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Biografia de Tolkien ganha edição especial nos 125 anos de seu nascimento

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Tolkien é considerado um dos maiores autores de fantasia de todos os tempos | Foto: DarkSide Books / Divulgação / CP

Tolkien é considerado um dos maiores autores de fantasia de todos os tempos | Foto: DarkSide Books / Divulgação / CP

 

DarkSide Books lançou publicação comemorativa do livro escrito por Michael White

Publicado no Correio do Povo

No próximo 3 de janeiro, os fãs do universo do “Senhor dos Aneis” comemoram os 125 anos do nascimento do escritor J.R.R. Tolkien. Mas as celabrações já começaram: a DarkSide Books lançou uma edição comemorativa do livro “J.R.R. Tolkien – O Senhor da Fantasia”, que terá uma capa e um mapa-pôster exclusivos da Terra Média. A biografia reconta a vida do autor, que é considerado um dos maiores autores de fantasia de todos os tempos e cujas obras se tornaram clássicos da literatura e atravessaram gerações.

A publicação, escrita por Michael White, acompanha a vida e a trajetória do escritor morto em 2 de setembro de 1973, começando por sua infância na África do Sul, seguida do retorno da família para a Inglaterra, onde os Tolkien estabeleceram-se em Birmingham, na região norte do país. Já é clássico o momento inspirador quando era professor em Oxford e um dia, corrigindo exames, ao se deparar com uma página em branco que um aluno havia deixado no caderno de exercícios, Tolkien escreve de repente: “Em uma toca no chão vivia um Hobbit”. O cenário que reunia o coração industrial do Império britânico e bosques foi determinante para as ideias e a escrita do autor.

White é autor de 20 livros e ex-editor de ciência da revista britânica “GQ” e colunista do jornal londrino “Sunday Express”. Seus livros incluem a premiada biografia “Isaac Newton: Último Feiticeiro” (Record, 2000) e os best-sellers internacionais “Stephen Hawking: Uma Vida para a Ciência” (Record, 2005) e “Leonardo: O Primeiro Cientista” (Record, 2000), além de biografias sobre CS Lewis, Maquiavel, Galileu e Giordano Bruno.

Além disso, em maio de 2017 será publicada a inédita “Beren and Lúthien”, uma história de amor entre o mortal Beren e a imortal elfa Lúthien, que apareceram em outras obras de Tolkien. “The Lay of Aotrou and Itroun”, raro poema escrito por Tolkien em 1930 e que só havia sido publicado uma única vez em uma revista literária nos anos 40, foi lançado em novembro nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Livro inédito de J.R.R.Tolkien será publicado em 2017

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Lorena Ávila, na Cabana do Leitor

O Mestre J.R.R.Tolkien, autor de alguns dos livros de fantasia mais importantes do mundo como O Senhor dos Anéis e O Hobbit, terá mais uma obra inédita publicada, com lançamento previsto nos EUA para maio de 2017. Beren and Lúthien, traz a história emocionante de amor entre a imortal elfa Lúthien e o mortal humano Beren; o romance se passa na Primeira Era e é de total relevância nos acontecimentos da Terra Média que envolve todas as Eras. A obra será editada e compilada por Christopher Tolkien, responsável por todos os escritos de seu pai desde sua morte, e ilustrada por Alan Lee.

Partes dessa belíssima lenda foi relatada em versos de canções, poemas e compõe um dos capítulos mais importantes do livro O Silmarillion, também faz parte de alguns livros da coleção “The History of Middle Earth” (que contém 12 volumes, ainda não publicados no Brasil) no qual ganhou algumas versões. Essa é uma das narrativas mais famosas, cativante e emocionante do autor, sendo também relembrada pelos personagens do Universo, como Aragorn.

beren-luthien

O escritor J.R.R.Tolkien se inspirou em um de seus encontros marcantes com a sua esposa Edith Bratt, criando algo tão profundamente importante para si que durante a vida nutriu o desejo de ter os nomes “Beren & Lúthien” talhado em suas lápides.

Confira um trecho retirado da Canção da Despedida, composta por Beren em uma das partes da história:

“Lúthien Tinúviel

mais bela do que pode dizer a língua dos mortais.

Mesmo que o mundo caia em ruínas

que se dissolva e seja lançado de volta

desfeito no caos primordial,

ainda assim foi boa a sua criação…

o anoitecer, o amanhecer, a terra, o mar…

para que Lúthien por um tempo existisse.”

Revisado por: Bruna Vieira.

