Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged solução

Entender o bullying é mais eficiente do que punir, indica artigo

0

Entenda por que a essência do bullying permaneceu a mesma ao longo dos anos

entender-o-bullying-e-mais-efetivo-do-que-punir-noticias

Publicado em Universia Brasil

O bullying é uma ocorrência bastante comum, principalmente no ambiente escolar, e é definido como um tipo de agressão – física ou verbal – que ocorre de uma forma frequente contra quem tem dificuldades para se defender. Segundo estudo publicado no blog TeachThought, a tendência é que a definição para essa prática seja mantida nos próximos anos, mesmo que as formas como o bullying é praticado possam ser diferentes.

Segundo Terry Heick, educador que desenvolveu o artigo, umas das principais diferenças entre o bullying atual e o antigo consiste no maior número de possibilidades de praticar esse tipo de violência, considerando um cenário marcado por diversas ferramentas tecnológicas, sendo a internet uma das principais delas. Para Heick, a essência do bullying não foi alterada. O que mudou foi apenas as formas de praticá-lo.

Punir é a solução?

Para o professor, o mais eficiente para solucionar uma situação de bullying seria investigar o comportamento dos envolvidos ao invés de “demonizá-los” ou puni-los. Para ele, é importante entender quais são as raízes do problema, deixando claro que se trata de algo que costuma acontecer com todas as pessoas e pode variar de acordo com o grau, comportamento e ambiente. Contudo, trata-se de uma prática solucionável.

Cyberbullying e cidadania digital

O artigo ainda aponta que a tecnologia pode ter duas utilidades completamente opostas: pode ser usada tanto para despertar características boas quanto ruins nas pessoas. Para Heick, o cyberbullying é apenas mais uma forma de praticar um tipo de violência que há anos é cometida, tanto no ambiente educacional quanto no profissional. De acordo com ele, um possível caminho é o que ele chama de “cidadania digital”, ou seja, a compreensão ao colocar-se no lugar da outra pessoa.

 

Os 10 mandamentos para se dar bem no Enem

0
Preparação: Anna Júlia Fontes, uma das candidatas do Enem 2014 (Foto: Marcelo Theobald / Extra)

Preparação: Anna Júlia Fontes, uma das candidatas do Enem 2014 (Foto: Marcelo Theobald / Extra)

Publicado no Extra

O Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) se aproxima. Para não levar bomba na maratona de provas, além de ter se preparado ao longo do ano, conhecer as regras de correção pode valer ouro — quer dizer, bons pontos na nota final. Faltando poucos dias para o exame, o EXTRA elaborou, com base no edital do exame e em entrevistas com vários professores, dez “mandamentos” que podem aumentar suas chances de se sair bem nas provas. Confira:

enem1enem2enem3enem4enem5enem6enem7enem8enem9enem10

 

É hora de discutir a cobrança de taxas na universidade pública, diz pesquisador da OCDE

0

Estudioso inglês afirma que o modelo pode fazer mais para combater as fragilidades da educação brasileira do que o sistema de cotas

Stijin Broecke, econimista e pesquisador da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (Foto: Acervo pessoal)

Stijin Broecke, econimista e pesquisador da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (Foto: Acervo pessoal)

Bianca Bibiano, na Veja on-line

O economista inglês Stijn Broecke é autor de um relatório publicado recentemente pela OCDE intitulado “Investing in Youth: Brazil” (Investindo na Juventude: Brasil). As conclusões do estudo deveriam inquietar até os eventuais entusiastas da política educacional brasileira. A primeira é que as cotas de acesso a universidades públicas, que reservam vagas a determinados grupos de alunos, abrem, é claro, as portas da academia para novos estudantes, mas não combatem as fragilidades sistêmicas do ensino nacional. A segunda é que a cobrança de taxas de estudantes de universidades públicas poderia ajudar. O assunto é um tabu brasileiro, que só vem à tona em raras discussões públicas como a motivada pela atual crise de recursos da USP. Broecke aborda os dois temas de maneira igualmente direta. “As cotas podem ajudar a ampliar o acesso à universidade para determinados grupos, mas não resolvem os problemas fundamentais da educação brasileira”, diz o inglês. E emenda sua defesa da cobrança de taxas como forma de combater outro problema nacional: o nanismo da parcela de jovens na universidade. Isso, é claro, exige recursos. “Uma das maneiras de rever a forma de financiamento do sistema é introduzir a cobrança de taxas no setor público para aqueles estudantes que podem pagar.” Confira a seguir a entrevista com o especialista.

