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Navio com a maior livraria flutuante do mundo atraca no Porto de Santos, SP

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MV Logos Hope fica no cais santista até 15 de setembro, e também reunirá várias atividades culturais.

Publicado no G1

O Porto de Santos, no litoral paulista, passou a receber neste sábado (24) a visita do navio MV Logos Hope. Ele traz embarcada a maior livraria flutuante do mundo para a cidade e, também, oferecerá uma edição exclusiva da Bíblia Sagrada, produzida pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), além de várias atividades culturais.

O navio atracou no Cais Outeirinhos 2 (Cais da Marinha) pela manhã, onde ficará até 15 de setembro. É o primeiro porto a ser visitado pode ele, que ainda atracará no Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Salvador (BA) e Belém (PA). Estima-se de que ele atraia cerca de 5 mil pessoas por dia.

Navio Logos Hope, com a maior livraria flutuante do mundo, atracou no Porto de Santos, SP — Foto: Rodrigo Nardeli/G1

A embarcação conta com mais de 400 voluntários, vindos de 65 países. Já no convés principal, abriga a área da livraria. São mais de 5 mil livros, entre literatura infantil, romances, ciências, esportes, artes, culinária e literatura cristã. Todos têm preço médio de R$ 20.

O navio também tem espaço para café, onde os visitantes podem conversar com tripulantes. Eles chegam a ficar por até dois anos no projeto, que chegou ao Brasil após uma estada na Argentina. Também há um espaço para eventos, onde, aos domingos, às 15h30 e 19h30, haverá peças teatrais.

O preço de entrada é de R$ 5. Adultos com mais de 65 anos de idade e crianças menores de 12 anos, desde que acompanhadas por um adulto, têm entrada gratuita. Já as programações do navio com horário estipulado podem receber inscrições pela internet.

Menino de 13 anos cria cordelteca no interior de SP

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Pedro Popoff, 13, criou uma biblioteca de cordel em sua cidade, Bauru (SP); garoto recebeu doações de obras da Academia Brasileira de Literatura de Cordel
Jaime Prado/Divulgação

Com a ajuda de autores, garoto reuniu cerca de 2.000 cordéis no quintal de casa

Cristina Camargo, na Folha de S.Paulo

São Paulo – O filme “Lampião, o Rei do Cangaço”, de 1964, que conta a história de Virgulino Ferreira da Silva, líder de cangaceiros no Nordeste, foi uma das primeiras inspirações de Pedro Popoff, aos cinco anos.

Desde então, ele começou a inventar rimas e a fazer perguntas e mais perguntas. Conheceu a música de Luiz Gonzaga e a literatura de cordel, divulgou a cultura nordestina em escolas e, agora, aos 13, resolveu criar uma biblioteca só com a linguagem do cordel.

A ideia da cordelteca surgiu há dois anos, já que Pedro começou a receber muitas doações de obras. Resolveu criar o espaço em Bauru (a 330 km de São Paulo), onde mora com os pais.

Com o apoio de poetas e academias especializadas, inaugurou o espaço em abril deste ano, no quintal de casa. A cordelteca recebeu o nome de Gonçalo Ferreira da Silva, poeta de Ipu, no Ceará, um dos fundadores da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Gonçalo é um dos incentivadores do menino. “É uma iniciativa espetacular. O Pedrinho tem se dedicado à divulgação da literatura de cordel por onde anda. Ele deixa um rastro de luz na história da cultura nacional”, afirma o cordelista.

Em Bauru, ganhou o apelido de Pedro do Cordel. Ficou famoso por sempre usar chapéu nordestino, alpargatas e bornais típicos. Com os pais, criou o projeto Brincando de Cordel e passou a percorrer escolas e eventos para apresentar a cultura nordestina.

Ao mesmo tempo, reúne livretos. Já são cerca de 2.000 obras obtidas por meio de doações de diversos artistas.

