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Como Tatiana Belinky e sua biblioteca transformaram um garoto em escritor

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Mônica Cardoso, na Folha de S.Paulo

Quando era criança, David Nordon adorava se perder na enorme biblioteca de sua “tia-avó”, a escritora Tatiana Belinky. Dentre os mais de 5 mil livros, o garoto escolhia o mais grosso e pedia para ela ler, assim como alguns sucessos dela como “O Grande Rabanete” e “O Caso do Tio Onofre”.

Nos últimos anos, a situação se inverteu. Como já não enxergava as letrinhas miúdas por causa de um problema na visão (mácula na retina), era David, hoje com 25 anos, quem lia seus próprios livros para Tatiana. “Ela ficava escutando, fechava os olhos para imaginar e ria junto. Achava que meus contos e crônicas tinham humor e até exagerava, dizendo que eu escrevia melhor do que ela”, conta David.

A escritora Tatiana Belinky na biblioteca de sua casa (Victor Moriyama/Folhapress)

A escritora Tatiana Belinky na biblioteca de sua casa (Victor Moriyama/Folhapress)

Sim, porque as leituras de Tatiana mudaram a vida do garotinho curioso. “Acho que ela me influenciou a gostar de ler e fez aflorar minha vontade de escrever. Se não fosse a Tati, não teria o gosto de escrever para crianças.”

Com ela, David aprendeu que literatura infantil não deve subestimar o pequeno leitor. “O livro deve ser simples e inteligente, com algumas palavras complicadas para as crianças ficarem curiosas. E não pode ser chato.”

David lembra quando mostrou seu primeiro livro para Tatiana, há onze anos, que, com todo jeitinho, lhe fez uma crítica. “Ela falou que faltava a grande literatura, com L maiúsculo, que eu deveria ler os grandes clássicos, como Machado de Assis e todos os escritores russos. Na época, fiquei bravo, mas percebi que ela estava certa. Depois, reescrevi o livro inteiro para me aperfeiçoar”, diz. “Ela gostava de todos os escritores russos com T: Tchecov, Tolstoi, Tatiana…”, brinca.

O conselho parece ter dado certo e Tatiana escreveu a contracapa dos três livros infantojuvenis de David, que compõem a coleção Leituras Inesquecíveis: “Poesias e Limeriques”, “Contos de Fadas Modernos” e “Crônicas do País Pernil” (ed. Evoluir Cultural; R$ 29,90 cada volume).

Além das leituras, Tatiana gostava de conversar e contar histórias, algumas bem curiosas, como viu pela primeira vez uma banana, ao chegar da Rússia ao Brasil. Para incentivar as crianças a ler, dava o seguinte conselho: espalhe livros pela casa inteira, até no banheiro.

“Ela errava o abrir e fechar as vogais em português. E tem alguns limeriques que só são entendidos se errar a rima, em vez de falar um ‘o’ fechado, falar de forma aberta.”

E só um segredinho: na verdade, Tatiana e David não eram parentes. Ela era sogra de sua tia. Mas pouco importa, já que a escritora o chamava de “sobrinheto”, uma mistura de sobrinho e neto. E ele retribuía o carinho e lhe tratava como avó.

E para ela, que morreu em 15 de junho, David fez uma homenagem toda especial: um limerique sobre a sua enorme biblioteca, como ele pensa em montar uma igualzinha.

Tati Trança-Rimas

Tatiana é uma garota sapeca,
A palavra é a sua boneca.
Ao céu subiu,
Com muito brio.
E lá montará uma nova biblioteca

PA: Professores viajam 9 meses por ano para dar aula no ensino médio

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Casa dos professores na vila do Aritapera, na região da várzea santarena. A casa é uma palafita de madeira, característica da região (foto: Acervo Pessoal)

Casa dos professores na vila do Aritapera, na região da várzea santarena. A casa é uma palafita de madeira, característica da região (foto: Acervo Pessoal)

Cristiane Capuchinho, no UOL

Passar 50 dias letivos vivendo em uma comunidade diferente durante nove meses do ano. Essa é a rotina de cerca de 1.300 professores do ensino médio no Pará. Os docentes participam de um programa modular que permite a estudantes de área rural continuarem sua formação sem sair da região em que moram.

