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A ressurreição do detetive Hercule Poirot, de Agatha Christie, por Sophie Hannah

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HERDEIRA Sophie Hannah em sua casa, em Cambridge, na Inglaterra. “Quanto mais incomum o crime, melhor” (Foto: David Sandison/Eyevine)

HERDEIRA
Sophie Hannah em sua casa, em Cambridge, na Inglaterra. “Quanto mais incomum o crime, melhor” (Foto: David Sandison/Eyevine)

A inglesa Sophie Hannah ressuscitou o detetive belga Hercule Poirot e concorre ao título de herdeira de Agatha Christie

Ruan de Sousa Gabriel, na Época

Quando Agatha Christie (1890-1976) publicou Cai o pano, em 1975, uma legião de fãs lamentou a morte do cerebral detetive belga Hercule Poirot. A Rainha do Crime morreu no ano seguinte. Em 2014, Poirot ressuscitou pela pena de outra escritora inglesa: Sophie Hannah. No romance Os crimes do monograma (Nova Fronteira, 288 páginas, R$ 29,90), o detetive usa o intelecto para desvendar um assassinato triplo em um hotel de luxo em Londres. Quando ergueu o pano que, há décadas, cobria o corpo de Poirot, Sophie Hannah já havia publicado poemas que arrancaram elogios da crítica. Seus romances policiais, protagonizados pelo casal de detetives Simon Waterhouse e Charlie Zailer (sim, Charlie é uma mulher), justificavam as comparações com Agatha. Os crimes do monograma veio à luz graças à ousadia de Peter Straus, o agente literário de Sophie Hannah. Num almoço com o editor dos livros de Agatha, Straus sugeriu que sua cliente seria a pessoa perfeita para trazer Poirot de volta à ativa. Os herdeiros aprovaram a ideia.

Tito Prates, coordenador do fã-clube brasileiro de Agatha e autor de Viagem à terra da Rainha do Crime, chama Os crimes do monograma de “o mais gótico dos casos do Poirot”. O livro é sombrio, conta crimes macabros e um cemitério serve de cenário para algumas cenas. Bem ao gosto de Sophie Hannah, cujos thrillers psicológicos sempre começam com personagens devastados por circunstâncias sinistras e inexplicáveis. A trama é narrada em primeira pessoa por Edward Catchpool, um jovem policial da Scotland Yard que recorre a Poirot. Catchpool substitui o Capitão Hastings, o fiel escudeiro do detetive belga, e, ao narrar a história, exime a escritora da árdua tarefa de imitar o estilo de Agatha (mas, oui, mon ami, imita o delicioso sotaque francês do detetive). Outra solução adotada para dar verossimilhança ao romance foi situá-lo em 1929 – Agatha não publicou nenhuma aventura de Poirot entre 1928 e 1932.

As comparações entre o Poirot de Agatha e o Poirot de Sophie Hannah são inevitáveis. Tito Prates diz que alguns fãs mais puristas consideraram Os crimes do monograma “um sacrilégio” e querem distância do livro. “Sophie Hannah quis ser tão fiel ao Poirot que, às vezes, exagerou”, afirma. Jean Pierre Chauvin, professor da Universidade de São Paulo (USP), diz que a ressurreição de Poirot é um milagre que beneficia ambas: “Agatha ganhou pelo resgate de sua obra e Sophie Hannah se firmou como uma nova voz que dialoga com o passado”.

Convidada pela Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Sophie Hannah aproveitou a vinda ao Brasil para lançar A vítima perfeita (Rocco, 432 páginas, R$ 39,50), um livro que é só seu e conta a história de Naomi, uma mulher independente que constrói relógios de sol decorados com frases em latim. Quando seu amante Robert desaparece, ela convence os detetives Simon e Charlie a procurá-lo. Inventa que Robert a havia estuprado. Um estranho a violentara anos antes, mas ela manteve a história em segredo e só revelou os detalhes terríveis aos policiais quando percebeu que eles não levaram sua denúncia de desaparecimento a sério. Metade dos capítulos é narrada pela própria Naomi, em discursos dirigidos a seu amante sumido. Os outros capítulos acompanham a investigação do genial Simon e da problemática Charlie. “É importante para mim que o livro seja um desafio para o leitor, que ele não consiga adivinhar o que vai acontecer até o final. Quanto mais incomum é o crime, mais interessante”, disse Sophie Hannah a ÉPOCA.

