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‘Não acredito no sobrenatural’, diz autor do livro de terror ‘HEX’

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O holandês Thomas Olde Heuvelt (Darkside/Divulgação)

Autor Thomas Olde Heuvelt conta que quis retratar como a sociedade trata o diferente, através da ficção

Mabi Barros, na Veja

A uma viagem de duas horas de Nova York, se esconde o pequeno vilarejo de Black Spring. A pacata rotina dos moradores, no entanto, mascara a convivência diária com uma bruxa enforcada ali no século XVII, que continua a assombrar a cidade. Uma vez por lá, a pessoa está condenada a viver para sempre à sombra de Katherine Van Wyler, ou ter sua mente invadida por pensamentos suicidas, caso tentem escapar do local. Para monitorar as aparições fantasmagóricas, a cidade criou o aplicativo HEX App, que batiza o best-seller da editora Darkside. “Através de HEX, podemos ver como a sociedade trata os elementos alheios a ela, tanto nos tempos de caça às bruxas como hoje”, explica o autor Thomas Olde Heuvelt a VEJA. O livro está sendo adaptado para uma série de TV pelos mesmos roteiristas de It: A Coisa e Annabelle.

Confira entrevista com Thomas Olde Heuvelt, autor de HEX:

O que é preciso para escrever um bom livro terror? O principal é assustar o público, claro. Sempre que recebo mensagens de leitores que contam que tiveram de dormir de luz acesa, ou que meu livro os fez ter pesadelo sinto certo prazer. Um livro de terror realmente bom consegue deixar o leitor com tanto medo que funciona mesmo depois de acabado, e o faz acreditar nos elementos fictícios, até mesmo sobrenaturais. Para mim, a maneira de fazer isso é criar identificação entre o leitor e a trama: você conhece os personagens, porque eles são exatamente como você e seus amigos, e você sabe como são os lugares, porque eles são exatamente como o seu bairro. Uma vez que eu conquisto a confiança do público, vou lá e destruo essa sensação de familiaridade, e deixo o inferno correr solto. Se for bem feito, o leitor fica viciado na trama e acredita em tudo o que você diz.

Existem dois tipos de histórias de terror: as que assustam o leitor e as que os deixam com medo. Qual das duas é HEX? Uma combinação de ambas. Em HEX, a ideia de uma bruxa parada na beira da cama noites a fio, imóvel, encarando você, serve como gatilho para leitores de todo o mundo. É uma imagem que se projeta em nosso último espaço seguro, onde todos os pesadelos deveriam terminar — nosso próprio quarto. Mas, para a maioria dos leitores, o que mais assusta em HEX é a correlação com a vida real. A história mostra como é preciso muito pouco para a sociedade se desfazer em desespero, e pergunta ao leitor como devemos nos comportar se nossas liberdades forem tomadas de nós.

Você buscou inspiração em histórias reais? Não, mas me inspirei em outras ficções. Busquei referências em obras da minha infância como As Bruxas, de Road Dahl, claro, o conto de João e Maria; e, da minha adolescência, A Bruxa de Blair. Essas histórias marcaram minha juventude e me inspiraram a querer escrever minha própria história de bruxa, uma que fosse diferente de todas as outras. Isso posto, a cidade holandesa onde se passa a trama de HEX existe de verdade, e aderiu à caçada às bruxas nos séculos XV e XVII. Então, o respaldo histórico é verdadeiro, assim como as superstições presentes no livro.

Você fez pesquisa para o livro? Em termos de cenário sim, já que ele é tão importante para a história. No livro, a cidade acaba se tornando um personagem. A edição original, de 2013, se passa em uma pequena cidade holandesa no meio das colinas. Quando eu estava procurando por uma correspondente americana para HEX, achei bastante apropriado usar o Hudson Valley, no Estado de Nova York, já usado como cenário por Nathaniel Hawthorne, Washington Irving, Edgar Allen Poe etc. Apesar da cidade de Black Spring ser fictícia, a localização é real, fica na Floresta Black Rock, a duas horas de Hudson e da cidade de Nova York, perto da Academia Militar de West Point. Todos esses recursos foram de grande utilidade para a história.

