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Redação no Enem: Dicas para um texto nota 1000

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 Divulgação Uma redação nota 1000 pode carimbar o passaporte para uma boa faculdade.

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Uma redação nota 1000 pode carimbar o passaporte para uma boa faculdade.

 

HuffPost Brasil e Descomplica ajudam você a se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio.

Vivian Jordão, no HuffpostBrasil

O HuffPost Brasil está publicando uma seção com dicas e informações em parceria com o Descomplica, canal especializado em conteúdos para vestibulandos.

Nesta semana, a disciplina em debate é Redação.

Conversamos com o professor Rafael Cunha e discutimos os pontos principais para uma redação nota 1000.
Como deve ser a estrutura do texto? O título é obrigatório?

A redação tem limite de 30 linhas. O ideal é que o texto seja construído em quatro ou cinco parágrafos. Normalmente, os alunos que escrevem quatro parágrafos conseguem notas maiores. O título não é obrigatório e conta como uma linha. Os candidatos devem utilizar os três componentes: Introdução, desenvolvimento e conclusão.

É importante se posicionar sobre o tema?

O posicionamento é uma necessidade. Trata-se de um texto dissertativo-argumentativo. O objetivo maior é convencer o leitor a partir de um ponto de vista e uma tese, que deve ser defendida com argumentos. É possível se posicionar completamente contra ou completamente a favor da proposta, porém, uma pessoa crítica é aquela que consegue fazer observações sob diversos ângulos, e não somente sob uma perspectiva. Por exemplo, o tema de 2015 foi violência contra a mulher. Não cabe discutir se você é a favor ou contra. Todos são contra a violência. O importante é discutir e tentar entender os motivos ou razões de, em pleno século 21, esse tipo de comportamento ou realidade ainda existir.

O que os alunos devem ler para fazer um bom texto?

A própria banca fornece textos de apoio. Não se deve copiar os textos, mas usá-los como referência para o tema. Além disso, quanto mais antenado o aluno estiver, melhor. É sempre bom ler notícias dos principais veículos, sempre com perspectiva crítica.

É permitido fazer perguntas na redação?

Sim, desde que sejam perguntas retóricas, ou seja, perguntas que servem para afirmar algo. Perguntas que trazem dúvidas do autor do texto não devem aparecer no texto.

A criatividade é um critério de avaliação?

Não é um critério de avaliação, mas, sem dúvida alguma, pode causar uma boa impressão para o corretor. Entre milhões de redações que serão produzidas, aquela que for mais criativa vai chamar atenção positivamente. É uma maneira de diferenciar-se.

Como prender o leitor e deixar o texto mais interessante?

O aluno deve utilizar um repertório sócio-cultural produtivo. Se o candidato conseguir fazer referências históricas, geográficas, filosóficas e citar pensadores, obras literárias e filmes, isso torna sua redação diferenciada, reforça sua capacidade argumentativa e aumenta sua nota.

O que não pode ter no texto de jeito nenhum?

Desrespeito aos direitos humanos é proibido. O aluno que não respeitar essa regra terá sua nota anulada. Não pode haver citações que não correspondam ao tema, como por exemplo receitas de bolo ou hinos de futebol, que escreveram no ano passado. Por se tratar de um texto dissertativo-argumentativo, a linguagem deve ser impessoal, ou seja, não deve aparecer “eu acho”, “eu penso”, “eu acredito” ou qualquer outra expressão na primeira pessoa do singular. A linguagem deve ser adequada à norma culta da língua, portanto, registros de oralidade e informalidade, como gírias e abreviações coloquiais, não devem aparecer.

Não oferecer uma proposta de solução para o tema proposto faz o candidato perder pontos?

Sim. Se o aluno não discutir propostas de intervenção, pode perder até 200 pontos.
O que fazer na reta final de preparação?