Como são criadas as línguas fictícias de séries e filmes

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Humberto Abdo, na Galileu

O ator Jason Momoa, que interpretou o guerreiro Khal Drogona série Game of Thrones, não estava apenas murmurando palavras guturais improvisadas enquanto encenava suas falas no idioma fictício dothraki.

Após uma avaliação feita com mais de 30 profissionais, o linguista norte-americano David Peterson foi selecionado pelos produtores da série para desenvolver o dialeto dos guerreiros, utilizando uma gramática consistente e todas as características de uma língua tradicional. “Yer jalan atthirari anni”, ou “Você é a lua da minha vida”, diria um romântico Khal Drogo em sua língua nativa.

Autor do livro The Art of Language Invention (“A Arte da Invenção de Línguas”, ainda sem edição no Brasil), Peterson já elaborou mais de 40 dialetos utilizados em séries e filmes, como a Verbis Diablo, de Penny Dreadful, e a língua dos elfos negros no filme Thor 2: O Mundo Sombrio.

“Para Game of Thrones, precisei ser fiel às palavras utilizadas nos livros de George R. R. Martin e, a partir delas, determinei como seriam os sons do Dothraki”, afirma o linguista, que concebeu outro idioma da série, o Alto Valiriano, falado pelos povos antigos de Westeros. “Quando ouvimos uma língua diferente, soa totalmente estrangeiro, o que reforça a realidade da história.”

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Categoria: Expressão
Significado: “Adeus”; “fique tranquilo”; “cavalgue bem”

Idioma da guerra
Habitantes do continente de Essos e hábeis na arte da guerra e na montaria de cavalos, os nômades Dothraki ganharam uma língua própria em Game of Thrones

Erinat
Categoria: Verbo
Significado: Ser bom, ser gentil
Explicação:
• O verbo foi adaptado do nome “Erin”, em homenagem à esposa do linguista David Peterson, criador do sistema de linguagem dos Dothraki para a série da HBO
• O termo “okeo”, nome de um gato de estimação do casal, também serviu como tributo de Peterson e significa “amigo”

Anha vazhak yeraan thirat
Categoria: Expressão
Significado: “Eu deixarei você viver”
Explicação:
• Declaração de clemência perante um inimigo ou adversário
• As batalhas são um aspecto comum na cultura dos Dothraki

Yer affesi anna!
Categoria: Expressão
Significado: “Você me dá coceira!”, em tradução livre
Explicação:
• A expressão serve como insulto para indicar alguém que causa desconforto
• Outras frases que devem ser proferidas com cuidado: “Ezas eshna gech ahilee!” (Encontre outro buraco para cavar); “Es havazhaan!” (Vá para o mar; caia fora); e “Ifas maisi yeri!” (Vá andar com sua mãe)

SPOCK BILINGUE

A saga de ficção científica Star Trek, que completa 50 anos e estreia um novo filme — Star Trek: Sem Fronteiras — em setembro, também não seria a mesma se os alienígenas fossem fluentes apenas em inglês. Em 1982, o linguista Marc Okrand teve a missão de completar algumas falas para o filme Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan, criando novas palavras para o dialeto de Spock e seu povo vulcano. “Na edição final, a equipe decidiu que uma das cenas do filme faria mais sentido se fosse dublada na língua da espécie extraterrestre”, relembra Okrand. “Três dias depois, voltei ao estúdio e ensinei Spock [interpretado pelo ator Leonard Nimoy] a conversar como um vulcano.”

Em Jornada nas Estrelas III – À Procura de Spock, o povo Klingon foi escolhido como o vilão da vez e o linguista foi convidado para elaborar um idioma próprio para os extraterrestres. “A intenção era fazer algo que não soasse humano, mas que pudesse ser falado pelos atores”, diz. “Não poderia fabricar sons com algum equipamento eletrônico, por exemplo, porque ninguém conseguiria pronunciá-los.” A iniciativa rendeu um dicionário com o vocabulário alienígena, publicado em 1985, e foi utilizada no roteiro de outros filmes, além de estimular pesquisas feitas por entusiastas das línguas ficcionais.

O sueco Felix Malmenbeck, por exemplo, só começou a acompanhar Star Trek após conhecer o idioma construído por Okrand — hoje, ele é membro do Instituto de Língua Klingon e responsável por desenvolver um curso online do dialeto extraterrestre no Duolingo, serviço online para o aprendizado de novos idiomas. “O projeto entusiasmou toda a comunidade de fãs e muitos de nós participamos dessa iniciativa”, afirma o sueco, que ainda não tem previsão para lançar o projeto. “Preparar esse curso é mais diversão do que trabalho.”