Existe algum paralelo entre o sociedade atual e aquela em que Katherine foi condenada? Os paralelos são inconfundíveis. Através de HEX, podemos ver como a sociedade trata os elementos alheios a ela, tanto nos tempos de caça às bruxas como hoje. Não há muita diferença. Temos assistido à crise dos refugiados na Europa, em que pessoas aparentemente decentes surtam diante da chegada de imigrantes, que fogem da guerra e da tortura. São forasteiros reais, humanos. Imagine o que aconteceria se uma entidade sobrenatural invadisse a sua cidade… as pessoas se transformariam em animais. Nós não mudamos muito nesse aspecto desde o século XVII. Este é o ponto que o livro tenta defender.

Na sua opinião, por que as pessoas gostam de ler histórias de terror? Existe algum prazer em sentir medo? As pessoas contam histórias de terror desde o começo dos tempos, isso serve a um propósito. Por que andamos de montanha russa, ou assistimos a filmes de terror? Porque, assim, podemos liberar nossos medos sem sair da zona de segurança. A realidade é assustadora, nos deixa ansiosos. Essa descarga promovida pelas histórias de terror acaba, então, fazendo bem para a nossa mente, é saudável senti-la de vez em quando. Além disso, é divertido. A primeira coisa que você ouve após uma cena de terror nos cinemas é uma risada de alívio, porque sabemos que estamos seguros, apesar do susto. Claro, como escritor, eu tento corromper essa sensação de segurança, e deixar os leitores com medo a ponto de dormirem com as luzes acesas.

Você teve alguma experiência pessoal com bruxaria? Eu, na verdade, sou bastante cético. Não acredito nas coisas sobrenaturais sobre as quais escrevo. Nunca vi uma pessoa morta voltar à vida, e odeio relatos pessoais sobre fantasmas. Se eu não estava lá, como vou saber se não foi um truque de luz, uma sombra ou uma ilusão da mente da pessoa? Por isso, fico reticente em escrever minhas experiências com o sobrenatural. Uma vez, eu realmente vi algo que não consegui explicar. Só uma vez. Mas, como você não estava lá, como vai saber que não foi um truque de luz ou uma sombra?

HEX vai ser adaptado para a televisão. O que não pode faltar para a série se manter fiel ao livro? Eu sou um dos consultores da série, mas a parte mais importante é confiar naqueles que estão adaptando o roteiro. São todos grandes nomes do terror de Hollywood — por exemplo, Gary Dauberman, o roteirista, escreveu também os roteiros de Annabelle e It: A Coisa, com base no livro de Stephen King. Então, eu confio que eles vão fazer justiça ao livro.

Pequenos detalhes definem o que é normal na rotina dos cidadãos de Black Spring e o que não é. Como você pretende levar esses pormenores para a TV sem aborrecer os espectadores? O jeito mundano, prático com que os cidadãos de Black Spring lidam com o sobrenatural é exatamente a força do romance — e o que torna essa história tão perfeita para a televisão. Quando a bruxa surge no meio da sala de estar, os personagens, ao invés de sair correndo, colocam uma toalha sobre o rosto e leem o jornal. A justaposição da rotina dos moradores, seus medos e superstições costuram a trama. Há um mundo de personagens maravilhosos para explorar, como Grim, o cara que lidera a organização responsável por monitorar a bruxa com o HEX-App, ou o Griselada, o açougueiro que oferece um prato de patê caseiro para a bruxa todas as tardes de quarta-feira para ficar “de bem” com ela. Acho que a série, se der certo, pode ser ao mesmo tempo engraçada e muito, muito assustadora.

Você acredita que a indústria do entretenimento está mais aberta a produções não-americanas? Com certeza. Basta olhar para alguns dos recentes sucessos da Netflix, as séries Dark e The Rain, que são respectivamente da Alemanha e Dinamarca. Existem muitos exemplos de filmes e séries não-americanos que fazem sucesso mundo afora. É ótimo. HEX, no entanto, vai ser uma história bem americana, apesar do comportamento tipicamente holandês da cidade diante do sobrenatural.

Você lê algum autor brasileiro? Além de Paulo Coelho, nenhum. Sempre que estou em turnê por um país específico, procuro aprender sobre sua literatura e seus autores, e também os mitos e lendas do lugar. Fico feliz por existir a tradução, e sermos capazes de ler histórias de outras culturas.

