Contando e Cantando (Volume 2)

Posts tagged Terceira

Concurso Cultural Literário (4)

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Após criarem o já clássico Estórias Gerais, o desenhista Flavio Colin produziu para o roteirista Wellington Srbek três outras HQs. Publicadas em revistas independentes, entre 2000 e 2002, “A Companhia das Sombras”, “Admirável Novo Mundo” e “Uma noite no fim do mundo” ganham agora sua primeira edição conjunta. A terceira delas, lançada na revista Fantasmagoriana, renderia a Srbek os troféus HQ MIX de “Melhor Graphic Novel Nacional” e Angelo Agostini de “Melhor Roteirista”. Tendo como tema o terror, esta coletânea de contos sombrios traz o traço de Colin em toda sua expressividade, incluindo a última HQ desenhada por ele.

Você que é fã de HQs tem a oportunidade de declarar sua paixão e concorrer a 3 exemplares de “Fantasmagoriana & Outros Contos Sombrios“.

Basta completar a frase: “Ler HQ é…………………“.

O nome dos ganhadores será divulgado no dia 22/8 às 17h30h neste post e no perfil @livrosepessoas no Twitter.

#Participe

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Parabéns aos ganhadores: Fernanda Bender, Leo Freitas e Angelo Dias. =)

Um ataque à fama de bom moço de Bono

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Livro acusa humanitarismo do líder do U2 de encampar discurso das elites

João Marcos Coelho, no Estadão

“A filantropia das celebridades assume muitas formas, mas, possivelmente, ninguém retrata tão bem seus delírios, pretensões e deformações quanto o líder do U2, Paul Hewson, o Bono.”

Jornalista quer desmascarar Bono como 'esquerdista'

Jornalista quer desmascarar Bono como ‘esquerdista’

Essa é a primeira frase do polêmico livro The Frontman: Bono (In the Name of Power), do jornalista irlandês Harry Browne, que acaba de ser lançado em inglês pela Verso em papel e ebook. Trata-se de um livro-bomba que trata seu tema como um galo de briga encararia o oponente numa rinha. E, em Dublin, Bono é santo de casa. Não só não faz milagre como divide opiniões: “Sua fama humanitária não tem nada a ver com doar parte de sua fortuna aos pobres. Tornou-se símbolo do bom caráter da elite rica, pronta a encampar ideias que eliminem a fome e a pobreza do mundo”.

The Frontman (que significa o vocalista nas bandas de rock) já tomou muita paulada da grande imprensa internacional e elogios rasgados de intelectuais de esquerda como Terry Eagleton. Estrutura-se em três partes. A primeira, “Irlanda”, examina mitos e realidades das origens de Bono em Dublin e sua afirmação como símbolo artístico e operador financeiro no “boom” da economia irlandesa, que cresceu incríveis 9% ao ano entre 1996 e 2001. A segunda, “África”, mostra como Bono roubou o show no Live Aid de 1985 e emergiu como o maior defensor da causa africana na política ocidental. A terceira, “O Mundo”, detona “amigos” suspeitíssimos, como Jesse Helms, Tony Blair e Paul Wolfowitz, e mostra que ele fechou com os missionários contra a camisinha na África e aceitou patrocínio de um fabricante de armas.

Bono é, portanto, “o frontman ideal para um sistema de exploração imperial cuja devastação permanece tão selvagem como no passado”. Numa aparição pública com George W. Bush, o presidente republicano derramou-se em elogios ao astro. Na medida em que crescia seu prestígio nos EUA, “na Irlanda era visto como figura ridícula”.

Segundo uma história dublinense não comprovada, em um show do U2, em Glasgow, Bono pediu silêncio à plateia, começou a bater palmas devagar e falou: “Cada vez que bato palmas, uma criança morre na África”. Uma voz gritou na multidão: “Então, porra!, pare de bater palmas”.

O livro não questiona o sucesso de Bono, mas o modo como ele escolheu usá-lo politicamente. Detecta fissuras em seu prestígio: enquanto as autoridades o adoram, os grafiteiros de Dublin o esculhambam regularmente. “Como falar seriamente de uma figura que num dia encontra-se com os líderes da Grã-Bretanha, e, 24 horas depois, leva seu ex-estilista aos tribunais para reaver um chapéu? Um cara que de manhã te vende um iPod e à noite uma proposta de paz para a Irlanda?”