“Esse país precisa de cultura. O estrangeiro é muito bom, mas a gente precisa conhecer nossas raízes”, afirma o garoto.

Ele chegou a organizar uma campanha online de financiamento coletivo para reformar o espaço onde hoje funciona a cordelteca. Antes o lugar era escritório da mãe e precisava de reparos. Conseguiu arrecadar apenas 41% do valor total (R$ 2.600 de R$ 6.300), mas não desistiu. Pediu para os pais trocarem o presente de aniversário de 13 anos pela ajuda para a inauguração.

Os familiares juntaram as economias, alguns empresários contribuíram e Pedro realizou o sonho. Além do acervo literário, a cordelteca tem objetos garimpados no Nordeste, uma coleção de chapéus e um gibão doado pelo poeta Chico Neto Vaqueiro, de Fortaleza (CE).

“Toda semana recebemos cordéis de dezenas de poetas”, conta a empresária Carla Mota, mãe do adolescente. Segundo ela, são esses artistas que garantem o funcionamento do espaço.

No início, a paixão de Pedro surpreendeu a família. Ele é neto de imigrantes russos da Sibéria, tem pais roqueiros e não tinha nenhuma relação com o tema. “Ele brincava no tapete de casa com os bonequinhos, com sotaque nordestino. Também cantava no chuveiro canções sobre sagas sertanejas”, lembra a mãe.

Intrigados, os pais chegaram a procurar ajuda de uma psicóloga e foram orientados a deixar o filho se expressar. Quando ele tinha oito anos, foi convidado por uma escola de Bauru para falar aos estudantes sobre o amor pelo Nordeste. Contou a trajetória de Lampião, falou sobre Luiz Gonzaga e aconselhou as crianças a conhecerem a história do Brasil.

Ele costuma dizer que nasceu com esse gosto e pergunta: “Como não gostar da cultura nordestina?”
“Eu pretendo continuar com a luta pela cultura, aprender bastante, fazer faculdade de comunicação e ser presidente do Brasil”, conta. Um presidente que adora o Nordeste.

A cordelteca fica na rua Treze de Maio, 12-45, na região central de Bauru. Funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h; e aos sábados, das 9h às 13h. As visitas monitoradas precisam ser agendas pelo telefone (14) 99731-5676.

Estudante cria ‘sebo solidário’ para vender livros e arrecadar dinheiro para cursar faculdade no interior de SP

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Estudante de Itapetininga (SP) criou ‘sebo solidário’ para arrecadar dinheiro com a venda de livros doados — Foto: Thiago Pires Fotografia/Divulgação

Juliana de Albuquerque Marçal, moradora de Itapetininga (SP), vende livros a baixo custo pela internet para incentivar a leitura.

Nicole Annunciato, no G1

Com a paixão pela leitura e o sonho de cursar medicina veterinária, uma adolescente de Itapetininga (SP) criou um “sebo solidário”. Ela recebe doações de livros, os vende pela internet e o dinheiro arrecadado é destinado ao “porquinho” da faculdade.

Em entrevista ao G1, Juliana de Albuquerque Marçal, conta que começou a juntar dinheiro com a venda de roupas e jogos que não usava. Quando as peças acabaram, ela teve a ideia de vender os livros que tinha em casa pela internet.

“Eram dez livros e acabei vendendo todos em um dia. No mesmo dia consegui doações e quando o sebo completou uma semana, terminei com mais de 100 títulos. Hoje estou com quase 400.”

A estudante vende de 20 a 30 livros por mês e eles custam entre R$ 0,50 e R$ 15 para que todos tenham a oportunidade de ler.

“A ideia do sebo é também promover a leitura a baixo custo para aqueles que não têm condições de comprar livros novos. Os livros que não saem eu faço doação para pessoas que tem algum projeto. Nenhum livro é dispersado”, afirma.

