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Tô com ressaca… Literária

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O cheiro de livro novo não é o bastante para a cura

O cheiro de livro novo não é o bastante para a cura

 

Ariane Godoi, no TipZine

Vamos lá, você é aquela pessoa que passa o maior tempo lendo? Tá no banheiro fazendo número dois e está lendo o rótulo do shampoo, do creme dental, do sabonete e até, em alguns casos, revista? Celular logado no Facebook e WhatsApp não conta.

Enfim, estou falando daquele leitor voraz, que pode até perder o ponto do ônibus por estar muito atento em alguma coisa que lê. E nesse caso falo de livros.

Quando sentimos que a nossa vida está “paradinha” demais, é legal começarmos a ler um livro. Eu gosto de clássicos, ambientados em outros séculos simplesmente pelo fato de ver mulheres fortes em outros séculos protagonizando belíssimos livros. Mas então, quando menos espero, me vi em uma ressaca literária.

Olhava para o livro, o livro olhava para mim e eu não sentia mais aquela vontade de saber o que iria acontecer. Então, olho os novos, mas vejo o antigo e travo.

E mais: estou terminando de escrever um livro (que estou postando no Wattpad) e tenho que pensar a fundo de como terminá-lo… E… Não consigo mais olhar para os meus livros empoeirando em cima da minha mesa com o recado: “leia-me”.

Sim, amigos, estou com numa RESSACA LITERÁRIA.

Aliás, o termo ressaca é muito conhecido por outro motivo. Sim, aquela pós-festa, depois de beber todas. No meu caso, e não menos nerd, estou com porre de livros.

Não odeio. Apenas estou com porre.

Abro o aplicativo do Wattpad e vejo aquela infinidade de livros para ler na minha biblioteca (de autoras independentes), sinto a garganta travar e penso: “não posso parar, tenho que terminar de escrever meu livro, tenho que terminar de ler o livro que está na cabeceira, tenho que comprar novos…” E fico nesse ciclo.

Pesquisando o termo, descobri que ele é real. Não é frescura de autora metida não (ah, se eu fosse conhecida, quem sabe…) ou de uma leitora preguiçosa.

Primeiro, que ele pode surgir por três motivos: cansaço/estresse; última leitura de um livro marcante; após se dedicar na leitura de muitos livros de uma vez.

Sei que ele tem cura. Sei também que a cura vem com o tempo. Mas, encontrei seis passos interessantes para que a ressaca passe. Não é café forte, mas isso pode te ajudar.

Acalme-se. Se você está nessa mesma ressaca literária que eu, siga esses curtos passos.

1) Enjoei? ENJOEI DESSE LIVRO MARAVILHOSO?

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É preciso aceitar que você está de saco cheio disso. De tudo. O autor é bom, a história é boa, mas parece que isso escapou das suas mãos e você está lendo menos do que pensava que leria. Como diz meu amigo Axl Rose: paciência.

2) Está na hora de reler

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Tem aquele livro fácil e bonitinho na estante? Leia-o. Sim, sim, leia-o. Você pode ler um menor ou o seu favorito – os dois são uma ótima opção para quem quer voltar a se interessar por leitura.

3) Não sou obrigada!

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Sim, esse termo é muito comentado nas redes sociais, e por que ler por obrigação? Sim, na faculdade e até na escola, ler livros acaba se tornando uma obrigação ao invés de prazer. E sabemos que o prazer conta MUITO.

Se você passa por isso e tem tempo, pegue um que te desperte o prazer… Da leitura.

4) Em um relacionamento duradouro

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Pegou uma história de quatro, cinco livros? Isso pode agravar ainda mais a sua ressaca. Não que você deva fugir deles, a menos que volte a te animar. Mas, não faça disso uma prioridade número um.

Pense nessa pilha de livros de uma única história como o caminho mais longo para casa. Você está cansado, mas tem a opção de um atalho. Qual você escolhe?

Não vamos nos cansar à toa, não é?

5) O que eu quero? Sossego!

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Ler em um local barulhento não é uma boa. Se você quer entrosar com os personagens novamente: leia em um local silencioso.

Com o silêncio é mais fácil para se concentrar e se envolver com a história.

6) Tempo, tempo, tempo

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Como cantou Caetano Veloso, o tempo é um dos deuses mais lindos… E mais justo também. Por isso, dê um tempo. Não fique afobado: ah, eu preciso ler desesperadamente! Não, isso será só mais uma pressão para alongar mais sua ressaca.