Os crimes narrados pela nova dama do romance policial não são cometidos por vingança ou dinheiro, mas por motivos obscuros em circunstâncias muito específicas. Chauvin afirma que os thrillers psicológicos de Sophie Hannah resgatam a densidade de autores como Ruth Rendell (1930-2015), outra inglesa que já foi declarada herdeira de Agatha Christie. Sophie Hannah quer entreter seus leitores e também ensiná-los sobre a mente humana e seus transtornos. “Você nunca conhece alguém de verdade até conhecer seu lado sombrio. Eu escrevo histórias sobre esse lado sombrio, que é muito mais interessante”, afirma. Os velhos fãs de Poirot e os novos de Simon e Charlie concordam.

Hercule Poirot, personagem de Agatha Christie, ressuscita com outra autora

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Hercule Poirot

O ator britãnico David Suchet, que encarna o detetive Hercule Poirot, em série de TV. Divulgação

Publicado no Boa Informação
O metódico, perfeccionista e extravagante detetive Hercule Poirot “ressuscitou”. A missão, desta vez, será decifrar as relações entre uma mulher que conheceu num café de Londres e o assassinato de três pessoas em quartos diferentes de um hotel.

Pela primeira vez, a família da consagrada escritora britânica Agatha Christie (1890-1976) autorizou que outro autor produzisse uma história com um de seus personagens mais famosos.

A escolhida para contar a nova trama de Poirot foi a também britânica Sophie Hannah, 39, novelista de prestígio no Reino Unido.

A obra, batizada de “Os Crimes do Monograma”, chega às livrarias a partir desta segunda-feira (8), em 29 línguas e em 32 países. No Brasil, o livro será lançado pela editora Nova Fronteira.

O detetive Poirot apareceu pela primeira vez na obra de Christie em 1920 em “O Misterioso Caso de Styles”. Sua última “aventura” foi em 1975, no antológico “Cai o Pano”, quando ele morre.

No Brasil, vários dos livros famosos protagonizados pelo detetive e outras histórias de Agatha Christie foram relançados recentemente pelas editoras Globo e Nova Fronteira.

“Nos reunimos há dois anos na família e decidimos que era hora de dar continuidade às histórias de Agatha Christie”, disse o neto dela, Mathew Prichard, 71, em entrevista em Londres.

“Não tivemos dúvidas de que Sophie Hannah era a pessoa certa para isso”, afirmou.

Sophie sabe que não vai escapar de comparações com a “Rainha do Crime”, autora de 80 romances que venderam mais de dois bilhões de cópias em todo o mundo.

“Eu não quero tentar copiar o estilo de escrever dela, um estilo particular, claro, elegante. Nunca me senti tomando sua posição. Quero continuar os casos misteriosos para os fãs dela”, afirmou. “Não mudo o personagem. O desafio, a inovação, é a história”, ressaltou.

Sophie se declara fã da obra de Agatha Christie desde os 13 anos. “Essa uma experiência fantástica para mim. O livro vai ajudar o mundo a lembrar a importância dela”, disse.

Detetive criado por Agatha Christie volta em novo livro de autora britânica

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Publicado no UOL

Escritora Sophie Hannah dá vida à personagem Hercule Poirot, critado por Agatha Christie

Escritora Sophie Hannah dá vida à personagem Hercule Poirot, critado por Agatha Christie

Hercule Poirot, o famoso detetive criado por Agatha Christie em 1920, voltará à vida em um romance escrito pela britânica Sophie Hannah, indicou nesta quarta-feira a Acorn Productions, que detém os direitos da escritora morta em 1976.

Este novo romance, que ainda não tem título, será publicado em setembro de 2014 no Reino Unido pela editora HarperCollins.

“Escrito com o total aval da família”, ele será o primeiro a prolongar as aventuras inventadas por Agatha Christie, 38 anos após “O Último Enigma” (Sleeping Murder), o último opus da “Rainha do Crime” publicado em 1976.

O famoso detetive belga apareceu pela primeira vez em 1920 no romance intitulado “O Misterioso Caso de Styles.

Evocando a escolha de Sophie Hannah, Mathew Prichard, neto de Agatha Christie, expressou todo o seu entusiasmo: “Sua história é tão atraente e sua paixão tão forte pelo trabalho da minha avó, que sentimos que era hora de um novo (romance de Agatha) Christie ser escrito” postumamente.

“Espero criar um quebra-cabeça que vai confundir e frustrar o incomparável Hercule Poirot por pelo menos alguns capítulos”, declarou Sophie Hannah, autora de oito thrillers psicológicos publicados em mais de 20 países e adaptados para a televisão.

A escritora, que também é poetiza, disse que “Agatha Christie é a autora que provocou o seu amor por romances de suspense aos 13 anos de idade”.

Agatha Christie escreveu 80 romances policiais e de notícias, que já venderam um bilhão de cópias em inglês e outro bilhão em outras línguas.

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