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17 livros picantes para adolescentes

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Temática amorosa e pitadas de erotismo podem aproximar adolescente da boa literatura

Aproveite os hormônios fervilhantes dos adolescentes para incentivar a leitura (Foto: Nana Sieviers)

Aproveite os hormônios fervilhantes dos adolescentes para incentivar a leitura (Foto: Nana Sieviers)

Ava Freitas, no Educar para Crescer

Fomentar o gosto pela leitura tem de começar na infância, mas como lidar com o adolescente que não adquiriu esse hábito quando criança? Um bom recurso pode ser apresentá-lo a bons títulos da literatura brasileira e mundial com pitadas de erotismo.

1“Relações amorosas e sexo são temas que fervilham na cabeça do adolescente. Toda vez que usei, em sala de aula, livros que tocam de alguma forma na questão do amor, foi sucesso total. Com passagens mais picantes, então, gerava muita discussão boa”, afirma Claudio Bazzoni, professor de literatura do Colégio Santa Cruz, em São Paulo, e assessor de língua portuguesa da Prefeitura de São Paulo.

João Luís Ceccantini, professor de literatura da Unesp (Universidade Estadual Paulista), no campus da cidade de Assis (SP), também endossa essa tese. “Só que é importante a atuação dos pais, de um professor ou bibliotecário para apresentar o título para o jovem.”

A sugestão de leitura do mediador é, claro, tem de passar pela avaliação da maturidade do adolescente, pontua João Luís Ceccantini.

A convite do EDUCAR PARA CRESCER, o professor Bazzoni elaborou uma lista em que mesclou sugestões mais “light” com outras com sexualidade mais explícita. Confira!

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1. Dom Casmurro

Autor: Machado de Assis

Clássico da literatura brasileira, a obra gira em torno do romance de Bentinho – narrador da história – e Capitu e o ciúme doentio que decorre desse amor. O professor Claudio Bazzoni destaca o capítulo A Mão de Sancha, em que Bentinho se pega desejando loucamente a mulher do melhor amigo, Escobar. O sentimento o faz a começar a duvidar da sua fidelidade e a dos outros.

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2. Missa do Galo

Autor: Machado de Assis

No conto, o sr. Nogueira, já adulto, relata um acontecimento de quando tinha 17 anos. Morando na casa do senhor Meneses para estudar, o jovem se vê seduzido pela mulher de seu protetor, dona Conceição. Sabidamente traída pelo marido, ela premedita um encontro com o adolescente na noite da Missa do Galo. “É um texto carregado de sensualidade”, comenta Bazzoni.

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3. Uns Braços

Autor: Machado de Assis

Com o mesmo tom de Missa do Galo, nesse conto, Inácio, um garoto de 15 anos, fica fascinado pelos braços de dona Severina, mulher de seu padrinho. Em conflito com o desejo proibido, um dia na rede, o adolescente sente a aproximação de sua amada e deixa os leitores na dúvida se a beijou ou não.

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4. As Ligações Perigosas

Autor: Choderlos de Laclos

Na sociedade aristocrática de antes da Revolução Francesa, a marquesa de Merteuil e o visconde de Valmont, ex-amantes, mostram por meio de uma intensa troca de cartas que seus passatempos favoritos são manipular pessoas e colecionar aventuras sexuais.

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5. Na Alcova – Três Histórias Licenciosas

Autores: Denon e Guilleragues e Crébillon

O livro reúne três novelas de ficção escritas – todas com um tom sensual – por três autores franceses diferentes. O professor Bazzoni destaca Por uma Noite, na qual uma mulher adúltera leva seu amante para a “câmara secreta de prazeres” na propriedade rural de seu marido.

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6. Vestida de Preto

Autor: Mário de Andrade

O conto está no livro Contos Novos. Nele, Juca relembra o clima de descoberta das primeiras experiências amorosas com a prima Maria e a frustração de ter sido interrompido por Tia Velha. Os personagens voltam a se encontrar na maturidade.

