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Poemas de Tolkien são descobertos em revista escolar

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O escritor J.R.R. Tolkien (Crédito: Keystone/Getty Images)

O escritor J.R.R. Tolkien (Crédito: Keystone/Getty Images)

 

Publicado na Veja

Dois poemas de J.R.R. Tolkien foram descobertos recentemente no anuário de 1936 da Our Lady’s School, escola de ensino infantil, fundamental e médio localizado no condado inglês de Oxfordshire. Segundo o site do jornal britânico The Guardian, acredita-se que os poemas foram escritos quando o autor de O Senhor dos Anéis atuava como professor na Universidade de Oxford.

Os textos foram descobertos quando o americano Wayne Hammond, pesquisador que estuda a obra de Tolkien, encontrou um bilhete do britânico em que ele afirmava ter publicado dos poemas em uma revista que ele identificou como Abingdon Chronicle. Hammond deduziu que a publicação se tratava do anuário da Our Lady’s School e entrou em contato com o diretor da escola, Stephen Oliver.

Sumário do anuário da Our Lady’s School, com os dois poemas de Tolkien (Crédito: Our Lady’s School/Divulgação)

Sumário do anuário da Our Lady’s School, com os dois poemas de Tolkien (Crédito: Our Lady’s School/Divulgação)

 

“Minha animação quando eu vi os poemas foi incrível. Sou um grande fã de Tolkien e fiquei muito feliz de ter descoberto uma ligação dele com a escola”, disse Oliver ao Guardian. O primeiro poema, The Shadow Man (O homem da sombra, em tradução direta), é uma versão inicial de um texto que Tolkien publicou em 1962 na coletânea As Aventuras de Tom Bombadil. O segundo, Noel, é um poema natalino.

“Fiquei comovido ao ler os poemas”, disse Oliver. “Noel traz uma abordagem diferente para uma história natalina e se passa em um cenário invernal. O foco é a Virgem Maria, o que pode explicar por que Tolkien o escreveu para a revista da escola, já que nós nos dedicamos a ela. The Shadow Man também é uma história bonita, sobre duas pessoas que se encontram e que depois apresentam apenas uma sombra – parece ser um texto sobre o casamento. O Homem da Sombra está incompleto até que uma mulher o encontra e acaba com sua solidão.”

Você agora pode morar em uma casa igual a dos hobbits – basta contratar essa empresa

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BIlbo-Bolseiro

E ela fica pronta em apenas 5 dias

Girrana Rodrigues, no Elástica

“Numa toca no chão vivia um hobbit.” Quem é fã dos livros de J. R. R. Tolkien reconhece com facilidade a primeira frase de O Hobbit. As casinhas pequenas e aconchegantes ajudavam a dar cor ao cenário da Terra Média.

Agora, a empresa Green Magic Homes está construindo casas pré-fabricadas semelhantes às tocas dos hobbits e que podem ser montadas em apenas cinco dias. De acordo com o site Stuff, depois de fazer a planta da casa e fabricar a estrutura com polímero reforçado com fibra, basta montar a estrutura e cobri-la com terra e vegetação – que além de decorativos dão resistência à casa.

As tocas são construídas debaixo do solo e você pode optar por plantar alguns legumes no telhado. Mas se você não é fã de legumes, pode escolher cobrir o teto com areia ou neve, dependendo da região em que você mora.

O resultado é impressionante:

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Encontrado mapa da Terra Média com anotações de J.R.R. Tolkien

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Imagem: Blackwell via The Guardian.

Imagem: Blackwell via The Guardian.

 

Um mapa de Middle-earth (Terra Média) com anotações do próprio J.R.R. Tolkien, foi descoberto no interior de uma cópia de The Lord of the Rings (O Senhor dos Anéis).

Aníbal Mendonça, no IGN Portugal

De acordo com o The Guardian, o mapa foi descoberto numa cópia do livro da ilustradora Pauline Baynes. Baynes referenciava o seu próprio trabalho no mapa para uma edição em 1970 do livro, Tokien corrigiu o nome de alguns locais e ofereceu sugestões a Baynes acerca das plantas e animais no mapa. Fez ainda questão de anotar que Hobbiton “é assumido ser aproximado em latitude a Oxford”, Inglaterra, onde Tolkien era professor.

Tolkien apontou ainda referências a cidades reais para os locais imaginários de Middle-earth, incluindo a inspiração para uma das cidades chave dos livros. A cidade italiana de Ravenna é “a inspiração por detrás de Minas Tirith”, aponta Tolkien.

