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O bicho-da-seda

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Cristine, no Cafeína Literária

O bicho-da-seda
Robert Galbraith (a.k.a. J.K.Rowling)

Quando do desaparecimento do romancista Owen Quine, sua esposa procura o detetive particular Cormoran Strike. Inicialmente, ela pensa apenas que o marido se afastou por alguns dias — como fez antes — e quer que Strike o encontre e o leve para casa.
Mas, à medida que investiga, fica claro para Strike que há mais no sumiço de Quine do que percebe a esposa. O romancista acabara de concluir um livro retratando maldosamente quase todos que conhece. Se o romance fosse publicado, a vida deles estaria arruinada — assim, muita gente pode querer silenciá-lo.
E quando Quine é encontrado brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, torna-se uma corrida contra o tempo entender a motivação de um assassino impiedoso, um assassino diferente de qualquer outro que Strike tenha encontrado na vida…
(fonte: rocco.com)

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30 citações de grandes autores e suas razões para escrever – E você, por que escreve?

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Amanda Leonardi, no Literatortura

Escrever sempre foi algo bem peculiar e muitos se perguntam e repetidamente tentam responder a si mesmos de diversas formas o porquê da escrita literária. Afinal, por que escrevemos? A resposta para tal questão sempre pode mudar, talvez por poder ser várias respostas, talvez por ser uma razão viva, em constante desenvolvimento, portanto nunca determinada. Por que se escreve então? Para contar histórias? Talvez, também por isso. Para expressar nossa visão política, teorias filosóficas, reflexões metafísicas? Também, claro! Entretanto, nem toda escrita é igual, assim como nem todo escritor é igual – nenhum é igual, na verdade. Sim, isso é um pouco óbvio, mas é preciso relembrar que, apesar de escritores poderem ter estilos semelhantes (escritores de teatro, comédia, drama, romance, terror, suspense, poesia romântica, poesia parnasiana, etc), cada um escreve de um jeito próprio. Sim, no começo podemos absorver algo do estilo daqueles que mais lemos, de forma que nossa voz soe um pouco semelhante às de nossos autores mais lidos, assim como a voz de um jovem pode começar a soar como as vozes de seus pais.

Porém, depois de muita leitura e escrita, o escritor consegue encontrar a própria voz. E tal voz nunca é a mesma – mudamos sempre, portanto, não funciona assim: “hoje encontrei o meu estilo de escrita e vou escrever sempre dessa forma, agora resolvi que vai ser assim”, não! Escrever é como respirar, como sangrar, como nascer ou morrer dentro das palavras. A escrita é algo vivo que corre nas veias como sangue. O escritor renasce a cada palavra escrita, a cada texto encontra uma nova versão de si, um ângulo novo de sua alma. Por isso escrever é tão único – é o que nos torna o que somos, pois nos transforma à medida que nos descobrimos nas palavras. É um reflexo da essência do subconsciente que se joga no papel quando escrevemos. É construir um espelho com as palavras, ou uma estrada que leve a algum lugar antes invisível. Escrever pode ser muitas coisas, tudo ao mesmo tempo. Pode ser uma forma de se perder, de esquecer-se de si mesmo, de seus dilemas e apreensões, ao mesmo tempo em que pode ser a melhor forma de tentar resolvê-los, tentando encontrar a si mesmo em meio às letras que surgem no papel pelo impulso da escrita.

Palavras podem funcionar como sóis em formas linguísticas, estrelas feitas de letras que clareiam os cantos mais obscuros dos universos de nossos pensamentos. Algumas vezes tornam tudo tão perfeitamente visível que é como se o abstrato fosse sólido; palavras têm o poder de tornar a existência mais real, de tornar o efêmero algo que se pode visualizar, apesar de cada um acabar sempre o visualizando de forma distinta. É poder se guardar em palavras e depois se reencontrar, lembrar como pensava antes, repensar textos antigos, para que o escritor possa desenhar sua visão de mundo, talvez. Desenhar a alma com letras – ou algo da essência da mente humana que chamo de alma – uma forma de encontrar a própria alma, ou ir construindo-a letra por letra. Escreve-se para existir, para desenvolver os pensamentos e conversar com o próprio texto, de forma que ele vai se desenrolando, vindo de um infinito de ideias o qual nem era visível antes de se iniciar um texto. É uma forma de conversar consigo mesmo, talvez, de se usar palavras como lanternas para iluminar os labirintos da própria existência – ou construir o caminho desta.

