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Sim, estresse: escola top de Brasília incentiva clima de pressão

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Aluno do Colégio Olimpo, de Brasília. Campeão do Enem por Escola, o colégio incentiva o estresse como motivação. Na camiseta: "Yes, Stress"

Aluno do Colégio Olimpo, de Brasília. Campeão do Enem por Escola, o colégio incentiva o estresse como motivação. Na camiseta: “Yes, Stress”

Edgard Matsuki, no UOL

Basta uma rápida caminhada pelo pátio da escola que teve a melhor nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no Distrito Federal e se percebe o clima de pressão no ambiente. No Colégio Olimpo de Brasília, o estresse é considerado combustível para o bom desempenho do estudante. Tanto que a instituição adota slogans como “exigente como a vida” e alunos desfilam no local com camisetas e pastas com a sugestiva mensagem “Yes, Stress” [Sim, estresse].

Alunos da instituição chegam a estudar 16 horas por dia para se preparar para o Enem e para as provas do vestibular. Desse total, cerca de oito horas são em sala de aula e o resto do tempo é dividido em atividades de apoio pedagógico, oficinas e a preparação individual dos estudantes. “Deixamos o ambiente da escola para o aluno estudar. Alguns ficam até a noite”, diz o diretor pedagógico Vinicius de Miranda.

Todos os alunos que desejam entrar na escola passam por uma avaliação de suas notas anteriores e já recebem um aviso na entrevista de admissão. “Avisamos a ele que ninguém tem tratamento especial. Se o aluno não tem um desempenho tão bom em outra escola, avisamos que ele pode ter dificuldades”, explica Miranda.

Estresse que motiva

O diretor pedagógico diz que o assunto estresse chega a ser recorrente com pais de alunos: “Explicamos que a escola é adepta ao ensino conteudista [que privilegia o conteúdo, a quantidade do conhecimento] e que o estresse pode funcionar como motivador”.

As exigências na escola acabam criando um padrão de aluno. De acordo com Miranda, o perfil do estudante do Olimpo é um aluno mais introspectivo, curioso e proativo. A maioria dos estudantes postulam vagas em universidades públicas de medicina ou engenharia. A escola aponta que cerca de um terço dos alunos chegam a ter dificuldades com notas e precisam de apoio pedagógico.

Além do incentivo ao estresse, outra forma de marketing da escola é mostrar o número de estudantes aprovados nos cursos preferidos — uma estratégia bastante utilizada no mercado. Em um folheto de divulgação, há o número de 16 aprovações no IME (Instituto Militar de Engenharia) e no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica)  e mais de 100 aprovações em medicina em diversas universidades. O mesmo folder mostra o preço para o semi-intensivo deste ano: quase R$ 9 mil por seis meses de estudo.

Os alunos Luis Cury e Kessi Jhones são da turma que encara longas jornadas

Os alunos Luis Cury e Kessi Jhones são da turma que encara longas jornadas

Jornada de 16 horas de estudo

Candidatos a uma vaga no IME ou no ITA, os estudantes do terceiro ano Luis Cury e Kessi Jhones, ambos com 17 anos, são dois exemplos de alunos que ficam 16 horas ao dia em cima dos livros.

No dia da entrevista, Cury havia chegado mais cedo à escola para aulas de reforço: “Em um dia regular, eu estudo das 6h às 22h. Pela manhã, plantões de estudo e das 14h às 21h, aulas. Eu gosto daqui porque uma escola regular não te exige tanto e não motiva tanto”.

Kessi adota outro horário de estudo: “Eu fico das 8h até a meia-noite. Meu hobby é o estudo”. O rapaz se mudou há cerca de um mês do Rio e está morando com outros sete alunos do Olimpo em um alojamento próximo à escola. “Eu já estudava esse quantidade de tempo. Mas admito que tem que gostar de estudar”.

Cury, 17, é aluno no Olimpo há três anos e conta que a sua turma de escola tem diminuído. “Quem não entra no ritmo, cai fora da escola. [A turma] Tinha uns 45 alunos. Sempre saem umas cinco pessoas por sala. Nem sempre o método funciona para todo mundo”, aponta.

Serviço de conteúdo educacional da Apple chega 1 bilhão de downloads

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Divulgação

Divulgação

Publicado por Veja

A Apple anunciou nesta quinta-feira que o seu serviço de distribuição de conteúdo educacional, o iTunes U, alcançou a marca de 1 bilhão de downloads desde o seu lançamento – em 2007. De acordo com a companhia, o projeto é responsável por oferecer o maior catálogo de material didático gratuito do mundo, com mais de mais de 2.500 cursos públicos, 75.000 aplicativos e 10.000 livros interativos. Entre os colaboradores, estão escolas e grandes universidades, como Stanford, Berkley, MIT e Yale.

De acordo com a companhia americana, os educadores de 30 países, incluindo o Brasil, podem criar cursos que serão distribuídos entre os 155 países onde o aplicativo do serviço pode ser baixado. Cerca de 60% dos downloads acontecem fora dos Estados unidos, o que garante visibilidade às instituições e material de qualidade aos estudantes estrangeiros. “Por causa do iTunes U, eu consegui incentivar pesquisas sobre a relação entre o excesso de informação e o stress na China”, afirmou o professor americano Dan Stokols.

“Com todo esse conteúdo oferecido pelo iTunes U, os estudantes poderão aprender com muito mais facilidade” afirmou Eddy Cue, vice-presidente de software para internet e serviços na Apple. “Existem cursos no serviço que são acessados por mais de 250.000 estudantes. Isso é um fenômeno na forma em que aprendemos e ensinamos.” O serviço pode ser acessado a partir do iTunes.

Criado em 2007, o serviço é mundialmente conhecido por oferecer material didático no formato de textos, vídeos e aplicativos gratuitos. O conteúdo é dividido por categorias e tipos de instituição de ensino, que vão desde escolas primárias até universidades.

dica do William Vidal

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