O New York Times trata Bono como um guru, o Guardian, como louco. Milhões de europeus o consideram um grande artista, enquanto a série de animação South Park o chama literalmente de “merda”. A BBC exibe o documentário-denúncia Os milhões de Bono (em 2008), e, na noite seguinte, dedica um programa de rádio ao novo álbum do U2.

Ferida aberta. Vai ser difícil os fãs de Bono gostarem do livro. “Não sou fã nem detrator da música do U2.” Confessa que até gosta do Bono cantor. Não julga se Achtung Baby (1991) é melhor do que War (1983). “Mesmo assim, seria um erro não considerar que Sunday Bloody Sunday fala da postura de Bono sobre a política irlandesa.”

Ao tentar separar o idealismo do cinismo, Browne reabre a ferida. Mas alerta: “Não estou focado nas motivações de Bono, mas na sua retórica, ações e consequências. Afinal, por três décadas ele amplificou o discurso recorrente da elite, defendendo soluções ineficazes, tratando os pobres com paternalismo, ‘kissing the asses’ dos ricos e poderosos”.

Seria idiota negar que a ação de Bono ajudou a melhorar a vida de milhões na África, como quer Browe. Por isso The Frontman é um panfleto saboroso e inteligente, mas mero libelo de opinião política. Browne não esconde isso. Até remete o leitor a um livro que chega a conclusões opostas (Bono’s Politics – The Future of Celebrity Activism, de Nathan Jackson, disponível para download gratuito em www.bonospolitics.com).

Não dá pra acreditar na linguagem humanitária despolitizada nem concordar com a ferocidade de Browne. Lá pelas tantas, Browne entrega seu real objetivo: quer colocar o humanitarismo das celebridades no berço político. Está certo. Mas o caso Bono é pior. Browne quer desmascará-lo como “esquerdista”, rótulo que colou na pele. Não é fácil, porque “Bono faz uma imitação plausível do ativista”. Só por essa tentativa, vale ler o livro. Mesmo que você seja fã de carteirinha do U2.

Trecho do livro: “Após o encontro do G8 de 2005, onde Bono teve papel inteligente e vergonhoso,…

…o jornalista britânico George Monbiot escreveu no Guardian: Os líderes concordaram que poderiam absorver as demandas por ajuda, perdão da dívida e condições mais amenas de comércio com os países pobres sem abrir mão de nada. Eles podem usar nossas cores, falar nossa linguagem, apoiar nossos objetivos e descobrir em nossa agitação não novas restrições, mas novas oportunidades para fabricar o consenso’. Bono age em nome desse poder (…), feliz por empregar um superstar do rock falastrão com óculos de sol e blusão de couro para transmitir a mensagem, se for preciso. Não é nada pessoal, Bono, mas temo que um dos primeiros passos para as pessoas buscarem justiça de fato seja parar de comprar a mensagem que você vende”.

dica do João Marcos

Alunos da USP vencem concurso mundial de aviação na França

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Equipe brasileira é formada por quatro alunos de design da USP.
Competição reuniu 6 mil estudantes de 82 países.

Alunos da USP que venceram competição da Air Bus (Foto: Divulgação)

Alunos da USP que venceram competição da Air Bus (Foto: Divulgação)

Publicado por G1

O Brasil venceu a terceira edição do concurso mundial chamado “Fly your ideas”, promovido pela Airbus, na sede da empresa, em Toulouse, na França. O grupo desenvolveu um sistema de carregamento e descarregamento de bagagens para compartimentos de carga de aeronaves. O prêmio foi de 30 mil euros.

A equipe brasileira é formada por cinco integrantes, um deles, Henrique Corazza, estudante de bacharelado em design na Universidade de Loughborough, no Reino Unido. Os demais, Leonardo Akamatsu, Adriano Furtado, Caio Reis, e o líder do grupo Marcos Philipson são estudantes de bacharelado em design na Universidade de São Paulo (USP).

“Visitamos fábricas de aviões, aeroportos e conversamos com funcionários para identificar problemas. O sistema funciona como se fosse um grande colchão de ar rodando como uma esteira. As bolsas de ar podem ser infladas alternadamente, o que faz as que malas obedeçam as inclinações da superfície. Podem ir para a frente ou para o fundo do porão”, Marcos Philipson, de 21 anos, 4º ano de design da USP, líder da equipe brasileira.

Simulação de como funcionaria o sistema de carregamento de bagagem (Foto: Divulgação)

Simulação de como funcionaria o sistema de
carregamento de bagagem (Foto: Divulgação)

A competição reuniu 6 mil estudantes de 82 países. O prêmio de 15 mil euros para o segundo colocado foi para a equipe “Clima”, do Royal Melbourne Institute of Technology, na Austrália, por sua proposta para desenvolver uma aeronave movida por uma mistura de biometano liquefeito produzido de forma sustentável e gás natural liquefeito.

