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Livro inédito de J.R.R.Tolkien será publicado em 2017

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Lorena Ávila, na Cabana do Leitor

O Mestre J.R.R.Tolkien, autor de alguns dos livros de fantasia mais importantes do mundo como O Senhor dos Anéis e O Hobbit, terá mais uma obra inédita publicada, com lançamento previsto nos EUA para maio de 2017. Beren and Lúthien, traz a história emocionante de amor entre a imortal elfa Lúthien e o mortal humano Beren; o romance se passa na Primeira Era e é de total relevância nos acontecimentos da Terra Média que envolve todas as Eras. A obra será editada e compilada por Christopher Tolkien, responsável por todos os escritos de seu pai desde sua morte, e ilustrada por Alan Lee.

Partes dessa belíssima lenda foi relatada em versos de canções, poemas e compõe um dos capítulos mais importantes do livro O Silmarillion, também faz parte de alguns livros da coleção “The History of Middle Earth” (que contém 12 volumes, ainda não publicados no Brasil) no qual ganhou algumas versões. Essa é uma das narrativas mais famosas, cativante e emocionante do autor, sendo também relembrada pelos personagens do Universo, como Aragorn.

beren-luthien

O escritor J.R.R.Tolkien se inspirou em um de seus encontros marcantes com a sua esposa Edith Bratt, criando algo tão profundamente importante para si que durante a vida nutriu o desejo de ter os nomes “Beren & Lúthien” talhado em suas lápides.

Confira um trecho retirado da Canção da Despedida, composta por Beren em uma das partes da história:

“Lúthien Tinúviel

mais bela do que pode dizer a língua dos mortais.

Mesmo que o mundo caia em ruínas

que se dissolva e seja lançado de volta

desfeito no caos primordial,

ainda assim foi boa a sua criação…

o anoitecer, o amanhecer, a terra, o mar…

para que Lúthien por um tempo existisse.”

Revisado por: Bruna Vieira.

Conto resgata os primórdios da escrita de J.R.R. Tolkien

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Ilustração feita por Tolkien representa Kullervo, personagem adaptado de uma narrativa finlandesa

Ilustração feita por Tolkien representa Kullervo, personagem adaptado de uma narrativa finlandesa

 

Debora Rezende, no A Tarde

O hobby de J.R.R. Tolkien era criar idiomas. Conhecido pelo seu dinamismo como professor em Oxford, o linguista tinha como especialidades inglês e nórdico antigo, estudou grego, latim, finlandês e, não satisfeito, brincava com sons, letras e formas para fundar novas línguas, passatempo que serviu como base para criar um verdadeiro universo.

Hoje, mesmo depois de mais de 40 anos da morte do escritor da épica trilogia O Senhor dos Anéis, ainda são encontrados novos escritos. Nas tramas, mais do que uma estética característica, Tolkien desenvolve um mundo, com direito a fauna, flora e, é claro, idiomas específicos.

As habilidades criativas do escritor, muito antes de O Hobbit, de 1937, e O Senhor dos Anéis, da década de 1950, foram experimentadas no conto A História de Kullervo, adaptado por ele da mitologia finlandesa no ano de 1914.

Organizado e com comentários de Verlyn Flieger e traduzida por Ronald Kyrmse, a obra é lançamento da editora Wmf Martins Fontes, mesma responsável pela publicação dos demais livros do autor no Brasil, e apresenta um de seus personagens mais trágicos.

Primeiro conto

O cenário de A História de Kullervo não se relaciona com a mitologia pela qual J.R.R. Tolkien se consagrou. “É uma reescrita de uma lenda finlandesa. Praticamente a primeira ficção grande que escreveu”, explica Ronald Kyrmse, tradutor desta e das demais publicações relacionadas ao autor no Brasil.

A trama gira em torno de um protagonista, o Kullervo, órfão e com a vida marcada por tragédias – seu tio assassinou o pai, foi escravizado e, sem saber, praticou incesto.

A obra, segundo Kyrmse, foi uma escola para que ele desenvolvesse estilo próprio. De fato, o Kullervo de Tolkien serviu como base para o também infeliz Túrin Turambar, personagem de Os Filhos de Húrin.

A nova edição de A História de Kullervo traz uma completude maior em relação às anteriores graças às observações de Verlyn Fliger e das notas de tradução do próprio Kyrmse, que guiam o leitor pelos dramas do conto. O que fica, para além do problemático protagonista, é um quê da estética fantástica do autor.

