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Padre deixa o inferno para trás

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Kairós sobe, Inferno desce e a internet vira livro

Cassia Carrenho, no PublishNews

kairos capa4acapa 3.inddO livro Kairós (Principium) voltou a subir no altar, mandando Inferno (Arqueiro) para o 3º lugar da lista geral. Em 2º lugar assumiu A culpa é das estrelas (Intrínseca), que já havia discretamente fincado seu pé nas primeiras posições. O interessante é que a diferença das vendas entre os três primeiros foi bem pequena. Do 1º para o 2º lugar, a diferença foi de apenas 75 exemplares; do 2º para o 3º lugar, 236.

Mas um novo fenômeno vem sacudindo as listas do PublishNews: sucessos do YouTube. Começou com o lançamento do livro Porta dos fundos (Sextante), na semana passada, que nessa ganhou a companhia do Não faz sentido (Casa da Palavra/LeYa), do vlogueiro, ator e engraçadinho Felipe Neto.

A lista infantojuvenil é a que menos mudou nos últimos meses. O eterno livro de miss, O pequeno príncipe (Agir), não apenas não some nunca da lista, como chegou essa semana ao 1º lugar. Outra curiosidade é a concentração de autores na lista infanto-juvenil: dos 20 livros, 6 são do autor Jeff Kinney, com a série Diário de uma banana (Vergara&Riba), outros 6 de Rick Riordan, com a série do herói Percy Jackson (Intrínseca) e 3 livros são da autora Paula Pimenta, dois da série Minha vida fora de série (Gutenberg), e O livro das princesas (Galera Record) em que é co-autora.

Outras novidades na semana foram: em ficção Amante finalmente (Universo dos livros); autoajuda, Bolsa blindada (Thomas Nelson Brasil) e A arte da sabedoria (BestBolso).

No ranking das editoras, as três primeiras posições mantiveram-se iguais: Sextante, Record e Intrínseca, respectivamente.

Companhia das Letras assume 1º lugar

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Sextante mantém o primeiro lugar no ranking mensal

Cassia Carrenho, no PublishNews

1Era uma novidade já esperada. A editora colocou 300 títulos com 50% de desconto nas principais livrarias, entre os dias 23 e 25 de abril. Para alegria dos intelectuais de plantão, a lista aparece recheada de nomes como José Saramago, Friedrich Nietzsche, Hannah Arendt entre outros. Com essa ação a Companhia das Letras assumiu o 1º lugar no ranking das editoras, com 19 livros, que somados venderam 14.405 exemplares. Na semana anterior a editora emplacou 5 livros, com uma venda total de 5.902 exemplares. É, talvez isso mostre (se ainda não ficou claro) que preço e qualidade podem (e devem) andar juntos.

Mas, para acabar com a alegria dos fiéis seguidores da chamada alta literatura, o padre mais vendido do Brasil voltou, e em 1º lugar. Kairós (Principium), do Padre Marcelo Rossi estreou na lista da semana vendendo 8.230 exemplares. Do mesmo grupo editorial, Globo, e com um título menos angelical, o livro do ex-jogador Casagrande e seus demônios manteve o 1º lugar em não ficção, fazendo uma dobradinha em autoajuda e não ficção. Ou seja, entre padres e demônios, o que vale é vender.

Na lista mensal de abril, após vários meses cinzentos, O lado bom da vida (Intrínseca) levou a melhor, vendendo 16.227 exemplares, seguido de Cinquenta tons de cinza, também da Intrínseca, com 15.504 e Casamento blindado (Thomas Nelson) 14.087.

No ranking mensal das editoras, a Sextante manteve o 1º lugar, com 22 livros. A briga boa ficou entre Record, 15, Ediouro, 14 e Saraiva, 13. Vale lembrar que a Saraiva também fez ação promocional no mês de abril, o que refletiu nesse ótimo desempenho.

Adeus aos dias cinzas!

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Ediouro volta a encostar na Sextante

Cassia Carrenho, no PublishNews

Após 35 semanas de domínio em tons de cinza, a lista volta a ser mais colorida. O lado bom da vida (Intrínseca) manteve o 1 º lugar, assumido na semana passada, e, na vice liderança, aparece Casamento blindado (Thomas Nelson). O destaque da lista geral vai para o livro A prova do céu (Sextante) que saltou de 20º para 4º lugar. E viva a diversidade, né Feliciano?

As novidades na lista foram: ficção, O teorema Katherine (Intrínseca); autoajuda, Malhar, secar, definir (Princípio) e 50 coisas que você pode fazer para conter a ansiedade, ambos do grupo Lafonte, além de bons conselhos de meu pai (Fontanar); negócios, o tão esperado livro da Chefe Operacional do Facebook , Sheryl Sandberg, Faça acontecer (Companhia das Letras) e Sonho grande (Primeira Pessoa).

No ranking das editoras, a Ediouro, com 14, encostou na Sextante, com 15 livros. Na semana passada a diferença era de 3 livros. Empatados com 9 livros cada, estão a Intrínseca e Record.