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7. Vestido de Noiva

Autor: Nelson Rodrigues

Peça de teatro que se desenrola em três planos: realidade, alucinação e memória. Alaíde é atropelada e está entre a vida e a morte. Enquanto os médicos tentam salvá-la, ela entabula uma conversa com Madame Clessi, sua heroína, que foi assassinada vestida de noiva. Alaíde rememora uma discussão que teve com a irmã, Lúcia, no dia em que se casou com Pedro. Lúcia a acusa de roubar seu amor. Apesar da concretização do casamento, Alaíde descobre que é vítima de uma conspiração de Pedro e Lúcia, que querem matá-la para ficarem juntos. “Ao explicitar desejos reprimidos dos personagens, o texto provoca no leitor afetos intensos”, diz Bazzoni.

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8. Livro das Mil e Uma Noites

A tradução feita a partir dos originais pelo arabista brasileiro Mamede Mustafa Jarouche, para a Editora Globo, sepulta a ideia comum de que este é um livro para criança. A obra – que tem quatro volumes – começa contando a história de dois príncipes irmãos. Depois de um tempo separados, um deles resolve deixar seu reino e viajar para visitar o outro. No meio do caminho, o príncipe que viajou sente muita saudade da mulher e volta para casa. Ao retornar, encontra-a com o amante e a mata. O jovem, então, retoma a viagem para o reino do irmão. Este, por sua vez, para alegrá-lo, organiza uma caçada. O visitante decide não ir e presencia uma orgia da cunhada com os empregados do castelo. Tudo isso antes de chegar na história de Sheherazade que para evitar ser morta emenda uma história na outra, o que justifica as mil e uma noites do título.

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9. Laila & Majnum

Autor: Nizami

A história do amor proibido dos jovens Laila e Majnun é considerada o Romeu e Julieta do mundo Persa. O livro trata do sentimento avassalador entre os dois personagens e tudo o que conspira para que ele não se realize.

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10. O Banquete

Autor: Platão

Antes de torcer o nariz para esse título, é preciso contextualizar para o jovem que leitor que a obra nada mais é do que a discussão sobre como o amor é gerado, na qual cada convidado do encontro coloca a sua visão do sentimento. Aristófanes, por exemplo, fala do amor heterossexual e homossexual.

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11. Cem Anos de Solidão

Autor: Gabriel Garcia Marquez

Considerada uma das obras-primas da literatura latino-americana moderna, o livro narra a história de Macondo, uma cidade mítica, e a dos descendentes de seu fundador, José Arcadio Buendía, durante cem anos. “O livro tem passagens muito sensuais e eróticas”, comenta o professor Claudio Bazzoni.

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12. Máscaras

Autor: Menotti del’Picchia

No poema lírico escrito em forma de peça, a Colombina está apaixonada pelo Arlequim, enquanto este, na verdade, está obcecado por roubar dela um beijo. Para completar o triângulo amoroso, o Pierrot sofre por não ser correspondido pela Colombina.

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13. Amor Natural

Autor: Carlos Drummond de Andrade

“É um conjunto de poemas de tirar o fôlego”, diz o professor Claudio Bazzoni. Entre as poesias, títulos como “A Língua Lambe”, “O Chão é Cama” e “A Bunda, que Engraçada”, carregados de descrições minuciosas de partes do corpo e do ato sexual.

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14. A Casa dos Budas Ditosos

Autor: João Ubaldo Ribeiro

CLB, uma mulher de 68 anos, conta com detalhes sua intensa e longa vida sexual. A história foi transformada em peça de teatro de sucesso tendo Fernanda Torres como protagonista.

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15. Porcos com Asas

Autores: Marco L. Radice e Lidia Ravera

O professor Claudio Bazzoni classifica como “explosivo” o começo desse livro em que são citados um sem número de nomes para os órgãos reprodutores masculino e feminino. O fio condutor é a história de amor de dois adolescentes e a descoberta da sexualidade.

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16. Noite na Taverna

Autor: Álvares de Azevedo

Reunidos em uma taverna, um grupo de amigos conversa sobre noites passadas em estado de embriagues e no meio de orgias, com histórias surreais como atos sexuais com cadáveres. Publicada após a morte de seu autor, em 1855, em dois volumes, a obra é representante da escola byroniana do Romantismo no Brasil.