Malmenbeck foi inspirado pelo trabalho do escritor britânico J. R. R. Tolkien, uma das maiores referências na cultura geek com a criação do universo da trilogia de livros O Senhor dos Anéis, obra publicada pela primeira vez em 1954. Além de escritor, Tolkien era filólogo — especialidade que se dedica ao estudo de línguas históricas — e tinha o costume de desenvolver idiomas por
passatempo. Aprendeu latim e finlandês, o que o ajudou na hora de criar os nomes dos personagens de suas histórias e de elaborar idiomas como o élfico, considerados pelos especialistas como incrivelmente sofisticados.

UNIDOS FALAREMOS

Estudar um idioma artificial pode parecer excêntrico, mas a atividade já foi levada a sério por pessoas que desejavam construir um mundo melhor. Surgido no século 19, o esperanto foi planejado pelo médico e filólogo Ludwik Zamenhof para promover a comunicação internacional e cultivar a harmonia entre diferentes povos.

Com alfabeto romano e vocabulário semelhante ao de línguas neolatinas, sua gramática não foi feita para substituir todas as línguas naturais, mas é considerada simples de aprender por seus falantes. A norte-americana Arika Okrent, autora do livro In the Land of Invented Languages (“Na Terra de Línguas Inventadas”, sem edição no Brasil), afirma que o idioma se popularizou após a Primeira Guerra Mundial. “Nesse período, a Sociedade das Nações pretendia tornar o esperanto uma língua oficial”, diz. “Mas qualquer grande projeto social passou a ser considerado banal e utópico depois da Segunda Guerra Mundial.”

Karina Oliveira, estudante de mestrado do Departamento de Linguística da USP, dedica sua pesquisa à fonologia do esperanto. Quando tinha 17 anos, começou a estudar o idioma e passou a praticá-lo em viagens e congressos, onde conheceu pessoas com o mesmo interesse. “As conferências de esperantistas acontecem todos os anos, em localidades diferentes”, diz. “E hoje essa comunicação é muito mais fácil, já que a internet proporcionou um aumento de falantes da língua nos últimos anos.”

No Brasil, existem associações dedicadas ao idioma, que oferecem cursos e vendem livros traduzidos para o esperanto. “Todo clássico da literatura existe em esperanto, inclusive O Senhor dos Anéis”, afirma Oliveira. Na versão em inglês do Duolingo, mais de 460 mil pessoas fazem ou já fizeram o curso de esperanto, disponível desde o ano passado.

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Categoria: Interjeição
Significado:
1 “Saúde!”
2 Termo usado em brindes, literalmente significa “que seu sangue grite!”
Explicação: Para terráqueos, o som da fala dos Klingons soa como um grito ou grunhido: palavras com “ch” ou “gh”, por exemplo, são pronunciadas quase como um gargarejo, bem acentuadas no fundo da garganta. Quando o vocábulo tem indicações com o sinal de apóstrofo, o som deve ser suprimido de maneira rápida

NA BOCA DO POVO

David Peterson participa de organizações como a Sociedade da Criação da Língua, que ajuda a reunir dados sobre a construção de idiomas artificiais e a conectar pessoas que têm como hobby a criação de dialetos.

A comunidade, no entanto, ainda é discreta. “Algumas pessoas não têm o costume de compartilhar seus trabalhos”, destaca Sai Emrys, um dos fundadores da organização. “O número de profissionais dessa área ainda é minúsculo se comparado com a quantidade de pessoas que elaboram seus idiomas em segredo e só por diversão.”

O prazer em combinar letras e sons também pode ser fonte de motivação para a preservação da cultura. Se a manutenção da língua Klingon é o objetivo de um grupo interessado em manter vivo o universo de Jornada nas Estrelas, a preservação de idiomas reais também mobiliza muita gente. “A relação entre um idioma e os traços culturais de seus povos nunca se manifesta de forma igual”, afirma Thomas Finbow, professor de linguística histórica da USP. “Há exemplos como o hebraico, considerado por muito tempo uma língua morta e ressuscitada no século 19.”

Idiomas construídos para obras de ficção jamais poderão substituir as línguas naturais, que perdem falantes ao longo da história, mas os especialistas concordam que, além de entreter os fãs, elas são uma ferramenta de estudo e análise sobre como os idiomas se comportam. Não por acaso, muitos dos inventores de dialetos são os mesmos que trabalham para revitalizar línguas humanas mortas ou ameaçadas de extinção — um levantamento feito pela Unesco, órgão de cultura das Nações Unidas, avalia que metade das 6 mil línguas faladas atualmente no planeta devem sumir até o fim deste século.

