Contando e Cantando (Volume 2)

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Plaenge lança projeto de incentivo à leitura no canteiro de obras

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Publicado por Diário de Cuiabá

Gostar de ler é uma questão de hábito. Quem é apresentado aos livros ainda pequeno, tem mais chances de descobrir o prazer da leitura e se tornar um grande leitor. Mas nem todas as crianças tem esse contato desde cedo e como adultos acabam entrando nas estatísticas de que o brasileiro não lê livros.

Levar esse hábito da leitura a um adulto que chegou a essa fase da vida sem ter descoberto o prazer dos livros é bem mais complicado. Missão espinhosa? Sem dúvida. Mas não é impossível. Pensando nisso, a Plaenge em parceria com o produtor cultural, Clóvis Matos lançou na terça-feira (13), o Projeto “Livro na Obra”, no empreendimento Arboretto, em Cuiabá. A iniciativa inédita tem o intuito de incentivar a leitura dentro das obras da construtora.

Segundo o diretor regional da Plaenge, Rogério Fabian Iwankin, o projeto procura proporcionar uma oportunidade nova, até inusitada aos colaboradores das obras. “Quando o Clóvis nos procurou com essa ideia gostamos muito. Ele já tinha os livros, a maneira para se fazer e nós possibilitamos o acesso dele às pessoas. Afinal, onde tem gente, tem um potencial leitor e nós queremos levar esse prazer para os nossos colaboradores”, disse.

De acordo com Rogério, a ideia é incentivar os operários a ter acesso a um instrumento. “É o instrumento mais poderoso de que dispomos para ter acesso e nos apropriarmos das informações, assim como é uma ferramenta lúdica que nos permite explorar mundos diferentes dos nossos, reais ou imaginários, que nos transforma em exploradores de um universo que construímos em nossa imaginação”, pontuou.

Para Clóvis Matos, incentivar a leitura é plantar sementes que no futuro – e até no presente – começam a gerar bons frutos. “Não é que as pessoas não gostam de ler, muita das vezes elas não tem é o incentivo ou oportunidade e a Plaenge mostrou que tem visão ao ceder essa oportunidade a seus funcionários até em um ambiente que não é visto como um local habitual de leitura”, afirmou.

O produtor cultural comentou que o projeto já atraiu as pessoas e demonstra que o livro chama a atenção, o que falta as vezes são as oportunidades. “Muitas pessoas já pegaram os livros, outras já vieram perguntar como que o projeto funciona, a curiosidade foi muito grande, apesar da timidez de muitos”.

Um dos pontos de êxito de projetos como esse, segundo Clóvis, é que as bibliotecas são livres. “Não haverá uma fiscalização de quem retirou qual livro, ou quantos livros existem, aqui as pessoas são livres para pegar quantos livros quiserem e devolverem a hora que quiserem. Na minha experiência se você fizer uma fiscalização dentro de um local como esse você acaba inibindo eles a pegarem, eu prefiro acreditar na consciência das pessoas, que eles vão cuidar dos livros”, reforçou Clóvis Matos.

O Projeto ainda tem foco não só nos colaboradores da construtora, mas também na família deles. “Adultos leitores influenciam crianças leitoras e vice versa. Ao levar o livro para casa ele acaba estimulando seus familiares também, sem falar que eles tem a opção de poder retirar livros para seus filhos, já que existem livros infantis nas bibliotecas”, pontuou.

Para a ajudante de obra Edilerne Maria da Silva, o Projeto “Livro na Obra” foi uma ótima surpresa. “Nunca tinha visto uma ideia dessa, adorei. Já estou levando um livro para casa, se levasse dois talvez não conseguisse terminar de ler”, brincou.

O operador de máquinas pesadas, Geovan Moreira também aprovou o projeto. “Uma oportunidade para quem não tem condições de comprar livros, poder ler e adquirir novos conhecimentos ou só se divertir”, disse.

Neste primeiro o Projeto “Livro na Obra” será implantado em três empreendimentos. “Começaremos o projeto nas obras do Arboretto, Absolutto e Belle Vie Résidence e dependendo da adesão do pessoal expandiremos para todas as obras do Grupo”, afirmou Rogério Fabian.

