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Financiamento coletivo para publicar Sweeney Todd, livro inédito no Brasil, é lançado pela Editora Wish

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Isabel Costa, no Leituras da Bel

Sweeney Tood é um aclamado filme dirigido por Tim Burton. Pouca gente sabe que a obra cinematográfica é inspirada em livro homônimo, publicado em 1846. Também pudera! São 172 anos da obra de “terror vitoriano de Londres”, mas, até hoje, a história permanece sem publicação no Brasil. . A Editora Wish iniciou nesta segunda-feira, 7, uma campanha de financiamento coletivo para publicar a obra em português. A campanha, feita no site Catarse, fica no ar por dois meses e arrecada valores entre R$ 25 e R$ 1500. Quem colaborar vai receber exemplares da obra e brindes especiais. Para realizar a publicação, a editora precisa captar, no mínimo, R$ 22.103.

O livro foi publicado originalmente em 1846, durante o período vitoriano na Inglaterra, quando houve a Revolução Industrial e as cidades ficaram infestadas de pestes, assassinatos e livros macabros. Conforme o índice de alfabetização foi crescendo, surgiu a necessidade se criar uma literatura de entretenimento para as massas. Assim nasceram as Penny Dreadfuls, uma série de novelas periódicas de terror. Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet é uma das Penny Dreadfuls mais famosas e queridas de todos os tempos.

Para quem não conhece a história, uma prévia do filme: “Benjamin Barker era um homem pacato, casado, apaixonado e tinha uma filha. Mas, sob falsas acusações, ele passou 15 anos afastado de Londres após ser obrigado a deixar sua família perfeita. Ele retorna à cidade como Sweeney Todd e decide ir à sua antiga barbearia, que agora é uma loja de fachada para vender as tortas feitas pela sra. Lovett. Com seu apoio, Todd volta a trabalhar como barbeiro na sala acima da loja. Porém o grande objetivo de Todd é se vingar do juiz Turpin, que o enviou para a Austrália para que pudesse roubar sua mulher Lucy e sua filha. Após alguns incidentes, sra. Lovett e Sweeney Todd resolvem fazer uma parceria de crime para limpar a cidade das carnes menos honráveis… e lucrar com isso”

Claro, o livro tem uma narrativa levemente diferente, mas o horror é o mesmo (ou até maior!).

Quem apoiar a campanha – dependendo do valor doado – terá direito a recompensas:

A ecobag mais espirituosa de todos os tempos!

 

Já imaginou tomar café toda manhã com essa caneca?

 

Onze livros para ler sozinho (e às escuras) neste Halloween

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Dia 31 de outubro é dia das bruxas e uma boa oportunidade para ler alguns dos melhores clássicos de terror. O Observador selecionou os que lhe vão deixar os cabelos em pé.

Publicado no Observador

Diz a tradição que na noite de 31 de outubro o véu que separa o mundo dos vivos do dos mortos fica mais tênue. Os antigos celtas, os primeiros a celebrarem o Halloween, acreditavam que, nessa data, os mortos regressavam à terra e que os deuses e os outros seres do submundo passeavam por entre os vivos. O Halloween era, por isso, uma época de festa mas também de homenagem àqueles que já tinham partido.

Passados vários séculos, a tradição celta ainda sobrevive. A sua popularização pela cultura norte-americana fez com que se tornasse numa celebração transversal a todas as nacionalidades e crenças. O Halloween é hoje celebrado da mesma forma nos quatro cantos do mundo — crianças e adultos mascaram-se de personagens aterradoras e saem à rua para assustar os vivos, pedem-se doces e há quem goste de ver filmes de terror. Porque o Halloween é o tempo do fantástico e do sobrenatural.

Por esse motivo, este ano decidimos escolher 13 livros que são ideais para ler no Dia das Bruxas — de Tim Burton a Edgar Allan Poe, passando pelo mestre Stephen King e pelo maior clássicos de todos, Drácula. Tudo para que não passe o feriado de 1 de novembro no sofá a rever o Sexta-Feira 13 (que certamente estará a dar num qualquer canal de televisão).

