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Transtorno de atenção nos estudos pode ser controlado para melhorar rendimento

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Publicado no Amo Direito

Também conhecido como Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA), o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) tem como sintomas básicos a falta de atenção, a impulsividade e a agitação motora.

Em crianças e adolescentes, a consequência comum do transtorno é mau rendimento escolar. Mas o problema é vitalício e, se não for tratado, compromete muito mais que o desempenho nas provas.

Especialistas não chegaram a um consenso sobre as causas do TDAH. Ele pode ser transmitido geneticamente pelos pais, pode decorrer de uma disfunção neuroquímica e também ser influenciado por fatores como ambiente familiar, exposição ao chumbo e consumo de álcool e tabaco pela mãe durante a gestação. Ou ainda, pode ocorrer por conta da junção de todos esses motivos.

“O tratamento é medicamentoso, com acompanhamento do psiquiatra ou do neurologista e da terapia com psicólogo”, explica a psicóloga Adriana Nobre de Paula Simão.

No mestrado e no doutorado, Adriana estudou a ocorrência do transtorno de atenção em crianças encaminhadas para avaliação neuropsicológica e constatou que cada paciente precisa de uma receita diferente para controlar o déficit de atenção.

“Pais e professores precisam incentivá-los a se organizar e acompanhá-los mais de perto que as outras crianças. Algumas precisam sentar mais perto da professora, para outras, o melhor é ter um amigo que o ajude, que lembre de anotar as coisas”, exemplifica Adriana.

Também não existe cura para o TDAH, por isso o tratamento pretende tornar o paciente apto a controlar todos os sintomas do transtorno, esclarece a psicóloga. “Fazemos treino de atenção, de organização, de planejamento. A pessoa tem que melhorar a própria atenção”, descreve.

Diagnóstico
Diferentemente de outros transtornos (como o Bipolar), o déficit de atenção se manifesta da mesma forma em qualquer situação, independentemente do nível de estresse ou tipo de emoção experimentada. “Para ter o diagnóstico, tem que ter os mesmos sintomas em todos os lugares”, esclarece a psicóloga.

Há três tipo de TDAH: o inatento, o hiperativo e o combinado. Os dois primeiros têm nove sintomas típicos e o paciente precisa apresentar ao menos seis deles por seis meses para ser diagnosticado portador. Para ter o TDAH combinado, a pessoa precisa manifestar seis sintomas do tipo inatento e outros seis do tipo hiperativo por seis meses.

Confira os sintomas de cada tipo do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH):

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Rick Riordan fala sobre a trilogia baseada na mitologia nórdica

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Guilherme Cepeda, no Burn Book

Os deuses e heróis da Escandinávia medieval devem aportar em Boston a partir de 2015, numa invasão viking orquestrada pelo escritor de fantasia americano Rick Riordan.

Em entrevista à Folha por e-mail, Riordan, 49, contou que sua nova série, uma trilogia, terá “muita ação e humor, misturando o moderno e o mítico”, na mesma linha dos livros de sua autoria que têm como protagonista o jovem semideus Percy Jackson.

As aventuras de Jackson, inspiradas nos mitos gregos e ambientadas no século 21, já venderam mais de 20 milhões de livros mundo afora. Em outras obras, Riordan também deu nova roupagem aos mitos romanos e egípcios, mas conta que, na verdade, as histórias escandinavas foram a primeira mitologia antiga pela qual se interessou.

“Quando eu era bem pequeno, meu pai costumava ler histórias folclóricas do Velho Oeste para mim. Depois, virei fã de ‘O Senhor dos Anéis’, de J.R.R. Tolkien.

Meu professor de inglês, na época, foi muito esperto e disse que, se eu gostava de Tolkien, também poderia me interessar pelos mitos nórdicos”, explica. “Logo depois, descobri a mitologia grega, que acabou virando uma paixão para o resto da vida.”

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Poderosos como suas contrapartes da Grécia Antiga, os heróis adolescentes de Riordan tendem a sofrer com problemas modernos, como dislexia e TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). Essas características são uma homenagem a seu filho Haley, que é disléxico e tem TDAH.

Nos livros mais recentes de seu universo, os da série “Os Heróis do Olimpo”, o autor decidiu enfrentar outro tema envolto em tabus mesmo para os adolescentes modernos, mas muito comum na mitologia greco-romana original: as paixões homossexuais.

Na história, um semideus adolescente confessa ter se apaixonado por Percy. “É uma parte da mitologia da qual tendemos a nos afastar hoje”, diz. “Mas não acho que haja razões para fingir que a homossexualidade não existe.” Riordan diz esperar que o personagem ajude seus leitores a evitar a discriminação.

Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?

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Marilyn Wedge, no Cultivando o Equilíbrio

Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?

TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.

Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.

Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.

Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.

A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.

E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.

A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre – que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.

Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.

Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.

Texto original em Psychology Today

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