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Estudante de 11 anos é admitido em universidade do Texas

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Publicado no UOL

Com apenas 11 anos, Carson Huey-You está no primeiro semestre da Texas Christian University

Com apenas 11 anos, Carson Huey-You está no primeiro semestre da Texas Christian University

Com apenas 11 anos, Carson Huey-You é o aluno mais novo a ser admitido na história da Texas Christian University. Carson, que quer ser físico quântico, tem aulas de cálculo, física, história e religião no primeiro semestre da universidade.

O garoto tinha apenas 10 anos quando se candidatou para a graduação — ele fez 1.770 pontos de 2.400 possíveis no SAT (espécie de Enem americano) e fala mandarim. A mãe dele afirma que o menino já lia livros com dois anos e fazia contas de multiplicação e divisão aos tr~es anos.

Tendo em vista o ritmo de estudos de Carson, a estimativa é que ele pode se tornar PhD com menos de 20 anos.

O estudante prodígio disse à CBS 11 News que a universidade é divertida pois parece com a escola, só que em um campus maior e com mais gente. A mãe de Carson acompanha o garoto nas aulas.

O pai de Carson disse que não pressionou o filho para entrar na universidade e que, inclusive, tentou “segurar” o garoto.

*Com informações do Huffington Post e do New York Daily News

Concurso Cultural Literário (9)

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As entrevistas com Elizabeth Bishop, que compõem este livro, revelam-nos a pessoa especial que era ela: discreta, ciosa de suas opiniões – que exigia ver transcritas com absoluta fidelidade –, consciente, portanto, de sua responsabilidade como escritora. As opiniões que emite nessas conversas deixam evidente a integridade intelectual dessa mulher, que o acaso da vida trouxe para perto de nós, brasileiros.

Dessas conversas ressalta também que Elizabeth Bishop tinha plena compreensão da importância da poesia, consciente do fazer poético que dominava magistralmente. Não obstante – e isso nos dá a medida da poetisa que era – sabia que, na criação do poema, além da lucidez, interferem fatores incontroláveis que lhe dão a verdadeira dimensão e que se poderia chamar de espanto.

Por tudo isso, este livro será certamente um caminho para o leitor chegar à Elizabeth inspirada que encontramos em seus poemas.

Ferreira Gullar

3 exemplares de “Conversas com Elizabeth Bishop” serão sorteados em mais um Concurso Cultural Literário que preparamos especialmente pra você que aprecia bons livros.

Para participar, basta completar a frase: “Gosto de ler poesias porque…”.

O resultado será divulgado no dia 10/9 às 17h30 neste post e no perfil do twitter @livrosepessoas.

Importante: Se você participar pelo Facebook, por gentileza mencione um  e-mail de contato.

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Parabéns aos ganhadores: Meg Heloise, Iletrado e Iara Barros. =)

Por gentileza enviar seus dados completos p/ [email protected] em até 48 horas.

Cadeirante vai realizar sonho de intercâmbio sete anos após acidente

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Brasileira de 31 anos ficou paraplégica após acidente de carro em 2006.
Ela vai para Boston neste sábado (3) e relatará a experiência em blog.

Michele Simões, de 31 anos, que fará intercâmbio em Boston  (Foto: Michele Simões/Arquivo pessoal)

Michele Simões, de 31 anos, que fará intercâmbio em Boston (Foto: Michele Simões/Arquivo pessoal)

Flávia Mantovani, no G1

Desde que ficou paraplégica após um acidente de carro em 2006, a estilista Michele Simões, de 31 anos, batalha diariamente para recuperar parte das funções que perdeu. Durante os primeiros quatro anos, ela não conseguia nem ficar sentada. Hoje, após muita reabilitação, já se locomove em sua cadeira de rodas, mas ainda precisa de ajuda para se deslocar em lugares não planos e para outras funções do dia a dia.

Michele em viagem à Argentina (Foto: Michele Simões/Arquivo pessoal)

Michele em viagem à Argentina
(Foto: Michele Simões/Arquivo
pessoal)

Neste sábado (3), Michele vai dar um grande passo nessa luta por autonomia: partirá para um intercâmbio de dois meses na cidade de Boston, nos Estados Unidos. Suas aventuras serão contadas em um blog, o Guia do Viajante Cadeirante.

A viagem é um sonho antigo, que teve que ser adiado após uma conversão errada de um amigo no trânsito. Michele, que tinha 24 anos, estava deitada no banco de trás do carro e quebrou a coluna.
Recém-formada em design de moda em Londrina (PR), ela havia se mudado para São Paulo dois meses antes e planejava juntar dinheiro para estudar inglês fora do país.

“Eu já trabalhava, me sustentava, me virava sozinha e, do dia para a noite, virei um bebê. Tinha que pedir para alguém me ajudar em tudo”, descreve. Michele conta que sempre quis conhecer o mundo, mas não achou que conseguiria tão cedo. “Eu não conseguia nem tocar minha cadeira, imagina morar fora.”

