Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Tempos

A leitura seria nociva à saúde?

0
leitura, livros, criança

© RIA Novosti

Anna Fedorova no Voz da Rússia

Desde os tempos em que os seres humanos inventaram as letras, aprenderam a juntar elas em palavras e escrever livros, o debate sobre os benefícios ou prejuízos da leitura não perde a intensidade no mundo.

Em todas as épocas, nunca faltavam adeptos e defensores da leitura: todos os homens de ciência, monges e iluministas apoiavam unanimemente a leitura, insistindo na necessidade da última para a formação de cidadãos integralmente desenvolvidos, capacitados a dirigir o Estado e servir fielmente a Pátria. Os mais radicais deles afirmavam que aquele que não gosta ou não quer ler não pode crescer uma boa pessoa.

Seria assim? Seria verdade que o “homo legens” é o melhor componente da sociedade? Se a leitura traz benefícios ou apenas prejuízos?

Para a saúde do ser humano, uma leitura desmesurada é, incontestavelmente, nociva, afirmam os “inimigos de livros”. Em primeiro lugar, a maioria dos bibliófilos usam óculos, pois têm problemas de visão por lerem em condições de luz escassa, deitados na cama, durante viagens no metrô ou ônibus. Em segundo lugar, em muitos amantes de livros são observados a curvatura da coluna vertebral e, como consequência, dores nas costas, nevralgias do ciático, escoliose e outros males. Em terceiro lugar, os “devoradores de livros” levam a vida sedentária e, portanto, em muitos casos têm peso excessivo, engolindo com prazer não só livros mas também os conteúdos do frigorífico. Além disso, entre os amantes da leitura estão bastante difundidas as enfermidades como dores de cabeça de etiologia variada, distonia vegetativa vascular e distúrbios nervosos. E algo mais: a imunidade dos amigos da leitura costuma ser várias vezes mais débil do que a de seus antagonistas, porquanto as “brocas dos livros” ou “ratazanas livreiras”, como os chamam depreciativamente seus opositores, uma maior parte do tempo passam em ambientes fechados e pouco passeiam ao ar livre. Durante certas épocas, havia inclusive persecuções do público leitor. Esse hábito era considerado como nocivo, porque supostamente causava dano ao Estado, socavava a estrutura social e estragava o relacionamento com os poderes.

O que pensam os cientistas sobre o tema em questão? Especialistas franceses do Instituto Nacional da Saúde e das Pesquisas Médicas chegaram à conclusão de que a leitura, sendo um fenômeno relativamente recente na vida do gênero humano, obriga o cérebro a adaptar para seus objetivos as regiões responsáveis por controlar outros hábitos.

Os autores do experimento formaram um grupo composto por 63 portugueses e brasileiros, dos quais 11 eram analfabetos, 22 aprenderam a ler já na idade adulta e os restantes 30 frequentavam na infância a escola. Vale notar que os cientistas propositadamente não escolheram “estudantes universitários eruditos” que em pesquisas neurológicas comumente constituem o núcleo do voluntariado. O resultado obtido mostrou que os hábitos de leitura se desenvolvem a expensas da capacidade de identificar rostos humanos.

Uma outra equipe de estudiosos verificou que o intelecto, que dizer, a faculdade geral de adquirir conhecimentos e resolver problemas, a qual engloba em seres humanos todas as capacidades cognitivas – sensação, percepção, memória, representação, pensamento, imaginação – e a quantidade de livros lidos pelo indivíduo não estão relacionados de maneira alguma entre si. Com outras palavras, o indivíduo pode ler muito, porém os conhecimentos dele não se tornarão mais vastos com isso, especialmente se ele lê para se divertir ou passar o tempo.

No processo de leitura, o cérebro humano obtém informação. Todavia, esta última muito frequentemente não só é inútil para a vida e para o intelecto mas também carece de qualquer sistematização. Durante a leitura para entretenimento, a qual não pressupõe uma análise interpretativa do texto lido, o intelecto permanece inativo e, por conseguinte, não se desenvolve. A fim de manter a inteligência em estado ativo, é necessário, para além de ler, ainda resolver problemas analíticos de diversa índole, incluindo quebra-cabeças. Segue-se a seguinte conclusão: a despeito de ter lido muitos livros, o indivíduo pode ficar absolutamente inadequado para a vida real.

A excessividade, como se sabe, é nociva em qualquer assunto. Não devemos esquecer que a leitura é um dos melhores meios para obter a informação. Aliás, as formas e os objetivos para os quais utilizamos essa informação dependem plenamente de nós próprios. Como ler corretamente, com proveito para si mesmo e para a saúde? – este será o tema de nosso artigo a seguir.

