Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Tolkien

O escritor Tolkien

0

Tolkien para além do turismo na Nova Zelândia, nacional-socialismo dos ogros e elfos católicos.

1

Ramon S. Nunes, na Obvious

“Receio que eu esteja me atrasando cada vez mais com coisas que deveria fazer; mas não tem sido um bom ano. Foi apenas no final de agosto que me livrei do problema com meu ombro e meu braço direito. Percebi que não ser capaz de usar uma caneta ou um lápis é para mim tão frustrante quanto seria a perda do bico para uma galinha. Com os melhores votos,”

É conhecido o Tolkien criador de uma mitologia inglesa, o buraco de hobbit na folha em branco e a denúncia do industrialismo para o elogio de Beatles e hippies. São informações verdadeiras em algo e rasas. Alguns acrescentam orcs nazistas e Virgens Marias Élficas.

Tolkien foi um inglês. Nascido na África. Católico no sentido original da palavra Katolikos. Soldado poeta e professor de antiguidades. Tinha, como Bilbo, o mesmo prazer pela vida rural do “velho oeste do mundo”, um Bolseiro (Baggins), ou Suffield, e também um Tolkien, Tûk e Took, interessado desde pequeno no mundo e nas coisas contadas pelos homens; Homens, Histórias e Mitologias. Vida longa e difícil, duas guerras mundiais, carreira universitária respeitável, estar no alicerce da literatura popular junto de autores bem diferentes dele como Henry Miller, Ian Fleming e Poe. Mas o Tolkien escritor não será encontrado em uma formal análise de sua biografia.

Em Tolkien temos a grandeza longínqua de um mundo inteiro. Nas Cartas de Tolkien editadas por seu filho Christopher e no ensaio On Fairy-Stories (Sobre Histórias de Fadas, Conrad 2006) o próprio Tolkien conversa sobre a sua fortuna literária. Contrapartida, analistas como Corey Olsen colaboram para um olhar distante e crítico (Explorando o Universo do Hobbit, Lafonte 2012). Leituras que servem para sair do “Tolkien alegórico” dos hobbits no papel e hippies.

1

“Minhas opiniões políticas tendem cada vez mais para a anarquia (filosoficamente compreendida como significando a abolição do controle, não homens barbados com bombas) — ou para a monarquia “inconstitucional””

1

Um típico jovem eduardiano (Carta 43) bucólico e sentimental (Carta 45) que precisou enfrentar os horrores da guerra de trincheiras e ver o filho em uma guerra nuclear (Cartas 78, 131, 181). Um choque muito grande e que contribuiu para a sua visão católica (45, 52, 96, 153) de um inerente declínio (5, 53) da Cidade dos Homens, a sociedade em geral, apesar dos esforços possíveis dos bons, simples e justos. Ou daqueles que tentam ser bons, simples e justos no mundo decadente. Também um homem sociável, amante da troca de experiências literárias e dos clubes (132, 350), entusiasmado pelas lendas arturianas (222) e pela literatura de ficção. Apesar de inimigo do comercialismo voraz (13, 79) – e até do tipo de tratamento que a sua obra recebe e é vista por muitos (capítulo Crianças do seu ensaio). A dolorosamente longa e individual escrita de sua “mitologia” (25, 59, 137, 248, 259) como uma jornada de vida como a de Frodo. E uma advertência: não tentem me reduzir! (163, 229, 346).

A Fantasia aspira à destreza élfica, o Encantamento, e quando bem-sucedida aproxima-se mais dele do que todas as formas da arte humana. No coração de muitas histórias de elfos feitas pelos homens reside, aberto ou oculto, puro ou misturado, o desejo por uma arte subcriativa viva e realizada, que (por muito que se lhe assemelhe no exterior) é internamente bem diferente da avidez por poder centrado em si mesmo que é o sinal do simples Mágico. E desse desejo que os elfos, em sua melhor parte (mas ainda assim perigosa), são feitos principalmente. E é deles que podemos aprender o desejo e a aspiração central da Fantasia humana – mesmo que os elfos sejam, e ainda mais na medida em que sejam, somente um produto da própria Fantasia. O desejo criativo só é enganado por imitações, sejam os artifícios, inocentes, mas desajeitados, do dramaturgo humano, sejam as fraudes malévolas dos mágicos. Nesse mundo, para os homens, ele é impossível de ser satisfeito, e portanto imperecível. Incorrupto, ele não busca ilusão nem feitiço ou dominação, mas enriquecimento compartilhado, parceiros no fazer e no deleite, não escravos

1

John Ronald Reuel Tolkien foi um poeta da guerra. Cadete da King Edward’s School (foto de 1907), veterano da Batalha do Somme. Companheiro em armas dos sentimentos de Wilfred Owen, Sassoon, Isaac Rosenberg e Robert Graves. Da ortodoxia de Chesterton. Em seus pensamentos, George MacDonald, C.S. Lewis, Andrew Lang, a visão de um “oeste gentil” pelo qual lutou e escreveu, fantasiou no mais alto sentido, toda a vida: sua mitopeia.