Quais são seus próximos projetos? Eu ainda estou no meio da turnê mundial de HEX — é incrível como esse livro tem vida longa. Para promovê-lo fora do meu país natal, a Holanda, já visitei os Estados Unidos, o Reino Unido, o Brasil, a Ucrânia, a Polônia e a França, e ainda vou para a China e a República Tcheca. Eu também estou terminando meu próximo romance, que, adianto, vai tratar de possessão. Muito já foi falado sobre o tema, há sempre um demônio ou um espírito maligno que se apossa de uma pessoa, que vem a ser exorcizada por um padre. Já na minha trama, um alpinista sofrerá um acidente horrível e descerá possuído pelo espírito da montanha. Eu não sou uma pessoa religiosa, mas, sempre que estou nas montanhas, sinto que elas são como seres vivos, têm alma. Não seria ótimo ter uma força da natureza furiosa dentro de si?

Silvio Santos e Hebe Camargo ganham biografias

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(foto: LOURIVAL RIBEIRO/DIVULGAÇÃO)

(foto: LOURIVAL RIBEIRO/DIVULGAÇÃO)

Expoentes da televisão brasileira têm suas trajetórias recontadas por autores que são também fãs do comunicador que transformou seu programa numa rede de TV e da cantora que virou apresentadora

Nahima Maciel, no UAI

Desde que se consultou com uma vidente nos Estados Unidos, Silvio Santos não dá entrevistas. A mulher alertou o empresário e apresentador: se concedesse alguma entrevista, morreria no dia seguinte. A decisão deixou potenciais biógrafos com as mãos atadas, mas o pesquisador Fernando Morgado não se intimidou. Professor de História da Televisão Mundial na Facha (Faculdades Integradas Hélio Alonso), no Rio de Janeiro, há anos ele acompanha a trajetória de Silvio Santos. Era natural que acabasse debruçado sobre a escrita de uma biografia. Silvio Santos – A trajetória do mito foi escrita em segredo, com base em entrevistas concedidas pelo biografado antes da consulta com a vidente.

Para tentar decifrar Silvio Santos, Morgado optou por abordar cinco aspectos do personagem esmiuçados nos capítulos Negócios, Artista, Dono de televisão, Política e Vida pessoal, dedicado ao que o autor chama de “homem comum”. “O desejo de escrever o livro sempre existiu”, conta. A opção de uma biografia tradicional acabou afastada, já que as entrevistas não ocorreriam. Além disso, Morgado não queria seguir pelo mesmo caminho de Arlindo Silva, que trabalhou com o empresário e escreveu A fantástica história de Silvio Santos, única biografia autorizada do dono do SBT/Alterosa.

“Eu sabia que não poderia fazer uma biografia no formato tradicional, linear, porque acabaria sendo uma versão atualizada do livro do Arlindo. A questão foi encontrar um formato novo e veio a opção de dividir nas cinco personalidades”, conta. “Elas foram embasadas pelos depoimentos, pelas entrevistas do próprio Silvio ao longo das últimas seis décadas, peguei declarações desde 1954. Foi uma maneira de ter a voz dele no livro, mesmo sem ter tido contato com ele pessoalmente.”

Em alguns momentos, o livro de Morgado se torna uma compilação de falas de Silvio Santos recolhidas aqui e ali. A preocupação cronológica deu lugar às atividades múltiplas desenvolvidas pelo personagem, o único da televisão brasileira que é dono do canal, do produto anunciado no intervalo, da agência de publicidade e ainda se expõe a ponto de aparecer na telinha semanalmente. A única concessão cronológica de Morgado é uma linha do tempo ao final do livro.

O pesquisador tem interesse nos magnatas da televisão brasileira e desenvolve estudos sobre cada um, mas Silvio Santos se diferencia da maioria, pelo fato de ser o único a dar cara ao negócio. “É uma figura extremamente complexa. É o único que se expõe no vídeo. E de maneira única, porque ele está há cinco décadas comandando um programa dominical de longa duração e construiu, a partir desse programa, uma rede. Não foi uma rede de tevê construída a partir de um jornal”, explica.

