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Nobel de Literatura será anunciado no dia 13 de outubro

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bielorrussa Svetlana Alexievitch

bielorrussa Svetlana Alexievitch

Resultado sairá uma semana depois do calendário habitual

Publicado no Zero Hora

A Academia Sueca informou nesta sexta-feira que o anúncio do próximo vencedor do Nobel de Literatura acontecerá em 13 de outubro, uma semana depois do calendário habitual. Em geral, o prêmio é anunciado na primeira quinta-feira de outubro, na mesma semana que as outras categorias da premiação criada pelo filantropo sueco Alfred Nobel. Mas, por razões de calendário, em 2016, o prêmio de Literatura será o último a ser concedido.

A lista começa com Medicina nesta segunda-feira, seguido por Química na terça, Física na quarta, o Nobel da Paz na sexta e Economia no dia 10.

– Não há sinal de divergência entre os acadêmicos. A razão é simples: nossos estatutos preveem quatro reuniões em quintas-feiras consecutivas a partir da penúltima quinta-feira de setembro antes de anunciar o premiado – disse à AFP o acadêmico Par Wastberg – É aritmético – completou, antes de concordar que isto “dá mais tempo para especular” sobre o vencedor.

A votação final para escolher entre os cinco últimos autores da lista de possíveis premiados acontece apenas na última reunião, poucas horas antes do anúncio oficial. Neste ano, mais uma vez, qualquer prognóstico é arriscado.

O japonês Haruki Murakami é o favorito dos leitores, mas outros nomes muito citados são os do poeta sírio Adonis e do romancista queniano Ngugi wa Thiong’o, assim como os americanos Don DeLillo, Philip Roth e Joyce Carol Oates. Outros nomes recordados incluem o britânico Salman Rushdie, o albanês Ismail Kadaré e o israelense David Grossman, assim como o tcheco naturalizado francês Milan Kundera e o dramaturgo norueguês Jon Fosse.

Em 2015, a bielorrussa Svetlana Alexievitch foi a premiada. No ano anterior o vencedor foi o francês Patrick Modiano.

Nobel Svetlana Alexievitch faz a mesa mais intensa da Flip

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Foto: Walter Craveiro / Divulgação / Divulgação

Foto: Walter Craveiro / Divulgação / Divulgação

 

Autora de “Vozes de Tchernóbil” falou sobre sua experiência ouvindo pessoas comuns para montar parte da história do século 20

Carlos André Moreira, no Zero Hora

Devido ao caráter vetusto do prêmio mais que centenário, não é sempre que se espera intensidade de um Prêmio Nobel de Literatura. Portanto, talvez tenha sido surpresa para alguns que a mesa mais intensa desta 14ª Festa Literária Internacional de Paraty tenha ocorrido na tarde deste sábado, pela voz da jornalista Svetlana Alexievitch – e que essa voz tenha sido calma e lúcida, instrumento que a autora de Vozes de Tchernóbil usa para se transformar, em suas próprias palavras, em um ouvido a serviço de seus personagens. Além de ter lotado o espaço da tenda dos autores, a Nobel também reuniu mais de 1,8 mil pessoas interessadas em ver sua palestra no telão que transmite as sessões para quem não comprou o ingresso.

Svetlana já teve dois livros lançados por aqui: sua obra mais conhecida no mundo (embora pouco conhecida em lugares como o Brasil antes do Nobel), Vozes de Tchernóbil, e A Guerra não tem rosto de mulher. Ambos, bem como os demais livros da autora ainda não publicados por aqui, são montados como uma coleção de depoimentos em primeira pessoa em que a autora limita a breves comentários sua participação, preferindo apresentar monólogos de gente comum que montam um panorama único da história russa por meio de seu testemunho. Respondendo a uma pergunta do mediador Paulo Roberto Pires, jornalista e editor da Serrote, ela datou na infância em uma aldeia na Bielorrússia, no imediato pós-Segunda Guerra.

