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Posts tagged Sua Volta

Concurso Cultural Literário (6)

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meu amigo jesus

Nikolaj tem apenas 13 anos quando perde os pais em um acidente de carro na Dinamarca, ficando aos cuidados de sua irmã, Sis, sete anos mais velha. Com o tempo, o pesado fardo de tomar conta do irmão problemático fica insuportável, mas ele, mesmo já adulto, não consegue suportar a ideia de perder a proteção da irmã. E vai a extremos para chamar sua atenção, colocando em perigo a própria vida e a de quem está à sua volta.

Filhos da maior estrela de rock do país, amada por milhares de fãs, eles recebem uma grande herança, que os deixa ricos. Mas o dinheiro nunca compensará a enorme dor da perda. Um dia, abalado, chega em casa e encontra um desconhecido sentado no sofá. É um motociclista corpulento e barbudo, que parece imune às ameaças de Nikolaj. Diz se chamar Jesus Cristo e o aconselha a limpar seu passado e a ajudar algumas pessoas para que tenha uma vida melhor. Curiosamente, mesmo sem saber quem é aquele estranho, no auge do desespero o jovem acaba aceitando sua ajuda e suas orientações incomuns. E as consequências são surpreendentes…

Uma inusitada tragicomédia sobre confiança e amizade, e sobre como as ações individuais ditam a vida de quem nos cerca. Arrebatador.
Financial Times

Um livro de estreia engraçado, destemido, absurdo, caótico, mas que é, por mais estranho que pareça, uma afirmação da vida. Uma obra surpreendente.
The Guardian

Husum explora uma ideia, já fora de moda, de aceitar o que outra pessoa quer que você faça. E mostra como isso, em uma época de individualismo, talvez seja a melhor coisa que alguém possa fazer.
Herald Tribune

Uma história frenética, num clima para lá de bizarro e repleta de humor negro.
Big Issue

Uma narrativa efervescente, de estilo despojado, e centrada em personagens que são às vezes chocantes e muitas vezes sinistros, mas de um jeito bem engraçado.

Mais um concurso cultural para quem curte ler bons livros.

É bem simples participar: descreva em no máximo duas linhas qual a característica de Jesus Cristo que o mundo mais precisa atualmente.

O resultado será divulgado no dia 30/8 às 17h30 aqui no post e no perfil do twitter @livrosepessoas.

Boa sorte? 🙂

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Parabéns aos ganhadores: Taiza A. B. Silva, Ronara e Márcio Trevisan

‘No Jardim das Feras’ reconstitui o ambiente da ascensão nazista

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Publicado por Folha de S.Paulo

“No Jardim das Feras”, de Erik Larson, narra a crescente tensão em Berlim durante a ascensão nazista. No início, William E. Dodd, que assume a embaixada dos Estados Unidos na Alemanha, e sua família se deslumbram com o país. Aos poucos, passam a testemunhar a crescente perseguição aos judeus e a implantação de leis cada vez mais opressoras.

O livro passou mais de um ano na lista dos best-sellers do jornal “New York Times”. Erik Larson também é autor de “O Demônio na Cidade Branca” e “Fulminado por um Raio”.

Abaixo, leia um trecho do exemplar.

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Erik Larson reconstitui o ambiente cada vez mais opressivo de Berlim (Divulgação)

Erik Larson reconstitui o ambiente cada vez mais opressivo de Berlim (Divulgação)

Das Vorspiel

Era uma vez, na alvorada de uma época muito sombria, dois americanos, pai e filha, que de repente se viram transportados de sua confortável casa em Chicago para o coração da Berlim de Hitler. Ali permaneceram por quatro anos e meio, mas é o primeiro deles que serve de assunto para a história contada a seguir, pois a data coincide com a ascensão de Hitler de chanceler a tirano absoluto, quando tudo era precário e instável, e nada era certo. Aquele primeiro ano foi uma espécie de prólogo, no qual foram apresentados todos os temas da grande epopeia de guerra e assassinatos que estava por vir.

Sempre tive curiosidade de saber o que sentiria um estrangeiro que testemunhasse em primeira mão a formação das trevas do domínio de Hitler. Que aspecto tinha a cidade, o que se ouvia, via e cheirava, e como diplomatas e outros visitantes interpretavam os eventos à sua volta? A visão que se tem hoje é a de que, durante aquele período delicado, o curso da história poderia ter sido facilmente alterado. Por que, então, ninguém o fez? Por que se levou tanto tempo para reconhecer o perigo real representado por Hitler e seu regime?