FÃ DA ESTRELA Artur Xexéo virou fã de Hebe Camargo por causa da avó. Das cantoras de rádio que faziam sucesso nas décadas de 1940, a moça nascida em Taubaté em 1929 parecia, aos olhos da avó do jornalista, a menos vulgar e mais séria. Em ocasiões festivas, era Quem é?, música de Osmar Navarro que virou hit na voz de Hebe, a trilha sonora na vitrola da casa de dona Candoca. A lembrança de infância despertou o afeto em Xexéo, que escreveu algumas vezes sobre Hebe ao longo da carreira jornalística até ser convidado a trabalhar na biografia que chega às lojas pela editora Best Seller.

O autor conviveu com a biografada durante um ano e meio para escrever a biografia. O texto simples e objetivo narra a vida de Hebe de maneira tradicional, cronológica. “A TV e Hebe viveram um casamento perfeito por mais de 60 anos. Sem a Hebe, a TV tinha ficado sem graça. Com ela de volta, a televisão fazia sentido novamente”, escreve o autor, ao lembrar o afastamento da apresentadora para cuidar de um problema de saúde. A carreira como candidata em show de calouros — iniciativa que ajudava a família de nove irmãos a sobreviver —, a carreira na telinha desde os primeiros tempos da tevê brasileira, os namoros e os casos estão equilibrados em texto que prende o leitor e faz um passeio pela história da televisão brasileira.

Jojo Moyes: ‘As pessoas se apaixonam mais quando estão em risco’

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Autora de best-sellers como ‘Como Eu Era Antes de Você’ comenta literatura, romantização da tragédia e feminismo em entrevista exclusiva para VEJA

Mabi Barros, na Veja

O mito do “felizes para sempre” já não convence os adolescentes, que hoje estão mais para as tragédias românticas. Livros sobre câncer, suicídio e acidentes terríveis como A Culpa É das Estrelas e Os 13 Porquês angariam leitores ao redor do mundo, garantindo seu lugar no ranking dos mais vendidos. A britânica Jojo Moyes, autora de best-sellers açucarados com um quê de trágico, como A Última Carta de Amor, vê o fenômeno como o reflexo de um instinto de sobrevivência: “Humanos são pré-programados para se apaixonar mais quando suas vidas estão em risco, muito para manter a humanidade”. Sua obra mais famosa, Como Eu Era Antes de Você, acompanha a vida de um jovem milionário que fica tetraplégico e deprimido, até conhecer a estranha Lou. O livro foi adaptado para o cinema, com Emilia Clarke e Sam Claflin nos papeis principais, e atraiu milhões de espectadores. Confira entrevista exclusiva da autora a VEJA.

Como surgiu a trama de Como Eu Era Antes de Você? Como Eu Era Antes de Você surgiu a partir de duas situações. Na época em que escrevi o livro, dois membros da minha família precisavam de cuidados 24h, vítimas de doenças degenerativas. Convencer as pessoas nessas condições de que têm alguma qualidade de vida ou que existe algum prazer em viver é muito difícil. Isso ficou ecoando na minha cabeça, até que um dia eu estava dirigindo e ouvi no rádio a história de um ex-atleta que ficou tetraplégico e, alguns anos depois, convenceu os pais a levá-lo a um centro de suicídio assistido. Eu fiquei bastante chocada, não conseguia entender como alguém concordaria em fazer algo do tipo com o próprio filho, aquele que você quer proteger acima de tudo. Mas, quanto mais eu lia a respeito, mais percebia que o suicídio assistido não era “preto no branco” — ia muito além disso. Eu imaginei como seria ser aquele rapaz, sua mãe, alguém que o amava, e como seria possível fazê-lo mudar de ideia.

Seus livros são muito românticos, apesar de trágicos. Você acredita que a tristeza valoriza a vida? Com certeza! Basta olhar para os grandes romances escritos durante as guerras — quando o medo de morrer é constante e deixa você mais sensível ao entorno. Humanos são pré-programados para se apaixonar mais quando a vida está em risco, muito para manter a humanidade (risos).

Você procurou supervisão ou ajuda especializada para escrever sobre o suicídio assistido? Sim! Eu conversei com o responsável pelo maior centro de suicídio assistido no mundo. Ele até me convidou para visitar o local, mas achei que seria invasivo para as famílias naquela situação terem uma estranha fazendo perguntas. Li o máximo que pude a respeito, no entanto.