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17. Decamerão

Autor: Giovanni Boccaccio

Para fugir da peste negra, no ano de 1348, sete moças e três rapazes resolvem fugir de Florença, na Itália, em direção de um castelo. Para passar o tempo, eles inventaram uma brincadeira que, a cada dia, um deles seria rei ou rainha e teria de contar dez contos. Nas histórias, com um tom de comédia, temas como violência e sexo.

Lendo Pessoa à beira-mar

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Lendo Pessoa à beira-mar: Maria Bethânia e Cleonice Berardinelli, na Flip – Festa Literária Internacional de Paraty

Mediação Júlio Diniz

Cleonice Berardinelli é a mais importante estudiosa de Fernando Pessoa no Brasil e autora da segunda tese feita no mundo sobre o poeta português. Maria Bethânia tem integrado versos de Pessoa em seus espetáculos e discos há mais de quatro décadas, realizando leituras antológicas dos poemas do autor. As duas amigas, ambas condecoradas pelo governo português com a Ordem do Desassossego, se encontram para uma sessão de leitura, conversa e celebração em torno de um dos maiores escritores modernos.

dica do Moisés Lourenço

Namore um bibliotecário de referência

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Publicado por Mundo Bibliotecário

Sabe aquele cara que fica atrás do balcão, 8 horas por dia na frente de um computador, e que vez ou outra você vai até ele perguntar se não tem mais nenhum exemplar de cálculo do Swokowski? O cara para quem você jura que não tem nenhum exemplar de Dinâmica do Hibbeler e que te responde que no sistema tem cinco disponíveis para empréstimo? Aquele que, as vezes, você quase quase derruba na corrida até as estantes para pegar o último exemplar de Circuitos Elétricos do Johnson? (Ah, da próxima vez, derrube-o, porque esse cara precisa sorrir mais, surpreender-se mais e coisa e tal). Pois é, esse cara é o bibliotecário de referência.

Problemas com alguma norma da ABNT? Com paginação do Word? Não consegue achar aquele artigo que seu orientador falou que é indispensável para seu TCC, sua dissertação ou tese? Aquele programa que joga as referências automaticamente no Word… qual é mesmo? Só o bibliotecário de referência saberá, portanto, corra até ele, afinal o prazo do seu trabalho já está acabando! Não que ele vá resolver todos os seus problemas, mas certamente vai jogar uma luz sobre as trevas, pois se não te der uma resposta, no mínimo vai te encurtar o caminho até ela. Sim, vai. Pode confiar. O caminho pode ser mais curto do que a distância da mesa dele e aquela mesa de estudo que você sempre senta.

O bibliotecário de referência é um navegante nesse mar informacional chamado Web, deixa o Google no chinelo! É muito mais refinado porque conhece os atalhos para chegar até a informação de que você precisa, muito mais perspicaz porque se desdobra para entender sua questão, muito menos máquina porque muito mais humano. É o cara capaz de entender aquilo que você realmente precisa, aquilo de mais imaterial que reside no fundo da sua mente, no âmago da sua dúvida. Resumindo, um poço de sabedoria, mas também um eterno e humilde aprendiz, pois as bases de dados sempre mudam, a quantidade de informação conhecimento cresce assustadoramente a cada ano, ou seja, é impossível aprender tudo sozinho, por isso, precisa de você para ensiná-lo. Sua única certeza é a de que o ciclo da informação gera uma dúvida, que gera uma questão, que gera a busca para a solução. Claro que o bibliotecário de referência está nesse ciclo (existem vários modelos, não se fruste se não encontrar este no Google, ok?) mas como ele trabalha com o público, é seu dever sempre esclarecer tudo.

Portanto, procure-o, consulte-o, faça-o perder horas procurando uma coisa só para você. Isso mesmo: só para você! Deixe-o louco com as suas interrogações: morrer com a dúvida pode ser muito mais doloroso do que ter desperdiçado a chance de solucioná-la. Ou melhor, ter desperdiçado a chance de solucioná-la a dois, pois todos sabemos que duas cabeças pensam melhor do que uma.

Peça e será atendida. Sempre.