Anotou tudo? Eu anotei aqui e já estou começando. Sei que o estresse de terminar uma escrita, que é relativamente tensa para mim, me fez afastar dos vários que estava lendo. Mas, nada que eu me organize para voltar a pensar com mais prazer as leituras que me aguardam.

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Coisas de quem (e para quem) gosta de ler

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Cristina Danuta, no Pensamentos de Uma Mente Inquieta

Não sou jornalista, escritora de renome ou editora. Tampouco trabalhei em uma (uma pena. Vou confessar: Já quis fazer produção editorial. Sou uma editora frustrada), mas na qualidade de leitora voraz há alguns anos na estrada e traça de livrarias, aprendi algumas coisas e adquiri pequenas manias, que gostaria de compartilhar com todos que, assim como eu, são apaixonados pela leitura:

1 – Sempre leio mais de um livro por mês. Separo horários específicos para ler cada um: acordo mais cedo e/ou leio antes de dormir, leio no ônibus, no metrô, antes ou depois do almoço. A velha desculpa “não tenho tempo para ler” é esfarrapada. Quem realmente quer (e isso vale para tudo na vida), arruma tempo.

2 – Costumo sublinhar frases e trechos que mais me chamaram a atenção. Geralmente utilizo lapizeira, nunca caneta ou marcador de texto. Mania. Além de, na minha opinião, enfeiar o livro, se eu quiser apagar algo, não poderei (embora nunca tenha apagado nada do que sublinhei em nenhum dos meus livros).

3 – Também tenho o costume de datar e assinar cada livro que adquiro. Não tenho ciúmes dos amigos, mas tenho dos meus livros (é meu e ninguém tasca, entendeu?).

4 – Mania? Cheirar os livros. (eu sei. É uma mania bem esquisita). Novo ou velho. Cada um tem o seu perfume específico. Deu mole e lá estou, dando um cafungada no cangote do “bicho”. Qualquer dia ainda serei capaz de descobrir os diferentes tipos de papel e a gramatura de cada um só pelo cheiro. A gente também lê com o olfato, sabia?

5 – Não julgue um livro pela capa. Leia a contracapa, a sinopse, se possível folheie-o. Assim, você terá uma ideia do que irá encontrar nas outras páginas.

6 – Veja quem é o autor, o que ele já publicou e qual é a editora que o está publicando.

7 – Não julgue um livro pela editora. Não é porque você já leu algum livro da editora x e não gostou, que os outros títulos que ela publicar serão ruins. E também não é porque uma editora é nova no mercado ou desconhecida do grande público, que não publicará bons livros. Dê uma chance ao novo. Você poderá ter boas surpresas.

8 – Vez ou outra esqueça as livrarias e visite sebos. Se não souber onde fica o sebo mais próximo, procure na Estante Virtual. Lá tem os endereços dos melhores sebos do país. Existem títulos que você não encontrará em nenhuma livraria. Quer um exemplo? Uma vez adquiri metade da coleção de uma enciclopédia judaica em um sebo. Foi um achado. Me ajudou muito na época em que fazia seminário. Nunca as encontraria numa livraria (Quem sabe, um dia, ainda completo a coleção…).

9 – Sugestão de livros? Veja as indicações dos amigos, das pessoas que tem o gosto parecido com o seu e dê uma olhada na listagem de livros recomendados pelas pessoas que você admira.

10 – Não leia somente as indicações dos amigos, das pessoas que tem o gosto parecido com o seu ou os livros que estão na listagem das pessoas que você admira. Acredite, sempre tem algum livro muito bacana que nenhum deles leu ainda. Leia-o você e , se puder, repasse a dica para eles também.

11 – Fique de olho nos lançamentos das editoras e nas publicações dos seus autores preferidos.

12 – Não fique de olho somente nas publicações de seus autores preferidos. Abra espaço para os novos autores. Como no caso das novas editoras, você poderá se surpreender (tenha sempre em mente o item 5).

Se alguém tiver sugestão de algum livro legal, me passa.

Boas leituras, ou melhor, divirtam-se!

10 dicas e macetes para quem quer realmente escrever textos mais interessantes

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Publicado no Amo Direito

Mais do que ter um bom domínio da gramática, para escrever bem é preciso ter criatividade. No começo, é normal ter dificuldade e ficar confuso, mas existem muitas táticas que podem ser úteis para quem está se preparando para redações de vestibular ou precisa escrever artigos acadêmicos. Conheça alguns hábitos úteis para quem quer aprimorar seu texto conferindo a lista abaixo:

1- Pratique
Quanto mais você tiver contato com a escrita, mais fácil isso se torna. A ideia é tornar o ato de escrever um hábito, pois mesmo que você já tenha muito domínio das técnicas sempre existem pontos a serem melhorados.