Doação de livros – Quem quiser fazer doações de livros ao Projeto “Livro na Obra” ou o Projeto Inclusão Literária, também de autoria do produtor cultural, Clóvis Matos, pode levar os livros a sede da Plaenge na Av. São Sebastião ou na Câmara Municipal de Cuiabá, que esta realizando até o dia 16 de agosto uma campanha de arrecadação de livros. (Ícone Assessoria)

Empresa lança projeto de incentivo à leitura nas obras

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Projeto é uma parceria entre a Plaenge e o produtor cultural Clóvis Matos para incentivar a leitura dentro das obras da construtora

Publicado no MidiaNews

Gostar de ler é uma questão de hábito. Quem é apresentado aos livros ainda pequeno, tem mais chances de descobrir o prazer da leitura e se tornar um grande leitor. Mas nem todas as crianças tem esse contato desde cedo e como adultos acabam entrando nas estatísticas de que o brasileiro não lê livros. Levar esse hábito da leitura a um adulto que chegou a essa fase da vida sem ter descoberto o prazer dos livros é bem mais complicado. Missão espinhosa? Sem dúvida. Mas não é impossível. Pensando nisso, a Plaenge em parceria com o produtor cultural, Clóvis Matos lançou nesta terça-feira (13.08), o Projeto “Livro na Obra”, no empreendimento Arboretto, em Cuiabá. A iniciativa inédita tem o intuito de incentivar a leitura dentro das obras da construtora.

Segundo o diretor regional da Plaenge, Rogério Fabian Iwankin, o projeto procura proporcionar uma oportunidade nova, até inusitada aos colaboradores das obras. “Quando o Clóvis nos procurou com essa ideia gostamos muito. Ele já tinha os livros, a maneira para se fazer e nós possibilitamos o acesso dele às pessoas. Afinal, onde tem gente, tem um potencial leitor e nós queremos levar esse prazer para os nossos colaboradores”, disse.

De acordo com Rogério, a ideia é incentivar os operários a ter acesso a um instrumento. “É o instrumento mais poderoso de que dispomos para ter acesso e nos apropriarmos das informações, assim como é uma ferramenta lúdica que nos permite explorar mundos diferentes dos nossos, reais ou imaginários, que nos transforma em exploradores de um universo que construímos em nossa imaginação”, pontuou.

Para Clóvis Matos, incentivar a leitura é plantar sementes que no futuro – e até no presente – começam a gerar bons frutos. “Não é que as pessoas não gostam de ler, muita das vezes elas não tem é o incentivo ou oportunidade e a Plaenge mostrou que tem visão ao ceder essa oportunidade a seus funcionários até em um ambiente que não é visto como um local habitual de leitura”, afirmou.

O produtor cultural comentou que o projeto já atraiu as pessoas e demonstra que o livro chama a atenção, o que falta as vezes são as oportunidades. “Muitas pessoas já pegaram os livros, outras já vieram perguntar como que o projeto funciona, a curiosidade foi muito grande, apesar da timidez de muitos”.

Um dos pontos de êxito de projetos como esse, segundo Clóvis, é que as bibliotecas são livres. “Não haverá uma fiscalização de quem retirou qual livro, ou quantos livros existem, aqui as pessoas são livres para pegar quantos livros quiserem e devolverem a hora que quiserem. Na minha experiência se você fizer uma fiscalização dentro de um local como esse você acaba inibindo eles a pegarem, eu prefiro acreditar na consciência das pessoas, que eles vão cuidar dos livros”, reforçou Clóvis Matos.

O Projeto ainda tem foco não só nos colaboradores da construtora, mas também na família deles. “Adultos leitores influenciam crianças leitoras e vice versa. Ao levar o livro para casa ele acaba estimulando seus familiares também, sem falar que eles tem a opção de poder retirar livros para seus filhos, já que existem livros infantis nas bibliotecas”, pontuou.

Para a ajudante de obra Edilerne Maria da Silva, o Projeto “Livro na Obra” foi uma ótima surpresa. “Nunca tinha visto uma ideia dessa, adorei. Já estou levando um livro para casa, se levasse dois talvez não conseguisse terminar de ler”, brincou.

O operador de máquinas pesadas, Geovan Moreira também aprovou o projeto. “Uma oportunidade para quem não tem condições de comprar livros, poder ler e adquirir novos conhecimentos ou só se divertir”, disse.

Neste primeiro o Projeto “Livro na Obra” será implantado em três empreendimentos. “Começaremos o projeto nas obras do Arboretto, Absolutto e Belle Vie Résidence e dependendo da adesão do pessoal expandiremos para todas as obras do Grupo”, afirmou Rogério Fabian.

Doação de livros

Quem quiser fazer doações de livros ao Projeto “Livro na Obra” ou o Projeto Inclusão Literária, também de autoria do produtor cultural, Clóvis Matos, pode levar os livros a sede da Plaenge na Av. São Sebastião ou na Câmara Municipal de Cuiabá, que esta realizando até o dia 16 de agosto uma campanha de arrecadação de livros.

O ano do pornô doméstico

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Trilogia Cinquenta Tons de Cinza: um sucesso estrondoso, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos somente em língua inglesa

E.L. James, Sylvia Day e outras pornógrafas ajudaram a desinibir as leitoras. E agora, como satisfazê-las?