Enfim, escrever pode ser um jeito de existir mais, uma forma de se salvar, de registrar pensamentos que transbordam de uma mente em chamas ou de tentar quebrar o gelo de uma alma congelada. As letras são habitações de almas humanas, ou podem ser. São cores linguísticas para dar vida a pensamentos sonâmbulos, para preencher o silêncio, o vazio das horas. As palavras podem ser remédios para curar certas sombras nocivas à mente, dificilmente perceptíveis por psicólogos ou qualquer outro profissional da área. Escrever pode aliviar dores invisíveis, é uma forma de sangrar sem morrer ou ficar com cicatrizes, pois, sim, as palavras são mágicas e podem virar um caminho de volta à vida, como diz uma das citações que veremos abaixo.

E, claro, palavras também são meios de contar histórias e construir mundos e seres novos, feitos de letras, vírgulas e memórias. A escrita, como muitos escritores dizem, é mágica, talvez por isso tantos que adquirem o hábito de tecer pensamentos com letras nunca mais param. E talvez por isso mesmo muitos tenham até chegado a escrever diversas vezes sobre o ato de escrever e o que os motiva a tal prática, que é um dos maiores e melhores vícios de suas vidas. E o que já escreveram sobre isso? Leia abaixo 30 citações de grandes escritores sobre as razões da escrita. E, se encontrar nas citações qualquer semelhança com as idéias deste texto aqui, é porque tais palavras são, sim, inspiradas nas palavras dos grandes mestres listados abaixo. E também porque algumas das razões para escrever são universais, assim como as razões para respirar.

1. Escrever é mágico, é tanto a água da vida quanto qualquer outra arte. A água é grátis. Então beba. Beba e preencha-se -Stephen King

2. Escrever não é vida, mas acho que às vezes pode ser um caminho de volta à vida. – Stephen King

3. A vida não é um suporte para a arte. É ao contrário. – Stephen King

4. Se não escrevo para esvaziar minha mente, eu enlouqueço. – Lord Byron

5. Eu crio arte. Às vezes, arte verdadeira. E, às vezes, isso preenche os espaços vazios na minha vida. Alguns deles. Não todos. – Neil Gaiman

6. Amanhã pode ser tudo um inferno, mas hoje foi um bom dia de escrita, e em bons dias de escrita, nada mais importa. – Neil Gaiman

7. O mundo sempre parece mais interessante quando você acaba de criar algo que não existia antes. – Neil Gaiman

8. Escrever é fazer com que a vida faça sentido. Você trabalha a vida toda e talvez tenha conseguido encontrar sentido em uma pequena área dela. – Nadine Gordimer

9. Eu devo escrever tudo, a qualquer custo. Escrever é pensar. É mais do que viver, é viver conscientemente. – Anne Morrow Lindbergh

10. Não se escreve por se querer dizer alguma coisa, escreve-se porque se tem alguma coisa para dizer. – Scott Fitzgerald

11. Escreva o que não deve ser esquecido. – Isabel Allende

12. Escrever é quando vôo, escrever é quando começo incêndios. Escrever é quando tiro a morte do meu bolso esquerdo, atiro-a contra a parede e a pego de volta no rebate.- CharlesBukowski

13. Essas palavras que escrevo me protegem da completa loucura. – CharlesBukowski

14. Escrever é uma maneira de falar sem ser interrompido. – Jules Renard

15. Escrevemos porque não queremos morrer. É esta a razão profunda do ato de escrever. – José Saramago

16. No fundo, todos temos necessidade de dizer quem somos e o que é que estamos a fazer e a necessidade de deixar algo feito, porque esta vida não é eterna e deixar coisas feitas pode ser uma forma de eternidade. –José Saramago

17. Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida.– Eugénio Andrade

18. Escrever é ter a companhia do outro de nós que escreve. – Vergílio Ferreira

19. Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada… Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro… – Clarice Lispector

20. Escrever te dá a ilusão do controle, até que você percebe que é só uma ilusão, que as pessoas irão trazer suas próprias impressões para dentro do que você escreveu. – David Sedaris

21. Escrever é uma forma socialmente aceitável de esquizofrenia. – E.L. Doctorow

22. O papel de um escritor não é dizer aquilo que todos somos capazes de dizer, mas sim aquilo que não somos capazes de dizer.- AnaïsNin

23. Escrevemos para saborear a vida duas vezes – no momento e em retrospetiva.- AnaïsNin

24. Enquanto escritor, as palavras são a sua tinta. Utilize todas as cores.- Rhys Alexander

25. Escreva sobre aquilo que sabe e aquilo que adora. Quando nos conseguimos expor no papel, chama-se a isso boa escrita.- Joel Chandler Harris

26. Escrever é a única coisa que, quando o faço, não sinto que deveria de estar a fazer outra coisa.- Gloria Steinem

27. Se não quer ser esquecido quando morrer, deve escrever algo que valha a pena ler ou fazer alguma coisa sobre a qual vale a pena escrever.- Benjamin Franklin

28. Qualquer pessoa pode fazer história. Mas apenas um grande homem pode escrevê-la. – Oscar Wilde

29. Se tem um livro que você quer ler, mas ainda não foi escrito, então você deve escrevê-lo – Toni Morrison

30. Não há maior agonia do que carregar uma história não contada dentro de você – Maya Angelou

E você, leitor, por que escreve? Concorda com os autores citados? Não? Comente nos dizendo o que o/a leva a escrever!

Stephen King: horror na biblioteca

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Júlia A. Tezza, no Homo Literatus

O mistério sempre despertou um interesse muito maior nas pessoas do que aquilo que está escancarado para todos verem. Stephen King (Portland, 21 de Setembro de 1947) sabe bem disso, tanto que sabe usar desta faceta em suas obras de terror e suspense, tão aclamadas mundialmente. De carros assassinos, passando por poderes sobrenaturais, sede de vingança, esperança e mortes cruéis, o leitor encontra em King uma forma de satisfazer sua dose de medo, de raiva, ou apenas apreciar este gênero literário absolutamente instigante.

Na missão por descobertas de novos autores, sem um gênero preferido definido, em plena adolescência, eu me encontrava perdida na biblioteca pública da cidade. Quando se possui dias inteiros livres, cuja única obrigação da vida era estudar pela manhã, o aproveitamento do tempo em cima dos livros se tornava quase que sagrado para mim. Começava a caçada por ordem alfabética, fazendo a separação entre literatura nacional e estrangeira. Como pouco conhecia dos gringos, comecei por eles, mas como a sala onde a letra “S” sempre era a mais vazia, resolvi pular algumas letras e aproveitar o sossego. Sem desmerecer os autores que por ordem alfabética vinham antes, houve algo que me atraiu naquele nome imponente e com um acervo razoável a minha frente. Lembro-me que minha paixão por livros velhos já havia aflorado anteriormente, o que me fez pegar o livro mais acabado daquela prateleira. Grosso, páginas amarelas, capa e contra capa moderadamente mal cuidada. Segurei aquele livro como quem tem em mãos o tesouro mais precioso do mundo, e ali começava uma das minhas viagens mais loucas na literatura: Desespero. A capa era ilustrada com uma boneca caída no chão, acho que daquelas de pano, com um olho de cada cor, no meio do nada, e ainda haviam insetos que faziam aquele ambiente ainda mais assustador. Não tive dúvidas, eu precisava ler aquele livro. Como o prazo para renovação era feito a cada semana, eu devo ter renovado umas duas ou três vezes no máximo, pois devorava os livros que pegava com muita facilidade. Ainda mais sabendo que haviam outros livros do King me esperando na biblioteca.

