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Biografia revela lado amargo do criador de Snoopy

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Luciano Trigo, no Máquina de Escrever

Na próxima quinta-feira estreia nos cinemas o longa-metragem de animação de animação “Snoopy & Charlie Brown” com direção de Steve Martino. Não sei se os personagens de Charles M.Schulz terão para as crianças e adolescentes de hoje a importância que tiveram no passado. Para várias gerações, as tirinhas de Peanuts traduziram nas entrelinhas o sentimento de deslocamento e melancolia que acompanha o processo da descoberta do mundo: espero que esse subtexto não se perca na estética excessivamente fofinha presente no trailer do filme. A graça de Charlie Brown e Snoopy (que já foram conhecidos no Brasil como Minduim e Xereta) está na expressão de emoções adultas: desilusão, ansiedade e frustração.

g1peanutscapaAproveitando o gancho do lançamento do filme, chega finalmente ao Brasil a controversa biografia de Charles M.Schulz, “Schulz e Peanuts: A biografia do criador do Snoopy”, de David Michaelis (Seoman, 592 pgs. R$ 55). Lançado em 2007 nos Estados Unidos, o livro faz um inventário das mágoas e ressentimentos que marcaram a vida de Schulz – e que transparecem nos seus quadrinhos, criados no começo da década de 50. No seu apogeu, a tirinha era lida diariamente por 300 milhões de pessoas em 75 países e 21 idiomas. Michaelis se baseou em anos de pesquisa e entrevistas exclusivas com parentes e amigos de Schulz, além de ter tido acesso aos arquivos do cartunista, encontrando cartas pessoais e desenhos até então desconhecidos.

Michaelis retrata Schulz como um homem amargo, solitário e infeliz e apresenta as tirinhas de Peanuts como uma espécie de autobiografia mal disfarçada. Como Charlie Brown, ele foi rejeitado por uma garota ruiva de verdade, na juventude. Outros personagens, como Linus e Schroeder, eram basicamente projeções de uma vida emocional conturbada. Outros, ainda, foram inspirados em pessoas do convívio cotidiano de Schulz: Patty Pimenta, por exemplo, foi inspirada na sua prima Patricia, que se comportava como um garoto e gostava de jogar bola.

Lucy, por sua vez, representava as mulheres de sua vida, mandonas, controladoras e repressivas, começando pela sua mãe e por sua primeira esposa, Joyce. Não por acaso, Schulz foi um dos primeiros artistas gráficos a introduzir temas psicológicos nos quadrinhos, com Lucy e seu quiosque de plantão psiquiátrico: a ideia nasceu quando Joyce o aconselhou a fazer terapia para cuidar de sua ansiedade. Nessa época ele vivia irritadiço, deprimido e sujeito a ataques de pânico: “Eu tenho um sentimento horrível de desgraça iminente”, declarou numa entrevista.

Criado em um bairro operário de Mineápolis, Schulz era filho do dono de uma (mais…)

A Editora Nemo e o Troféu HQMIX 2014

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O post de hoje é para contar a todos uma notícia que deixou a equipe do Universo imensamente feliz. Como vocês sabem, o site é parceiro da Editora Nemo, um selo do Grupo Autêntica, especializado em quadrinhos e graphic novels de todo o mundo.

Editora Nemo, um selo do Grupo Autêntica, especializado em quadrinhos e graphic novels de todo o mundo

Isabela Lapa, no Universo dos Leitores

No próximo sábado, dia 13/09, a Nemo vai receber, pelo segundo ano consecutivo, o troféu de Melhor Editora do Ano no Festival HQMIX, um festival criado em 1988 pelos cartunistas Jal e Gual com a finalidade de premiar e divulgar a produção de histórias em quadrinhos, cartuns, charges e as artes gráficas como um todo no Brasil.

Você já conhece o trabalho da Editora? Se não, aproveite a oportunidade para acessar o site deles e conhecer, tenho certeza que irão gostar!

Entre os títulos em destaque no momento, estão Fazendo Meu Filme em Quadrinhos, Bear e Como eu Realmente, mas a Editora vai muito além desses títulos e possui revistas incríveis que merecem tanto destaque quanto as citadas, e que tenho certeza que quem conhece vai concordar comigo… Vamos falar sobre elas?

Bear e Como eu realmente

Bom, um foco da Nemo são adaptações de clássicos da literatura. Os trabalhos são realizados com um cuidado incrível, com isso, conseguem preservar o tom original das obras e apresentar a ideia geral desses clássicos, tornando-os mais próximos e palpáveis para os leitores jovens. Entre eles, posso citar 20.000 Léguas Submarinas, Dom Casmurro e uma coleção incrível com adaptações dos maiores sucessos de Shakespeare, como Hamlet, Romeu e Julieta, Sonho de Uma Noite de Verão e Otelo.

classicos da literatura em quadrinhos

Também existem títulos interessantes sobre pessoas importantes do cenário nacional ou acontecimentos históricos que merecem ser lembrados. Como exemplos posso citar Ayrton Senna – A trajetória de um ídolo e A Luta Contra Canudos.

HQ -  Ayrton Senna - A trajetória de um ídolo

Recentemente, me deparei com duas obras incríveis da Editora, que ainda não resenhei, mas que não posso deixar de mencionar nesse post: Fantasmagoriana e Outros Contos Sombrios e Estórias Gerais, revista que recebeu os troféus HQMIX de “Melhor Graphic Novel Nacional” e “Melhor Roteirista Nacional”, e os troféus Angelo Agostini de “Melhor Roteirista” e “Melhor Desenhista”, e que recebeu uma edição espanhola no ano de 2006.

HQ Estórias gerais

Para o público infantil, um título que gostei muito foi Força Animal, que conta a história de quatro jovens que recebem poderes especiais para que trabalhem na proteção à natureza e lutem contra a degradação ambiental. O roteiro é incrível, as ilustrações são fantásticas e a mensagem é extremamente educativa. Vale a pena conferir!

Entre os títulos que quero ler em breve, mas que sei estão fazendo muito sucesso, estão as coleções Garfield e Snoopy. Muitas coisas boas, não é verdade?

hq - Garfield

Então eu quero deixar aqui, em nome de toda a Equipe do Universo dos Leitores, os parabéns à Nemo, pelo trabalho maravilhoso que está realizando. O prêmio é certamente merecido e com certeza muitos outros virão…

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