1 -A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Histórias, Tim Burton

Todas a gente conhece Tim Burton, o realizador, mas nem todos conhecem Tim Burton, o escritor. A verdade é que, em 1997, Burton publicou um pequeno livro de histórias onde as personagens principais são crianças como a Rapariga Vodoo ou o Rapaz Robô — crianças híbridas, “estranhas” e desajustadas que se esforçam por ser amadas num mundo que não as consegue compreender.

A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Histórias foi publicado em Portugal pela primeira vez em 2007, pela Antígona, e ainda se encontra disponível para compra. A tradução foi feita por Margarida Vale Gato, que traduziu os poemas de Edgar Allan Poe publicados pela Tinta-da-China.

Diz a lenda que o título da obra é o mesmo que um texto do romancista e guionista Michael McDowell destinado à Taboo, uma antologia de banda desenhada de terror criada por Steve Bissette, e que nunca viria a ver a luz do dia. Quer seja verdade ou não, o livro Burton é ideal para todos os fãs do criador de Eduardo Mãos de Tesoura, mas também para todos aqueles que dizem que não a um bocadinho de humor negro.

2 – O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares, Ransom Riggs

Ransom Riggs sempre teve uma coisa por fotografias antigas. A sua coleção, composta por dezenas de exemplares, é de tal forma curiosa que o seu editor tentou convencê-lo a lançar um livro. Só que, em vez disso, Riggs decidiu usar as imagens como ponto de partida para uma narrativa que se viria a transformar no seu romance de estreia (antes disso só tinha publicado um livro sobre Sherlock Holmes).

O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares saiu em 2011 (com as próprias fotografias de Riggs a ilustrar) e o sucesso foi tão grande que chegou ao top dez do The New York Times, já depois de ter vendido dois milhões de exemplares. A Portugal chegou este ano, a poucas semanas da estreia da adaptação de Tim Burton, que conta com a atriz Eva Green num dos papéis principais.

O romance segue a historia de Jacob, um jovem de 16 anos que se vê obrigado a viajar até a uma remota ilha no País de Gales depois de uma tragédia familiar. Aí, encontra as ruínas de um lar para crianças “peculiares”, ao cuidado da Senhora Peregrine.

3 – Contos Fantásticos, Edgar Allan Poe

Editado pela Ulisseia, Contos Fantásticos reúne as melhores histórias de Edgar Allan Poe, um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica e considerado por muitos um dos pais da literatura policial moderna. Este volume inclui alguns dos seus contos emblemáticos, como “A queda da casa de Usher”, “O coração revelador” ou “O barril de Amontillado”. A quantidade de horror perfeita para o Halloween.

Se prefere antes mergulhar a fundo na obra em prosa do escritor norte-americano, nascido em 1809 em Boston, pode sempre optar pela obra completa — Todos os Contos — lançada pela Temas e Debates em 2014. A Tinta-da-China tem também uma edição ilustrada (e em capa dura) da obra poética completa do autor, com tradução, introdução e notas de Margarida Vale de Gato. As ilustrações são de Filipe Abranches.

Se, por outro lado, tiver curiosidade em conhecer mais sobre a vida de Poe, que morreu precocemente em 1849, com apenas 40 anos, a Saída de Emergência publicou em 2009 a extraordinária biografia de Peter Ackroyd — Poe, Uma Vida Abreviada. Vale a pena ler.

4 – Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft, H.P. Lovecraft

Quando se fala de literatura fantástica e de terror, é difícil não falar de Howard Phillips Lovecraft. Considerado por muitos como um dos mais importantes escritores do género do século XX, Lovecraft escreveu poemas, contos e uma extensa correspondência que muitos consideram ser a sua obra-prima. Apesar da produção literária variada, foi pelo Mito de Cthulhu — uma personagem mítica parte polvo, parte homem e parte dragão — que acabou por se tornar conhecido, várias décadas depois da sua morte, em 1937.

É exatamente com a história do monstro, “O Despertar de Cthulhu”, que se inicia o primeiro volume de Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft, editado pela Saída de Emergência. Ao todo, a editora lançou quatro volumes com textos curtos escritos pelo escritor norte-americano, com organização de José Manuel Lopes, professor na Universidade Lusófona, em Lisboa, e introduções escritas por Fernando Ribeiro, vocalista da banda de heavy metal Moonspell.