O mapa está atualmente em exibição em Oxford, podendo ser seu por £60,000. O vendedor de livros Blackwell, que é quem está na posse do mapa, chama-lhe “talvez a melhor peça de Tolkien a emergir nos últimos 20 anos”

“O Hobbit”, de J.R.R. Tolkien, completa 78 anos

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Publicado no Boa Informação

Se você não passou a última década e meia desligado do mundo, é bem provável que já tenha ouvido falar em O Senhor dos Anéis. A história foi levada ao cinema por Peter Jackson e virou uma trilogia de enorme sucesso, renovando o interesse em torno das criações do autor da história original, o sul-africano J.R.R. Tolkien.

Contudo, antes de publicar a obra em que Frodo era incumbido da difícil tarefa de levar o Um Anel até os vulcões de Mordor a fim de destrui-lo, Tolkien fez sucesso com uma outra publicação: O Hobbit, livro que chegou às prateleiras da Grã-Bretanha em 21 de setembro de 1937, há 78 anos.

Sucesso imediato, O Hobbit conquistou o público e a crítica ao contar a história de uma criatura de tamanho diminuto, preguiçosa, comilona, porém muito astuta e valente. O título do livro fazia referência à raça do humanoide, que atendia pelo nome de Bilbo Bolseiro e vivia no Condado.

Há quase oito décadas, Tolkien lançava o livro que começaria a marcar seu nome na história da literatura mundial. Atualmente, sem nunca ter saído de moda, O Hobbit virou trilogia cinematográfica, jogo de videogame, jogo de tabuleiro e ainda continua a conquistar novos fãs.

Ilustração de Tolkien mostra a colina do Condado. (Foto: Reprodução/Espólio de J.R.R. Tolkien)

Ilustração de Tolkien mostra a colina do Condado. (Foto: Reprodução/Espólio de J.R.R. Tolkien)

“Num buraco no chão vivia um hobbit”

Todo o universo que serve de pano de fundo para as suas histórias já vinha sendo criado desde 1917. Grande entusiasta de contos de fada e lendas, Tolkien escrevia contos e poemas situados naquele mesmo ambiente. Foi no começo dos anos de 1930, porém, que ele começa a trabalhar na ideia de O Hobbit.

Professor de anglo-saxão na Faculdade de Pembroke, na Universidade de Oxford, certa vez Tolkien teve uma inspiração repentina enquanto analisava documentos de estudantes que tentavam ingressar na instituição. Ao ver uma página em branco, ele escreveu “Em um buraco no chão vivia um hobbit”.

Nos anos seguintes, ele se dedicou à construção da história, que estaria pronta já em 1932. Então, enviou o rascunho para a apreciação de vários amigos, entre eles o também escritor britânico C. S. Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia, que se empolgaram com a leitura e incentivaram a sua publicação.

Sala de entrada da casa de Bilbo. (Foto: Reprodução/Espólio de J.R.R. Tolkien)

Sala de entrada da casa de Bilbo. (Foto: Reprodução/Espólio de J.R.R. Tolkien)

Coleção de influências e inspirações

De modo geral, tanto a obra completa do autor quanto O Hobbit, falando de forma mais específica, receberam pesada influência de outras correntes artísticas. O pintor e escritor britânico William Morris e o seu Movimento das Artes e Ofícios, com suas composições de paisagens e abordagens literária, está entre as principais influências.

Falando de forma mais ampla, também não somente O Hobbit, mas toda a obra de Tolkien tem uma influência pesada da antiga literatura anglo-saxã e da cultura nórdica, com seus mitos e lendas. Os compêndios Edda, de poesia e prosa nórdicas, estão presentes na forma em que a história é contada e, além disso, a concepção da fauna e da flora e até mesmo os nomes dos personagens do livro também trazem a mesma fonte de inspiração.

Há quem veja ainda paralelos entre a história de Tolkien e a obra Viagem ao Centro da Terra, do escritor francês Julio Verne — como a questão das mensagens rúnicas e também o próprio conceito de uma longa jornada rumo ao desconhecido em busca de um objetivo.

Além de tudo isso, autores como os Irmãos Grimm, Samuel Rutherford Crockett e George MacDonald’s, bem como textos religiosos do cristianismo, em especial a história do povo hebreu, também são apontados como influências. Até mesmo a experiência pessoal de Tolkien com os eventos da Primeira Guerra Mundial é indicada como inspiração.