— Fui criada numa aldeia em que quase não havia homens, e as mulheres eram maioria. Por meus pais serem professores, tínhamos livros em casa, mas eu preferia sair para a rua e ouvir as mulheres reunidas contando suas histórias. Achava que ouvi-las contar como haviam se despedido de seus maridos indo para a guerra me ensinaria muito mais do que os livros – contou.

Depois de haver se formado em jornalismo e exercido a profissão por 10 anos, Svetlana voltaria a esse fascínio pelas vozes comuns até como uma forma de escapar do que considerava um problema no ofício, a superficialidade e o hábito de se focar em banalidades. Começou então seu longo projeto no qual cada livro demora muito tempo.

— Para escrever O Declínio do Homem Soviético (seu quinto livro sobre a história da União Soviética, publicado em 2014 e ainda inédito no Brasil), levei 17 anos. Porque eu entrevisto muita gente e gravo tudo. Porque no papel você tem dificuldade de mostrar a personalidade daquela pessoa. E de um depoimento de cem páginas, posso usar quatro ou cinco, e assim vou montando esse panorama.

Para ganhar a confiança de tanta gente a ponto de elas abrirem suas histórias e experiências mais íntimas, Svetlana tem um método também responsável pela demora em concluir seus livros:

— Eu não faço entrevistas. Eu converso. Como estou conversando com você aqui agora – disse ela ao mediador. – Não me aproximo querendo tirar algo, mas como um ser humano se aproximando de outro. Conversamos sobre tudo. Se estou falando com uma mulher que lutou na Segunda Guerra, não vou perguntar só disso, a gente fala da blusa nova, de como vão os filhos.

Segundo ela, o exemplo de uma mulher não é gratuito. Para ela, as mulheres são sempre as fontes dos depoimentos mais ricos, principalmente em uma cultura tão impregnada de violência como a russa. Algo que talvez fique mais claro se, a exemplo de Svetlana, preservarmos um pouco sua palavra por mais do que uma citação de três linhas:

— Os homens falam de um modo diferente sobre a guerra. Os jornais falam de outro modo. As mulheres, se você conversar com elas, aos poucos elas contam coisas de sua vida que dão outra dimensão ao relato. Estava conversando com uma mulher que havia lutado na guerra e que era uma mulher muito bonita, e perguntei a ela se havia sido muito difícil passar por aqueles anos, naquela frente de combate. Ela me perguntou como eu sabia disso, e eu disse que outras pessoas já haviam dito algo parecido. Perguntei então se ela teve medo de morrer. Ela me disse que morrer teria sido ruim, mas não era o pior, o pior foi ter que passar quatro anos usando cuecas masculinas. Ela estava pronta para morrer, mas não queria morrer vestindo cuecas de homem. Uma coisa é a verdade da guerra, outra é a verdade do ser humano. Essa mesma mulher em um momento se virou para mim e me disse: ¿Você quer saber como eu casei com meu marido¿? Eles estavam combatendo em Berlim, já diante do Portão de Brandenburgo, e ela disse que, quando ele a pediu em casamento, ela quis matá-lo. ¿Como assim ele me pede casamento aqui, nunca tivemos tempo de ele me dar flores, ele me pede em casamento no meio deste sangue?¿. O marido dela tinha metade do rosto queimado, e, ao dizer isso, ela viu uma lágrima escorrendo pelo rosto queimado dele, e ali ela aceitou casar com ele. E de repente ela parou de falar e me disse: ¿Nunca contei isso para ninguém, por que contei isso para você? Acho que porque você tem olhos de uma pessoa boa¿. Você tem de ser um pouco ingênuo ao falar com as pessoas, porque todos vemos nossa vida e o que amamos com uma certa ingenuidade.