1. Verificar os temas dos anos anteriores e se acostumar com a linguagem utilizada pela bancada;

2. Conhecer muito bem os critérios de correção. São cinco competências, cada uma valendo 200 pontos;

3. Fazer muitas redações pelas próximas semanas. Pelo menos 3 redações por semana para ir treinando;

4. Buscar textos de anos anteriores que obtiveram nota máxima para servir como fonte de inspiração.

Este é o segredo para estudar algo chato com (algum) prazer

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Estudante entediado (Tomwang112/Thinkstock)

Estudante entediado (Tomwang112/Thinkstock)

Como encontrar motivação para explorar um tema difícil ou desinteressante? Veja dicas para vencer a preguiça e descobrir novas paixões acadêmicas

Claudia Gasparini, na Exame

São Paulo — Estudar assuntos desinteressantes é uma obrigação que começa logo nos primeiros anos da formação escolar. O aluno apaixonado por matérias de exatas precisa encontrar motivação para assistir às aulas de história e literatura; já o estudante com típico perfil de humanas não tem outra opção senão mergulhar nos livros de física e matemática para passar de ano.

Isso se repete pelo resto da vida adulta, ainda que você se especialize na profissão que escolheu. Seja ao longo de uma pós-graduação, seja na preparação para um concurso público, por exemplo, sempre será necessário se debruçar sobre temas desvinculados dos seus interesses e aptidões para ter sucesso profissional.

Felizmente, é possível aprender a gostar de uma área do conhecimento que você sempre achou que detestava. O esforço vale a pena: ao expandir os seus temas de interesse, você ampliará os seus horizontes e poderá ir mais longe na carreira.

Esse foi o caso da professora norte-americana Barbara Oakley, autora do livro “Mindshift: Break through obstacles to learning and discover your hidden potential” (em tradução livre, “Mudança de mentalidade: Supere obstáculos para aprender e descobrir o seu potencial oculto), publicado em 2017 pela editora Tarcher-Perigee.

Em artigo para o site da Harvard Business Review, ela conta que detestava as aulas de matemática durante toda a sua vida escolar. Hoje, é professora de engenharia na Oakland University.

“Uma versão mais jovem de mim teria ficado chocada ao descobrir que, no futuro, eu seria professora de engenharia, encantada com números e confortável com o mundo da tecnologia”, escreve Oakley.

Com base em sua própria experiência pessoal e em diversos estudos sobre o assunto, a professora tem um método para aprender a desenvolver inesperadas paixões acadêmicas — ou, pelo menos, ser capaz de estudar algo desinteressante com algum prazer.

Ela propõe 4 passos, que você verá a seguir:

1. Busque um gatilho de motivação

Você morria de tédio na escola durante as aulas de geografia? Sofria para decorar fórmulas de química? Um motivo provável para todo esse sofrimento é que você considerava esses assuntos inúteis. Aí está o segredo para gostar (ou odiar) qualquer tema: o uso que você pode fazer dele na sua vida.

Para descobrir graça em um tema aparentemente desinteressante, o primeiro passo é tentar encontrar um motivo para aprendê-lo. Segundo Oakley, um dos melhores gatilhos de motivação é a busca por uma vida mais feliz e confortável.

Foi o que a fez voltar aos livros da sua tão detestada matemática, aos 26 anos de idade: a possibilidade de conseguir um emprego melhor no Exército, onde até então trabalhava numa função de pouco prestígio.

“Desejar uma mudança faz com que, mentalmente, você compare a sua situação atual (por exemplo, empregado como assistente administrativo) com o lugar em que poderia estar (como um funcionário público de alto gabarito certificado em contabilidade)”, explica ela. Ao serem encarados como chave para um horizonte melhor, até os livros mais tediosos podem parecer atraentes.

2. Drible a dor

Acredite se quiser: estudar aquilo de que você não gosta é literalmente doloroso. Pesquisadores da Universidade de Chicago perceberam que até pensar num assunto que você detesta ativa uma parte do cérebro envolvida com a experiência da dor.

A reação natural do corpo é a fuga. Ao começar a estudar aquele assunto, você ficará muito mais suscetível a distrações e provavelmente começará a adiar a tarefa. Das muitas técnicas para vencer a famosa procrastinação, a favorita de Oakley é a Pomodoro.