Você assistiu à série 13 Reasons Why? Ainda não! Mas, engraçado, na Inglaterra muitas escolas estão enviando cartas aos pais com instruções sobre como prevenir o suicídio infantil. Como mãe, eu recebi uma.

Paris para Um é mais feliz que seus outros livros. Afinal, você acredita em “felizes para sempre? Eu tenho que acreditar, sou casada há 19 anos! (risos) Falando sério, eu não acredito que a vida seja tão simples quanto “felizes para sempre”, sempre vamos enfrentar situações que nos deixam para baixo. Mas, se você tiver sorte, pode atingir uma grande felicidade e ter um grande amor, como um humano acho que este é o máximo que podemos desejar.

Algum outro livro seu irá paro cinema, ou quem sabe, a televisão?
Olha, eu espero que sim! Já escrevi o roteiro de Paris para Um, que, com sorte, começará a ser gravado neste ano. O de A Última Carta de Amor também está pronto e do Um Mais Um.

Você imagina algum ator para os protagonistas desses três roteiros? Não, acredita? Na minha cabeça, eu já criei uma pessoa. Eu tive sorte em Como Eu Era Antes de Você porque me deixaram ver os testes de elenco, mas na verdade isso é o trabalho do diretor e do diretor de elenco.

Recentemente, você ficou brava com o jornalista italiano Claudio Gatti por expor a identidade de Elena Ferrante. Para você, qual o limite entre o público e o privado? Você é uma leitora de Elena Ferrante? Sim! Eu amo os livros da Elena, acho que ninguém soube colocar em palavras a complexidade da amizade entre mulheres como ela. Seu trabalho é sensacional e inovador. Quanto ao Gatti, acho que a determinação com que ele quis revelar a identidade da Elena ultrapassou qualquer barreira ética. Ela não deve nada a ninguém, e escolheu não expor sua vida pessoal. Em entrevistas, ela explicou que acredita que não seria capaz de escrever do jeito que escreve se tivesse sua identidade revelada — uma forma bastante clara e educada de dizer “me deixem em paz”. Ele escolheu sobrepor o desejo de Elena, algo muito agressivo e petulante. De verdade, espero que ela esteja em paz.

Você comentou que ela retrata a amizade entre mulheres como ninguém. A literatura de Elena Ferrante é feminista? E você, é partidária do movimento? De verdade, eu não entendo como alguém pode não se considerar feminista nos dias de hoje. É muito simples: me pague o mesmo que os homens, me trate igual a eles.

Você já leu algum autor brasileiro? Eu li Paulo Coelho, mas sinto que meu conhecimento literário está desfalcado neste departamento (risos).

Brothers se rendem à leitura: saiba quais são os livros preferidos na casa do BBB

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Marcos lê para Emilly no gramado da casa do BBB Foto: Divulgação / TV Globo Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/educacao/vida-de-calouro/brothers-se-rendem-leitura-saiba-quais-sao-os-livros-preferidos-na-casa-do-bbb-20976989.html#ixzz4ZhTbRvdN

Marcos lê para Emilly no gramado da casa do BBB Foto: Divulgação / TV Globo

Juliana Alcantara, no Extra

Entre intrigas, amores, e muita festa, os participantes do Big Brother Brasil 17 ainda arranjam tempo para a leitura. Veja quais são os livros preferidos dos BBBs, apontados por eles para a produção do programa antes de entrarem na casa.

Daniel: “Os elefantes não esquecem”, Agatha Christie

Publicado em 1975, este foi o penúltimo livro escrito pela romancista britânica, mestre do suspense e uma das maiores vendedoras de livros de todos os tempos. Aqui, a personagem principal, Ariadne Oliver, é questionada sobre um caso de assassinato que aconteceu há 15 anos.

Elis: “O Segredo”, Rhonda Byrne

Best-seller do início dos anos 2000, “O Segredo” virou filme, com igual sucesso de bilheteria. A máxima de que o universo conspira a nosso favor ainda hoje inspira a sister Elis.