Juliana tem o sonho de estudar medicina veterinária e arrecada dinheiro com a venda de livros em ‘sebo solidário’ — Foto: Thiago Pires Fotografia/Divulgação

A família de Juliana também a apoia com o projeto: a mãe dela vende roupas para pets feitas com crochê, o pai dela a ajuda com as entregas dos livros e a irmã os cataloga. “A família toda me apoia e me dá muito amor.”

Interesse pela leitura

Juliana pegou gosto pelos livros quando leu a saga de Harry Potter. “Eu tenho síndrome do pânico e nunca tive paciência para pegar um livro e ler. Pode parecer exagero, mas quando li os primeiros livros da saga, minha vida mudou.”

A estudante passou a frequentar a biblioteca semanalmente e em meio às páginas, encontrou livros que foram os alicerces para que ela tivesse a iniciativa de juntar dinheiro para realizar o sonho de estudar medicina veterinária.

“Um dos livros que vi dizia que quem luta pela lenda pessoal, o universo conspira para que ela se realize. O outro afirmada que nunca devemos dizer que não temos dinheiro para comprar algo porque nosso cérebro vai trabalhar para que acreditemos nisso. A partir daí, me dei uma chance”, diz.

Além de batalhar pelo objetivo, Juliana afirma que os livros a ajudaram a vencer as crises de pânico.

“As pessoas me abraçam quando eu entrego um livro. Elas sorriem e dizem que acreditam em mim. Isso me ajudou. Os livros me transformaram.”

Professores dão aulas com base em álbuns de figurinhas da Copa em SP

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Amanda Perobelli/Estadão Conteúdo

Alunos do Colégio Humboldt, na zona sul de São Paulo, participam de atividade com foco em leitura e interpretação de textos que constam no álbum de figurinhas da Copa do Mundo

Isabela Palhares, no UOL

Como em outras Copas do Mundo de Futebol, os álbuns de figurinha conquistaram as crianças e invadiram as escolas. Em vez de enxergar a brincadeira como uma distração para as aulas, professores perceberam uma oportunidade de trabalhar conceitos de Matemática, Português e Geografia do ensino infantil ao fundamental.

O professor de Português Ari Mascarenhas, do Colégio Humboldt, na zona sul de São Paulo, ficou impressionado com o interesse que as figurinhas de papel – tão distantes do mundo digital ao qual os adolescentes estão acostumados – provoca. “Podia encarar como distração ou aproveitar essa atenção para tratar dos assuntos de aula.” E ele optou por tirar proveito.

Mascarenhas desenvolveu uma atividade para os alunos do 8.º ano com foco em leitura e interpretação de textos que constam no álbum. Dividiu os estudantes em grupos e propôs que procurassem o maior número possível de informações textuais e de imagem, como cores, números, bandeiras e mapas. A equipe vencedora leva um pacote de figurinhas no fim da aula.

A iniciativa ganhou a turma. “Geralmente os professores nos proíbem de abrir o álbum na sala, por isso achei muito legal poder usá-lo dentro da classe”, conta Maria Clara Garcia, de 12 anos, que coleciona pela segunda vez figurinhas das seleções de futebol com o pai.

Para o professor de Educação Física Arthur Campelo, do Colégio Santa Maria, também na zona sul, foi o custo da coleção que motivou o uso do álbum. Com alunos do 5.º ano, ele desenvolveu um trabalho de educação financeira.

“Comecei a questionar e instigar a reflexão sobre o que eles poderiam comprar com o valor gasto, por exemplo, com dez pacotinhos. A ideia é incentivar o consumo consciente e, principalmente, mostrar que a troca tem poder social”, afirma Campelo, que fez os alunos perceberem que poderiam completar o álbum mais rápido se trocassem figurinhas com mais gente.

O professor destaca ainda as características necessárias para as trocas. “A vontade de conseguir as figurinhas faz com que desenvolvam habilidades, fiquem mais desinibidos, cheguem a acordos. Eles aprendem a negociar, por exemplo, com a troca das brilhantes ou das que consideram mais difíceis de conseguir.”