Luís Antônio Giron, no site da Época

Fim de ano, tempo de balanço. No caso deste ano, vamos chegando ao fim no balanço do acasalamento. Em 2012, as mulheres parecem ter descoberto os prazeres das pequenas perversões sexuais; perversões controladas, domésticas e domesticadas.

Não tenho nada contra a liberação sexual feminina. Bem pelo contrário. Fantasia e sexo são saudáveis. O que não tolero é leitora ingênua, que pensa que ler livros semipornográficos pode desreprimi-las automaticamente, como quando ela compra sapatos e seu desejo é realizado. E é isso que está acontecendo agora mesmo: milhões de mulheres de 15 a 95 anos parecem ter descoberto o “sexo” ao ler a trilogia Cinquenta tons de cinza, o “pornô da mamãe”, como apelidou a imprensa americana, da escritora londrina E.L. James, e a pletora de imitações que se lhe seguiu, enxameando o mercado com banalidades eróticas jamais vistas. Por isso, a revista americana Publishers Weekly elegeu Erika Leonard James a personalidade literária do ano. Mereceu, pois vendeu centenas de milhões de exemplares e alterou o mercado livreiro, levando ao centro a literatura pornográfica. Este foi o ano do pornô doméstico, do “sexo” seguro com uma pontinha de crueldade e perversão.

Grafo “sexo” entre aspas porque esse tipo de livro apresenta uma versão do sexo, não o sexo em si. Se ele tem causado alguma coisa, foi desinibir as leitoras – não as mulheres que estão por trás das leitoras. Leitoras são mulheres de máscara. E elas agora devoram esses livros no metrô, achando que o fazem no maior descaramento. As capas dos romances ajudam na discrição, pois exalam respeitabilidade, com seu chicotes, gravatas e outras metonímias do sadomasoquismo em desenhos elegantes sobre fundo negro. Nada de capas “pulp” como no tempo de Cassandra Rios, a precursora brasileira do pornô que hoje se globalizou. Sim, Cassandra era uma mulher que escrevia para homens e mulheres.

Outra

Agora as mulheres dispõem de autoras que escrevem sacanagens só para elas. Homens são quase proibidos de entrar. Elas deram a discutir as técnicas de sadomasoquismo que Christian Grey ensina aos poucos a Anastasia Steele. Estão levando chicotinhos e algemas na bolsa! Meu amigo Paulo Coelho me disse que acha ótimo esse tipo de literatura porque ela é libertária. Mas ele ainda não leu E.L. James. Quando ler, irá descobrir que seu livro Onze minutos é muito mais ousado que as brincadeiras de um casal sem imaginação como Anastasia e Christian, Eva e Gideon, e assim por diante. Paulo Coelho defende no livro que as mulheres, no fundo, não querem ser penetradas; preferem a excitação clitorial. É o contrário do festival de penetrações promovido por Cinquenta tons de cinza. Quem está com a razão? Eu já li e não me engano: o pornô da mamãe preconiza a penetração com ou sem dor. É inofensivo. Não quer transgredir nenhuma regra, e sim reorganizar a ordem social.

Já escrevi que o soft porn mais reforça o culto a príapo do que ajuda as noviças a se iniciar sexualmente com liberdade. Parece difícil às mulheres entenderem que podem ser possuir sem ser possuídas. Ou que não precisam fingir que são escravas sexuais para conquistar o seu homem. O soft porn ilude as leitoras: ao apresentar alguns truques às mulheres, torna- as mais submissas.

Num encontro em Londres, Erika Leonard James, simpática e insinuante, disse-me que seus livros ajudaram a desencadear um processo em cadeia. As leitoras finalmente se deram conta de que desejavam participar de todas as atividades antes destinadas somente aos homens, inclusive as práticas de perversão, como o sadomasoquismo. Isso, segundo ela, salvou o casamento de milhares de pessoas entediadas com a “posição do pastor”, como dizem os americanos, ou “papai-mamãe”, na versão brasileira nós.

O pornô light desinibiu as leitoras. E agora, como satisfazê-las? Dar-lhes de presente outras trilogias eróticas? Ou reinventar a roda?

Erika me disse que seus livros não são destinados aos homens, embora eles possam lê-los para aprender algo sobre o funcionamento da alma e do corpo femininos. É verdade. Lendo-os, concluí que o objetivo final dos métodos descritos ali é a castração masculina. Depois dos rituais de veneração fálica, Anastasia corta Príapo para guardá-lo no cofre. E assim, controlar (este é o verbo central no novo erotismo feminino) seu parceiro até o fim dos tempos. Para satisfazer Anastasia, contou-me E.L. James, Christian “tem de aprender a pegar na vassoura e limpar a toda a casa”. Ao ler os três volumes de Cinquenta tons de cinza, tive vontade de me livrar da vassoura e das algemas, e sair correndo. Só posso concluir que, neste annus mirabilis que se acaba, a inveja do pênis voltou com potência total… pelo menos nos livros.

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