Além de perder as funções da perna, Michele não conseguia controlar a urina nem ficar sentada. Contava com a ajuda de cuidadoras noite e dia, além do auxílio de sua irmã, que foi morar com ela, e do namorado, com quem havia começado a sair pouco antes do acidente e que está ao seu lado até hoje.

Eu trabalhava, me virava sozinha e, do dia para a noite, virei um bebê. Precisava de ajuda para tudo”
Michele Simões, sobre a época em que ficou paraplégica após o acidente

Após fazer reabilitação diariamente durante várias horas – em casa e em clínicas de São Paulo e de Campinas –, Michele teve uma evolução maior a partir do quarto ano do acidente.

Agora, resolveu testar “até onde vai sua independência” com essa viagem.

Boston foi a cidade escolhida por ter ruas planas e acessíveis para pessoas com deficiência. Porém, ela teve que desistir dos planos de ficar em casa de família ou em alojamento estudantil porque não conseguiu garantia de que encontraria acessibilidade nesses locais.

Decidiu, então, morar em um hotel ligado à sua escola de inglês. “Quero ter mais segurança. É a primeira viagem que estou fazendo”, diz.

Preparativos e planos

Na verdade, Michele já havia viajado uma vez após seu acidente. Passou cinco dias na Argentina com seu namorado, mas não gostou da experiência. “Foi terrível, porque lá não tem adaptação nenhuma, ele tinha que me carregar para todo lado”, diz.

Sempre quis conhecer o mundo e estudar fora, mas não achei que iria conseguir tão cedo”
Michele Simões

Desta vez, o namorado vai passar um tempo com ela nos EUA, mas ela garante que vai seguir boa parte de sua rotina sozinha, até para ter material para o seu blog – no qual pretende contar sobre a sua rotina, compartilhar os desafios que enfrenta como cadeirante e os passeios que fará por “cada cantinho” de Boston.

Ela quer ainda visitar um centro de design que cria produtos para pessoas com deficiência e um centro de reabilitação ligado à Universidade Harvard. “Se eu compartilhar isso com outras pessoas, acho que posso ajudar muita gente”, afirma.

Nos preparativos da viagem, ela está tendo que se preocupar com novas questões: comprar uma sonda de urina específica para usar durante o voo, pedir à companhia aérea uma cadeira de rodas mais estreita para se locomover nos corredores do avião, alguém para ajudar no embarque, no desembarque e para recolher a bagagem, por exemplo.

Michele vai relatar seus desafios em um blog (Foto: Michele Simões/Arquivo pessoal)

Michele vai relatar seus desafios
em um blog (Foto: Michele
Simões/Arquivo pessoal)

Ela também está levando remédios para tomar durante dois meses e uma mala só com sondas e outros utensílios. Para ter menos dores, fará alguns exercícios de reabilitação em seu quarto.

Um de seus maiores desafios será se locomover sozinha nas ruas, ainda mais tendo que falar em outro idioma. Michele está treinando com seus fisioterapeutas para dar conta do recado.

“Hoje eu não consigo nem descer na minha calçada porque ela é íngreme, tem uma parte quebrada, e além disso tem um degrau no meu próprio prédio. Outro dia fui até o shopping com meus pais e foi uma aventura, quase caí varias vezes. Dá um certo medo porque vai ser tudo novo”, diz.

Mas ela acha que dividir sua experiência no blog vai ajudá-la nesse caminho. “Não estou tentando ser exemplo de nada, mas quero compartilhar uma coisa que para mim é um desafio”, diz.

Pessoas que leem são mais legais

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Foto: flickr.com/ciro

Foto: flickr.com/ciro

Publicado por Superinteressante [via Fan Page Skoob]

Pesquisadores da Universidade de Washington e Lee (EUA) constataram esse efeito com um teste bem simples: colocaram voluntários para ler uma história bem curtinha, fizeram algumas perguntas para identificar o quanto cada um tinha curtido o que leu e aí derrubaram, sem querer querendo, um monte de canetas no chão. O estudo conta que, quanto mais “transportadas” para dentro da história as pessoas tinham sido, maiores eram as chances de levantarem o bumbum da cadeira para ajudar a recolher as canetas.

A explicação é que quando lemos algo que realmente mexe com a gente, criamos empatia pelos personagens da história — e quanto maior essa empatia, mais propenso a gente fica a ser bacana com os outros na vida real.

E você aí, anda lendo muito?

Bruce Springsteen acima do Muro

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Livro conta a história do show do astro que sacudiu o lado oriental de Berlim em 1988, aumentando o clamor pela reunificação

Carlos Albuquerque em O Globo

RIO – Um motorista de táxi de Berlim deu ao jornalista Erik Kirschbaum o caminho das pedras. Correspondente da agência Reuters na Alemanha, ele voltava de um show de Bruce Springsteen, em 2002, quando o motorista começou a falar sem parar de outro show do astro americano, realizado em 1988, naquela mesma cidade, e descrito como inesquecível. Nascido nos EUA e acostumado às performances do chamado The Boss, Kirschbaum argumentou que seus shows eram sempre assim, eletrizantes. Mas não conseguiu convencer o sujeito de farta barba grisalha e cabelos desalinhados que, ao volante, replicava, decidido: “Nein, nein, nein”.