Publicado originalmente em 2009, o primeiro volume dos contos de Lovecraft esteve esgotado durante mais de dois anos. Foi recentemente editado numa tiragem “super limitada”.

5 – Harry Potter e a Câmara Secreta, J.K. Rowling

“A Câmara secreta foi aberta. Inimigos do herdeiro, cuidado.”

No Halloween, não podia faltar um dos livros de Harry Potter. É que na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, a data é sempre assinalada de forma especial. O grande salão enche-se de abóboras flutuantes e velas, caldeirões recheados de dores de todas as cores e bolo de cenoura e abóbora. É uma das festas mais esperadas do ano — para os alunos mas também para os fantasmas residentes, que fazem sempre questão de aparecer nas celebrações.

Harry Potter e a Câmara dos Secreta é, provavelmente, um dos livros mais negros da saga escrita por J.K. Rowling. Repleto de mistério, o romance, publicado originalmente em 1998, tem todos os ingredientes de um bom thriller — suspense e muito mistério. Além disso, é o primeiro livro onde surge Dobby, o elfo doméstico, uma das personagens mais acarinhadas pelos potterheards, o que torna a obra ainda mais especial.

6 – O Aperto do Parafuso, Henry James

Conhecido pelo romance Retrato de Uma Senhora, Henry James também se dedicou à literatura de terror. Uma das suas obras mais conhecidas é o conto “O Aperto do Parafuso”, criado no final do século XIX em resposta a um desafio lançado pela revista Colliers’ Weekly, que lhe propôs que que escrevesse “um produto da época”.

O século XIX foi o século das histórias de terror e da literatura gótica, e foi exatamente isso que James se propôs a fazer. Baseando-se numa história que (mais…)

O estranho mundo de Ransom Riggs, autor do livro que inspirou novo filme de Tim Burton

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Cena do filme 'O Lar das Crianças Peculiares', de Tim Burton - Divulgação

Cena do filme ‘O Lar das Crianças Peculiares’, de Tim Burton – Divulgação

 

Autor de série best-seller que inspirou filme de Tim Burton usa bizarra coleção de fotos antigas para criar histórias de suas ‘crianças peculiares’

Liv Brandão, em O Globo

Ransom Riggs não pretendia escrever livros. Nem imaginava que essa se tornaria sua principal ocupação, ou que suas obras virariam best-sellers. Formado em Cinema, sonhava que um roteiro seu chegasse à tela grande, é claro. Mas não sabia que, quando isso acontecesse, seria justamente pelas mãos de um de seus ídolos, Tim Burton. Pois o autor da trilogia “O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares” (Intrínseca), cujo último volume acaba de ser lançado no Brasil, alcançou tudo isso quase sem querer.

Atualmente, os três volumes da sua série (“O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares”, “Cidade dos etéreos” e “Biblioteca de almas”) estão entre os cinco livros de ficção mais vendidos no país, e nesta quinta-feira chega aos cinemas a adaptação “O lar das crianças peculiares”.

Dirigido por Burton, estrelado por Eva Green, Samuel L. Jackson e Judi Dench, o filme traz o clima meio sombrio, meio fantástico, típico do cineasta (e do autor) (Leia a crítica de ‘O lar das crianças peculiares’). Nos livros (e no longa), todo dia é uma espécie de Dia da Marmota, 3 de setembro de 1940, para o qual o jovem Jacob (encarnado por Asa Butterfield nas telas) volta ao investigar as histórias fantásticas contadas pelo avô, morto recentemente.

— Acho difícil definir esses livros. Eles são romances de fantasia, histórias de aventura, mas também são sobre família e amor. E eles têm elementos de mistério, horror e ficção científica. Mas, no coração dos personagens, eles fazem parte de uma aventura fantástica sobre encontrar sua verdadeira família — diz o escritor, de 37 anos, em entrevista por e-mail.