1Nesta época eu não era muito chegada a filmes, a internet não era esta beleza de hoje em dia, que te proporcionas assistir a filmes online e tudo mais. Era discada, além de demorar pra caramba até finalmente conectar, o serviço não era de qualidade. Fui tomar conhecimento dos filmes baseados nas obras do autor anos depois, o que por um lado foi muito bom, pois consegui ler grande parte de seus livros antes de ter contato com os filmes. Devo dizer que há realmente muita coisa chata, mal feita e sem nexo com os livros. Sempre acontece isso, ou ao menos na grande maioria das vezes que se roda um filme baseado em livro. O triste mesmo nisso tudo são aquelas pessoas que nunca leram a obra e acharão o longa o máximo. Triste.

Stephen King não é apenas um escritor de terror, ele insere elementos que nos deparamos em nosso cotidiano, juntamente com elementos fantásticos, improváveis, absurdos e faz com que tu fiques presa ao livro do início ao fim. Que sintas medo, raiva, e até ache cômico algumas situações. Ler este autor é sempre uma grande descoberta literária, ainda mais se tu gostas do gênero. Se aventure assim como eu me aventurei, seja em uma biblioteca, livraria ou em algum sebo. Afinal, o medo é instigante.

James Patterson é o escritor mais bem pago do mundo, segundo a ‘Forbes’

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Revista divulgou lista com autores com os maiores rendimentos, e o norte-americano continua no topo da lista com US$ 90 milhões por ano

Imagem: Google

Imagem: Google

Publicado por Estadão

A lista de autores mais bem pagos do mundo de 2014 inclui três novatos, que tiveram rendimentos superiores a US$ 9 milhões neste ano (e nasceram depois de 1970): Veronica Roth (da série Divergente), John Green (A Culpa É das Estrelas) e Gillian Flynn (Garota Exemplar).

Os três são autores de literatura young adult, destinada a jovens leitores. Um estudo da Bowker Market Research, de 2012, sugeriu, entretanto, que 55% dos livros de YA são comprados por pessoas com mais de 18 anos, e na maioria dos casos são destinados para sua própria leitura.

O número 1 da lista continua sendo James Patterson – com uma média de 14 livros por ano (escritos com coautores) e um rendimento aproximado de US$ 90 milhões entre junho de 2013 e junho de 2014. Patterson publicou seu primeiro livro em 1976, e desde então vendeu mais de 300 milhões de cópias. Ele é o autor das séries de suspense de Alex Cross e Michael Bennet, e também escreve livros young adult, além de trabalhos esparsos na TV e no cinema.

O segundo lugar ficou com Dan Brown – que se juntou à lista em 2004, com O Código da Vinci, e nunca mais saiu. Em 2013, de acordo com a Forbes, seu mais recente livro, Inferno, vendeu mais de 1,4 milhão de cópias só nos EUA – rendendo US$ 28 milhões para Brown.

A lista segue com Nora Roberts (US$ 23 milhões), Danielle Steel (US$ 22 milhões), Janet Evanovich (US$ 20 milhões), Jeff Kinney, Veronica Roth, John Grisham e Stephen King (US$ 17 milhões), Suzanne Collins (US$ 16 milhões), J. K. Rowling (US$ 14 milhões), George R. R. Martin (US$ 12 milhões), David Baldacci (US$ 11 milhões), Rick Riordan e E. L. James (US$ 10 milhões), Gillian Flynn e John Green (US$ 9 milhões).

E se Saul Bass tivesse criado a abertura de “Game of Thrones”?

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A resposta está nesta sequência assinada por Milan Vuckovic

Amanda de Almeida, no B9

Saul Bass fez muita coisa bacana ao longo de sua frutífera carreira, mas talvez as aberturas e pôsteres de filmes de Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick e Martin Scorsese sejam os mais presentes na memória do grande público.

E foi inspirado por este grande mestre que o designer alemão Milan Vuckovic criou uma abertura alternativa para uma de suas séries favoritas (e nossas também), Game of Thrones.

Tão bacana quanto o trabalho gráfico é a trilha sonora, assinada por Scott Bradlee e Dave Koz, que confere aquele ar de suspense e mistério dos clássicos de Hitchcock ao tema original criado por Ramin Djawadi.

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