Funciona assim: desligue todas as possíveis distrações, como celulares ou computadores, e trabalhe por 25 minutos ininterruptos, contados no relógio. Passado esse tempo, levante e busque uma recompensa para si mesmo, como uma xícara de café ou uma boa música. Volte em seguida para mais 25 minutos de atividade sem pausas, e assim por diante.

Com blocos de estudo altamente produtivos, você tem a chance de finalmente entender aquela matéria que sempre pareceu misteriosa para você. Ao ganhar essa familiaridade com o assunto, você pode descobrir alguma dose prazer ao se aprofundar nele.

3. Tenha paciência consigo mesmo

Certas disciplinas se tornam insuportáveis porque temos dificuldade em aprendê-las. Compreender que é perfeitamente normal não entender algo de primeira ajuda a melhorar a sua relação com o estudo.

Quando era criança, Oakley achava que a sua dificuldade para assimilar um novo conceito matemático era resultado de uma completa inaptidão para os números. Essa certeza a afastou cada vez mais do assunto.

Só depois, quando já estudava para se tornar engenheira, ela percebeu que não precisava compreender todos os conceitos de cálculo instantaneamente. Foi uma epifania: livre da ideia de que não tinha “jeito” para aquele assunto, ela persistiu pacientemente nos estudos e acabou descobrindo seu talento.

4. Quebre o estudo em pedaços

Ao estudar um assunto com o qual tem pouca afinidade, a maioria das pessoas tenta estudar tudo de uma vez, para fazer o tormento passar mais rápido. Não funciona. “Ninguém consegue cantar uma música depois de ouvi-la uma única vez”, diz Oakley.

Segundo a professora, a melhor forma de aprender algo difícil é quebrar o assunto em vários “pedaços”. Imagine-se diante de um exercício aparentemente impossível de química, por exemplo. O conselho de Oakley é tentar resolvê-lo sem olhar a resposta. Não conseguiu? Tente de novo amanhã, e novamente nos dias seguintes, até conseguir.

A prática diária e insistente de uma nova habilidade é essencial para assimilá-la. Não é diferente com aprendizados práticos, como dirigir um carro.

“Cada dia de estudo com foco, seguido por uma boa noite de sono, vai fortalecer novos padrões neurais”, explica ela. Esse trabalho de pavimentação de conhecimentos eventualmente fará você aprender. “E, quanto maior o seu domínio do assunto, mais você vai gostar do que está estudando”, conclui Oakley.

Escola no Brasil reproduz loucamente a desigualdade, declara pesquisador

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O pesquisador Ricardo Paes de Barros

O pesquisador Ricardo Paes de Barros

Érica Fraga, na Folha de S.Paulo

As escolas no Brasil não oferecem aos alunos de baixa renda oportunidades de ascensão social. Ao contrário, elas reforçam as diferenças educacionais herdadas do ambiente familiar.

“A escola brasileira é loucamente reprodutora de desigualdade”, diz o pesquisador Ricardo Paes de Barros.

PB, como é conhecido, se tornou referência no estudo de temas como pobreza, desigualdade de renda, mercado de trabalho e educação.

Depois de quatro anos como subsecretário de Ações Estratégicas no governo de Dilma Rousseff, assumiu o posto de economista-chefe do Instituto Ayrton Senna (IAS) e passou a lecionar no Insper.

Desde então, tem se dedicado a buscar e testar evidências de que a introdução de habilidades socioemocionais nos currículos tem impacto educacional positivo.

Para ele, se a escola brasileira sair na frente com um ensino que estimule características como curiosidade, criatividade e persistência, talvez elimine uma década de atraso na educação:

“É importante que a escola estimule a curiosidade, a flexibilidade para buscar diferentes caminhos. Se a escola faz o contrário e destrói a autoconfiança do aluno, ela matou o aluno pobre.”

RAIO-X

RICARDO PAES DE BARROS, 62

Formação
Mestrado em estatística pelo Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e doutorado em economia pela Universidade de Chicago

Cargo atual
Economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor do Insper

Carreira
Pesquisador do Ipea por mais de 30 anos e subsecretário de Ações Estratégicas da Presidência da República (2011-2015)

*

Folha – O que te atraiu na pesquisa sobre habilidades socioemocionais?
Ricardo Paes de Barros – Foi a Viviane [Senna, presidente do IAS] que mandou [risos]. Eu acredito nas preocupações dela.