Essa combinação agradou em cheio o público jovem adulto, um dos principais pilares de sustentação do mercado editorial. Riggs chegou a eles por acaso. Aspirante a roteirista que tentava a sorte escrevendo “roteiros especulativos” para séries — conhecidos em inglês como spec scripts, ou histórias simuladas passadas no mesmo universo e com os mesmos personagens — enquanto tirava uns trocados como jornalista e escritor freelancer, foi questionado por um editor se não tinha um livro na manga para lhe oferecer. A resposta imediata? Não. Mas Riggs encontrou a solução ao olhar seu maior hobby: sua coleção de fotografias antigas.

Uma das fotografias que inspirou os livros de Ransom Riggs - Divulgação

Uma das fotografias que inspirou os livros de Ransom Riggs – Divulgação

 

— Sempre me atraí por fotografias que parecem ter uma história para contar, mas que precisam de ajuda para isso. São fotos misteriosas, que te fazem questionar o que está acontecendo nelas. Detalhes que posso preencher como um contador de histórias — explica Riggs, que usou as imagens para ilustrar seus livros. — Comecei a colecionar essas fotos em uma escala muito pequena, ainda criança, mas ficou sério em 2009 (o primeiro livro da saga foi publicado em 2011). Tenho alguns milhares de fotos, o que é muito pouco em comparação com a maioria dos colecionadores que eu conheço.

ESCRITOS DESDE A INFÂNCIA

As imagens anônimas em preto e branco, com ar de freak show e garimpadas em mercados de pulga, foram ponto crucial para a criação das histórias. Incluindo os “Contos peculiares”, livro também recém-lançado por aqui, que expande o universo de sua trilogia, reunindo as histórias que a senhorita Peregrine lê para seus pupilos na trama original.

— Escrevo desde que era garoto, e sempre sobre pessoas encontrando portas para mundos ocultos. Depois que comecei a colecionar essas fotos “peculiares”, me ocorreu que essa poderia ser uma outra maneira de contar as histórias. As fotos são parte do mistério que o avô de Jacob deixa para trás quando morre, e o neto segue as pistas durante todo o caminho até a ilha das crianças peculiares. Deixei que as fotos determinassem detalhes pelo caminho, um rosto, uma característica…

E esse clima “peculiar” ele leva para tudo na vida. Foi Riggs quem dirigiu o trailer de sua série de livros, e para isso foi à Europa em busca de casas abandonadas. Foi assim que encontrou aquela que serviria de inspiração para a da senhorita Peregrine, onde os personagens vivem: no interior da Bélgica (sua mulher, a escritora Mafi Tahereh, mandou construir uma réplica em miniatura do imóvel). Ao ver o livro pronto, com capa em preto e branco e recheado de imagens sombrias, sua editora nos EUA teve dificuldades de emplacá-lo nas livrarias. Ledo engano: ao todo, sua saga vendeu mais de 1,5 milhão de exemplares lá.

— Amo escrever sobre esse universo, as possibilidades são infinitas. O mundo peculiar é antigo e global e tem uma diversidade incrível, e ainda coexiste em segredo com nosso próprio mundo, então consigo deixar um pé na realidade e comentar isso também. É muito divertido — comemora Riggs, que rechaça a tese de que seus livros seriam muito obscuros para o público alvo. — Acho que os jovens são muito mais capazes de lidar com a escuridão do que a gente pensa. Quando eu tinha 12 anos, não me cansava de ler Stephen King, e isso não entortou minha cabeça tanto assim!

O que o deixou maluco foi a possibilidade de enfim ver uma obra sua ganhando as telas do cinema, meio com o qual sempre quis trabalhar. Ainda mais com um diretor do qual é fã “desde os 15 anos”.

— Tim colocou todo seu coração e sua imaginação gigante nisso, e o resultado me empolgou — conta o autor, que se envolveu no processo. — Participei da fase de roteirização e visitei o set várias vezes. Eu sabia que Tim estava honrando o espírito do meu livro e não precisaria de muita ajuda. Sou o autor mais sortudo do planeta.