Segundo o vice-presidente executivo de engenharia da Airbus e embaixador do concurso “Fly Your Ideas”, Charles Champion, os projetos foram analisados por engenheiros experientes da Airbus, que ficaram impressionados com a qualidade do trabalho e da inovação.

Durante toda a competição, os mentores e especialistas da Airbus trabalharam juntamente com as equipes, orientando e apoiando seus projetos. As equipes são multinacionais e multiculturais, e os estudantes vêm das mais variadas áreas como engenharia mecânica e aeroespacial, passando por administração e design.

George R. R. Martin: ‘Tenho ideias para outros cinquenta romances’

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Autor de ‘Game of Thrones’ fala sobre como foi a adaptar seus livros para a televisão, descreve seus planos literários e conta o quanto sua vida mudou após a fama, entre outros temas

El Mercurio, em O Globo

George R.R. Martin, autor dos livros que inspiraram a série 'Game of thrones', durante lançamento do quinto volume das "Crônicas de gelo e fogo" AP Photo

George R.R. Martin, autor dos livros que inspiraram a série ‘Game of thrones’, durante lançamento do quinto volume das “Crônicas de gelo e fogo” AP Photo

SANTIAGO DO CHILE — Não é todo dia que se fecha um negócio de US$ 1 bilhão. Esse foi o valor que Mark Zuckerberg, criador e presidente do Facebook, pagou para comprar o Instagram. Ainda assim, quando estava perto de fechar o acordo, o jovem multimilionário pediu a Kevin Systrom, co-fundador da rede social de fotos, para interromper as negociações. O motivo? Zuckerberg não queria perder o espisódio de estreia da terceira temporada de “Game of thrones”. E se instalou no sofá para assistir ao programa com seus amigos.

Esse é o tipo de fanatismo que desperta em todo o mundo essa série da HBO, que está a dois episódios do fim de seu terceiro ano. Mais de nove milhões de americanos assistiram à primeira (2011), que custou cerca de US$ 60 milhões para ser produzida. A segunda registrou 25 milhões de downloads, se tornando a mais “pirateada” da história. O primeiro capítulo da atual temporada agregou 4,4 milhões de espectadores só nos EUA, com um pico de 6,7 milhões. A isso se somam os prêmios Emmy, Globo de Ouro e outras 45 indicações.

Esse sucesso que combina um elenco majoritariamente britânico, imponentes cenografias e uma trama cheia de voltas, se deve a apenas um homem: George R. R. Martin, o criador de “As crônicas de gelo e fogo”, a saga literária em que se baseia a série. Uma fantasia épica para leitores adultos, carregada de violência e disputas de poder entre as casas que lutam pelo Trono de Ferro, onde nenhum personagem tem a sobrevivência garantida.

“Já no primeiro episódio da terceira temporada (em fins de março) a HBO renovou para uma quarta e de imediato começamos a trabalhar nela”, diz Martin, com sua voz grave e pausada, por telefone de Santa Fé (Novo México), onde vive com sua esposa, Parris McBride, e quatro filhos. “David Benioff e Daniel B. Weiss (roteiristas e produtores da série) já estão criando os novos episódios, assim como eu. As filmagens começam em junho ou julho.”

Inspirada na Guerra das Rosas, o conflito entre as casas de York e Lancaster pelo trono inglês entre 1455 e 1485, a saga de Martin hoje se estende ao longo de cinco volumes editados no Brasil pela LeYa: “A guerra dos tronos”, “A fúria dos reis”, “A tormenta de espadas”, “O festim dos corvos” e “A dança dos dragões”. Eles já venderam mais de 20 milhões de exemplares em todo o mundo e foram traduzidos em 40 idiomas. E ainda faltam mais dois livros a serem publicados e um número indefinido de temporadas na TV.

Nascido em 1948, em Bayonne, Nova Jérsei, Martin — que é produtor-executivo da série — começou no jornalismo e logo foi parar na televisão como roteirista e produtor de séries emblemáticas dos anos 80 como “Twilight Zone”. Mas foi sua paixão por escrever que o consagrou, mesmo antes de iniciar “As crônicas de gelo e fogo”, em 1991. Prova disso são os prêmios Hugo, Nebula, Bram Stoker e Ignotus recebidos.

