Contando e Cantando (Volume 2)

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Harry Potter deveria ter se casado com Hermione, diz J.K. Rowling

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Harry Potter (Daniel Radcliffe, à frente), Hermione (Emma Watson) e Ron (Rupert Grint) em cena do filme "Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2", o último da série

Harry Potter (Daniel Radcliffe, à frente), Hermione (Emma Watson) e Ron (Rupert Grint) em cena do filme “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2”, o último da série

Publicado na Folha de S.Paulo

Sete anos após concluir a saga do bruxinho Harry Potter, a escritora britânica J.K. Rowling revelou um arrependimento com o final da série.

Segundo ela, Hermione Granger deveria ter ficado com Harry Potter e não com Ron Weasley.

No final da saga, Harry casa-se com Ginny Weasley, irmã de seu melhor amigo, Ron.

Muitos leitores dos livros torciam para que Harry e Hermione formassem um casal.

A revelação foi feita à edição de fevereiro da revista “Wonderland”, em entrevista conduzida pela atriz Emma Watson, que encarnou Hermione nos oito filmes da série. O jornal britânico “The Sunday Times” divulgou trechos da conversa em sua edição de hoje (dia 2).

“Eu escrevi a relação de Hermione e Ron como uma forma de realização de um desejo. Por razões que têm pouco a ver com a literatura e muito mais a ver comigo, e meu apego à trama que havia imaginado, Hermione terminou com Ron”, disse Rowling.

“Eu sei, me desculpe, eu posso ouvir a raiva e a fúria que isso pode causar em alguns fãs, mas estou sendo absolutamente honesta, a distância me deu uma perspectiva sobre isso. Foi uma escolha que eu fiz por razões pessoais, não por razões de credibilidade”, afirmou.

Segundo Rowling, Hermione e Ron provavelmente acabariam fazendo terapia de casal. “Estou partindo o coração das pessoas por dizer isso? Espero que não.”

Emma Watson também comentou que Harry seria um marido melhor para sua personagem.

“Eu acho que há fãs que sabem disso e que também pensam se Ron seria realmente capaz de fazer Hermione feliz.”

J. K. Rowling, Stephen King e outros anônimos

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Por que alguns escritores de sucesso decidem usar pseudônimos e fugir da fama ?

Danilo Venticinque na revista Época

Nem Dan Brown, nem E. L. James: a sensação do mercado editorial é o estreante Robert Galbraith, autor de um romance policial muito elogiado.

Se você não o conhece, fique tranquilo. Robert Galbraith não existe. O escritor é um pseudônimo de J. K. Rowling, autora da série Harry Potter. O segredo, mantido desde o lançamento do romance The cuckoo’s calling por Galbraith, foi desvendado pelo jornal Sunday Times depois que um repórter recebeu uma dica anônima pelo Twitter. Análises linguísticas feitas por computadores mostraram grandes semelhanças entre os estilos de Rowling e Galbraith. Os dois também tinham o mesmo agente e o mesmo editor. No último domingo (14), Rowling admitiu que era a verdadeira autora do livro. “Eu esperava manter esse segredo por mais tempo, porque ser Robert Galbraith foi uma experiência libertadora”, disse Rowling.

Num mercado em que milhares de anônimos buscam a fama, o que leva a autora mais popular do mundo a buscar o anonimato?

Observar as reações ao lançamento de Morte súbita, o primeiro romance adulto de Rowling, pode ser um bom ponto de partida para ensaiar uma resposta a essa pergunta. Lançado em setembro do ano passado, o livro foi recebido com uma reação morna da crítica e dos leitores. Foram raras as resenhas, profissionais ou amadoras, que não o compararam à obra anterior da autora. O maior defeito de Morte súbita era não ser Harry Potter. Qualquer texto adulto que a autora escrevesse, dali em diante, ficaria à sombra do maior sucesso infantojuvenil de todos os tempos.

Aos 47 anos, J. K. Rowling poderia dedicar o resto de sua vida a espremer Harry Potter até a última gota, mesmo depois de ter dado à história o final que desejava. Muitos escritores fazem isso com séries de sucesso, o que é péssimo para os fãs, para os personagens e para o próprio autor. A decisão de escrever novos livros, em gêneros diferentes, é uma demonstração de respeito de Rowling à sua obra e a seus leitores. Recomeçar a carreira, com outro nome, é uma tentativa de permitir que seus novos romances não sofram com comparações despropositadas. Quando uma obra se torna maior do que o próprio autor, o autor tem o direito de se recriar.

Os autores e suas máscaras

Escrever sob um pseudônimo é uma prática comum. Alguns autores o fazem sem esconder sua identidade. Fãs do irlandês John Banville sabem que ele assina romances policiais como Benjamin Black. A best-seller Nora Roberts adota o pseudônimo J. D. Robb para suas histórias de suspense. Algumas capas de livros estampam os dizeres “Nora Roberts escrevendo como J. D. Robb”, para não deixar dúvidas sobre a autoria. Nesses casos, o pseudônimo serve apenas para que o leitor saiba que lerá algo de um gênero diferente daquele ao que o autor costuma se dedicar. Seguindo essa tradição, não é anormal que uma autora infantojuvenil de sucesso decida usar um novo nome para escrever um romance policial.

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Autora da saga ‘Harry Potter’ publica livro de suspense usando pseudônimo

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Publicado por Folha de S.Paulo

A escritora britânica J. K. Rowling, autora das bem-sucedidas histórias do bruxo Harry Potter, escreveu em segredo um suspense sob o pseudônimo de Robert Galbraith, segundo revela neste domingo (14) o jornal “The Sunday Times”.

Trata-se de “The Cuckoo’s Calling”, um livro publicado em abril e que relata a história de um ex-combatente que responde ao nome de Cormoran Strike e que se transforma em detetive privado.

Desde sua publicação, Rowling vendeu 1.500 cópias, mas o segredo foi descoberto depois que o “Sunday Times” se perguntou como podia ser que um autor que publicava pela primeira vez pudesse conseguir uma resposta tão imediata.

J.K. Rowling, autora da série "Harry Potter"  / Carlo Allegri/Reuters

J.K. Rowling, autora da série “Harry Potter” / Carlo Allegri/Reuters

“Eu esperava guardar este segredo durante um tempo mais porque ser Robert Galbraith foi uma experiência libertadora”, disse a autora em declarações que publica o jornal.

“Foi maravilhoso publicar sem expectativa e por puro prazer para obter uma resposta com um nome diferente”, acrescentou.

Uma das pistas que levaram a descobri-la é que Rowling e Galbraith compartilhavam o mesmo agente e a mesma editora.

O livro foi publicado pela Sphere, parte do grupo editorial Little, Brown Book Group, que lançou no ano passado seu primeiro romance para adultos “The Casual Vacancy”.

Rowling publicou esse livro 15 anos depois de lançar o primeiro episódio da saga de Harry Potter, traduzida para 73 idiomas e da qual vendeu 450 milhões de cópias em mais de 200 países.

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