Adolescente autista pode ser cotado para o prêmio Nobel

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Jacob Barnett, de 14 anos, estuda sistema quânticos

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Publicado em O Globo

O adolescente norte-americano, Jacob Barnett, de 14 anos, diagnosticado com autismo aos dois, pode ser cotado para receber o prêmio Nobel de Física. Em entrevista à rede de televisão britânica BBC, a mãe de Jacob, Kristine Barnett, disse que na época do diagnóstico do autismo do tipo que varia entre o moderado e o forte, os médicos disseram que ele não aprenderia nem a ler e tampouco a escrever.

— Foram tempos difícieis e eu só queria dar uma educação apropriada ao meu filho — conta a mãe, autora do livro “The Spark: a mother’s story of Nurturing Genius” (A centelha: a história de uma mãe de um gênio em desenvolvimento, em uma tradução livre), onde descreve as experiências do filho.

Apesar do diagnóstico pessimista, a mãe de Jacob conta que buscou estimular o desenvolvimento da capacidade de aprendizado do filho e o cercou de elementos que ele gostava, como música. Aos dois anos, relata Kristine, Jacob fazia terapia todos os dias desenvolver a fala, mas ela percebeu que era nos momentos em que estava em casa que ele fazia experiências fantásticas.

— Ele recriava no chão mapas de locais que visitávamos, recitava o alfabeto de trás para frente e aprendeu a falar quatro línguas diferentes — conta Kristine, que percebeu que o filho era diferente quando o levou a um planetário e ele respondeu a todas as perguntas sobre a lua e a massa relativa dos astros, feitas por um instrutor — Ele tinha três anos e meio na época e ficamos muito surpresos.

Para Jacob, que entrou na faculdade aos 11 anos, os conceitos de física e astronomia são de fácil assimilação:

— As perguntas que o instutor fez naquele dia eram triviais — disse rindo à jornalista da BBC.

No ano passado, Jacob fez uma apresentação no TEDx com a temática “A importãncia de parar de aprender e começar a pensar”. Hoje, Jacob prepara sua tese de Phd em sistemas quânticos.

Foto: Google

Carta-resposta a Rachel Sheherazade

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Mariana Gomes, no Adventure is out there

Abaixo a carta-resposta que escrevi ao SBT devido à reportagem sobre meu projeto de mestrado veiculada em rede nacional.

Caros Rachel Sheherazade e equipe do SBT,

Eu sou Mariana Gomes, mestranda em Cultura e Territorialidades e responsável pelo projeto My pussy é o poder. Gostaria de agradecer à visibilidade que estão dando ao projeto sobre funk e feminismo. Quero agradecer também por serem claros ao exibirem todo o conservadorismo de Rachel e o oportunismo de vocês. Digo isso porque pretendo pontuar algumas questões nesta carta-resposta, e elas, com certeza, não contemplarão a visão de mundo tão pequena apresentada tanto na reportagem quanto nos comentários da jornalista.

Em primeiro lugar, Rachel, logo na apresentação da matéria, um pequeno erro demonstra seu “vasto” conhecimento sobre a área acadêmica: no mestrado não se faz tese, e sim, dissertação. A tese só chega com o doutorado. Mas tudo bem, este é um erro bastante comum para quem está afastado do ambiente acadêmico e, mesmo assim, pretende julgá-lo ferozmente. Outra questão importante é: frisei em diversos momentos que o projeto não se refere apenas à Valesca, ainda assim preferiram insistir no caso. Perdoados, Valesca é diva, merece destaque mesmo.

Em segundo, mas não menos importante, gostaria de pontuar algo que pra mim é muito caro. Não existe dualidade entre usar o cérebro e outras partes do corpo para produzir qualquer coisa na vida. O repórter disse que eu usei o cérebro para fazer o projeto e que, Valesca, usa ~outras partes do corpo~. Ora, queridos, eu usei muito esse popozão aqui para fazer minhas pesquisas. Dancei muito até o chão, fiz muito treinamento do bumbum e continuo fazendo muito quadradinho de quatro (o de oito não consigo AINDA)! Valesca usa o cérebro tanto quanto eu, você – e mais que Rachel – para continuar seu trabalho. Não julguemos a inteligência de uma mulher de acordo com os padrões estabelecidos. Isso é machismo 🙂

O repórter me perguntou por mais de uma vez se eu tive medo de não ser aceita na academia com meu trabalho. E todas as vezes eu respondi que NÃO TIVE MEDO. Confio no meu potencial, na relevância do tema e, principalmente, na capacidade de renovação e transformação da academia. Quando se trata da UFF, mais ainda, porque conheço o corpo docente e sei a visão de mundo dos professores – nada conservadora, muito mais avançada do que muitos que se dizem avançados.