Em seu relatório, o senhor questiona a efetividade das cotas nas universidades públicas brasileiras. Por quê? As cotas podem ajudar a ampliar o acesso à universidade a determinados grupos, que abrangem os mais pobres e alunos de escolas públicas, mas não resolvem os problemas fundamentais da educação brasileira. Podemos resumi-los em dois. Primeiro, os baixos níveis de qualidade do ensino público básico oferecido justamente para aqueles dois grupos. Segundo, o número relativamente pequeno de vagas no ensino superior, com acesso restrito a poucos, tanto nas universidades públicas quanto privadas.

Com resolver essas questões? A baixa qualidade da educação oferecida aos alunos de baixa renda deve ser combatida. No relatório, destacamos algumas políticas prioritárias para ajudar na solução da questão. Elas incluem esforço constante pela equalização dos gastos entre as etapas da educação, aumento da proporção de jovens em escolas em tempo integral e a definição de medidas adicionais para melhorar a qualidade do ensino, incluindo melhores salários, redução das taxas de repetência e garantia de atendimento individualizado a estudantes em risco de abandono escolar. É a garantia do princípio de equidade na oferta. Em segundo lugar, o setor universitário precisa ser ampliado. A parcela de jovens que frequenta universidades no Brasil ainda é muito pequena, e os que frequentam são principalmente aqueles com melhores condições financeiras.

Políticas de cotas pode ajudar a combater o segundo problema? Elas funcionam bem em outros países? As universidades americanas, por exemplo, usam cotas para que seus campi representem de maneira mais fiel a situação demográfica das regiões em que estão instalados. A avaliação desses programas, no entanto, depende de quais resultados são observados, pois eles apresentam grandes variações em parâmetros como eficiência, equidade e coesão curricular, entre outros. Um exemplo interessante é o da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, que em 2003 passou a favorecer estudantes com baixo índice de aprendizagem no ensino médio em seu processo de seleção. A medida ampliou o debate sobre as estratégias de seleção de alunos, tema que voltou a entrar na pauta em março deste ano, quando uma pesquisa do Conselho de Financiamento do Ensino Superior mostrou que estudantes provenientes de escolas mantidas pelo Estado apresentam desempenho levemente superior ao de alunos de instituições privadas quando chegam ao ensino superior. No Brasil, a efetividade de medidas semelhantes ainda precisa ser mais investigada. Elas poderiam, após a melhoria do ensino básico, servir como auxílio para garantir acesso de estudantes pobres a universidades de elite.

Quais os obstáculos para a solução do segundo problema fundamental, a expansão do sistema universitário brasileiro? Um dos fatores que explica por que o sistema universitário ainda é relativamente pequeno é o fato de uma grande quantidade de dinheiro dos contribuintes ser usada para manter uma pequena elite no sistema universitário público. Embora os gastos públicos brasileiros por aluno nos ciclos infantil, fundamental, médio e também ensino técnico estejam bem abaixo da média da OCDE (2.653 dólares contra 8.412 dólares, respectivamente), o valor despendido por estudante no ensino superior é maior do que o da OCDE (13.137 dólares contra 11.382 dólares). A expansão do sistema de ensino superior é necessária para ampliar a participação de estudantes nessa etapa e exige mudanças no modelo atual, que prevê que uma elite de alunos seja atendida pela rede pública enquanto a massa vai para a rede privada. Além disso, é preciso rever a forma de financiamento do sistema. Uma das maneiras de fazer isso é introduzir a cobrança de taxas no setor público para aqueles estudantes que podem pagar. É claro que tais medidas podem ser combinadas com um sistema de cotas, porque essas políticas não são excludentes. A questão é que as cotas não podem ser vistas como solução para esse sistema.