— Ele dizia que eu não estava entendendo, que o show de 1988 tinha mexido com o país inteiro e que tudo tinha mudado depois — conta Kirschbaum, que mora e trabalha na Alemanha desde 1989. — O motorista foi tão enfático que não consegui tirar aquilo da cabeça por dias. Resolvi, então, apurar melhor a história.

A apuração durou quase dez anos e deu origem ao recém-lançado livro “Rocking the wall” (pela editora alemã Berlinica). Nele, o autor endossa, enfim, as palavras do taxista. E mostra que aquele show de Springsteen no lado oriental da cidade, visto por 300 mil pessoas e acompanhado por milhões pelo rádio e pela TV, foi, de fato, histórico, servindo também como empurrão para a queda do Muro, 16 meses depois.

— Obviamente, o show não teve efeito direto na queda. Houve a pressão popular, o Gorbachev e outros fatores que contribuíram decisivamente para isso — afirma Kirschbaum, que, entre outros, entrevistou Jon Landau, empresário de Springsteen, os organizadores do evento, historiadores e dezenas de fãs presentes ao show, além de ter mergulhado nos arquivos da Stasi, a polícia secreta da República Democrática Alemã (RDA). — Aquele show ajudou a erguer de vez a população, principalmente a mais jovem, dando a ela uma injeção de otimismo e esperança. E nesse sentido, o breve discurso de Springsteen no meio da apresentação foi memorável. Um momento único na história do rock.

Como ressalta Kirschbaum, Springsteen não foi o primeiro astro internacional de rock a se apresentar em Berlim antes da queda do Muro. Embora a censura ao gênero ainda existisse na Alemanha Oriental (os Rolling Stones ficaram por anos na lista negra), Bob Dylan, Joe Cocker e David Bowie tiveram sinal verde das autoridades para fazer shows no país antes dele.

— Mas nenhum deles incendiou a multidão como Springsteen — afirma o autor. — Dylan, por exemplo, fez um show frio e disperso em 1987, sem se dirigir à plateia.

De acordo com os arquivos da Stasi, a apresentação de Springsteen — que aconteceu por iniciativa de uma ala jovem do Partido Comunista — foi encarada como uma tentativa das autoridades de conquistar a simpatia da juventude local usando um astro conhecido por sua ligação com a classe trabalhadora (e que, ironicamente, tinha tido sua entrada no país negada em 1981).

Por conta disso, o evento ganhou uma embalagem “oficial”, que nada tinha a ver com o disco “Tunnel of love” (1987) — sucessor do premiado “Born in the USA” (1984) e razão daquela turnê europeia do astro —, sendo vendido como um show em apoio ao governo sandinista da Nicarágua, envolvido na época em combates com rebeldes financiados pela CIA. O fato incomodou Springsteen — notoriamente avesso a ter seu nome envolvido em causas políticas — e seu empresário, que ameaçaram cancelar o show.

— Foi um momento bem tenso antes do show, mas que acabou sendo contornado, com a retirada das bandeiras com o nome da Nicarágua ao lado do palco. Os ingressos, porém, não puderam ser mudados e seguiram com esses dizeres, para irritação de Bruce, que resolveu, então, se pronunciar abertamente durante o show — explica Kirschbaum.

Quando o momento chegou, o local do show foi tomado por um público bem maior do que o estimado pelos organizadores, que acabaram, surpreendentemente, abrindo os portões para que não acontecessem tumultos.
— Foi uma medida pouco comum para um país tão rigidamente controlado e bastante simbólica de um governo que já começava a perder força — conta Kirschbaum, lamentando não ter conseguido entrevistar Springsteen para o livro. — Tentei 12 vezes, em vão. Como se sabe, ele raramente dá entrevistas.

“Rocking the wall” descreve, então, como foram as quatro horas e meia do show, com riqueza de detalhes do clima nos bastidores e da tensão geral em torno das palavras que o astro iria dirigir ao público (Springsteen acabou fazendo um curto, porém incisivo discurso, de solidariedade, antes de tocar “Chimes of freedom”, de Bob Dylan).

— O som estava ruim, e as palavras de Bruce não foram ouvidas por todos na multidão, mas aquilo era o de menos — afirma o autor. — Tão importante quanto a presença daquele astro de rock, no auge da popularidade, sendo solidário com a população, foi o fato de ela estar reunida ali, em paz. Todos as pessoas que entrevistei foram unânimes em afirmar que aquele foi um momento inspirador para todos e que nada seria igual novamente.

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