Depois, Paulo Roberto Pires levou a conversa para o tema do livro Vozes de Tchernóbil, uma coleção de depoimentos sobre as consequências do acidente nuclear de 1985. Segundo ela, a tragédia inaugurou uma nova era humana, a era das catástrofes, depois da qual nada mais foi o mesmo, um horror que, segundo ela, vai além do Holocausto e os gulags soviéticos.

— A pior guerra pela qual passamos foi a Segunda Guerra, e, mesmo no caso dela, muitos dos que voltaram, mesmo tendo passado pelo horror dos campos, sentiam uma necessidade de a vida continuar. Quando fui a Tchernóbil depois do acidente, um local abandonado pelas pessoas, eu cheguei à conclusão: ¿Nunca mais o ser humano vai voltar aqui¿. Os nucleotídeos radioativos vão continuar lá por séculos, ninguém mais vai viver lá. Foi uma tragédia também que violou a noção de amigo e inimigo. Não havia inimigos. Durante sete dias depois do acidente, as abelhas se esconderam. E os humanos continuaram andando por lá, ninguém sabia nada, não se sabia que uma usina como aquela, que muitos falavam que deveria ter sido construída na Praça do Kremlin, era tão perigosa. A humanidade não estava pronta para o que aconteceu.

Svetlana reforçou que Tchernóbil deveria ser um alerta que o ser humano não soube ainda compreender ou seguir. E que a humanidade deveria ter avançado mais em alternativas à energia atômica, mas nada foi feito.

— Quando o livro foi lançado no Japão há alguns anos, estive por lá e alguns leitores vieram conversar comigo em meu hotel, e muitos deles, mesmo cientistas, diziam que aquilo só poderia ter acontecido em Tchernóbil, porque os russos não sabiam fazer as coisas direito, mas aqui a gente calculou tudo. Aumentamos a cobertura do reator, estamos preparado para tudo. E eu cheguei a dizer que não havia como prever o resultado de terremotos ou tsunamis frequentes no Japão, e eles insistiram que estavam prontos, que haviam calculado. E, poucos anos depois, tivemos Fukushima.

Por mais de uma vez ao longo do encontro, Svetlana foi interrompida por aplausos. No fim da conversa, compartilhou uma melancólica conclusão sobre os rumos da política e da democracia na Rússia de hoje, país ao qual ela voltou em 2011 depois de mais de uma década vivendo em cidades diferentes da Europa, como Paris e Gotemburgo. Ela partiu por perseguições políticas e, ao retornar, concluiu que as coisas estavam ainda piores.

— Chegamos à conclusão de que nós, os democratas, fomos derrotados. Conversávamos sobre a democracia em nossas cozinhas, mas, quando a União Soviética caiu, a população queria roupas novas, geladeira nova… Os bandidos logo tomaram o poder, eles estavam prontos para isso, mas nós, não. Se o ser humano vive um certo tempo preso em um campo, você abre a porta e diz que ele está livre, mas ele não sabe ser livre.

As experiências embrutecedoras que testemunhou depois de tanto tempo escrevendo sobre guerra também a afetaram. Hoje, de acordo com ela, ela não conseguiria mais acompanhar ou testemunhar coisas como as que viu no passado.

— Não consigo mais nem ir aos lugares de crianças abandonadas. Não fui à Chechênia porque sabia que não conseguiria mais entrar em hospitais com homens desmembrados, coisa que eu fiz muito antes. Não consigo mais fazer isso. E tudo o que tinha para escrever sobre guerras, já escrevi nos meus livros.

Svetlana terminou recebendo uma longa saudação do público, que aplaudiu de pé durante um bom tempo a mesa mais intensa desta Flip.

Flip 2016: venda de ingressos começa nesta sexta-feira

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Svetlana Alexiévitch posa em Minsk, em foto não datada (Foto: Vasily Fedosenko/Reuters/Arquivo)

Svetlana Alexiévitch posa em Minsk, em foto não datada (Foto: Vasily Fedosenko/Reuters/Arquivo)

Entradas podem sem adquiridas a partir do meio-dia.
Festa Literária Internacional de Paraty acontece de 29 de junho a 3 de julho.