O ensino dessas habilidades tem impacto positivo?
Cientificamente, a gente sabe que isso é a questão? Não. Mas tem um monte de evidência que aponta que talvez seja, sim. Os problemas humanos hoje são muito menos do tipo ter uma doença que não sabemos de onde vem, e muito mais o fato de que as pessoas não conseguem se entender.
Falta capacidade para resolver conflitos, ter compaixão e lidar com a diversidade. Numa economia que é mais globalizada, se você não tem essas características, vai gerar mais conflito e confusão do que não saber trigonometria ou geometria espacial.

Por que esse tema está em evidência? Há quem cite mudanças no mercado de trabalho.
Eu tenho dúvida. Acho que as pessoas estavam muito preocupadas com letramentos básicos, saber ler, escrever, fazer contas. Depois que você supera isso, o cara fala “bom, espera aí, será que educação é só isso?” É a mesma coisa que qualidade de vida. A gente começa perguntando se você passa fome, se sua casa tem luz, saneamento. Mas, quando você faz pesquisa sobre qualidade de vida na Suécia, tem que usar uma dimensão mais sofisticada.

Faz sentido focar nesse tipo de ensino Brasil, onde ainda não atingimos o domínio de letramentos básicos?
É uma boa questão. Não acho que você tenha uma demonstração definitiva disso. Mas o Brasil está tão atrasado que, se continuar andando na velocidade de todo mundo, nunca vai chegar lá.
Investir nisso pode te permitir andar mais rápido do que os outros. A noção de escola e o que a escola faz está mudando. A Coreia e a Finlândia estão desesperadas tentando descobrir para onde vão suas escolas. O Brasil tem que dar um salto para, em vez de seguir todo o caminho dos outros caras, dar um balão e encontrar o cara.

Nesses países, a preocupação é que, se você estimular a criatividade, o pensamento crítico, a curiosidade, pode dar um salto, porque o cara com essas características quase aprende sozinho.
Mas, para isso acontecer, ele tem que saber aprender, tem que ter meta, ser criativo, curioso. Se você criar uma geração de crianças que já tenham isso, pode ser então que você dê um salto.

Os estudos que vocês têm feito mostram que isso é possível?

A evidência não prova que isso é verdade, mas é consistente com que seja. Se você fala “deixa a Finlândia fazer isso” você pode estar naturalizando décadas de atraso.

A escola no Brasil contribui para reduzir a desigualdade?
A escola brasileira é loucamente reprodutora de desigualdade. O Brasil é um dos países onde o ambiente familiar mais influencia o resultado educacional. Não só temos pouca escolaridade, mas a escolaridade que temos é completamente dependente do ambiente familiar, o que é um absurdo.
Por isso, é importante que a escola estimule a curiosidade, estimule a ter flexibilidade para buscar diferentes caminhos. Se a escola faz o contrário e destrói a autoconfiança do aluno, ela matou o aluno pobre. Porque se ela afeta a autoconfiança do aluno rico, a mãe e o pai chegam lá e a reconstroem, eles falam “esquece esse professor, ele é maluco”. Agora, se o professor destrói a autoconfiança do aluno pobre, a mãe vai e destrói junto. Ela acredita que, se a escola disse que o aluno é burro, é porque ele é burro mesmo. Se a escola ensina para o aluno que o mundo é diverso e flexível e que ele precisa ter autoconfiança e persistir, ela elimina o impacto do ambiente familiar.

Colocar o ensino de habilidades socioemocionais na base [nacional comum curricular] é uma aposta de que isso poderá nos fazer ganhar uma década.

Como avançar da base para a prática em um país tão grande e diverso como o Brasil?
O fato de o país ser diverso não me assusta. Você precisa fazer com que o aluno seja curioso, criativo, tenha senso crítico. O básico é o mesmo para todo mundo. Mas estamos longe de especificar o básico. O que está escrito na base é muito amplo.