2- Ler em voz alta
Essa técnica ajuda a desenvolver o texto, pois assim é mais fácil identificar frases arrastadas e cacófatos, evitando que os parágrafos se tornem prolixos.

3- Tenha boas referências
Ao expandir seu repertório cultural, você terá mais argumentos e entrará em contato com ideias novas, o que sempre colabora para a criatividade.

4- Leia
Um bom escritor é também um bom leitor. Esse hábito é útil não apenas para as referências, mas para entrar em contato com novos vocabulários e estilos de escrita.

5- Faça registros
Anotar suas ideias é sempre uma boa pedida, principalmente aquelas que surgem em momentos de divagação. É justamente pelo fato de o cérebro estar relaxado que pode surgir um pensamento inovador que será bem aproveitado nos seus textos futuros.

6- Se esforçar é importante
Bons textos são fruto de um trabalho apurado. Releia, edite e, se caso for necessário, reescreva seus textos: sua dedicação transparecerá no resultado final.

7- Edite corretamente
Seja preciso ao editar. Procure deixar apenas o que for fundamental e corte os excessos para deixar o texto o mais significativo possível.

8- Prepare-se antes de escrever
Quando estiver escrevendo, tente se concentrar completamente e evitar interrupções. Alongue-se, vá ao banheiro e alimente-se antes de começar.

9- Saiba desenvolver a história
Para que o leitor continue a ler seu texto, ele precisa ser envolvido. Trabalhe a sua habilidade de desenvolver o texto com coesão, criando uma redação com começo, meio e fim.

10- Saiba quando fugir das regras
O processo criativo varia de pessoa para pessoa. Conheça seus limites e saiba o que funciona para você, mesmo que sejam hábitos incomuns. Crie seu próprio método!

Fonte: noticias universia

57% no 3º ano não fazem conta; Janine fala em ‘vergonha’

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Dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) mostram que maioria dos alunos de 8 anos não consegue fazer cálculos complexos; além disso, 1 em cada 5 chega a essa idade sem conseguir ler um texto. ‘Números são alarmantes’, diz educadora

ensinofunPublicado em Estadão

Quase seis em cada dez alunos (57%) de 8 anos no Brasil não dão conta de resolver problemas simples de Matemática. Entre as crianças dessa idade, 22% terminam o 3.º ano do ensino fundamental sem conseguir ler um texto. Isso é o que mostram os resultados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) 2014, divulgada nesta quinta-feira, 17, pelo Ministério da Educação (MEC). Segundo o ministro Renato Janine Ribeiro, essa realidade “envergonha” o País.

A prova foi realizada no ano passado por 2,3 milhões de alunos em 49 mil escolas públicas. Em Escrita, outra competência medida pela ANA, 34,5% dos estudantes estavam em patamares inadequados, segundo critérios do próprio MEC.

Sem esconder a preocupação, Janine Ribeiro disse que os dados dão a dimensão do problema. “Nós não só queremos que todos saibam do tamanho do drama como queremos denunciá-lo. Tudo isso é inaceitável em termos sociais”, admitiu.

No caso de Leitura e Matemática, o desempenho é medido em uma escala de quatro níveis. Já em Escrita, são cinco. Em leitura, o MEC considera inadequado o aluno estar no nível 1, em que não consegue encontrar informações em textos curtos ou entender uma história em quadrinhos.

Em Matemática, o Ministério classifica como “inadequado” o aluno que está nos níveis 1 e 2. Nessas faixas, a criança não lê as horas no relógio analógico nem identifica frequências iguais em um gráfico de colunas.

Em Escrita, de acordo com o MEC, estão inadequados alunos nos três primeiros níveis. Nesse grupo, eles ainda escrevem de forma incipiente e apresentam grande número de erros ortográficos.

A ANA foi criada com o Pacto Nacional da Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), lançado pela presidente Dilma Rousseff em 2012. Esse programa, que abrange todos os Estados e 98% dos municípios, envolve formação de alfabetizadores, supervisionada por universidades.

Os resultados da primeira edição, de 2013, não haviam sido divulgados oficialmente pelo MEC. A edição deste ano foi cancelada por falta de verbas.

Os números também expõem desigualdades regionais. Em Leitura, por exemplo, as Regiões Norte e Nordeste têm 35,06% e 35,56% dos alunos no pior nível. Já no Sudeste e no Sul, essas taxas são de 13,05% e 11,94%. Ao comparar os resultados, segundo o MEC, é necessário levar em conta o contexto socioeconômico dos alunos.