Publicado no G1

Começa ao meio-dia desta sexta-feira (3) a venda de ingressos para a edição 2016 da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece de 29 de junho a 3 de julho e terá como homenageada a poeta Ana Cristina Cesar (1952-1983).

Os ingressos custam R$ 50 e podem ser adquiridos pelo site da Tickets for Fun (clique aqui), pelo telefone (11) 3576-1480 (até o dia 9 de junho, de segunda a sexta, das 11h às 17h) e em pontos de venda (clique aqui para ver endereços). Para cada mesa, há limite de dois ingressos por pessoa mediante apresentação do CPF.

As vendas vão até 28 de junho. De 29 de junho em diante, será possível comprar apenas na bilheteria da Flip, em Paraty, que fica na Tenda dos Autores e vai funcionar de quarta a sábado das 9h às 22h e no domingo das 9h às 15h.

Os destaques da 14ª Flip são a escritora e jornalista bielorrussa Svetlana Aliévitch, ganhadora do Nobel de Literatura em 2015; o best-seller norueguês Karl Ove Knausgård; e escocês Irvine Welsh, autor de “Trainspotting”.

Veja, abaixo, a programação da Flip 2016

Quarta-feira, 29 de junho
Sessão de abertura: “Em Tecnicolor”, às 19h
Com Armando Freitas Filho e Walter Carvalho

Sessão do documentário “Manter a linha da cordilheira sem o desmaio da planície”, de Walter Carvalho, às 19h45

Sarau, às 21h45
Autores selecionados entre todas as programações da Flip

Quinta-feira, 30 de junho
Mesa 1 – “A teus pés”, às 10h
Com Annita Costa Malufe, Laura Liuzzi e Marília Garcia

Mesa 2 – “Cidades refletidas”, às 12h
Com Francesco Areri e Lúcia Leitão

Mesa 3 – “Os olhos da rua”, às 15h
Com Caco Barcellos e Misha Glenny

Mesa 4 – “Histórias naturais”, às 17h15
Com Álvaro Enrique e Marcílio França Castro

Mesa 5 – Matéria cinzenta, às 19h30
Com Henry Marsh e Suzana Herculano-Houzel

Mesa 6 – “Na pior em Nova York e Edimburgo”, às 21h30
Com Bill Clegg e Irvine Welsh

Sexta-feira, 1º de julho
Mesa 7 – “Breviário do Brasil”, às 10h
Com Benjamin Moser e Kenneth Maxwell

Mesa 8 – “A história da minha morte”, às 12h
Com J.P. Cuenca e Valeria Luiselli

Mesa 9 – “O show do eu”, às 15h
Com Cristian Dunker e Paula Sibilia

Mesa 10 – Encontro com Karl Ove Knausgård, 17h15

Mesa 11 – A confirmar

Mesa 12 – “Sexografias”, às 21h30
Com Gabriela Wiener e Juliana Frank

Sábado, 2 de julho
Mesa 13 – Encontro com Leonardo Fróes, às 10h

Mesa 14 – “De Clarice a Ana C”, às 12h
Com Benjamin Moser e Heloisa Buarque de Hollanda

Mesa 15 – Encontro da arte com a ciência, às 15h
Com Arthur Japin e Guto Lacaz
Mesa 16 – Encontro Svetlana Aleksiévitch, às 17h45

Mesa 17 – “O falcão e a fênix”, às 19h30
Com Helen Macdonald e Maria Esther Maciel

Mesa 18 – “O palco é a página”, às 21h30
Com Kate Tempest e Ramon Nunes Mello

Domingo, 3 de julho
Mesa 19 – “Síria mon amour”, às 10h
Com Abud Said e Patrícia Campos Mello

Mesa 20 – “Mixórdia de temáticas”, às 12h
Com Ricardo Araújo Pereira e Tati Bernardi