De que forma o pagamento de mensalidades nas universidades públicas pode reduzir disparidades do sistema? Embora não seja a única solução para o problema, a cobrança de taxas pode ser parte da resposta. Atualmente, as instituições públicas e de alta qualidade são frequentadas por um pequeno número de estudantes ricos, enquanto as instituições privadas e de baixa qualidade são frequentadas pelos estudantes mais pobres. Taxar estudantes ricos para frequentar universidades públicas traria recursos adicionais, que poderiam ser gastos tanto na expansão do setor universitário, ampliando as vagas, como na melhoria da qualidade do ensino fundamental.

Em quais países o sistema de cobrança de taxas nas instituições públicas funciona bem? Austrália e Grã-Bretanha têm sistemas muito interessantes. Ainda que a cobrança de taxas esteja em vigor, o acesso à universidade é de fato livre para os alunos, graças a sistemas de financiamento muito bem desenvolvidos. Depois de formados, os ex-alunos só começam a pagar suas dívidas quando seus ganhos ultrapassam determinado valor. O sistema é complementado por programas de bolsas para alunos mais pobres.

O senhor afirmou em seu relatório que os jovens no Brasil enfrentam dificuldades no mercado de trabalho. Essas dificuldades são decorrência de falhas do ensino? O relatório argumenta que uma das principais fontes de dificuldade na transição escola-trabalho no Brasil são os baixos níveis de escolaridade. O ensino superior, por sua vez, ajuda a alcançar melhores resultados no mercado de trabalho. Também por isso, o governo precisa garantir a ampliação do acesso às universidades. O problema mais urgente no Brasil, contudo, é de fato a má qualidade e as desigualdades gritantes do ensino básico.

Descubra os principais tipos de estudantes

0

É provável que você se encaixe em um tipo de estudante. Conheça as características de cada um e veja em qual tipo você mais se identifica

Publicado no Universia Brasil

Fonte: Shutterstock.

Fonte: Shutterstock. Considere fazer um exercício físico leve, como uma caminhada de 20 minutos, para aumentar o ânimo

Estudantes podem possuir algumas características em comum na hora dos estudos. Apesar de, algumas vezes, esses aspectos não serem sempre positivos, é possível contornar eles e ter uma experiência melhor na hora de estudar.

O primeiro tipo de estudantes (e um dos mais comuns) é o que está entediado. A sala de aula é uma grande tortura para ele e estudar ou fazer tarefas em casa é ainda pior. Ele sente como se essas atividades não pudessem ser mais chatas e, por isso, não conseguem manter a concentração por mais de um parágrafo. Mas esse não é um caso perdido: é possível aumentar o interesse nos conteúdos escolares. Esse tipo de estudante deve trabalhar com um sistema de metas e recompensas, ou seja: a cada meia hora estudada, 5 minutos de descanso ou um pedaço de chocolate. As recompensas não devem ser complexas, porque elas tirariam a concentração durante o estudo. Mas com essa estratégia, é possível se envolver mais com os conteúdos e criar certa disciplina durante os estudos.

Outro tipo de estudante bastante comum é o eufórico. Ele não consegue ficar muito tempo sentado, possui diversos pensamentos ao mesmo tempo, tamborila os dedos na mesa e balança as pernas. Se você se identifica com essa descrição, provavelmente a hora dos estudos pode ser um grande desafio. Mas existe uma solução para o seu caso: antes de estudar, faça alguma atividade que o deixe mais relaxado. Vá à academia, jogue vídeo-game, ouça uma música empolgante, etc. Dessa forma, quando você abrir o livro e iniciar a leitura, seu nível de euforia estará menor e a sua capacidade de manter a concentração será maior.

Além desses dois tipos, também podemos encontrar o estudante ocupado, ou seja, aquele que provavelmente estuda e faz diversas atividades durante o dia. Para eles, é impossível ficar mais de uma hora estudando e eles precisam utilizar o pouco tempo disponível para aproveitar ao máximo o momento de estudo. Para essas pessoas, a melhor solução para seus problemas é a organização: elas devem ser organizadas, criar um calendário rígido de estudos e segui-lo com bastante disciplina. Afinal, se elas possuem pouco tempo para estudar, é essencial que nas horas reservadas para isso sejam totalmente aproveitadas.