Não vou comentar sobre o fato de terem entrevistado apenas uma pessoa na rua – e que disse que eu merecia nota zero – porque competência é critério básico para o jornalismo 😉

Sobre a minha fala: colocaram o que eu disse em um contexto equivocado. Eu não tenho essa visão utilitarista da cultura. Não acho que para acabar com o preconceito precisamos “ver o que eles tem a oferecer”. O que eu estava dizendo ali é que, durante a pesquisa, é preciso abrir a mente e ver o que vamos conseguir extrair da observação participante e o que vamos aprender com o movimento. Afinal de contas, quem tem que oferecer algo sou eu: um bom projeto, que sirva para transformar – ao menos parte – (d)o mundo!

“O papel do funk na cultura, só o tempo dirá”, diz o repórter. ISSO NÃO É VERDADE. O papel do funk na cultura está comprovado. E não por mim, pelo meu projeto, por projetos anteriores, mas pelas práticas cotidianas, pelo seu papel em diversas áreas de conhecimento, em diversos setores da sociedade, pela referência que se tornou para boa parte da juventude brasileira. A reportagem é rasa e não tem qualquer compromisso com a realidade concreta, que já provou há muito tempo o que o funk representa.

Agora vamos ao chorume destilado por você, Rachel Sheherazade: insinuar que a popularização da universidade é ruim fica muito, muito feio pra você. Desculpe-se, por favor. E se o funk fere seus ouvidos de morte, acho uma pena, porque EU ADORO, EU ME AMARRO. E meu recado pra você é: é som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado 😉

Dizer que produção de cultura vai do luxo ao lixo é de uma desonestidade intelectual sem tamanho. Como eu disse ao G1 e digo diariamente, hierarquizar a cultura só prejudica. Essa hierarquia construída ao longo de séculos e baseada em um gosto de classe muito bem definido, no qual apenas o que elites definem o que é cultura e o que não é – ou, nas suas palavras, o que é ‘luxo’ e o que é ‘lixo’ – precisa ser COMBATIDA. Creio que a academia é SIM uma das trincheiras na luta pela desconstrução desse pensamento elitista, preconceituoso e, para não ser maldosa, desonesto.

Você, Rachel, diz que as funkeiras estão aquém do feminismo. Mas e você? O que sabe sobre o tema? Tendo a acreditar que Valesca sabe muito mais sobre isso do que você, mas estou disposta a ouvir seus argumentos sobre o assunto. Feminismo, assim como o meu projeto, não é piada, é coisa séria, muito séria.

Para concluir, gostaria de te perguntar quais critérios te levaram a questionar a profundidade do meu projeto. Não gostaria de personalizar o problema, mas nesse caso, não tenho outra alternativa. Você sabia que meu projeto obteve nota 8,5 entre vários projetos avaliados? Pois é. Você leu o meu projeto? Pois é. Você sabia que, para ingressar no mestrado, uma prova é aplicada e, nela, precisamos estudar no mínimo 4 livros? Disponibilizo  aqui a bibliografia cobrada para tal prova e aproveito para perguntar – não que isso faça diferença, mas quem começou com argumentos sobre profundidade foi você – quais deles você já leu ao longo da vida. No meu projeto também consta parte da bibliografia utilizada por mim. Também questiono: dali, quais livros você já leu, conhece ou ouviu falar?

Peço perdão pelo argumento de autoridade em dizer que é preciso ler para saber das coisas mas, nesse caso, se você me cobra profundidade, eu te cobro conhecimento.

Abra a mente, Rachel! Vem aprender a fazer o quadradinho 😉
Cordial – mas não passiva – mente,

Mariana (popozuda) Gomes

PS: pra ilustrar, uma série de fotos minhas dançando até o chão :)))

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