Mitologia tolkieniana

Nascido na África do Sul e criado na Inglaterra, Tolkien fincou sua marca na literatura fantástica. “Ele deve ter sido o primeiro autor de fantasia que criou um mundo tão complexo. Costumo dizer que atentou para muitos detalhes: os povos, idiomas, geografia, clima. Tem milênios de histórias contadas por ele nas suas várias obras”, esclarece Kyrmse.

O trabalho de John Ronald Reuel Tolkien vai muito além da trilogia O Senhor dos Anéis. A dimensão das suas criações alcançou a esfera de mais de 30 idiomas, e até seus rascunhos foram transformados em obras após sua morte.

“A dedicação de uma vida toda”, lembra Kyrmse, que conheceu os escritos de Tolkien na década de 1980, quando ainda não havia edições brasileiras para os livros e, posteriormente, foi convidado pela editora a atuar como consultor e tradutor dos livros. “Muita gente que escreveu ficção fantástica depois dele bebeu nessa fonte do Tolkien”.

“Tolkien criou toda uma família de línguas élficas, cada uma com a sua característica especial”, reflete o tradutor. Segundo ele, O Senhor dos Anéis foi escrito para que os elfos tivessem um ambiente no qual falar seu idioma.

O conhecimento de Kyrmse sobre o universo do escritor – gerado depois de dezenas de leituras – resultou no seu próprio livro, Explicando Tolkien (Wmf Martins Fontes, 2003), em que ele esclarece dúvidas comuns sobre o universo mitológico da Terra-Média.

Conheça o primeiro museu dedicado à Terra Média de J.R.R.Tolkien!

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museu-Greisinger

Camila Cruz, no Garotas Geek

Um museu inteirinho dedicado às obras do escritor J. R. R. Tolkien?! Existe! E não é ficção! ♥

Numa toca no chão vivia um hobbit. Não uma toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com cheiro de lodo; tampouco uma toca seca, vazia e arenosa, sem nada em que sentar ou o que comer: era a toca de um hobbit, e isso quer dizer conforto.
A toca tinha uma porta perfeitamente redonda como uma escotilha, pintada de verde, com uma maçaneta brilhante de latão amarelo exatamente no centro. A porta se abria para um corredor em forma de tubo, como um túnel…

Agora imagina que dentro dessa toca existem 11 salas repletas das coisas mais fantásticas do universo tolkieniano obtidas ao longo da vida de Bernd Greisinger, um gerente de banco aposentado, que se especializou nas histórias da Terra Média e transformou sua coleção em um museu.

A entrada do Museu Greisinger, o primeiro do mundo dedicado à obra do J. R. R. Tolkien .

A entrada do Museu Greisinger, o primeiro do mundo dedicado à obra do J. R. R. Tolkien .

 

A toca O museu, fica localizado na pacata cidade de Jenins, pertinho de Zurique – Suíça, é considerado pelos especialistas a maior coleção de tesouros da Terra Média, com 3500 livros e 600 obras de arte!!! É o único museu dedicado exclusivamente aos trabalhos de Tolkien e suas adaptações.

Ao chegar no museu o visitante encontra as famosas portas verdes e redondas típicas das tocas Hobbits. A entrada baixinha, de apenas 1,5m, dá acesso a uma sala repleta de móveis rústicos de madeira e uma mesa coberta de mapas da Terra média. Greisinger se preocupou com cada detalhe para que o visitante se sinta em uma toca.

Um Hobbit em sua toca

Um Hobbit em sua toca

 

Guias fantasiados (as vezes até o próprio criador do museu) levam os visitantes através de salas que lembram cenas dos livros. A sala Gondor se estende por dois andares, com direito a uma escada em espiral e pilares de colunas brancas. Já a sala Wilderland oferece estátuas replicando as dos Portões de Argonath e uma instalação de quase 4 metros de altura do temível Balrog enfeita a sala de Moria.

Balrog! RUN, YOU FOOLS

Balrog! RUN, YOU FOOLS

 

No museu é possível encontrar relíquias, tais como livros raríssimos que só podem (mais…)

Encontrado mapa da Terra Média com anotações de J.R.R. Tolkien

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Imagem: Blackwell via The Guardian.

Imagem: Blackwell via The Guardian.

 

Um mapa de Middle-earth (Terra Média) com anotações do próprio J.R.R. Tolkien, foi descoberto no interior de uma cópia de The Lord of the Rings (O Senhor dos Anéis).

Aníbal Mendonça, no IGN Portugal

De acordo com o The Guardian, o mapa foi descoberto numa cópia do livro da ilustradora Pauline Baynes. Baynes referenciava o seu próprio trabalho no mapa para uma edição em 1970 do livro, Tokien corrigiu o nome de alguns locais e ofereceu sugestões a Baynes acerca das plantas e animais no mapa. Fez ainda questão de anotar que Hobbiton “é assumido ser aproximado em latitude a Oxford”, Inglaterra, onde Tolkien era professor.