Mesa 21 – “Sessão de encerramento: Luvas de pelica”, às 14h
Com Sérgio Alcides e Vilma Arêas

Mesa 22 – Livro de cabeceira, às 16h

Svetlana Alexiévitch, Nobel de literatura, terá livros editados no Brasil

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A escritora bielorrussa Svetlana Alexievich segura flores ao chegar para a entrevista coletiva, em Minsk. (Foto: Vasily Fedosenko/Reuters))

A escritora bielorrussa Svetlana Alexievich segura flores ao chegar para a entrevista coletiva, em Minsk. (Foto: Vasily Fedosenko/Reuters))

 

Companhia das Letras anunciou que vai lançar quatro obras da bielorrussa

Publicado em O Progresso

A editora Companhia das Letras anunciou, nesta quinta-feira (22), que vai publicar quatro livros da escritora bielorrussa Svetlana Alexiévitch, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura de 2015. A autora é inédita no Brasil. Os títulos escolhidos pela Companhia das Letras são “War’s unwomanly face”, “Time second hand”, “Last witnesses” e “Voices from Chernobyl”. Ainda não há data prevista para o lançando das obras.

Primeira jornalista e 14ª mulher a ganhar o Nobel de literatura, Svetlana foi escolhida por sua “obra polifônica, um monumento do sofrimento e da coragem em nosso tempo”. Considerada cronista implacável da União Soviética, ela é uma das raras autoras de não ficção a levar o prêmio.

Traduzida para o inglês e mais de dez idiomas, como espanhol, francês, alemão e chinês, Svetlana tem como livro mais conhecido justamente “Voices from Chernobyl: The history of a nuclear disaster” (“Vozes de Chernobil: A história oral de um desastre nuclear”), originalmente publicado em 1997.

Ele levou dez anos para ser escrito e reúne entrevistas com testemunhas da maior catástrofe nuclear da história. A obra chegou a ser proibida em Belarus.

10 anos para escrever um livro

Svetlana sempre recorreu ao mesmo método para seus livros documentais, entrevistando durante muitos anos pessoas com experiências dramáticas: soldados soviéticos que retornaram da guerra no Afeganistão (“Zinky boys: Soviet voices from Afghanistan war”) ou suicidas (“Enchanted with death”).

Em uma entrevista que faz parte de uma coletânea de seus trabalhos publicada na França, Svetlana afirma o seguinte sobre seus textos ao site do G1: “Eu não estou tentando produzir um documento, mas esculpir a imagem de uma época. É por isso que eu levo entre sete e dez anos para escrever cada livro”.

Ainda comenta: “Eu não sou jornalista. Não permaneço no nível da informação, mas exploro a vida das pessoas, sua compreensão da vida. Também não faço o trabalho de um historiador, porque tudo começa, para mim, no ponto de término da tarefa do historiador: o que se passava pela cabeça das pessoas após a batalha de Stalingrado ou após a explosão de Chernobil? Eu não escrevo a história dos fatos, mas a história das almas”.

Voz das mulheres

Svetlana Alexiévitch nasceu na Ucrânia, em 1948, mas cresceu em Belarus. Seu livro de estreia é “War’s unwomanly face” (“A guerra não tem uma face feminina”, em tradução livre) e saiu em 1985. Ele é baseado em entrevistas com centenas de mulheres que participaram da Segunda Guerra Mundial.

Este trabalho é o primeiro do grande ciclo de livros de Svetlana, “Voices of Utopia”, em que a vida na União Soviética é retratada a partir da perspectiva do indivíduo. Por causa de sua crítica ao regime, a autora viveu periodicamente no exterior, na Itália, França, Alemanha e Suécia, entre outros lugares.

“Tudo o que sabíamos da guerra foi contado pelos homens. Por que as mulheres que suportaram este mundo absolutamente masculino não defenderam sua história, suas palavras e seus sentimentos?”, questionou a escritora certa vez.

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