Mr Grey pede um tempo

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Cassia Carrenho, no PublishNews

‘Nada a perder’ de Edir Macedo emplacou o primeiro lugar

1Não foi milagre. Com mais um lançamento, dessa vez no Rio de Janeiro, o livro Nada a perder (Planeta) alcançou o incrível número de 124.413 exemplares vendidos na última semana. Em um único evento, vendeu mais de 120.000 livros! Com isso, desbancou a trilogia Cinquenta tons de cinza (Intrínseca), fazendo Mr Grey provar novas posições. Por sinal, os números de venda da trilogia caíram novamente, mostrando que as coisas andam meio mornas. Os três livros, mais o Box, venderam juntos “apenas” 20.629 exemplares. Resta saber se vão tentar reaquecer a relação ou, como se diz por ai, aceitar que a “fila anda”.

Em autoajuda, Eu não consigo emagrecer (Bestseller) levou a melhor, numa briga que já dura várias semanas com Casamento blindado (Thomas Nelson Brasil), que acabou em segundo. E, para completar, a Bestseller emplacou em 8º lugar o mesmo livro de Pierre Dukan, na versão ilustrada.

No ranking das editoras, a Sextante manteve seus 15 livros e o 1º lugar. A briga pelo 2º lugar teve uma trégua, dando uma pequena vantagem para a Ediouro, que levou 12 livros. Já a Intrínseca emplacou 9, seguido de Vergara & Riba, 7 e Clio e Santillana, 6 títulos cada um.

Uma espiada nos livros do ‘Big Brother Brasil 13’

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Fani encara o “Grande mentecapto”, de Fernando Sabino Terceiro / Reprodução/TV Globo

Fani encara o “Grande mentecapto”, de Fernando Sabino Terceiro / Reprodução/TV Globo

Entre a autoajuda e a religião, leitura funciona como indicador dos perfis dos participantes reality

Leonardo Cazes, em O Globo

RIO – Se alguém o convidasse para passar até três meses confinado numa casa e fosse possível levar apenas um livro, qual você escolheria? “Ulisses”, de James Joyce, com suas 912 páginas? Ou algum dos tijolaços da série “Crônicas de Gelo e Fogo” (Leya), de R.R. Martin, em que é baseada a série de TV “Game of Thrones”?

Os participantes do “Big Brother Brasil” precisam responder a esta (angustiante) questão, já que a produção só permite que eles levem um livro para o confinamento. E, normalmente, as escolhidas são publicações de autoajuda, com mensagens motivacionais e estratégias para vencer no jogo, ou então religiosos.

Nesta edição, a veterana Fani foi flagrada cochilando com um exemplar de “As 48 leis do poder” (Rocco), de Robert Greene, nas mãos. A obra conta como mestres no jogo do poder se deram bem, seja no Japão feudal ou na Chicago de Al Capone. Pela aplicação da aluna, ainda não dá para saber se as lições serão úteis para mantê-la na casa por mais tempo. Fani também deu uma olhada em “O grande mentecapto”, de Fernando Sabino, levado pelo nerd da casa, Ivan.

Eliéser, outro veterano, optou por apelar para as forças divinas e está lendo “Amor acima de tudo” (Thomas Nelson Brasil), de Max Lucado. O livro fala sobre o amor de Deus pelos homens na Terra e como é possível amar uns aos outros do mesmo modo como Ele nos ama. Uma leitura um tanto controversa para um programa em que apenas um será o vencedor. Seria uma estratégia de sobrevivência do paranaense aparecer como bom cristão?

No entanto, nenhum livro causou tanta surpresa como o escolhido pela eliminada Aline. A moça levou consigo “O pequeno príncipe”, clássico de Antoine de Saint-Exupéry, publicado originalmente em 1943 e que atravessa gerações. Não se sabe ao certo quais pílulas de sabedoria a moça buscava, mas, pelo visto, não deu certo. Curiosa foi a declaração de seu noivo Jeferson, ao ser indagado sobre o livro: “Ela gosta de ler revista de fofoca de celebridade. Eu nunca a vi lendo um livro”. Ficamos combinados.

Outro eliminado, Dhomini, preferiu um livro de não-ficção, “Harpas Eternas — Volume I” (Pensamento/Cultrix), de Josefa R.L. Alvarez, que conta a história de Jesus Cristo desde o seu nascimento até os 12 anos, baseada em uma pesquisa histórica em vários países do Oriente Médio. Ao menos é o que garante a autora.

No “Big Brother Brasil” também há espaço para leituras “cabeça”. O artista plástico Aslan saiu na frente na disputa pelo papel de intelectual da casa ao encarar “Insurgências poéticas — Arte ativista e ação coletiva” (Annablume Editora), de André Mesquita. A obra é uma dissertação de mestrado apresentada pelo autor na Universidade de São Paulo (USP), em 2008, e que levanta os pontos de contato entre movimentos sociais e práticas artísticas. Livro que deve demorar os três meses para ser digerido.

Vale lembrar que, no último “BBB”, o bicho do mato Fael era um leitor voraz. Na sua passagem pela casa, quatro livros passaram pelas suas mãos: “O poder da Cabala” (Imago), de Yehuda Berg, “Quem mexeu no meu queijo” (Record), de Spencer Johnson, “Conversando com os espíritos” (Sextante), de James van Praagh, e “Sobre homens e lagostas” (Objetiva), de Elizabeth Gilbert, até que a produção decidiu recolher todos os exemplares da casa, no 52º dia. Vencedora do programa na 11ª edição, Maria alavancou as vendas de “Deixe os homens aos seus pés” (Universo dos Livros), de Marie Forleo. Gostos literários à parte, as escolhas dos brothers servem de sinais dos seus perfis.

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