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O Mestre dos Gênios: filme mostra bastidores do ambiente literário

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O diretor Michael Grandage revela como um editor lidava com escritores problemáticos e nem sempre talentosos.

Paula Maria Ladeira, no Blasting News

O Mestre dos Gênios é baseado no livro Max Perkins – um editor de gênios, de A. Scott Berg, lançado no Brasil, que traz a biografia do editor responsável por tornar famosos escritores como Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, e Thomas Wolfe. Perkins costumava perceber potencial aonde outros falhavam e apostava em novos autores. Mas, segundo Berg, sua atuação ia além dos tradicionais cortes no texto: ele era amigo dos autores. Seu apoio era dado antes, durante e após o término do livro, e incluía conselhos para problemas conjugais, de família, e até empréstimos financeiros quando fosse o caso.

Embora costumasse dizer que “o livro pertence ao autor”, Perkins foi, em boa parte, o responsável pelo sucesso dessas obras, mas preferiu permanecer no anonimato.

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O longa, dirigido pelo estreante Michael Grandage, foca o relacionamento entre o editor e Thomas Wolfe, cuja personalidade problemática se refletia em sua escrita e em seus livros, muitos de caráter autobiográfico.

A excelente interpretação de Colin Firth (vencedor do Oscar por O Discurso do Rei) como Maxwell Perkins, e de Jude Law (Anna Karenina, O Grande Hotel Budapeste) como o atormentado Thomas Wolfe, traduz bem a realidade do editor. E Nicole Kidman (vencedora do Oscar pelo #Filme As horas) interpreta Aline Bernstein, a amante dominadora de Wolfe. A relação conturbada que os dois tiveram fica clara no filme.

Mas o maior mérito de O Mestre dos Gênios é desmistificar o ambiente de perfeição que costuma envolver escritores. Ao mostrar que, mesmo para esses gênios, a vida pode não ser tão brilhante, que bloqueios criativos não são lendas, e que problemas financeiros podem existir, Grandage os aproxima mais do ser humano comum.

Não por acaso, Grandage dá uma “ponta” no filme para F. Scott Fitzgerald (interpretado por Guy Pearce, de Homem de Ferro 3), e Ernest Hemingway (interpretado por Dominic West, de Orgulho e Esperança). Ambos foram escritores que, apesar do sucesso literário, tiveram vidas infelizes: Fitzgerald era alcoólatra e Hemingway cometeu suicídio.

Thomas Wolfe é um nome importante na literatura norte-americana. No Brasil, porém, a maior parte de sua obra não foi publicada.

O filme estreia hoje, dia 20 de outubro

Dicas de livros: os autores favoritos de Marilyn Monroe

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Marilyn tinha uma especial admiração por literatura russa, mas com certeza o autor que se destacou para ela foi Dostoyevsky. Fonte: Shutterstock

Marilyn tinha uma especial admiração por literatura russa, mas com certeza o autor que se destacou para ela foi Dostoyevsky. Fonte: Shutterstock

Publicado no Universia Brasil

Marilyn Monroe, 1954, by Eve Arnold (reading series)Uma das mulheres mais atraentes do século 20, a atriz Marilyn Monroe não é uma figura facilmente associada à literatura. O que poucos sabem é que além de suas façanhas como umas das maiores estrelas de Hollywood, Marylin era uma grande leitora.

Através de seu legado, como fotos, entrevistas e até histórias de amigos, o site Everlasting Star criou uma lista com centenas de livros que passaram pelas mãos da loira e foram, de diversas maneiras, importantes em sua vida. Entre os autores mais citados estão grandes nomes da literatura, como você confere abaixo:

DH Lawrence
A visão crítica deste autor britânico certamente influenciou Marilyn, já que ela possuía pelo menos quatro livros de sua autoria, além de um estudo sobre sua obra. Lawrence é conhecido por sua crítica à modernidade e seu trabalho relacionado à psique, especialmente aos instintos. Entre os livros lidos pela atriz está a coletânea Selected Poems, boa para quem quer se aprofundar no trabalho lírico do artista.

Thomas Mann
O Nobel de literatura de 1.929 também chamou a atenção da diva. Seu estilo trabalhava as características psicológicas dos personagens sem deixar de fazer um belo retrato da época conturbada em que viveu, já que presenciou as duas Grandes Guerras. Na estante de Marilyn havia uma cópia de Morte em Veneza, um dos clássicos do autor.

Sean O’Casey
A obra do irlandês Sean O’Casey estava relacionada diretamente ao trabalho da musa da MGM. Ambos tiveram uma infância difícil e humilde, fator que se refletia nas peças escritas pelo dramaturgo, sempre preocupado com o olhar social. Destaque para a obra I Knock at The Door, primeiro volume de sua autobiografia, que lhe rendeu um prêmio do Newspaper Guild of New York’s.

Clifford Odets
Também está na lista um diretor e roteirista de cinema. Odets começou sua carreira como dramaturgo, mas chegou inclusive a dirigir o filme None but the Lonely Heart. Entre as obras conferidas por Marylin está Golden Boy, que foi encenada na Broadway em 1937 e também foi adaptada em um longa metragem. É um dos maiores sucessos do autor. Tennessee Williams
Mais um dramaturgo de sucesso na lista da atriz. O autor, que na verdade se chamava Thomas Lanier Williams III, é famoso por seus trabalhos adaptados para o cinema. Um de seus maiores sucessos Gata em Teto de Zinco Quente, estrelado por Elizabeth Taylor. Na biblioteca de Marilyn foi encontrado um exemplar de A Streetcar Named Desire com anotações feitas por ela, demonstrando seu interesse pelo escritor.

Mark Twain
O criador d’As Aventuras de Tom Sawyer também está entre os favoritos de Monroe. A atriz escolheu justamente essa obra para apreciar o estilo crítico, bem humorado e ácido.

Marcel Proust
O ensaísta e crítico de arte francês é um dos mais lidos por Marilyn, que teve contato com pelo menos 5 de seus títulos. Entre suas muitas obras e traduções, a diva escolheu títulos como The Guermantes Way e The Captive para admirar.

Thomas Wolfe
A atriz teve grande interesse pelas obras deste autor americano, que retratou como ninguém os costumes de sua época e de sua terra natal. Entre as obras apreciadas por Marilyn esta um exemplar de Thomas Wolfe’s Letters To His Mother, uma coletânea de correspondências entre o escritor e sua mãe reunidas por John Skally Terry.

Fyodor Dostoyevsky
Marilyn tinha uma especial admiração por literatura russa, mas com certeza o autor que se destacou para ela foi Dostoyevsky. Um dos sonhos da atriz era interpretar Grushenka, uma das personagens da obra Os Irmãos Karamazov, de acordo com informações obtidas com seus amigos.

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