap, ilustra as lições empresariais com letras de suas músicas favoritas e fala a verdade nua e crua sobre os assuntos mais espinhosos, desde como demitir um amigo até saber o melhor momento para vender a empresa.

5.     Faça acontecer (Lean in), de Sheryl Sandberg

Neste livro absolutamente inspirador, Sheryl Sandberg investiga as razões de o crescimento das mulheres na carreira estar há tantos anos estagnado, identificando a raiz do problema e oferecendo soluções práticas e sensatas para que elas atinjam todo o seu potencial. Eleita uma das dez mulheres mais poderosas do mundo pela revista Forbes, Sheryl encoraja as mulheres a sonharem alto, assumirem riscos e se lançarem em busca de seus objetivos sem medo. Ela acredita que um maior número de mulheres na liderança levará a um tratamento mais justo de todas as mulheres. A executiva faz uma autorreflexão sincera sobre os acertos e os erros de sua carreira, que, unidos a uma pesquisa vasta, resultaram neste livro escrito com humor e sabedoria. “Faça acontecer” é um manifesto feminino para homens e mulheres, fundamental para se pensar os impasses e as questões de gênero no mundo do trabalho.

6.     Fora de Série (Outliers), de Malcolm Gladwell

O que torna algumas pessoas capazes de atingir um sucesso tão extraordinário e peculiar a ponto de serem chamadas de “fora de série”? Baseando-se na história de celebridades como Bill Gates, os Beatles e Mozart, Malcolm Gladwell mostra que ninguém “se faz sozinho”. Todos os que se destacam por uma atuação fenomenal são, invariavelmente, pessoas que se beneficiaram de oportunidades incríveis, vantagens ocultas e heranças culturais. Tiveram a chance de aprender, trabalhar duro e interagir com o mundo de uma forma singular. Esses são os indivíduos fora de série. Para Gladwell, mais importante do que entender como são essas pessoas é saber qual é sua cultura, a época em que nasceram, quem são seus amigos, sua família e o local de origem de seus antepassados, pois tudo isso exerce um impacto fundamental no padrão de qualidade das realizações humanas. E ele menciona a história de sua própria família como exemplo disso.

7.     O poder da confiança (Speed of Trust), de Stephen M R Covey

Revolucionário e rompedor de paradigmas, o livro demonstra que a confiança é um fator de motivação econômica extremamente importante – uma habilidade adquirível e mensurável que torna as organizações mais lucrativas, as pessoas mais evidentes, os relacionamentos mais intensos. Covey, antigo Diretor Geral da Covey Leadership Center (fundada por seu pai, Dr. Stephen R. Covey), aborda sobre sua experiência de liderar uma empresa de US$100 Milhões de Dólares, para explicar como a confiança pode ajudar as pessoas a criar sucesso sem precedentes e prosperidade sustentável em cada aspecto da vida. Ele aponta os 13 comportamentos comuns aos Líderes altamente confiáveis e apresenta argumentos persuasivos que nos ajudam a aumentar e inspirar confiança em todos os nossos relacionamentos importantes.  O livro O Poder da Confiança, delineia um mapa para se estabelecer confiança em todos os níveis, construir caráter e competência, melhorar a credibilidade e criar uma liderança que inspire confiança.

8.     Extreme ownership, de Jock Willink e Leif Babin

Enviados para o mais violento campo de trabalho do Iraque, Jock Willink, Leif Babin e sua unidade da SEAL, enfrentaram uma missão aparentemente impossível: ajudar as forças norte-americanas a protegerem Ramadi, uma cidade considerada “quase perdida”. Ao lidar com vitórias difíceis, heroísmo e perdas trágicas, eles aprenderam que liderança, em todos os níveis, é o fator mais importante na vitória ou na perde de uma equipe. Depois de deixarem as equipes SEAL, lançaram a Echelon Front, uma empresa que ensina esses mesmos princípios de liderança para empresas e organizações. Desde startups promissoras até empresas presentes na Fortune 500, Babin e Willink ajudaram dezenas de clientes em uma ampla gama de segmentos a construir suas próprias equipes de alto desempenho e dominar seus campos de batalha. Agora, detalhando a mentalidade e os princípios que permitem às unidades SEAL realizar as missões mais difíceis em combate, a Extreme Ownership mostra como aplicá-las a qualquer equipe, família ou organização. Cada capítulo enfoca um tópico específico, explicando por que é importante e como implementá-los em qualquer ambiente de liderança. Uma narrativa atraente com instrução poderosa e aplicação direta, Extreme Ownership revoluciona a gestão de negócios e desafia líderes em todos os lugares a cumprir seu objetivo final: liderar e ganhar.