“Os desafios ao criar novas línguas contrariam a noção ingênua de que só aprender inglês no colégio é o suficiente”, diz David Peterson. “Não importa se são faladas por 1 milhão de pessoas ou apenas por duas. Essas línguas sempre carregam diferentes camadas da experiência humana.”

LINGUAGEM DAS ESTRELAS
Dialeto do povo Klingon, de Jornada nas Estrelas, que está disponível no Duolingo, serviço de aprendizado de novos idiomas

nuqneH
Categoria: Interjeição
Significado:
1 Olá
2 “O que você quer?”, em tradução literal
Explicação:
• Saudações educadas não são comuns entre os falantes nativos, conhecidos pela forma agressiva e direta de se comunicar
• Para dar boas-vindas, a expressão mais aproximada seria “yI’el” (singular) ou “pe’el” (plural), tradução para “entrem todos!”

Heghlu’meH QaQ jajvam
Categoria: Expressão
Significado: Literalmente, “hoje é um bom dia para morrer”
Explicação:
• Para a civilização dos Klingons, essa frase representa honra e apreço por uma batalha. Para eles, a derrota também é encarada como uma vitória, sendo a morte considerada como consequência de uma “causa maior”

majQa’
Categoria: Advérbio
Significado:
1 “Bom trabalho”; “bem-feito!”
2 Expressão de aprovação
Explicação:
• O prefixo maj significa “bom” e Qa’ pode ser traduzido como “feito”, mas também como “alma”
• Os fragmentos linguísticos dos Klingon compõem o significado final das palavras, como na língua japonesa

Hab SoSlI’ Quch
Categoria: Expressão
Significado: Um dos mais graves insultos entre os Klingon, pode ser
traduzido como “sua mãe tem uma testa lisa”
Explicação:
• A sequência das palavras nessa frase indica uma das regras gramaticais mais curiosas em Klingon: ao criar o idioma, o linguista Marc Okrand decidiu que as frases seriam sempre posicionadas na ordem objeto-verbo-sujeito

Frases úteis

Dothraki:

Athchomar chomakea!
“Saudações a todos!”

Yer zheanae (sekke)
“Você é (muito) bonito(a)”

Finne zhavorsa anni?
“Onde estão meus dragões?”

Asshekhqoyi vezhvena!
“Feliz aniversário!” (versão resumida de “Anha zalak asshekhqoyi vezhvena yeraan!”, que significa “Desejo um excelente dia de sangue a você!”)

Klingon:

nuq ‘oH ponglIj’e’?
“Qual é o seu nome?”

nuqDaq ‘oH puchpa’’e’?
“Onde fica o banheiro?”

HIQaH! QaH!
“Socorro!”

qoSlIj DatIvjaj
“Feliz aniversário”

QIt yIjatlh
“Fale mais devagar”

George R.R. Martin afirma que final de seus livros será semelhante à ‘O Senhor dos Anéis’!

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Fazendo uma interessante analogia entre a história e a vida real, o autor ilustra como quer o fim de “ASOIAF” e Game of Thrones.

Stef M. Nunes,no Blasting News

Final de GOT deverá refletir 'O Senhor dos Anéis'

Final de GOT deverá refletir ‘O Senhor dos Anéis’

George R.R. Martin, autor da saga literária ‘#As Crônicas de Gelo e Fogo’, que deram origem ao seriado mais aclamado pelo público e crítica, ‘Game of Thrones’, afirmou que o desfecho de sua história de drama medieval refletirá ‘O Senhor dos Anéis’, de J.R.R. Tolkien.

Martin sempre falou abertamente a respeito de sua admiração pelos livros de Tolkien, e no início do mês de agosto, o autor esteve na ‘Madill School of Journalism’, em Illinois, relatou sobre o final de suas crônicas terem ecos de Tolkien.

Apesar de toda a admiração, Martin também sempre se posicionou de forma amigavelmente crítica com relação a alguns pontos da obra ‘O Senhor dos Anéis’. Porém, agora o autor se mostrou condescendente com o que antes ele parecia desgostar, e afirmou – com relação ao final das histórias – “eu acredito que é preciso ter alguma esperança”:

“Todos nós esperamos pelos finais felizes, de certo modo. Eu particularmente prefiro o fim meio amargo. As pessoas me param e perguntam sobre o final de Game of Thrones, e claro que não vou contar… Mas sempre alerto para aguardar algo meio amargo no desfecho, como Tolkien. Ele fez isso de uma maneira muito inteligente. Eu nem entendia quando criança, ao ler pela primeira ver ‘O Retorno do Rei'”.