Depois de três anos trabalhando com a HBO, quais foram os principais desafios de adaptar os livros para a televisão?

Os romances são bastante difíceis de filmar por vários aspectos. São muito extensos e complicados, com muitos personagens, castelos, batalhas, dragões, lobos gigantes e tramas paralelas que se entrelaçam. Tivemos que eliminar alguns personagens, o que destesto fazer, mas entendo ser necessário. Só temos dez horas por temporada; seria muito melhor se fossem 12, mas já contamos com um orçamento enorme comparado com outras séries de TV. Considerando nossos recursos, fomos muito bem.

Em cada uma das temporadas você escreveu um episódio. Qual vai escolher agora?

Já sei qual episódio vou escrever, mas não tenho a liberdade de revelar qual é.
Entendo que, além de você, apenas a HBO sabe o verdadeiro final das “Crônicas de gelo e fogo”.
Disse a Dave e Dan para onde vou, eles sabem as linhas gerais, mas está tudo na minha cabeça. (mais…)

Criança consegue vaga em escola de MT após campanha no Facebook

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Mãe publicou fotos da filha pedindo uma vaga em escola de Rondonópolis.
Menina ficou dois anos sem ir à escola e, nesta segunda, foi matriculada.

Júlia segura último cartaz após conseguir vaga em escola de Rondonópolis. (Foto: Arquivo/Facebook)

Júlia segura último cartaz após conseguir vaga em escola de Rondonópolis. (Foto: Arquivo/Facebook)

Dhiego Maia, no G1

Uma semana depois de uma campanha iniciada em uma rede social, a mãe da pequena Júlia Jasche Quadros, de quatro anos, comemorou o ingresso da filha em uma escola de educação infantil na rede pública da terceira maior cidade de Mato Grosso, Rondonópolis, localizada a 218 quilômetros de Cuiabá.

Sem conseguir matricular a garota em nenhuma unidade escolar da cidade desde 2011, Melissa Jasche Quadros, de 36 anos, passou a publicar fotos da filha segurando um cartaz com uma mensagem informal ao prefeito Percival Muniz e à secretária de Educação da cidade, Ana Carla Muniz. Nos cartazes, as mensagens diziam as seguintes palavras: “Hoje não fui para a escola, pois não há vaga para eu estudar”.

A Secretaria de Educação de Rondonópolis reconheceu ao G1 que há um déficit de vagas para alunos na idade de Júlia. De acordo com a pasta, 49 unidades escolares contam, no momento, com 8.373 crianças de zero a cinco anos. Outras 2.933 crianças estão na fila de espera. A secretaria disse ainda que foram criadas neste ano 530 vagas e que mais 1,4 mil vagas devem ser criadas quando novas unidades estiverem construídas.

Nesta segunda-feira (6), Júlia estampou o último post da campanha com um cartaz mostrando a escola em que foi matriculada. Ela participou da primeira aula na Escola Municipal de Educação Infantil Elaine Aparecida e, segundo a mãe, saiu do local feliz. “Ela gostou muito da escola e disse que uma professora é legal. A escola fica bem longe da minha casa, mas o mais importante é que a Júlia está estudando”, afirmou Melissa.

Até conseguir a vaga para a filha, Melissa contou ao G1 que enfrentou vários problemas. Ela é estudante de Geografia no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Sem ter onde deixar Júlia, ela perdeu as contas das vezes que levou a menina para a universidade.

Mãe pediu vaga para a filha em rede social. (Foto: Reprodução/Facebook)

Mãe pediu vaga para a filha em rede social. (Foto: Reprodução/Facebook)

Em 2011, para atenuar o problema, a família resolveu economizar para pagar uma escola particular para a menina. A mensalidade de R$ 220 por mês pesou no orçamento da família e Júlia teve que abandonar as aulas. “Não tive condições de pagar e ainda estou devendo duas mensalidades”, declarou Melissa.

No início deste ano, Melissa afirmou ter passado por uma decepção. Ela colocou o nome da filha em uma lista de espera em uma escola próxima da casa dela. Dias depois, quando retornou, o local estava fechado. “O espaço para os pequenos era anexo a uma escola. Quando fui lá para ver se tinha vaga para minha filha, o local não estava funcionando”, disse.

Mudança
Segundo o Ministério da Educação (MEC), uma alteração na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), de 1996, tornou obrigatória a matrícula de crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade. De acordo com a lei 12.796, publicada no dia 4 de abril deste ano, estados e municípios têm até 2016 para garantir a oferta a todas as crianças a partir dessa idade.

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