Como deveria ser?
A base australiana ou as bases das províncias do Canadá são muito mais específicas sobre o que significa cada coisa que você tem que ensinar e dão muito mais dicas ao professor sobre como ensinar. Os Estados e os professores em sala de aula vão ser obrigados a fazer isso aqui.

Qual é o impacto da crise atual para a educação?

Claro que é péssimo, tira um monte de dinheiro da educação porque a arrecadação cai, atrapalha a pobreza.
Mas mostra o quanto o socioemocional é importante, porque estamos falando de valores, ética. Você tem uma crise em que as pessoas perderam a noção do que é certo e errado, de ética, do que pode e não pode fazer. No Japão, metade das pessoas já teria se suicidado se tivesse se envolvido numa coisa dessa magnitude. Ou seja, a noção do certo ou errado é mais sólida.
O cara falsifica carne e perde mercado. Não tem nada de produtivo nisso, é um problema de um querendo levar vantagem no outro, escondendo, mentindo. Não estamos sabendo resolver certos conflitos, se fazer greve é bom ou ruim. Daqui a pouco, as pessoas vão começar a se questionar se pagam imposto ou não. Isso é um problema socioemocional, de valor, atitude, ética, de tomar decisões coletivas.

Como retomar os estudos para o Enem, se você já está há algum tempo sem estudar

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Taiane Kussler, no Tudo e Todas

É como diz o ditado ‘idade não é documento’, quando se tem vontade e determinação é possível fazer tudo, basta ter atitude. Com os estudos isso não é diferente, se já faz um tempo que você saiu da escola e não está mais adequado ao ritmo de estudante, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode ser uma alternativa para retomar aos estudos e ingressar em uma universidade para assim, partir para novos projetos.

Para atingir este objetivo, basta organizar a rotina e manter um horário regular de estudos, que aos poucos você estará preparado para este novo desafio. Os cuidados com a saúde também são indispensáveis para o bom desempenho, uma das orientações é ter uma alimentação saudável, dormir bem e praticar exercícios físicos, todas estas atividades também contribuem com a mente, ao proporcionar a facilidade de raciocínio e atenção.

Veja abaixo quais são as principais dicas de estudo e inspire-se:

>> Organize o seu tempo

Saber otimizar o tempo é a palavra-chave para obter um bom rendimento nos estudos. É preciso definir algumas horas de estudo e manter com assiduidade este ritmo, mas este tempo deve ser, de fato produtivo. Não basta ‘fazer de conta’ que está estudando ao desviar a atenção para outros afazeres, este é um momento de atenção e dedicação exclusiva aos livros. Também não é aconselhável ficar até altas horas em cima do material, a mente e o corpo devem estar em equilíbrio para que o conteúdo possa ser assimilado.

Quem não tem o hábito de estudar, deve começar aos poucos, para que esta atividade não se torne uma frustração. De tempo em tempo, vá aumentando o ritmo gradativamente.

>> Faça resumos

Uma boa forma de se organizar com o conteúdo que você está estudando é fazendo resumos e esquemas das matérias: escrever, além de ajudar a memorizar, também vai e ajudar quando chegar a hora de fazer a revisão. Se você não tem familiaridade com o conteúdo porque faz muito tempo que não pratica, assista vídeo aulas online, isso vai facilitar o seu método de estudos.

>> Conheça as habilidades cobradas

O Ministério da Educação ainda não divulgou as regras para o exame do enem deste ano, mas acompanhar quais os exercícios que foram cobrados na prova anterior, já é um bom começo. Ao acompanhar o edital anterior, reúna os resumos dos conteúdos e confira os detalhes dos temas que está estudando, assim é possível fazer um checklist para ter uma noção dos tópicos a serem cobrados, para você se dedicar ainda mais em determinados pontos.
>> Não se atenha apenas ao básico

Informação nunca é demais, um dos temas que sempre são cobrados na prova do Enem são as atualidades, leia jornais, revistas, conteúdos on line e mantenha-se sempre ligado aos assuntos atuais. O tema de redação é sempre inspirado em notícias do momento divulgadas em sites, telejornais e outros veículos de comunicação. Porém, só isto não basta, é preciso aprimorar o conhecimento com informações científicas ou temas mais específicos, que também devem ser fonte de informação.