9.     Start with why, de Simon Sinek

Ao estudar os líderes que tiveram maior influência no mundo, Simon Sinek descobriu que todos pensam, agem e se comunicam exatamente da mesma maneira – e é o oposto completo do que todo mundo faz. Pessoas como Martin Luther King Jr., Steve Jobs e os irmãos Wright podem ter pouco em comum, mas todos começaram com o porquê. Com base em uma ampla gama de histórias da vida real, Sinek tece uma visão clara do que realmente leva para liderar e inspirar.

10.  Cultura de Excelência, de David Cohen

Criada em 1991 com objetivo disseminar uma cultura de excelência e alavancar os estudos e a carreira de universitários e recém-formados, a Fundação Estudar contabiliza seu impacto com 617 ex-bolsistas, 25 mil jovens beneficiados pelos cursos e 15 milhões de pessoas alcançadas pelos canais disponíveis na Internet. Como forma de celebrar essas histórias de sucesso, o jornalista David Cohen escreveu o livro Cultura de Excelência, lançado pela editora Sextante, convidando o leitor a conhecer a trajetória da Estudar, seus valores e métodos por meio de grandes cases de sucesso. Em Cultura de Excelência, cada capítulo se debruça sobre um dos seis princípios básicos em que a fundação se baseia para guiar o profissional à tão sonhada excelência. Esses valores – ter metas ambiciosas, trabalhar duro, unir-se a gente boa, investir em conhecimento, assumir o papel de protagonista em sua história e almejar um impacto positivo na sociedade – são o fio condutor do livro e são apresentados por meio de histórias inspiradoras de gente dedicada e comprometida, que seguiu à risca os ensinamentos da Fundação Estudar e hoje tem lugar de destaque no âmbito profissional.

Dia do Orgulho Nerd | O Dia da Toalha

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Jhony Nicola, no Trecobox

Saiba mais sobre a origem de uma das datas mais importantes do universo geek e nerd

Dia 25 de maio é comemorado o Dia do Orgulho Nerd, também conhecido como Dia da Toalha. O nome é referência direta a série de livros Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams.

Douglas Adams, autor do Guia do Mochileiro das Galáxias.

Douglas Adams, autor do Guia do Mochileiro das Galáxias.

 

Trata-se de uma obra completa em cinco livros, sendo o quinto título escrito por Eoin Colfer, autorizado pelos hedeiros de Adams após sua morte em 2001.

Trilogia dos cinco livros. De Douglas Adams.

Trilogia dos cinco livros. De Douglas Adams.

 

Porque a toalha?

A toalha, tornou-se símbolo icônico da saga de Arthur Dent e seu companheiro extraterrestre Ford Prefect. Segundo o Guia do Mochileiro que Ford apresenta na obra ela é:

Um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.
Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito. – Guia do Mochileiro das Galáxias, Capítulo 3.

Assim, com a morte de Douglas Adams, fãs do autor, que não eram poucos, o homenagearam utilizando um símbolo icônico de sua obra, sendo a toalha a principal eleita.

E porque o livro?

Os livros contam com um enredo repleto de aventuras fictícias que são hit entre o público nerd e geek: Temas como leis da física, viagens interplanetárias, conhecimento aplicado sobre história e geografia da galáxia, descrição exímia de espécies e objetos criados pelo autor, faz com que a obra seja considerada uma “bíblia” que reforça como é o universo dessa tribo, retratando com muito humor coisas das quais mais gostamos.

E o que Star Wars tem a ver com isso?

Pois é caros. Coincidentemente, dia 25 de maio também é conhecido como dia do Orgulho Nerd, onde outro hit cativo entre nós ganhou destaque. Trata-se de Star Wars, que teve a premiére de seu primeiro filme ( Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança) nessa data, mais precisamente no ano de 1977. Atualmente o dia também ganha o nome de Dia do Orgulho Geek, que é uma ramificação da tribo do mesmo gênero mas com algumas características diferentes.

Cartaz promocional de Star Wars: Uma Nova Esperança.

Cartaz promocional de Star Wars: Uma Nova Esperança.

Contudo, o dia 25 de maio é um dia para se comemorar. A feliz mistura destas comemorações tornam legítimo e nosso um único feriado onde se celebra o orgulho de ser quem somos.

Seja você um gamer, um otaku, um viciado em HQs, um leitor voraz de Tolkien, um aficionado por séries ou um pouco de tudo isso, estamos todos num mesmo barco, numa mesma tribo.

Então bora sair para comemorar. As livrarias, os cafés, as lojas de games e promoções na internet estão fervilhando oportunidades!