Concurso cultural literário (3)

25

Amigas_100613.indd

Juntas no amor, na dor e no rock’ n’ roll

Nina, Pâmela e Manuela são jovens adultas que chegam aos 30 anos de idade mantendo uma amizade desde os tempos de escola. Amigas inseparáveis, continuam curtindo as músicas da Legião Urbana – a trilha sonora de suas vidas – e, apesar de terem tomado rumos muito diferentes, elas conseguem se encontrar todas as quintas-feiras para a Noite do Batom, quando colocam o papo em dia, apoiam-se, dão risadas, trocam confidências e, é claro, falam mal dos desafetos, já que ninguém é de ferro.

Pâmela, já casada, é muito bem-sucedida profissionalmente, não tem problemas financeiros e parece ter a vida perfeita. Mas só parece. Manuela é separada. Casou-se um dia para esquecer o grande amor da sua vida e não foi feliz, e hoje parece não ligar mais para as questões do coração. Mas só parece. Nina é a solteira que tem uma atração irresistível por cafajestes, que sempre a fazem sofrer. Implora para que Santo Antônio a ajude a ser feliz no amor, o que parece impossível. Mas só parece.

Em uma Noite do Batom incomum, Manu inventa a OFI (Operação Faxina Interna) para ajudar Nina a superar mais um relacionamento frustrado. Junto de mais dois amigos, partem para uma divertida viagem que mudará para sempre a vida de todos. Com reviravoltas, aventuras e desventuras, será impossível você não se identificar com essas amigas, que, como todos nós, são imperfeitas em seus defeitos e problemas, mas perfeitas demais para não querermos repartir com elas as dores, as alegrias, os sonhos e a realidade de uma vida inteira.

Chegando mais um “Concurso cultural literário”.

Para concorrer, basta completar na área de comentários a frase “Ser amigo é…”. Entre os participantes, 3 leitores vão ganhar o livro “Amigas (im)perfeitas“.

O resultado será divulgado no dia 20/8 às 17h30 aqui no post e no perfil @livrosepessoas.

Boa sorte!

***

Parabéns aos ganhadores: João Bellini, Isabelle Vitorino e Maysa Lemos!

 

Venda de livro sobre Jesus dispara depois da ‘entrevista mais constrangedora já feita’

0

Publicado na Folha de S.Paulo

A conversa entre o historiador Reza Aslan, autor de “Zealot: The Life and Times of Jesus of Nazareth” (Zelote: a vida e a época de Jesus de Nazaré) e a âncora da Fox News Laura Green ganhou o título de a entrevista mais constrangedora de todos os tempos. E fez as vendas do livros aumentarem 35% em dois dias.

Na entrevista de quase dez minutos, que foi ao ar na última sexta-feira (26), a âncora passa o tempo todo questionando o fato de o autor ser muçulmano e que direito ele teria, por causa de sua fé religiosa, de escrever um livro sobre o fundador do cristianismo.

Reza Aslan nasceu no Irã e se mudou para os Estados Unidos ainda criança, com a família. Estudioso de religiões e professor de escrita criativa da Universidade da California, graduou-se nas universidades Santa Clara, Harvard e Universidade de Iowa.

O autor tentou responder, em vão, que escreveu o livro como acadêmico que é, com várias especializações m história das religiões (incluindo uma em Novo Testamento), fluente em grego antigo e estudioso das origens do cristianismo há 20 anos.

No dia seguinte, o debate começou a circular nas redes sociais, quando o site Buzzfeed postou o vídeo com o título: “É esta a entrevista mais constrangedora que a Fox News já fez?”.

A página da Buzzfeed já teve quase 5 milhões de acessos. O Twitter de Reza Aslan ganhou 5.000 novos seguidores. E a Random House, editora do livro, já encomendou, na segunda (30), mais 50 mil cópias da edição, para dar conta do aumento das vendas.

Agora com 150 mil exemplares no mercado, o livro também subiu para o topo da lista de mais vendidas no site da Amazon, e continua em primeiro lugar nesta terça (31).