Como a maioria das pessoas, formei minha ideia inicial daqueles tempos a partir de livros e fotografias que me davam a impressão de que o mundo de então não tinha cor, apenas variações de preto e cinza. Meus dois protagonistas, entretanto, depararam com a realidade em carne e osso, ao mesmo tempo que viviam a rotina das obrigações da vida diária. Todas as manhãs, caminhavam por uma cidade repleta de imensas bandeiras em vermelho, branco e preto; sentavam-se em cafés ao ar livre também frequentados por esguios integrantes das SS em seus uniformes pretos e, de vez em quando, vislumbravam o próprio Hitler, um homem pequeno num grande Mercedes conversível. Mas também passavam todos os dias por casas cujas sacadas exibiam exuberantes gerânios vermelhos; faziam compras nas vastas lojas de departamento da cidade; ofereciam chá aos amigos e respiravam com volúpia as fragrâncias de primavera do Tiergarten, o principal parque de Berlim. Conheceram socialmente Goebbels e Göring, com quem jantavam, dançavam e gracejavam – até que, ao fim do primeiro ano, ocorreu um evento que se mostraria altamente significativo, por revelar o verdadeiro caráter de Hitler e por lançar a pedra fundamental da década seguinte. Para o pai e para a filha, aquilo mudou tudo.

Esta é uma obra de não ficção. Como é de hábito, tudo o que estiver entreaspas provém de carta, diário, texto biográfico ou outro documento histórico. Nestas páginas, não fiz o menor esforço para escrever outra grandiosa história daquela época. Meu objetivo era mais intimista: revelar aquele mundo do passado por meio das experiências e percepções de meus dois personagens principais, pai e filha, que, ao chegarem a Berlim, embarcaram numa viagem de descoberta, de transformação e, finalmente, do mais profundo desgosto.

Não há heróis aqui, pelo menos daquela variedade que figura em A Lista de Schindler, mas há lampejos de heroísmo e pessoas que se comportam com inesperada elegância. Há sempre nuances, embora por vezes tenham natureza perturbadora. Este é o problema da não ficção. É preciso deixar de lado aquilo que todos nós – agora – sabemos ser verdade e tentar seguir meus dois inocentes pelo mundo tal qual o conheceram.

Eram pessoas complicadas, movimentando-se numa época complicada, antes que os monstros revelassem sua verdadeira natureza.

Erik Larson
Seattle

Estudantes de escolas americanas publicam segredos na web

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Em páginas do Facebook, alunos fazem confissões anônimas
Fan pages no formato “Confessions” são populares entre os alunos do ensino médio nos Estados Unidos
Mesmo modelo foi adotado para universitários em página de Portugal

Em página de escola americana, estudante anônima confessa ter transtorno alimentar Reprodução do Facebook

Em página de escola americana, estudante anônima confessa ter transtorno alimentar Reprodução do Facebook

Publicado em, O Globo

RIO – Estudantes do ensino médio nos Estados Unidos têm usado o Facebook para desabafar suas angústias, mas sob a condição de anonimato. Fan pages (não oficiais) de diversos colégios vêm incentivando rapazes e garotas a confessarem seus segredos mais íntimos – que, provavelmente, seriam motivo de fofoca nos corredores da escola se a identidade dos autores fosse revelada.

As páginas, que recebem o nome de “Confessions” (confissões), funcionam mais ou menos da mesma forma que o formato “Spotted”, que ficou famoso nas universidades mundo afora: o administrador anônimo da página recebe as mensagens (que podem ser enviadas de forma anônima ou não) e as publica na rede. Cada colégio tem a sua página, exclusivamente com segredos de seus alunos.

O recurso é usado por quem quer confessar segredos lights, como paixões não correspondidas, e também mais pesados. Alguns alunos já revelaram ter distúrbio alimentar, uma doença sexualmente transmissível e também falaram sobre a vergonha de admitir publicamente ser homessexual. Um dos segredos mais tocantes – e mais curtidos até hoje – é o de uma aluna da Mililani High School. No relato, ela confessa ter sido estuprada.

“Eu ouvi pessoas conversando sobre estupro hoje na escola. Elas disseram que a culpa era da garota, que se ela não queria isso, ela não deveria se vestir ou agir daquela forma. Algumas pessoas são realmente ignorantes. Você não conhece quem está a sua volta. No meu ano de caloura [primeiro ano do ensino médio], eu fui estuprada. O que eu estava vestindo? Suéter. Um suéter feio e largo. O que eu estava fazendo? Saindo da biblioteca e indo para casa. Explique-me como foi minha culpa. Eu o provoquei? Pensem antes de falar. São idiotas como vocês que tornam andar pela escola todos os dias um verdadeiro inferno”, escreveu a estudante, sem se identificar.

Segredos universitários

Em Portugal, outra página tem a mesma função, mas um público-alvo diferente. A página “Confissões de um estudante universitário” abriga relatos, também anônimos, de alunos de várias faculdades. A maioria das situações descritas na página é tragicômica. Dois alunos contam, por exemplo, que fizeram xixi no corredor de uma república feminina. Já uma menina relata que perdeu as chaves de casa, a carteira e o celular na sua festa de aniversário.

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