Tolkien não foi o pai da mitopeia, os discursos platônicos talvez, porém o seu conceituador. Uma “mitologia menor”, criação secundária de um subcriador, uma pequena realidade estética, um pequeno mundo dentro do mundo maior, consistente e abrangente, não uma alegoria, a reconstrução voluntária e individual do ímpeto fantástico com o qual todas as narrativas épicas e religiões compartilham origem. Os nossos atuais “universo expandido de”, “mundinho”, “suspensão de descrença”, “consistência interior”, além, “arte multimídia”, “universo compartilhado”. Ele clarifica toda a literatura de ficção, o mundo não é assombrado por demônios e sim por perspectivas do Deslumbramento e do fantástico (sendo para ele a ressurreição de Cristo a fantasia soberana). O conceito dele de eucatástrofe merece não só um artigo como um livro inteiro, assim como o evangelium. Ele também consolidou o uso atual das mitologias setentrionais (northern, não nordic) com o seu conceito de elfos (fadas), orcs (goblins) e cenários. Do Material da Bretanha e dos ciclos escandinavos reimaginou um cenário fantástico comum largamente utilizado em livros, jogos e filmes (mitopeia). Muito além dos seus próprios intentos ele redefiniu uma grande camarada da literatura popular, a ficção fantástica. Um hobbit para todos surpreender*.

“Nascemos em uma era sombria fora do tempo devido (para nós). Porém, há este consolo: de outro modo não saberíamos, ou muito amaríamos, o que amamos. Imagino que o peixe fora d’água é o único peixe a ter uma noção da água”

1

Há exatos 100 anos, Tolkien idealizou o mundo fantástico da Terra-Média

0

1

Ian Castelli, no Megacurioso

Há exato um século, em setembro de 1914, J. R. R. Tolkien teve os primeiros vislumbres do universo fantástico que criou em suas renomadas e principais obras, como “O Hobbit”, “O Senhor dos Anéis” e “O Silmarillion”, livros que encantaram pessoas por gerações e fascinam leitores do mundo todo até hoje.

Mesmo que Tolkien não pudesse prever o impacto que suas criações fantasiosas teriam no mundo real, ele fundamentou todas as suas criações mitológicas como se elas fossem verdadeiras – foram criados línguas, lendas, heróis e até mesmo poemas mitológicos. E foi justamente com os poemas que tudo teve início.

Aos 22 anos, durante o período da Primeira Guerra Mundial, o jovem Tolkien escreveu em Nottinghamshire um aparentemente despretensioso poema sobre um marinheiro estelar que navega em direção ao céu. Batizado de “The Voyage of Éarendel the Evening Star”, esse foi o primeiro texto do universo de Tolkien, que, posteriormente, foi adaptado às mitologias propostas pelo autor.

1

Nas frases de 1914, não encontramos referências aos hobbits, elfos ou ao poder do Um Anel, já que esses conceitos provavelmente não estavam na mente do jovem Tolkien. Porém, temos um rascunho de Eärendil, um personagem extremamente importante que foi pai de reis e detentor do poder da luz.

É possível que você se lembre de Eärendil em trechos do livro e dos filmes de “O Senhor dos Anéis”, já que o frasco de luz que Frodo possui e que o protege em Mordor provém do próprio marinheiro estelar Eärendil. Veja abaixo o texto original em inglês (não encontramos traduções livres para o português):

Éarendel sprang up from the Ocean’s cup
In the gloom of the mid-world’s rim;
From the door of Night as a ray of light
Leapt over the twilight brim,
And launching his bark like a silver spark
From the golden-fading sand;
Down the sunlit breath of Day’s fiery Death
He sped from Westerland.

1

Caso deseje saber mais sobre Éarendel, existem mais informações sobre ele no livro “Contos Inacabados”, Volume II, editado pelo filho do autor, Christopher Tolkien. Depois de escrever o poema de Éarendel (que posteriormente virou Eärendil), Tolkien começou um processo criativo que se estendeu por anos e que está presente em todas as suas obras. Com o amadurecimento desses conceitos, a Terra-Média foi criada por ele, assim como todas as suas criaturas, lendas e referências.

Inspirado por outros épicos clássicos nórdicos e germânicos, aos poucos as histórias que hoje já conhecemos tão bem ganharam as páginas – e depois, invadiram os cinemas também.