Apesar do quadro problemático, os resultados mostram ligeiro avanço em relação à ANA 2013. A taxa nacional de estudantes no pior nível de Leitura caiu de 24% para 22%. No patamar quatro, o melhor, subiu de 10% para 11%.

Em Escrita, a maioria dos alunos – 55% – está no nível 4, quando a criança consegue escrever, mas com uma série de erros ortográficos e de concordância. Apesar de o ministro considerar isso como um nível adequado, Janine Ribeiro afirma que essa não é a situação ideal.

Em Matemática, 57% dos alunos de 8 anos estão nos níveis 1 e 2 – o que configura um baixo desempenho, dominando apenas a primeira das operações – a adição.

Já no ciclo de alfabetização, a falta de interpretação de texto impede que os alunos avancem no domínio dos cálculos. Esses problemas, dizem especialistas, acompanham o aluno em toda a trajetória escolar. Nos anos seguintes, as crianças terão problemas para aprender Ciências ou Geografia por falta dessas habilidades básicas.

Alerta. Para Cláudia Gontijo, presidente da Associação Brasileia de Alfabetização, os resultados indicam a necessidade de se investir no setor. “Há uma melhoria, se compararmos com décadas passadas, em que a maioria dessas crianças terminava o ciclo sem ler. Mas os números ainda são alarmantes”, diz ela, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Geralmente responsáveis pelas classes de alfabetização, as redes municipais têm mais dificuldades técnicas e financeiras. “Por isso, a ajuda da União é ainda mais importante.” Para Cláudia, porém, os dados não indicam um fracasso do Pnaic. “Ainda é cedo para avaliar”, diz. “Não pode haver descontinuidade de políticas.”

Segundo Ricardo Falzetta, gerente de Conteúdo do Movimento Todos pela Educação, a alfabetização precária limita as possibilidades da criança no futuro. “No fundamental 2 (5.º ao 9.º ano), esse problema se aprofunda. No ensino médio, torna-se insustentável, resultando nos altos índices de evasão, aprovação automática e desinteresse dos jovens.

Aprenda uma técnica divertida para conseguir ler textos longos

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Publicado no Catraca Livre

O blog da plataforma de educação online Me Salva!, juntamente com a Organiza!, empresa júnior do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) explicam uma técnica bem simples para os estudantes que precisa ler e entender textos longos.

Ler, como a gente sabe, é uma tarefa automática e a gente faz isso durante o dia todo, as mensagens do WhatsApp, o cardápio do restaurante e assim por diante. O que você vai aprender agora é maneira de fixar melhor as leituras mais densas, de matérias mais complicadas.

Trata-se da técnica 3R (Registre, Recite e Releia), que te ajudará a absorver melhor o conteúdo de cada texto.  Sua experiência de aprendizado vai ficar bem mais agradável.

3R: uma técnica divertida para ler textos longos

Responda o mais rápido que você conseguir: quais são as 3 coisas que você mais faz durante o seu dia? Depois de fazer esse teste com vários amigos, percebi um padrão estranho: uma atividade muito frequente era sempre a mais esquecida. Essa atividade é a leitura.

Todos os dias, você lê centenas de mensagens de WhatsApp, dezenas de postagens do Facebook e outras dezenas de placas, fachadas e propagandas. Nós lemos o tempo todo.

Ler é uma atividade tão automática que é fácil esquecer-se dela. Por isso, não precisamos de uma técnica pra ler a maioria das coisas do nosso dia: a leitura simplesmente acontece.

No entanto, algumas leituras são mais complicadas. Se você é estudante, sabe do que eu estou falando: para algumas matérias, ler textos longos é a forma mais comum de aprender o conteúdo. E estudar esses textos, muitas vezes, é bem o contrário de “simples e automático”.

Para absorver o máximo desses textos sem perder tempo, aí sim precisamos de alguma técnica. No post de hoje, você vai conhecer a 3R, uma técnica incrivelmente simples para ler, lembrar e entender textos longos.

3R – simples, portátil e poderosa

A simplicidade e a potência dessa técnica não vem por acaso. Ela é o resultado de anos de pesquisa em psicologia dedicados a responder a mesma pergunta: “como nosso cérebro aprende?”. O esforço dos pesquisadores revelou alguns efeitos que melhoram a qualidade do nosso aprendizado. Se você é curioso, aqui tem um artigo (em inglês) ótimo sobre o assunto. (mais…)

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