Ieda: “O pequeno príncipe”, Antoine de Saint-Exupéry

Recheado de mensagens inspiradoras, o livro do francês Antoine de Saint-Exupéry não é apenas o preferido das misses e das sisters. O ‘princepesinho’ é um dos personagens mais queridos por crianças e adultos de todo o mundo!

Ilmar: “Admirável mundo novo”, Aldous Huxley

Mais um escritor inglês entre os preferidos dos brothers. O advogado e cozinheiro Ilmar escolheu o clássico, de 1932, que fala de uma sociedade em que as pessoas são pré-condicionadas

Marcos: “Ponto de Virada”, Malcolm Gladwell

Best-seller nos Estados Unidos, trata das mudanças que, embora pequenas, surtem efeito extraordinário. O livro da editora Sextante já vendeu mais de cinco milhões de exemplares.

Marinalva: “Não se deixe manipular pelos outros”, Wayne Walter Dyer

A auto-ajuda é o gênero do escritor americano Wayne Walter Dyer, morto em 2015. O livro mostra como se prevenir contra as armadilhas do abuso e optar sempre por uma escolha firme.

Pedro: “O dono do morro”, Misha Glenny

A história real de Nem, ex-chefe do tráfico da maior favela da América Latina, a Rocinha, é a atual queridinha do jornalista. O livro foi escrito pelo também jornalista e historiador britânico Misha Glenny a partir de uma série de entrevistas feitas na prisão de segurança máxima onde Nem está preso.

Roberta: “Los Angeles”, Marian Keyes

No auge dos seus 21 anos, Roberta escolheu um título da rainha do chick-lit, a autora irlandesa Marian Keyes. O sucesso entre os jovens é tanto que ela já vendeu mais de 22 milhões de exemplares, traduzidos em 32 idiomas.

Rômulo: “Em alguma parte alguma”, Ferreira Gullar

A seleção de poemas do consagrado escritor brasileiro, que faleceu em dezembro do ano passado, é o livro de cabeceira do diplomata. “Em alguma parte alguma” foi lançado em 2010 pela editora José Olympio e traz 58 poemas de Gullar.

Último filme da série Divergente não será exibido nos cinemas e vai lançar série derivada

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Lionsgate anunciou que A Série Divergente: Ascendente vai estrear como telefilme, mas pretende produzir uma série no mesmo universo.

Laysa Zanetti, no Adoro Cinema

A última parte do último filme da Série Divergente não vai chegar aos cinemas. Após A Série Divergente: Convergente ter feito números pouco expressivos nas telonas, Ascendente vai estrear apenas como um telefilme.

Além disso, a Lionsgate anunciou planos também de desenvolver uma série spin-off após o lançamento do filme, mas demais detalhes da história e personagens não foram divulgados.

Enquanto Divergente (2014) e Insurgente (2015) foram consideravelmente bem nas bilheterias, o primeiro arrecandando US$ 289 milhões e o segundo US$ 297 milhões, o terceiro, Convergente (2016), fez apenas US$ 179 milhões mundialmente. O quarto e último filme da franquia iria estrear nas telonas disputando a público com Guerra Mundial Z 2 e com o reboot de A Múmia, em junho de 2017.

Anteriormente, o estúdio já havia anunciado que Ascendente teria um orçamento menor que os filmes anteriores, muito em razão do fracasso comercia do filme três. Vale lembrar que Convergente teve orçamento de US$ 110 milhões, o mesmo de Insurgente. Em contrapartida, Divergente havia gastado US$ 85 milhões.

Inspirada na trilogia literária de Veronica Roth, A Série Divergente é ambientada em Chicago, em um futuro pós-apocalíptico em que a sociedade é dividida em quatro facções, de acordo com suas habilidades e aspirações. A protagonista, Tris (Shailene Woodley), descobre ser Divergente por não se encaixar exatamente em nenhuma das facções, e por isso sua vida corre perigo.

Ainda não se sabe qual emissora ou canal de streaming vai exibir o filme, ou qual será o foco da potencial série spin-off. A ideia é apresentar novos personagens e então continuar a história, segundo informa a Variety. Não se sabe se os protagonistas Shailene Woodley, Theo James, Ansel Elgort ou Zoe Kravitz farão parte da série derivada.

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