Rick Riordan fala sobre a trilogia baseada na mitologia nórdica

0

1

Guilherme Cepeda, no Burn Book

Os deuses e heróis da Escandinávia medieval devem aportar em Boston a partir de 2015, numa invasão viking orquestrada pelo escritor de fantasia americano Rick Riordan.

Em entrevista à Folha por e-mail, Riordan, 49, contou que sua nova série, uma trilogia, terá “muita ação e humor, misturando o moderno e o mítico”, na mesma linha dos livros de sua autoria que têm como protagonista o jovem semideus Percy Jackson.

As aventuras de Jackson, inspiradas nos mitos gregos e ambientadas no século 21, já venderam mais de 20 milhões de livros mundo afora. Em outras obras, Riordan também deu nova roupagem aos mitos romanos e egípcios, mas conta que, na verdade, as histórias escandinavas foram a primeira mitologia antiga pela qual se interessou.

“Quando eu era bem pequeno, meu pai costumava ler histórias folclóricas do Velho Oeste para mim. Depois, virei fã de ‘O Senhor dos Anéis’, de J.R.R. Tolkien.

Meu professor de inglês, na época, foi muito esperto e disse que, se eu gostava de Tolkien, também poderia me interessar pelos mitos nórdicos”, explica. “Logo depois, descobri a mitologia grega, que acabou virando uma paixão para o resto da vida.”

1

Poderosos como suas contrapartes da Grécia Antiga, os heróis adolescentes de Riordan tendem a sofrer com problemas modernos, como dislexia e TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). Essas características são uma homenagem a seu filho Haley, que é disléxico e tem TDAH.

Nos livros mais recentes de seu universo, os da série “Os Heróis do Olimpo”, o autor decidiu enfrentar outro tema envolto em tabus mesmo para os adolescentes modernos, mas muito comum na mitologia greco-romana original: as paixões homossexuais.

Na história, um semideus adolescente confessa ter se apaixonado por Percy. “É uma parte da mitologia da qual tendemos a nos afastar hoje”, diz. “Mas não acho que haja razões para fingir que a homossexualidade não existe.” Riordan diz esperar que o personagem ajude seus leitores a evitar a discriminação.

Romance de Aragorn e Arwen de Senhor dos Anéis quase foi cortado do livro

0

Gabriel Utiyama, no Cabine Literária

Em uma carta para seu editor Rayner Unwin, escrita em 1955, J. R. R. Tolkien narra diversas dificuldades que enfrentou enquanto escrevia o terceiro livro da trilogia Senhor dos Anéis e explica que quase cortou o romance dos personagens Aragorn e Arwen da história.

1

A carta, que está sendo leiloada com expectativa de ser vendida por até R$32 mil, conta com uma passagem onde Tolkien diz que W. H. Auden, seu colega e poeta, afirma “Aragorn-Arwen é desnecessário e superficial. Espero que os fragmentos de toda a saga curem esse romance. Eu ainda o acho mordaz: uma alegoria de uma esperança pelada.”, uma afirmação que o próprio Tolkien parece concordar mas que, devido ao trabalho de mapear todo o relacionamento e criar suas árvores familiares, acabou passando pelo corte final.

Vocês acham que o livro teria sofrido se esse romance não existisse?

E se J.R.R. Tolkien trabalhasse como redator de uma agência?

0

A resposta está no divertido Tumblr One Ad to Rule Them All

Anúncio da Land Rover se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio da Land Rover se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Amanda de Almeida, na Exame

Essa vai para os fãs apaixonados pela obra de J.R.R. Tolkien: como seria se o criador de O Hobbit e O Senhor dos Anéis tivesse ido trabalhar com publicidade, em vez de se dedicar à literatura? A resposta está no divertido Tumblr One Ad to Rule Them All.

Uma pena que há apenas alguns posts por lá, datados de dois meses atrás. Também não há informações sobre quem é a mente por trás deste Tumblr, mas seja quem for, teve uma ótima sacada. Tomara que o trabalho tenha continuidade.

Atualização: nos comentários do B9, o Juarez Rodrigues esclareceu o mistério da mente por trás de One Ad to Rule Them All.

Segundo ele, o autor é Valerio Amaro, que criou esta série em uma aula ministrada pelo próprio Juarez na Miami Ad School de Berlim, chamada Projetos Pessoais.

Anúncio da Land Rover se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio da Land Rover se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio da Absolut Vodka se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio da Absolut Vodka se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio de TomTom se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio de TomTom se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio de Listerine se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio de Listerine se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio de perfume da Chanel se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio de perfume da Chanel se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio da Nike se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio da Nike se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio da Durex se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio da Durex se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio da Adidas se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio da Adidas se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio de Ryanair se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Anúncio de Ryanair se fosse escrito por J.R.R. Tolkien

Imagens: Reprodução/oneadtorulethemall.tumblr.com

Go to Top