Por fim, o último tipo comum de estudante às vezes está diretamente conectado com o estudante ocupado. É a pessoa que está constantemente cansada e, por isso, não consegue ter disposição para estudar. Enquanto eles leem os livros, seus olhos vão se fechando e eles só pensam em dormir. Independentemente do motivo do seu cansaço, é essencial que ele deixe de lado a indisposição e foque nos estudos. Uma das possíveis soluções para esse problema é vestir uma roupa mais adequada. Se você estiver estudando em casa, deixe os pijamas guardados e coloque uma calça jeans e camiseta. Além disso, considere fazer um exercício físico leve, como uma caminhada de 20 minutos, para aumentar o ânimo.

Com essas dicas, independentemente do seu problema, será mais fácil resolver ele e, assim, melhorar o seu desempenho enquanto estuda. Bons estudos!

Professor cria plataforma para celular e muda visão de alunos sobre filosofia

0
Pelo celular, alunos aprendem filosofia em escola pública de Nerópolis (Foto: Paula Resende/ G1)

Pelo celular, alunos aprendem filosofia em escola pública de Nerópolis (Foto: Paula Resende/ G1)

Sistema foi feito com a ajuda de estudantes de uma escola pública de Goiás.
Resultado rápido surpreendeu a instituição, que pretende ampliar o projeto.

Paula Resende, no G1

A relação entre um professor com ânsia de mudança no sistema de educação e alunos dispostos a ajudar revolucionou as aulas de filosofia de uma escola pública de Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia. Juntos, eles desenvolveram uma plataforma virtual para estudar a disciplina. Acessado por computador ou de qualquer aparelho de celular com acesso à internet, o sistema trouxe resultados surpreendentes e foi a solução para evitar o uso indevido de telefone na sala de aula. “Não tinha interesse nenhum pela filosofia. Mudou completamente minha visão e fez com que eu passasse a ver o mundo com outros olhos”, afirma o estudante Josué Ricardo Ferreira Gomes, de 17 anos.

Formado em filosofia, biologia, teologia e com especialização em direitos humanos, Gilberto Ramos Ribeiro, 39, é professor há quatro anos. Mesmo quando não lecionava, sonhava em mudar a forma de ensino. “A escola ainda é a mesma de 80 anos atrás. Essa concepção de escola cerceadora e arcaica me atormentava. Sabia que podia mudar isso”, afirma.

Um passo para essa mudança foi o desenvolvimento da plataforma. No site, os alunos são registrados e têm acesso ao tema de cada aula com antecedência. O professor disponibiliza textos e, ao final da leitura, os estudantes têm que responder um teste, que tem um tempo limite para ser feito, conforme a quantidade de perguntas. Às vezes, as respostas são objetivas e outras, dissertativas.

“Avalio o aluno por ali também. Extraclasse, ele tem que ler e responder às questões para ganhar nota. O dispositivo acusa quem fez ou não, por isso é exclusivo dos nossos alunos. Depois, em sala de aula, a gente discute o tema e faz outras atividades. Temos uma aula presencial por semana. Com o sistema, o tempo de estudo de filosofia quase triplicou”, explica Gilberto.

Mas, antes de desenvolver a plataforma, o professor tinha feito outras tentativas de usar a tecnologia a favor do aprendizado. A primeira delas foi a criação de uma página no Facebook. “Deu certo no começo, mas já não era o suficiente e lá os alunos misturavam com a vida pessoal. Assim não serve para o estudo”, afirmou.

No início deste ano, ele se mudou de Jaraguá (GO) para Nerópolis e passou a dar aulas de filosofia, biologia e espanhol no Colégio Estadual Dr. Negreiros. Foi onde ele teve a ideia de criar o sistema online.

Buscando práticas de educação que deram certo, Gilberto leu sobre uma plataforma criada por uma professora de uma escola particular do Rio de Janeiro: “Vi que se fizesse aqui poderia dar certo. Busquei a secretaria de educação, mas o processo é demorado, disseram que sairia caro e é um processo. Apesar do apoio moral, eu queria rapidez, queria isso o mais rápido possível”.