Na saga de ‘O Senhor dos Anéis’, ainda que a missão seja cumprida, quando os hobbits enfim retornam para o lar, no Condado, eles descobrem que os homens de Saruman destruíram o local. Logo após à queda do vilão, Frodo deixa a Terra-média, o que gera um final, de certa forma, amargo, no capítulo ‘Os Portos Cinzentos’. A Vulture mencionou que a sensação de que a vida não pode apenas voltar ao normal depois de tantos evento traumáticos, pretende ser recriada por George R.R. Martin:

“Ele observou que a utilização da alegoria de Tolkien para mostrar as pedregosas verdades da vida ( alusão a tragédia do pós-guerra britânico entre as décadas de 1940 4 1950, sabiamente recriadas em um mundo fantasia, no caso ‘O Senhor dos Anéis’), mesmo que a vitória tenha sido conquistada, é fascinante. Não se pode facilmente finalizar uma missão e então voltar pra casa achando a vida perfeita, pois a vida não funciona assim, ele disse”, de acordo com a Vulture. #Game of Thrones #George R. R. Martin

Da fábula para a Olimpíada: Como ‘O Senhor dos Anéis’ inspirou brasileira do tiro com arco

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Sarah Nikitin está disputando o tiro com arco pelo Brasil nos Jogos Olímpicos

Sarah Nikitin está disputando o tiro com arco pelo Brasil nos Jogos Olímpicos

 

Bianca Daga, no ESPN

O que a saga “O Senhor dos Anéis” tem em comum com os Jogos Olímpicos? Para a brasileira Sarah Nikitin, tem tudo a ver. Aqueles que são fãs da trilogia, baseada no livro do sul-africano John Ronald Reuel Tolkien, certamente se lembram do personagem Legolas, o mais famoso dos elfos. Foi por causa dele que a atleta começou a praticar tiro com arco e, agora, está fazendo história no maior evento esportivo do mundo.

A sequência no cinema foi lançada entre 2001 e 2003. Sarah, então com 14 anos, começou a gostar da história e da figura fantasiosa, que usava o arco e flecha com muita habilidade para matar os inimigos.

“Eu era muito fã dos livros e dos filmes. Comprei algumas revistas sobre O Senhor dos Anéis, e uma delas tinha uma reportagem sobre o tiro com arco, citando uma escola em São Paulo em que se podia praticar o esporte. Foi assim que comecei. E então, não parei mais”, contou ao ESPN.com.br.

Sem nem saber que era uma modalidade olímpica e nem sonhar em competir profissionalmente, Sarah pediu aos pais para fazer uma aula experimental e queria levar na brincadeira, como hobby. Mas logo de cara, ela começou a se sair bem e chamou atenção.

Por sugestão dos instrutores, começou a treinar com arco de competição. No final de 2004, já se arriscava em atirar de longa distância. Depois de poucos treinamentos, se credenciou para disputar o Campeonato Brasileiro. Resultado? Medalha de ouro na categoria cadete.

“Como fui bem, a confederação brasileira veio falar comigo, me convidando para fazer parte de um treinamento com o técnico italiano Renzo Ruele. Em 2005, fiz minha primeira competição internacional, num Grand Prix no México (equivalente a um campeonato latino-americano), e fui campeã nos 50 metros.”

Ao contrário do que pensava quando não se dava bem na educação física, na escola, Sarah levava jeito para ser atleta. Tricampeã brasileira (2009, 2011 e 2012), a arqueira que defende o Palmeiras tornou-se, em 2011, a primeira mulher do Brasil a conseguir 1.300 pontos na distância de 70 metros, que é a prova olímpica.

Dois anos depois de fazer 1.305 pontos, ela superou a própria marca, fez 1.336: registrou recorde no país, inclusive entre os homens, e terminou em oitavo no Campeonato Mundial na Turquia, melhor desempenho de uma brasileira na modalidade na competição, até hoje.

Mas o melhor ainda estava por vir. No início de julho, depois de avaliações e competições na Europa, foi convocada como uma das três titulares da seleção brasileira feminina de tiro com arco para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ao lado de Anne Marcelle e Marina Canetta.

Apesar da derrota para a Itália nas oitavas de final na manhã deste domingo, o trio já entrou para a história por quebrar um jejum. Até hoje, o Brasil só teve uma representante nas competições femininas de tiro com arco em Olimpíada, e há 36 anos. Em Moscou-1980, Arci Kemner ficou na 26ª colocação.

“O mais provável de medalha seria por equipe, mas já estou muito feliz só de estar na Olimpíada”, avaliou a arqueira Elfa, como é carinhosamente chamada pelos colegas na faculdade de Letras, antes da disputa.

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