Mapas e ilustrações

Tolkien era conhecido por ser perfeccionista — tanto é que é comum ver as explicações de seu filho Christopher a respeito do receio que ele tem de publicar os rascunhos inacabados de seu pai —, então, era de se esperar um grande envolvimento seu nas várias fases de concepção e publicação de uma obra. (mais…)

Livro inacabado de autor de ‘O Senhor dos Anéis’ é lançado no Reino Unido

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A primeira obra em prosa do autor de 'O Senhor dos Anéis', John Ronald Reuel (JRR) Tolkien, um texto inédito e inacabado que é precursor de seus livros mais famosos

A primeira obra em prosa do autor de ‘O Senhor dos Anéis’, John Ronald Reuel (JRR) Tolkien, um texto inédito e inacabado que é precursor de seus livros mais famosos

‘A história de Kullervo’ (The Story of Kullervo) se inspira no trágico destino de um personagem da mitologia finlandesa

Publicado no Divirta-se

A primeira obra em prosa do autor de ‘O Senhor dos Anéis’, John Ronald Reuel (JRR) Tolkien, um texto inédito e inacabado que é precursor de seus livros mais famosos, será lançada nesta quinta-feira no Reino Unido.

Escrito em 1914-1915, quando JRR Tolkien era ainda um estudante na prestigiosa Universidade de Oxford, ‘A história de Kullervo’ (The Story of Kullervo) se inspira no trágico destino de um personagem da mitologia finlandesa.

Apaixonado desde jovem pelas línguas antigas, o jovem Tolkien estava particularmente interessado em uma coletânea de velhas histórias finlandesas, a “Kalevala”, que conta a história de Kullervo.

“Com esta história, é a primeira vez que JRR Tolkien, que até então era um poeta, começou a escrever um texto em prosa”, explica Vincent Ferré, professor de literatura comparada da Universidade de Paris Leste.

“Podemos dizer que Tolkien faz seus ensaios”, afirmou ainda o especialista no escritor britânico, que vê no texto “um exercício de estilo juvenil”.

“Por fim, abandona esta historia antes de acabá-la, para passar a escrever textos mais pessoais e originais”.

Audiência maior
‘A história de Kullervo’ já foi publicada em 2010 na revista acadêmica ‘Estudos Tolkien’ pela professora Verlyn Flieger, da Universidade americana de Maryland. Ela copiou o manuscrito escrito com lápis por Tolkien e conservado na famosa biblioteca Bodleian de Oxford.

“Pensei que merecia um público mais amplo que os assinantes de uma revista acadêmica, e assim me dirigi aos herdeiros de Tolkien para propor a eles publicá-lo em separado”, afirmou Flieger.

Uma vez que obteve seu acordo, colocou-se em contato com a editora das obras de Tolkien, HarperCollins, para supervisionar esta edição que também contém notas do escritor.

“É sua primeira obra mítica em prosa, e por isso, precursora do que vem depois”, afirmou Flieger.

“Também é inegável que é sua obra mais sombria, que esboça os aspectos mais obscuros de seu mundo inventado”, a Terra do Meio, cenário das aventuras do Senhor dos Anéis.

Kullervo é, dessa forma, “uma das fontes de Turin Turambar, uma figura central na mitologia de Tolkien, o futuro herói de “Os filhos de Húrin” e de um capítulo de Silmarillion.

“Ambos são malditos, seu pai conheceu um fim trágico, vítima de um personagem com poderes mágicos”, explicou Ferré.

O ‘Silmarillion’, que foi publicado postumamente em 1977 (JRR Tolkien morreu em 1973), é uma saga que abrange as histórias de ‘O Hobbit’ e ‘O Senhor dos Anéis’.

Páginas desconhecidas
Outros manuscritos de Tolkien foram publicados nos últimos anos, incluindo ‘Os filhos de Húrin’, em 2007, ‘A lenda de Sigurd e Gudrún’, em 2009, e a ‘A queda de Artur’, em 2013.

Segundo Flieger, ainda há muitos textos inéditos de Tolkien na biblioteca Bodleian, principalmente “notas para conferências, assim como escritos mais curtos”.

“Há centenas de páginas de Tolkien ainda desconhecidas para o público em geral, especialmente em relação a suas línguas inventadas”, explicou Ferré, que, no entanto, duvida que possam constituir novas obras.

O filho de JRR Tolkien, Christopher Tolkien, já publicou tudo que podia ser publicado, completou Ferré.

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