>> Exercite-se

Fazer a prova do Enem é uma verdadeira maratona. Para conseguir enfrentar este ritmo é fundamental que o seu corpo esteja condicionado fisicamente a este desafio, afinal será cerca de 10 horas de um final de semana, dedicados ao exame. Fazer exercícios físicos, ainda que de forma leve, vai ajudar também a ter mais rendimento durante a sua preparação. A atividade física é obrigatória e vai auxiliar na capacidade de produção.

O tempo para realizar as questões, também deve ser cronometrado, para que você consiga concluir todas as questões no tempo determinado. Durante os estudos é importante realizar simulados, para se ter uma noção de quanto tempo será dedicado para concluir a prova.

>> A redação

O medo de ser desafiado a fazer uma redação pode ser vencido com o treino. Para ter um bom texto é fundamental ler muito, isso vai contribuir para a escrita e um vocabulário correto. A habilidade de escrever também é importante, pode ser sobre assuntos da atualidade ou temas que você goste, basta praticar. Aos poucos as frases estarão mais conexas e a argumentação mais concreta, ao expor os argumentos no papel. Na hora de praticar, evite frases generalizadas e argumentos soltos durante a conclusão da redação.

>> Troque ideias

Desenvolver o raciocínio crítico é uma das habilidades mais exigidas pelo Enem, tanto na elaboração da redação quanto na interpretação dos enunciados de todas as questões. Para se exercitar neste sentido, é fundamental buscar outras opiniões. Assim que o texto for concluído, mostre-o para outras pessoas e peça sugestões de mudança. A partir de outras opiniões é possível enriquecer ainda mais o conteúdo.

>> Relaxe

Estar tranquilo na hora da prova é um dos principais requisitos a serem cumpridos. Não basta dedicar-se exclusivamente aos livros e esquecer da vida social, das pessoas e de outras atividades. Saiba dosar o tempo, para não ficar conturbado e apreensivo ao realizar a prova. Quando a dedicação é exclusiva, aumenta a possibilidade de frustração, o que pode causar a falta de equilíbrio e o esquecimento do conteúdo que foi estudado. Algumas atividades como teatro, cinema, livro de literatura e música proporcionam momentos de descontração e relaxamento e podem contribuir para um bom rendimento e a consequente aprovação.

Aos 68, Dona Êda é educadora de jovens e adultos e líder em tempo integral

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publicado no UOL

A professora Êda Luiz, 68, entra no trabalho às 7h e sai às 22h, de segunda a sexta-feira há, pelo menos, 18 anos no Cieja (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos) Campo Limpo, que fica na zona sul da cidade de São Paulo.

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Apesar do tempo de casa e de serviço, ela ainda se emociona — todos os dias, garante — com as histórias dos alunos (adolescentes, jovens e adultos) da escola em que atua. “É algo inexplicável a energia dessas pessoas”, diz. “Ninguém é obrigado a vir para a escola – as pessoas vêm porque querem.”

Dona Êda, como é mais conhecida, acabou se tornando uma liderança da comunidade que frequenta o estabelecimento de ensino. Professora aposentada, ela prestou um concurso para a EJA (Educação de Jovens e Adultos) anos atrás e pouco depois foi convidada para coordenar o Cieja, na rede municipal.

São cerca de 1.300 alunos, divididos em dois ciclos: o Ciclo 1, ou de pré-alfabetização, e o Ciclo 2, de pós alfabetização. Desse total, 400 são jovens e adolescentes de 15 a 17 anos – não raro, entre eles, alunos expulsos de outras escolas –; outros 300, alunos com necessidades especiais, e o restante, adultos e idosos.

Não há separação dos alunos deficientes: eles participam das aulas nas turmas regulares, mas têm aulas específicas. Surdos, por exemplo, aulas de libras; cegos, de braile.

(mais…)

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