Pela dificuldade em oferecer professores formados em doze disciplinas para alunos de pequenas comunidades rurais, foi criado o Some (Sistema de Organização Modular de Ensino) há 33 anos. Nesse modelo, em vez dos estudantes se mudarem, são os professores que viajam.

Durante o período de permanência do professor na escola, ele terá de dar conta de todo o conteúdo daquela disciplina que um aluno do sistema regular teria em 200 dias letivos. “Às vezes dou seis aulas para a mesma sala em um único dia. É um projeto de aula completamente concentrado”, explica o professor de matemática Edison Feitosa.

Na tarde de uma sexta-feira, Feitosa aguardava o horário para “tomar a voadeira” –espécie de lancha comum na região amazônica- e visitar seus três filhos e sua esposa em Santarém. O professor dava o primeiro módulo de aulas em uma comunidade considerada próxima da cidade, a quase duas horas de barco da área urbana de Santarém (699 km de Belém).

Edison aproveita para voltar várias vezes para casa para “os filhos reconhecerem o pai”, brinca. No seu planejamento do ano constam comunidades distantes até seis horas de sua casa.

O programa atende a 441 escolas e cerca de 33 mil alunos, segundo a secretaria estadual de Educação do Pará. As aulas do ensino médio seguem o mesmo conteúdo programático daquelas no ensino médio regular, com 12 disciplinas. A diferença é a concentração das aulas, divididas em quatro blocos de 50 dias letivos.

No primeiro módulo deste ano, os alunos da escola municipal Santíssima Trindade, na vila do Aritapera, tinham aulas de língua portuguesa e de inglês. Já na comunidade de Arapixuna, as aulas eram de física, matemática e educação física.

Comunidades

O sistema é uma parceria entre Estado, município e comunidade. O Estado oferece os professores, o município disponibiliza salas de aula em escolas e a comunidade rural deve se reunir para fornecer um lugar de estadia dos professores.

“As comunidades são muito diferentes. Já passei 50 dias dormindo dentro de uma sala da escola”, contou Feitosa, enquanto passava uma temporada na escola de ensino fundamental e médio Sant’Anna, na comunidade de Arapixuna.

O professor Eládio Delfino Netoro conta que as dificuldades não influenciam apenas a vida dos docentes. “Os estudantes estudam em locais improvisados, como barracões comunitários, igrejas e sedes de clubes de futebol”, explica.

‘Meu destino é viajar’

Na vida de Eládio, o Some apareceu como uma nova oportunidade de levar a vida viajando. Após deixar a Marinha Mercante, onde trabalhou por dez anos, Eládio cursou letras na UFPA (Universidade Federal do Pará). “O principal motivo que me levou a abraçar o ensino modelar foi o trabalho itinerante”, conta. “Meu destino é viajar.”

Casado e com três filhos, o professor deu aulas no primeiro módulo este ano em uma comunidade a cerca de quatro horas de viagem de Santarém. Na sua rota do ano, a comunidade mais distante é “Cametá, no município de Aveiro. São aproximadamente doze horas de viagem em embarcação da região”.

Apesar da aventura, o Estado usa o salário para atrair professores para a vida de “caixeiro viajante”. Em janeiro de 2013, os docentes recebiam uma gratificação no salário de R$ 2.862,76 por trabalharem no programa.

Pequenas bibliotecas em formato de casinha se espalham pelo mundo

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Uma das pequenas bibliotecas – No Brasil!

Uma das pequenas bibliotecas – No Brasil!

Publicado por RFID Brasil

Como tributo a sua mãe, que era professora, Todd Bol, de Wisconsin (EUA), colocou num terreno abandonado perto de onde mora uma pequena casinha de madeira com livros dentro. Com o intuito de promover a leitura e o senso comunitário, os livros ficavam disponíveis para qualquer um que quisesse ler. Com a ajuda do amigo Rick Brooks essa iniciativa se tornou o “Little Free Library” (Pequena Biblioteca Grátis), que se espalhou por 17 países e já tem mais de 2.000 unidades. Agora, o plano é “invadir” a África para levar 2.500 livros para lá.