10 motivos para ler “O Lar das Crianças Peculiares” antes de ver o filme

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Cena da adaptação do livro para o cinema, com direção de Tim Burton Créditos: Reprodução

Cena da adaptação do livro para o cinema, com direção de Tim Burton
Créditos: Reprodução

 

Livro traz detalhes do universo fantástico que vai para as telonas

Marina Marques, no Guia da Semana

Com estreia marcada para o dia 29 de setembro, “O Lar das Crianças Peculiares”, filme dirigido por Tim Burton, já é um dos mais aguardados do ano. Tanta expectativa vem não só do fato do longa trazer um elenco incrível, mas também por ser uma adaptação de um grande sucesso das livrarias.

“O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares” é sucesso total entre pessoas de todas as idades, principalmente crianças e adolescentes, e tem tudo para ter um resultado incrível nas telonas. Com personagens bem caricatos, paisagens de tirar o fôlego e um toque de Tim Burton, o filme promete arrastar uma multidão para os cinemas.

Porém, antes de ver o filme, que tal conferir a obra do escritor Ransom Riggs? Listamos 10 motivos para ler “O Lar das Crianças Peculiares” antes de ver o filme. Confira!

1 – O livro é daqueles para guardar na prateleira

Além da capa curiosa que logo chama a atenção na livraria, ao ler o livro você se depara com bizarras imagens ao longo de toda a obra. E não são quaisquer fotos, segundo o autor Ransom Riggs, elas são reais, emprestadas de amigos colecionadores de fotografias antigas.

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O mais interessante é que as fotos não são meras ilustrações do livro, elas foram cruciais para o enredo. Toda a história teve inspiração nas dezenas de fotos vintages, antigas, e bizarras em destaques nas suas páginas. Elas fazem todo o diferencial do livro e harmonizam perfeitamente com a obra.

2 – Sucesso de vendas

Eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura jovem de todos os tempos, o livro teve também milhões de cópias vendidas em todo o mundo e foi traduzido para mais de 40 idiomas. Basta olhar nas livrarias, as pessoas lendo no metrô, em grupos da internet… Só se fala nele!

livro-o-orfanato-da-srta-peregrine-para-criancas-peculiares-ransom-riggs-55503563 – Não julgue o livro pela capa

Com tantas fotos aterrorizantes, é normal muitos acharem que se trata de uma história de terror. Apesar do começo cheio de suspense, revela-se uma obra cheia de aventura e fantasia, perfeita para quem adora histórias infantojuvenis. Se você é fã das obras Rick Riordan, como Percy Jackson, pode investir que é garantia de um ótimo entretenimento bem escrito!

4 – Tem diferenças do filme

Vamos te poupar de spoilers, mas basta assistir ao trailer do filme de Tim Burton que você notará diferenças gritantes em relação ao livro. Porém, pelo visto são todas mudanças para adaptar melhor a história ao cinema. Conhecendo a história escrita, você ficará por dentro desses detalhes que só quem leu o livro sabe.

5 – Personagens adoráveis

O autor conseguiu transformar personagens bizarramente sombrios em crianças brincalhonas, como todas as outras, apenas com o detalhe de serem bem peculiares… Além de muita criatividade para criar suas habilidades, o autor traz uma perspectiva bem interessante de que cada um é especial do seu próprio jeito.

6 – É a cara de Tim Burton!

É claro que o filme tinha que ter o nome dele na direção! Basta olhar para a capa e já sabemos que Tim Burton iria amar a história. Até o próprio cineasta chegou a dizer o seguinte: “Vocês têm certeza de que não fui eu quem escreveu esse livro? Parece algo que eu teria feito…”. Pois, se você um fã, vai adorar o ar sombrio da obra.

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7 – Você não vai conseguir parar de ler

Sabe aqueles livros que você não consegue sossegar até descobrir o final? O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares tem um enredo muito original e que te deixa extremamente intrigado. É uma leitura leve e gostosa, impossível não devorar o livro.

8 – Traz uma história rica em muitos sentidos

Além do plot sobre as crianças peculiares, o enredo traz vários pontos que valem a pena. Primeiramente, é muito legal ver a bonita relação entre avô e neto, cheia de cumplicidade. Também é interessante o fato do autor trazer um pouco sobre geografia (País de Gales) e história (Segunda Guerra Mundial), ainda mais por alcançar um público tão jovem. É certamente um livro peculiar.

