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10 livros de Milan Kundera que você deveria ler

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Milan Kundera

Escritor checo fez sucesso nos anos 80, com o título “A Insustentável Leveza do Ser”, e continua atual até os dias de hoje

Nathalia Tourais, no Guia da Semana

Milan Kundera iniciou sua vida literária escrevendo poemas, porém, já em seu primeiro romance, “A Brincadeira”, inseriu aspectos políticos e fez uma sátira da natureza do totalitarismo do período comunista. Assim, por força de suas críticas aos soviéticos, o autor foi adicionado à lista negra do partido e suas obras foram proibidas imediatamente após a invasão soviética.

Após se mudar para a França, passou a fazer uma inusitada mistura de romance, contos curtos e ensaios, que ditaram o tom de suas obras pós-exílio. Seu trabalho mais popular é o título “A Insustentável Leveza do Ser”, que mostra como uma vida é sempre um rascunho de si mesma e impossível de repetir-se.

Compreendido por muitos como um escritor político, seus livros vão muito além e retratam conteúdos filosóficos simplesmente incríveis. E devido a profundidade de todos eles, o Guia da Semana lista 10 que você deveria ler. Confira:

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER

É um livro em que o desenvolvimento dos enredos erótico-amorosos se conjuga com extrema felicidade à descrição de um tempo histórico politicamente opressivo e à reflexão sobre a existência humana como um enigma que resiste à decifração – o que lhe dá um interesse sempre renovado. Quatro personagens protagonizam essa história – Tereza e Tomas, Sabina e Franz. Por força de suas escolhas ou por interferência do acaso, cada um deles experimenta, à sua maneira, o peso insustentável que baliza a vida, esse permanente exercício de reconhecer a opressão e de tentar amenizá-la.

A IMORTALIDADE

A partir do gesto que uma mulher faz a seu professor de natação quando sai da piscina, a personagem Agnes surge na mente de um autor chamado Kundera. Como a Emma de Flaubert ou a Anna de Tolstoi, a Agnes de Kundera torna-se objeto de fascínio e de uma busca insondável. Ao imaginar o cotidiano dessa personagem, o narrador-autor dá corpo a um romance em sete partes, que intercala as histórias de Agnes, seu marido Paul e sua irmã Laura com uma narrativa retirada da história da literatura – a relação de Goethe e Bettina von Arnim. Com seus personagens reais e inventados, Kundera reflete sobre a vida moderna, a sociedade e a cultura ocidentais, o culto da sentimentalidade, a diferença entre essência individual e imagem pública individual, os conflitos entre realidade e aparência, as variedades de amor e de desejo sexual, a importância da fama e da celebridade, e a típica busca humana pela imortalidade.

O LIVRO DO RISO E DO ESQUECIMENTO

Primeiro romance escrito na França por Milan Kundera, ‘O livro do riso e do esquecimento’ é uma narrativa entrecortada de erotismo e imagens oníricas. Em sete partes aparentemente autônomas, o autor lança um olhar sobre o cotidiano da República Tcheca após a invasão russa de 1968 – as desilusões da juventude, a desorientação dos intelectuais, a prepotência dos líderes políticos. Kundera articula o destino individual dos personagens e o destino coletivo de um povo, a vida ordinária de pessoas comuns e a vida extraordinária da História.

A FESTA DA INSIGNIFICÂNCIA

Na forma de uma fuga com variações sobre um mesmo tema, Kundera transita com naturalidade entre a Paris de hoje em dia e a União Soviética de ontem, propondo um paralelo entre essas duas épocas. Assim o romance tematiza o pior da civilização e lança luz sobre os problemas mais sérios com muito bom humor e ironia, abraçando a insignificância da existência humana.

A BRINCADEIRA

Um estudante envia um cartão-postal ironizando o dogmatismo comunista. Punido com anos de trabalho braçal, ele tentará se vingar, mas não sem enfrentar uma série de perguntas. No centro dessa narrativa, contudo, não está a História nem a política, mas sim os enigmas da existência humana.

A IDENTIDADE

Chantal, uma bela mulher não muito jovem, descobre na praia um mundo que não lhe agrada – os homens lhe parecem ridículos, infantilizados, voltados só para os filhos. São todos ‘papais’, desprovidos de qualquer encanto erótico. Acreditando viver em um mundo em que os homens já não se viram para olhar para ela, Chantal vê Jean­Marc invadido por um sentimento de compaixão pela mulher amada. Pouco a pouco Milan Kundera levará Chantal e Jean­Marc para a fronteira invisível que separa o real e o sonho, construindo um pesadelo em que o mais assustador será perder a identidade do outro. (mais…)

Embalagens para conservação

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Publicado por Biblioteca da Eca

Promovido pela Associação de Arquivistas de São Paulo (ARQ-SP) e ministrado por Fernanda Brito, o curso mostrou, na prática, técnicas para confecionar alguns modelos de caixas e envelopes para conservação, com o objetivo de capacitar o profissional da área a criar suas próprias soluções de acondicionamente.

Segundo Elizabete, a prática e o conhecimento de técnicas de encadernação artesanal que Rosa e ela já adquiriram em cursos anteriores e no exercício de suas atividades na Biblioteca foi fundamental para o seu bom desempenho no momento da execução dos modelos.

As técnicas aprendidas já estão sendo compartilhadas com os demais funcionários da Biblioteca que trabalham com preservação de documentos.

Rosa e Elizabete confeccionaram, entre outras embalagens, as seguintes caixas:

Caixa Solander

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Confeccionada com papelão rígido próprio para encadernação, com revestimento interno em Tyvec e externo em Museum Barrier Paper, é uma caixa bastante resistente, própria para acondicionar manuscritos e coleções especiais. Foi criada pelo botânico sueco Daniel Carlsson Solander.

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Caixa em cruz com abas

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Usada para guarda de livros, suas abas laterais evitam a entrada de poeira e luz. Feita com papel alcalino Archival Board, livre de ácidos e lignina, sem fibras recicladas nem branqueadores.

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O curso foi pago com recursos da ProQual – Comissão do Programa Permanente de Qualidade de Produtividade da ECA USP, iniciativa de grande importância para a formação do corpo funcional da Universidade.

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