Acesse o site oficial e conheça mais sobre o projeto, como doar ou até comprar uma biblioteca para colocar no sue bairro ou no jardim de sua casa.

Os livros expandem seus domínios e viram objetos de decoração

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Livros deixam estantes e gavetas e ganham novo  uso para embelezar ambientes como objetos também decorativos

Luana Ribeiro no A Crítica

Livros viram artigo versátil de decoração                                                                  Livros viram artigo versátil de decoração (Reprodução)

 

Comece um novo capítulo da decoração da sua casa: tire alguns livros empoeirados da estante e espalhe pela casa.  Além de ficarem  visíveis e prontos para serem folheados a qualquer momento, eles podem dar aquele toque pessoal que faltava na sua sala.

De acordo com o arquiteto Antoine Vieira, os livros podem também ajudar a dar identidade a  um ambiente. “Livros sobre cinema, espalhados na mesa de centro da sala de vídeo da casa, quebra a monotonia e conferem personalidade”, diz.

Organização

Não existe mistério na hora de decorar com livros, mas é preciso ficar atento à organização. “Tem que ter um alinhamento de tamanho, e eles tem que ficar disposto de forma harmoniosa”, diz Antoine. De acordo com o arquiteto, as mesas de centro são os lugares mais indicados para expor os livros. “Eles podem ser  empilhados, espalhados em forma de leque e até para servir de apoio para vasinhos com flores”, explica.

Para o arquiteto Achilles Fernandes, é preciso ter cuidado para não exagerar. Se o livro for muito grande,  a quantidade em cima de uma mesa de centro deve ser de no máximo dois, por exemplo. “Para que não tomem muito espaço e a mesa possa ser usada e decorada com outros elementos decorativos, como vaso com flores e esculturas”, diz Achilles.

Coffee tableBooks

Existem no mercado livros essencialmente criados com apelo decorativo, chamado de coffee table books. São aqueles livros grandes, com pouco texto, repleto de fotografias e com uma capa bem atraente.

“Esses livros se tornam elementos decorativos muito interessantes e ainda passam para  a visita o título de culto e bem informado, ou seja, uma imagem muito boa”, afirma o arquiteto Achilles Fernandes.

Na Saraiva Megastore, por exemplo, existe uma seção exclusiva com livros desses modelos, com assuntos que vão de decoração à música. Aliás, os temas das publicações também merecem atenção, afinal, eles podem dizer um pouco sobre a personalidade e gostos do dono da casa. “Se o livro é de arte passa a impressão que o morador tem o interesse por arte, o que o eleva a categoria de culto e refinado”, conclui Achilles.

Estantes criativas: os livros merecem

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Publicado por: -1 na estante

Vai chegando o final do ano e o clima é de arrumar a vida, a cabeça e a casa para começar tudo de novo no ano que vem. O portal Mulher.net traz dicas legais para esse momento, inclusive em relação à biblioteca. Para quem não conhece, a proposta do site é a de reunir em um só lugar informações sobre temas ligados ao universo feminino. Os assuntos vão desde cabelos, saúde, casa, até trabalho, comportamento, e outros. É difícil uma mulher entrar lá e não se interessar por nada. O portal ainda conta com uma loja online.

Lá tem um artigo com dicas de várias estantes criativas, que podem inspirar uma nova sala ou quarto para a sua casa. Talvez os seus livros não tenham o cantinho que mereçam. Talvez eles precisem apenas de uma estante bem legal para dar a dose de charme que falta na casa.
Encontre um bom marceneiro e inspire-se: tem as estantes lúdicas inspiradas em Alice no País das Maravilhas, tem as expressionistas, tem a Read, que lhe lembra o tempo todo do que você está deixando de fazer. Ainda há a geek, do pac man, a da porta secreta (uma das minhas preferidas), a do yin yang. E se não der pra adotar uma, pelo menos limpar bem os livros, arrumá-los e até trocá-los de lugar também serve.

Você vai ver que isso vai dar uma ajuda no projeto de ler mais em 2013 do que leu em 2012. 🙂

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