9 – Uma leitura para quem quer relaxar

A obra de Ransom Riggs é uma ótima proposta de entretenimento, daquelas para ler e relaxar. Há algumas pontas soltas e momentos em que o leitor pode achar um pouco decepcionante, mas de forma alguma é enfadonho ou cansativo. Além disso, o livro faz parte de uma trilogia, então vale conferir o desfecho da história.

10 – A leitura é amiga da imaginação

Quando lemos um livro sem adaptação para o cinema, criamos os personagens e cenários na nossa mente, algo que só a leitura nos proporciona. Depois que você tiver visto o filme, tudo já estará criado em sua imaginação, e não haverá espaço para a criatividade. É sempre mais legal imaginar tudo e depois se surpreender com a versão na telona.

A influência de Edgar Allan Poe em Tim Burton

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Tim Burton

Amanda Leonardi, no Conexão Literatura

Poe, Poe, Poe. Há algo de Poe por todo o mundo. Em quase tudo que há de sombrio nos dias de hoje, há algum toque do imortal Edgar Allan Poe, o poeta do macabro, autor do Corvo, do Coração denunciador, O gato preto e muitos outros clássicos. Claro que Poe não foi um autor exclusivamente de terror, pois ele também escreveu muitos ensaios, resenha, contos de ficção científica, investigação e até comédia de humor negro, além de sua escrita ter sido praticamente a base do que se conhece por conto nos dias de hoje; no entanto, aqui neste texto, o foco é o lado mais famoso de Poe – seu lado das sombras, pois foi principalmente este aspecto do escritor que influenciou o peculiar e consagrado diretor Tim Burton.

Os filmes de Burton sempre trazem universos macabros, em que o mundo dos mortos é sempre mais vivo e mais interessante do que o dos vivos e, por mais mórbidos que sejam esses mundos de Burton, eles geralmente tem um toque de inocência, o que os toda apropriados para o público. O diretor mostra criaturas mortas dançando ou brincando de tirar a própria cabeça fora para recitar Shakespeare no Halloween, crianças revivendo animais em estilo Frankenstein e até mesmo o assassinato de uma jovem noiva. Tudo narrado com imagens surreais e sombrias, refletindo um estilo único do diretor, cheio de listras, espirais e casas com arquiteturas nada convencionais. Toda essa atmosfera sombria e obsessão por narrativas macabras já mostram uma certa influência do mestre do macabro, mas tudo isso poderia ser até considerado coincidência, não fosse pelo curta Vincent, um dos primeiros trabalhos de Burton, em que vemos o quão forte é a influência de Poe na formação do estilo do diretor.

O curta de 1982, narrado por Vincent Price, conta a história de um menino obcecado pelas sombras, cujo autor preferido é, adivinhem quem? Edgar Allan Poe. Veja abaixo a imagem de uma das ilustrações de Burton que deram origem ao curta, e repare no nome escrito abaixo do quadro da mulher:

Edgar Allan Poe Tim Burton

Vincent era obcecado com sua imaginária Lenore, sua esposa que foi enterrada viva – mais uma ideia vinda direto dos contos de Poe. No final do curta, Price recita os versos finais do poema O Corvo.

A influência de Poe em Burton talvez tenha se dado, a princípio, de forma indireta, pois Burton sempre foi muito fã do ator Vincent Price – famoso principalmente por ter estrelado diversos filmes de terror da década de 60, muitos dos quais eram adaptações de obras de Edgar Allan Poe. Burton via os filmes, e talvez tenha conhecido Poe através dos filmes estrelados por Price, por isso o diretor herdou tanto o lado mais obscuro de Poe, representado e muitas vezes até aumentado pelos filmes da Hammer e da Universal, que o tornaram um ícone do cinema de terror.

Enfim, direta ou indiretamente, a influência de Poe na carreira de Burton é inegável e foi um fato importante para formar a identidade do diretor, que tanto se destaca com seus peculiares filmes.

Veja abaixo o curta Vincent, legendado, e veja por você mesmo os traços de Poe presentes na obra de Tim Burton.

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