Iniciativa
A solução veio dos próprios alunos. Gilberto contou sobre a ideia em sala de aula e eles de dispuseram a ajudar. “Só estava esperando a oportunidade e a escola proporcionou isso. Consegui alunos que tinham capacidade para isso e se interessaram. Eles tomaram a iniciativa”, ressalta o professor.

Um dos quatro adolescentes que ajudaram a construir a plataforma, Cassiano Henrique Figueiredo Lima, de 16 anos, explica que eles gostam de computação, mas ninguém possui formação da área. “Cada um fez um pouco. A gente fez uma vaquinha de R$ 50 para pagar a hospedagem do site, o provedor”, diz o aluno. Em duas semanas, o sistema estava pronto.

Matheus foi o primeiro a acessar a plataforma (Foto: Paula Resende/ G1)

Matheus foi o primeiro a acessar a plataforma
(Foto: Paula Resende/ G1)

Alunos interessados
A plataforma é direcionada aos cerca de 200 alunos que cursam o 3º ano do ensino médio, que se preparam para o vestibular. A coordenação do Dr. Negreiros se certificou que todos tinham acesso à internet. “Muitos não têm computador em casa, mas vimos que todos do 3º ano acessavam a internet pelo celular. Só uma aluna que não tem aparelho com essa capacidade, mas ela entra na plataforma com um colega ou pega o celular das professoras”, explica a coordenadora pedagógica da escola, Maria Helena Rodrigues.

Primeiro a acessar a plataforma, o aluno Matheus Alves dos Santos, de 19 anos, é surdo, o que, para a coordenação do colégio, mostra a inclusão do projeto. Para Gilberto, o adolescente e os demais estudantes mudaram completamente a postura e a dedicação com o uso do dispositivo.

“Eles estão mais motivados, envolvidos, atentos. Filosofia era a matéria mais crítica, achavam chato, agora, falam no dia a dia de Immanuel Kant, Nietzsche e René Descartes. Eles passaram a acertar as questões brilhantemente. Tem que investir em tecnologia. O livro tem que ser adaptado ao aluno”.

O sistema também facilitou a vida do professor. “Não preciso implorar mais para eles estudarem. A aula é um grande debate filosófico. Facilitou a minha vida. Não perco tempo escrevendo as coisas no quadro ou dependendo de xerox”, relatou.

Alunos aprendem filosofia pelo celular e livros no Colégio Estadual Dr. Negreiros, em Nerópolis, Goiás (Foto: Paula Resende/ G1)Alunos vão além do livro e estudam pelo celular (Foto: Paula Resende/ G1)

De problema a solução
O uso de celular em classe era um problema para a escola, pois os alunos acessavam as redes sociais ou assistiam a vídeos durante as aulas. Com a plataforma, o que era motivo de preocupação, se transformou em solução para incentivar o aprendizado. “O celular era um problema, os alunos não sabiam usar a favor deles. Desde que haja planejamento prévio, os professores têm usado o aparelho em aulas”, afirma a coordenadora pedagógica.

Trabalhando há 20 anos na unidade, a coordenadora conta que eles se surpreenderam com a rapidez do resultado. “Não tínhamos pensado que seria tão imediato o resultado. Tem facilitado, os alunos chegam na sala de aula com conhecimento prévio e também buscam além do que foi proposto”, explicou.

Estudantes acessam o sistema dentro e fora de sala de aula (Foto: Paula Resende/ G1)

Estudantes acessam o sistema dentro e fora de sala
de aula (Foto: Paula Resende/ G1)

Para expandir o projeto, o professor já pediu à Secretaria Estadual de Educação que um técnico de informática ajude a desenvolver o site, adicionando mais aplicativos e tornando-o mais prático. “O site é muito básico ainda. Precisamos de um profissional da área de tecnologia para fazê-lo crescer”.

Gilberto acredita que no próximo semestre já será possível adicionar à plataforma o conteúdo das outras matérias que leciona. “Os próprios alunos querem. É o interesse pelo novo e atual. Alguns professores também já vieram falar comigo”.

Apesar de ser direcionada aos alunos do 3º ano, a página deve ser expandida a todos os estudantes. “A intenção é expandir para toda a escola. Estamos vendo pelo trabalho do professor que este é o caminho”, afirmou a coordenadora pedagógica.

Go to Top