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USP de São Carlos (SP) registra o terceiro caso policial em 16 dias

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Fernanda Testa, na Folha de S.Paulo

O campus da USP em São Carlos (232 km de São Paulo) registrou em menos de um mês três casos policiais. O mais recente envolve a suspeita de estupro de um estudante que teria ocorrido dentro da universidade.

Após a polêmica do “Miss Bixete”, em que três alunos ficaram nus, supostamente jogaram bebida e hostilizaram um grupo de feministas que protestavam contra o desfile no campus, outras duas ocorrências foram registradas.

Alunas da USP de São Carlos protestam contra o trote 'Miss Bixete' realizado no campus em fevereiro (Frente Feminista/Divulgação)

Alunas da USP de São Carlos protestam contra o trote ‘Miss Bixete’ realizado no campus em fevereiro (Frente Feminista/Divulgação)

Na quarta-feira (13), a estudante Giseli Aparecida Braz de Lima, 30, doutoranda em ciências da computação e matemática, morreu após ser atingida na cabeça por um galho de árvore próximo a uma das cantinas do campus.

De acordo com a Polícia Civil, o galho atingiu a estudante enquanto ela lanchava na universidade.

A USP classificou o caso como uma “fatalidade” e decretou luto oficial de três dias no ICMC (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação), local onde a estudante cursava a pós-graduação.

A história mais recente é de um estudante de ciências exatas da universidade, que na noite de quarta acusou oito colegas de estupro dentro do campus.

O jovem de 22 anos compareceu ao plantão policial para relatar o caso nesta quarta-feira (13). Segundo a polícia, ele disse que o crime aconteceu na noite do dia 4.

O estudante, após participar de uma reunião acadêmica no campus, disse que foi abordado por oito colegas no alojamento da universidade.

De acordo com o aluno, os colegas fizeram ameaças e depois o estupraram. A vítima disse ainda que os alunos são moradores do alojamento e que sabe reconhecê-los.

“Vamos identificar e ouvir as pessoas para verificar a veracidade dos fatos. O aluno disse à polícia que os conhece por apelidos”, disse o delegado Aldo Donisete Del Santo, que assumiu o caso.

Segundo ele, o episódio foi registrado como suspeita de estupro. O próprio estudante que relatou o abuso será chamado para falar com Del Santo –na quarta-feira, ele conversou com outro delegado, que estava no plantão.

A Folha tentou contato com o estudante, mas não conseguiu. A polícia não divulgou seu nome nem quis passar o contato para não atrapalhar as investigações.

INVESTIGAÇÃO

A assessoria de imprensa da USP informou, em nota, que o estudante compareceu ao Serviço de Promoção Social do campus na última segunda-feira (11) para relatar o caso. Na ocasião, “todas as ações e procedimentos pertinentes foram realizados pelos profissionais do setor, respeitando o sigilo próprio da atividade”, diz a nota.

Após o registro do boletim de ocorrência, no entanto, a universidade verificou “incongruência nos relatos”.

A USP não informou, porém, quais versões registradas no BO são diferentes em relação ao relato que o aluno fez no dia 11.

Jovem com câncer no cérebro é aprovado na USP em Ribeirão Preto

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Rodolfo Tiengo, no G1

Alexandre Mendes, de 21 anos, começou a cursar informática biomédica.
Rapaz chegou a perder movimento das pernas e a abandonar estudos.

Em meio à luta contra o câncer, Alexandre conquistou uma vaga em informática biomédica na USP (Foto: Luara Gallacho / G1)

Em meio à luta contra o câncer, Alexandre conquistou uma vaga em informática biomédica na USP (Foto: Luara Gallacho / G1)

Passar no vestibular é motivo de comemoração em dobro para Alexandre Mendes Castanheira Monteiro, de 21 anos. O jovem de Ribeirão Preto (SP) conseguiu ser aprovado com uma vaga em informática biomédica na USP diante de uma série de provações em razão de um câncer no tronco cerebral – que prejudica as funções motoras do organismo.

As marcas dessas vitórias ele ostenta com orgulho. Os cabelos raspados e a abreviação do curso em sua testa foram por causa do ‘trote’ que amigos, parentes e colegas lhe deram em comemoração à sua aprovação na Fuvest para o curso que ele começou nesta segunda-feira (25). Já a cicatriz de 17 centímetros na parte de trás da cabeça, bem mais dolorosa, veio de uma biópsia, um dos vários procedimentos médicos que ele tem combatido desde que descobriu o tumor, em julho de 2010.

A cicatriz foi necessária para que o ribeirão-pretano e sua família confirmassem a suspeita de neoplasia até então manifestada por sintomas como problemas de visão e perdas de movimentos nos membros. Uma piora de estado que começou em 2004 com o que parecia uma simples tontura, enquanto Alexandre jogava tênis, e que se agravou para uma espécie de tetraplegia temporária que, em 1º de dezembro de 2010, no dia de seu aniversário, fez com que ele tivesse que ser carregado pelo pai para prestigiar a festa que seus amigos haviam preparado em sua casa.

“O momento bem crítico foi bem no meu aniversário. Eu tinha feito quimioterapia uma semana antes. Eu não tinha força para levantar copo e minha fala estava abafada, só minha mãe me entendia, eu ficava com raiva, não conseguia comer sozinho”, lembra.

Família que descobriu doença de Alexandre em 2010 hoje comemora sucesso do filho no vestibular (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)

Família que descobriu doença de Alexandre em 2010 hoje comemora sucesso do filho no vestibular (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)

Nos meses que antecederam o pior estágio de sua doença, Alexandre, então com 18 anos, se distanciou da rotina de um pré-vestibulando para se dedicar aos tratamentos contra o tumor em sua cabeça. Em razão da crescente dificuldade para andar e da necessidade de usar muletas, ele abandonou o cursinho após dois meses, sem expectativa de voltar a estudar. “Dava para ver a minha piora semanal. Parei o cursinho quando vi que precisava de ajuda”, lembra o adolescente.

A ideia de cursar uma universidade só voltaria a parecer possível para Alexandre no começo de 2012, depois que ele superou tratamentos de quimioterapia e de radioterapia, que aos poucos melhoraram sua saúde e lhe devolveram autonomia para coisas básicas como tomar banho e caminhar. Mesmo com limitações e com uma prescrição mensal de corticoides, nesse período ele retomou as aulas do cursinho pré-vestibular, decisão que pouco tempo depois resultou na aprovação na USP de Ribeirão. “As pessoas falam que sou herói, mas não acho que sou tudo isso. Eu soube lidar com a situação. Houve dias que foram péssimos, mas na maioria deles eu conseguia conviver com aquilo.”

Para o pai de Alexandre, o dentista Luiz Antônio Monteiro, de 63 anos, a história de superação é um aprendizado para toda a família. “Ele é um exemplo de garra, de amor à vida. Ele sempre confiou que o milagre poderia acontecer, mas acho que esse milagre já aconteceu, ele está aqui comigo hoje”, disse. (mais…)

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