O constrangimento da entrevista transformou-se em entusiasmo. Como disse Reza Aslan ao jornal “New York Times”: “É o tipo de publicidade que ninguém pode comprar”.

dica do Tércio Ribas Torres

Generosidade cria corrente de leitura

0

Apaixonada por livros, estudante de 12 anos ganha dezenas de exemplares após a mãe dela publicar anúncio em jornal pedindo doações

Kamila Eduarda Pereira gosta tanto de livros que lê em média duas obras por semana: uma verdadeira bibliófila (Christian Rizzi/ Gazeta do Povo)

Kamila Eduarda Pereira gosta tanto de livros que lê em média duas obras por semana: uma verdadeira bibliófila (Christian Rizzi/ Gazeta do Povo)

Denise Paro, na Gazeta do Povo

Um anúncio de jornal fez a estudante de Foz do Iguaçu, Kamila Eduarda Pereira, 12 anos, encher a estante de livros e semear uma corrente do bem em favor da leitura. Tudo começou com uma ideia da mãe dela, a dona de casa Keller Adriana Soares, 37 anos. Sem recursos para comprar livros para a filha, que lê em média duas obras por semana e pode- se dizer que é uma verdadeira bibliófila (que ama livros), Adriana resolveu colocar um anúncio em um jornal de classificados, de Foz do Iguaçu: “Aceita-se doações de livros para uma menina de 12 anos que adora ler”. A intenção era acessar outras crianças que já tinham lido as obras preferidas da filha e que poderiam repassá-las.

Em dois meses, Kamila recebeu 28 livros de quatro pessoas, incluindo uma coleção de ‘diários’ que ela diz adorar e vai se somar aos 150 livros já lidos ao longo da sua vida: Diário de um Anjo; Diário da Bailarina; Diário de um Banana; e Diário de uma Garota.

Sem pretensões de que o anúncio tivesse repercussão, Adriana ficou surpresa, tempos depois, ao receber um telefonema da Alemanha. Era a segunda doação batendo às portas. Quinze livros enviados por uma brasileira que comprou as obras pela internet. Foi aí que ela descobriu que a informação não se restringiu ao jornal. Um leitor achou o anúncio curioso e fez uma postagem em um grupo de troca e vendas, de uma rede social. A partir daí, o pedido ganhou o mundo.

Futuro

Antes da doação da Ale­manha chegar, Kamila recebeu livros de uma menina da Vila A, bairro vizinho da Vila C, onde ela mora. Depois, apareceu outro doador de Cascavel, que enviou três caixas de livros. “Esse doador falou que ele era como a Kamila quando criança, adorava ler”, conta a mãe.

Kamila já recebeu telefonemas de moradores do Rio de Janeiro e de São Paulo interessados em doar livros e jornais.

Agora a estudante, que também frequenta aulas de balé, pretende retribuir a solidariedade e repassar os livros recebidos. “Quero doar para crianças como eu, que amam ler”, diz.

Com gosto pela leitura e com uma coleção de notas altas na escola, a menina não pensa em seguir uma carreira ligada, diretamente, aos livros. A pretensão dela é ser delegada da Polícia Federal.

Para Kamila, a leitura vai ajudá-la bastante no curso de Direito. “Ler é tudo. Nós podemos perceber outro mundo. A gente sai do nosso e entra em um completamente diferente”, descreve.

A mãe conta que a jovem Kamila gosta de ler desde criança. Na idade em que frequentava creche, ela sempre levava um livrinho. Hoje, o bom hábito tornou- se rotina.

Nova escola

Mãe da estudante, Keller Adriana diz que as dificuldades para adquirir os livros começaram depois que a filha precisou mudar de escola. Ela era bolsista em um colégio particular que tem uma biblioteca grande. Mas precisou ser transferida porque levava uma hora e 15 minutos para fazer o trajeto da Vila C até a escola. No bairro onde mora, Kamila não tem oferta e variedade de livros para a idade dela. O jeito seria comprar as obras, algumas custavam até R$ 70, o que pesaria no orçamento da família. Felizmente, as doações resolveram esse problema.

dica do Chicco Sal

Likebook transforma a vida social num livro para a vida

0

A ideia teve origem em 2010 em França e agora já chega a todo o mundo. Se tem um gosto especial pela vida social que desenvolve, peça a impressão de um livro com todas as suas atividades.

Publicado no Sapo

Likebook

A vida social é para muitas pessoas uma das partes fundamentais do dia a dia. A evolução dos tempos trouxe novas formas de socialização, mas nem por isso a importância da convivência e da partilha com os outros perdeu força. Antes pelo contrário, como comprovam os mais de mil milhões de utilizadores do Facebook.

A pensar no sucesso e nas interações que se desenrolam na rede social existe o Likebook, uma empresa que transforma o perfil de uma pessoa na rede social num livro personalizado. A ideia partiu de um empreendedor francês que decidiu exportar estes livros pessoais para todo o mundo.

Atualmente a empresa tem seis funcionários e três centros de impressão que permitem entregar estes livros em qualquer parte do mundo. Aos utilizadores basta associar a conta de Facebook à aplicação da Likebook e personalizar os elementos que vão ser a fronte do livro.

Os internautas podem criar um Likebook próprio ou criar um para um amigo. O preço começa nos dez euros e a empresa garante que a entrega é gratuita.

 

Go to Top