Coletivo

Com as crianças menores, de 5 anos, o Colégio Marista da Glória, no centro da capital, decidiu montar álbuns coletivos para cada turma e, para isso, as professoras reservam horários específicos. “O álbum contempla várias linguagens: numérica, textual, de imagem, do espaço social. E a criança aprende dentro de um contexto real. Por isso, é muito mais prazeroso”, diz Vanessa Alvim, assistente de coordenação da educação infantil.

Além de aprenderem a reconhecer o sequenciamento numérico, as crianças se divertem com as camisas de cores diferentes e as bandeiras, conta Vanessa. E até o simples ato de tirar a figurinha do plástico, que exige coordenação motora fina, pode estimulá-las. “A brincadeira é sempre uma oportunidade de aprendizado.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Escola privada de NY chega para sacudir colégios da elite de SP

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Christiana Sciaudone, no UOL

Um colégio importado de Nova York está mexendo com a educação da elite em São Paulo. E o projeto é ir muito além da capital paulista.

A Avenues, escola apoiada por fundos de private equity que tem sede no bairro de Chelsea, em Manhattan, vai abrir um campus na maior cidade do País em agosto, após vários anos de planejamento. Será a primeira expansão fora de Nova York, das muitas planejadas pela escola, que vai até o ensino médio.

O crescimento da demanda ajudou a convencer o cofundador da Avenues, Alan Greenberg, que São Paulo precisava de um campus, que abre seis anos depois do de Nova York. Segundo ele, as escolas internacionais mais baladas de São Paulo têm centenas de crianças em lista de espera.

“Dentro de cinco a dez anos, poderemos encher três Avenues de alunos em São Paulo: a demanda é enorme”, disse Greenberg em entrevista na sede temporária, após uma reunião com pais interessados. “As escolhas aqui são mais limitadas do que em Londres ou Nova York.”

Barato não é

A inauguração do campus em São Paulo coincide com o fim da recessão. E não é a única escola de prestígio que apareceu na cidade ultimamente. Inspirada no Vale do Silício, a Escola Concept foi inaugurada neste ano pelo Grupo SEB (Sistema Educacional Brasileiro) entre as mansões do Jardim Paulista.

A Avenues, que atraiu investimentos de fundos como GSV Capital, Liberty Partners e LLR Partners, pretende ser uma escola única com diversos campi ao redor do mundo, de Hong Kong à Cidade do México. A expectativa é começar com 700 alunos em um prédio novo, próximo ao poluído Rio Pinheiros.

Nada disso sai barato. Embora sejam considerados dois prédios da mesma escola, a anuidade em São Paulo sairá por R$ 124.300 (US$ 36.625), menos do que a conta de US$ 54.000 paga pelos pais de alunos em Nova York. Já a tradicional Graded – The American School of Sao Paulo (também conhecida como Escola Graduada) cobra uma taxa única de aproximadamente R$ 45.000 reais e mensalidade de R$ 9.218 no ensino médio. Um dos colégios particulares mais famosos de Nova York, Horace Mann School, cobra anuidade de US$ 48.600 para alunos do ensino médio.

A concorrência

Ivan Amaral, da firma de private equity Principia Capital Partners, concorda que São Paulo precisa de mais opções de ensino de categoria internacional.

“Estamos tentando não ficar atrás de cidades globais que já oferecem opções melhores”, afirmou Amaral.

A chegada da Avenues e da Escola Concept forçou instituições mais antigas e estabelecidas a investir em reformas e outras modernizações para não perder alunos. A Principia tem interesse em apoiá-las.

“A ideia é melhorar infraestrutura e tecnologia e fazer com que as escolas invistam em atividades após o período letivo e tenham períodos letivos mais longos”, explicou Amaral.

Quando a unidade em São Paulo estiver totalmente pronta, o alvo da Avenues será a China, provavelmente daqui a dois anos.

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