Tolkien apontou ainda referências a cidades reais para os locais imaginários de Middle-earth, incluindo a inspiração para uma das cidades chave dos livros. A cidade italiana de Ravenna é “a inspiração por detrás de Minas Tirith”, aponta Tolkien.

O mapa está atualmente em exibição em Oxford, podendo ser seu por £60,000. O vendedor de livros Blackwell, que é quem está na posse do mapa, chama-lhe “talvez a melhor peça de Tolkien a emergir nos últimos 20 anos”

Como ‘O Senhor dos Anéis’ virou um ícone da contracultura

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Frodo um dia já foi ícone de uma geração que queria revoluções

Frodo um dia já foi ícone de uma geração que queria revoluções

, na BBC Brasil

Em um tempo de sexo, drogas e rock’n roll – sem falar em protestos contra a Guerra do Vietnã e marchas por direitos civis e das mulheres – quem diria que um grande papel de influência foi desempenhado por um filólogo cristão de Oxford?

Mas nos anos 1960, em um tempo de mudanças sociais aceleradas nos Estados Unidos, os livros “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”, de JRR Tolkien, se tornaram leitura obrigatória para a contracultura que nascia na época. As obras eram devoradas por estudantes, artistas, escritores, roqueiros e outros intelectuais mentores da mudança cultural. Slogans como “Frodo vive” e “Gandalf para Presidente” eram pichados nas estações de metrô de diversas partes do mundo.

A Terra Média – o universo mítico meticulosamente criado por JRR Tolkien – começou a nascer entre as duas grandes guerras mundiais. Professor de línguas em Oxford, Tolkien lecionava anglo-saxão, islandês arcaico e galês medieval.

Sua visão fantasiosa, com a ideia de que o mau está a espreita, ameaçando o bem, surgiu de sua experiência como católico devoto, e também como alguém que perdeu muitos amigos e familiares na Primeira Guerra Mundial.

“Os Pântanos Mortos e a região de Morannon se assemelham ao norte da França, que foi palco da Batalha de Somme”, escreveu Tolkien em uma carta nos anos 1960.

A saga de Frodo e Sam para chegar a Mordor é inspirada nos tormentos dos jovens soldados que combateram no front ocidental durante a guerra.

Os livros sempre tiveram uma certa popularidade desde seu surgimento – “O Hobbit” em 1937 e “O Senhor dos Anéis” em 1954 (primeiro volume). Mas eles explodiram em um fenômeno cultural de massa de verdade apenas nos anos 1960.

Hoje em dia, os mágicos, anões e orcs do imaginário de Tolkien parecem coisa de “nerds” aficcionados por histórias em quadrinhos. Mas o primeiro público a realmente cultuar esse universo foi o “hippie”. Como isso aconteceu?
Viagem

O consumo de drogas nos livros de Tolkien pode ajudar a explicar a sua popularidade nos anos 1960. Muitos dos personagens da Terra Média usam plantas alucinógenas.

'Frodo vive' foi um slogan da contracultura dos anos 1960

‘Frodo vive’ foi um slogan da contracultura dos anos 1960

As “pequenas pessoas do Shire” usavam uma erva alucinógena em seus cachimbos. Saruman, o mago perverso, também fica “viciado” em uma folha específica do Shire. Havia até mesmo um boato de que Tolkien escrevera grande parte do livro sob influência de drogas.

Outro fator que sempre teve grande apelo junto a esse público foi uma forma mais simples e medieval de vida, muito diferente do caos urbano e da modernidade. Tolkien exaltava os elementos mais comuns da natureza, como as pedras, a madeira, o ferro, as árvores e o fogo. Esse estilo de vida com menos modernidade e contra a poluição era defendido por muitos vegetarianos que construíam suas próprias casas e roupas e viviam em comunidades.

Um fator muito importante para quem combatia guerras e lutava por direitos civis e das mulheres era o contexto político dos livros. Os heróis de Tolkien eram os hobbits, as pessoas pequenas, que lideravam uma revolução.

O complexo militar industrial da época era parecido com Mordor e sua visão mecanizada de guerra. Ao saber de sua missão para levar o anel para sua destruição em Mordor, Frodo sente uma “vontade irresistível de descansar e ficar em paz em Rivendell”. Mas aqueles que lutavam ao seu lado viam o conflito como a chance de travar “a guerra que vai acabar com todas as guerras”.

Algumas passagens refletem particularmente o sentimento de (mais…)

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