Viva o dia do Orgulho Nerd!

12 situações que todo apaixonado por livros que está ‘sem tempo’ para ler passa

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Provavelmente sua casa está virando uma biblioteca de livros “não lidos”

Girrana Rodrigues, no Elástica

Quem adora ler e ingressa na universidade ou arruma um emprego que toma muito tempo, pode se preparar: vai ser cada vez mais difícil arrumar um espaço na sua rotina que encaixe a leitura de um bom livro. Listamos 12 situações que todo amante de livro passa quando está sem tempo.

1. Você sente saudades daquela época em que sua média mínima de leitura era de três livros por semana

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2. E que dava para escolher o livro que você leria

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3. Você lia mesmo aqueles que “não estava tão afim ” porque tinha MUITO tempo

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4. Agora você tenta revezar suas leituras da faculdade com as que tinha planejado e acaba lendo metade de cada

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5. Aquelas madrugadas em claro para chegar ao fim da história são coisas do passado e você só consegue sentir sono

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6. Aliás, o sono tem te impedido de ler qualquer coisa no transporte público

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Sensibilidade, um dom de poucos

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Por que Tolstoi foi Tolstoi? Ou melhor, como Tolstoi conseguiu escrever o que escreveu? Ou então Victor Hugo? Ou então Miguel Cervantes? Ou então Goethe? Ou então Machado de Assis? Ou então Kafka? Como esses sujeitinhos tiveram a capacidade de expressar tantos sentimentos, situações e pensamentos humanos e de maneira tão viva e transformadora?

Tolstoi, autor de Guerra e Paz e de Anna Karenina

Tolstoi, autor de Guerra e Paz e de Anna Karenina

Max Fritz, no Obvious

Victor Hugo, autor de Os Miseráveis

Victor Hugo, autor de Os Miseráveis

Nosso querido Machado de Assis

Nosso querido Machado de Assis

Já busquei a resposta inúmeras vezes. Teriam eles alguma capacidade especial, ou seria apenas fruto de muito trabalho? Um grande amigo certa vez me disse ser a sensibilidade a grande diferença entre os grandes escritores e as pessoas “meramente comuns”. Achei essa resposta bastante convincente.

Pouquíssimas pessoas teriam capacidade de escrever, por exemplo, Grandes Expectativas. Somente um espírito aguçado e extremamente sensível às relações humanas e às formas como as pessoas de realidades sociais distintas interagem como o de Dickens poderia, de forma tão realista, narrar a estória de Pip.

O grande Charles Dickens

O grande Charles Dickens

Há um certo senso comum impregnado em quase todo mundo (suspeito e já ouvi dizer ser decorrência de ideias de Nietzsche, outro com indubitável sensibilidade ao mundo) de que qualquer indivíduo, com empenho e esforço próprio suficiente, poderia chegar aonde quisesse e, por exemplo, escrever um grande clássico. Mas duvido, com todas as forças, que haja 5 vivalmas capazes de escrever um livro do porte e da profundidade sentimental de Crime e Castigo, de Dostoievski.

Dostoievski, cuja sensibilidade é inigualável

Dostoievski, cuja sensibilidade é inigualável

Trata-se de um dom: o dom da sensibilidade. Pouquíssimos o têm. Parte significativa dos autores destaca-se por uma sensibilidade um pouco maior que a média e por muito esforço. Não se pode negar ser o esforço importante, pois a sensibilidade, sozinha, não leva a lugar nenhum. Mas os grandes autores, os clássicos, aqueles que jamais serão esquecidos, além de esforço, podemos ter certeza de que tinham uma sensibilidade absurda. Pode até ser que muitos deles tenham sido infelizes por esse motivo.

Allan Poe, dono de uma sensibilidade que talvez tenha arruinado sua vida © obvious: http://lounge.obviousmag.org/aqui_e_acola/2014/11/sensibilidade-um-dom-de-poucos.html#ixzz3Kl4KInxM  Follow us: obviousmagazine on Facebook

Allan Poe, dono de uma sensibilidade que talvez tenha arruinado sua vida
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Muito se diz que essa sensibilidade nasce de uma vida atribulada e cheia de sofrimentos. Salinger, outro com uma sensibilidade descomunal, discorda disso e menciona Walt Withman, talvez o maior poeta norte-americano, como exemplo de vida pacata e comum, mas cujos versos influenciaram e influenciam inúmeros poetas.

Walt Whithman, de Leaves of Grass

Walt Whithman, de Leaves of Grass

A nós, meras pessoas com sensibilidade comum, cabe desfrutar da leitura e dos dons dos grandes escritores.

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